sexta-feira, abril 30, 2010
quarta-feira, abril 28, 2010
Resolução da Assembleia Popular ucraniana em Lisboa
Ao Presidente do Conselho Supremo da Ucrânia,Aos Deputados do Povo do Conselho Supremo da Ucrânia,
Ao Tribunal Constitucional da Ucrânia,
À Procuradoria-geral da Ucrânia
Apesar das repetidas ameaças à segurança na Ucrânia por parte dos altos dirigentes da Federação Russa, caso a Ucrânia decida avançar com a sua adesão à NATO, o Presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, ultrapassando a autoridade que lhe foi conferida pela Constituição Ucraniana e pelos ucranianos (a saber: o artigo 17° estabelece que: "No território Ucraniano não é permitida a localização de bases militares estrangeiras”, e que: "A protecção da soberania e a integridade territorial da Ucrânia, a garantia de segurança económica e informacional são as funções mais importantes do Estado perante todo o povo ucraniano), assinou com o presidente russo, Dmitriy Medvedev, em Kharkiv, a 21 de Abril de 2010, um acordo sobre a extensão da Frota russa do Mar Negro na Crimeia de 2017 à 2042.
Esta não é a primeira ocasião em que o recém-eleito Presidente destabiliza a situação política, fomenta o potencial de confrontos étnicos em diferentes regiões do país, e põe em risco a integridade da Ucrânia.
O presidente V. Yanukovich é renitente na sua intenção de introduzir o russo como segunda língua oficial da Ucrânia, o que, sem dúvida, contribuirá para a destruição da nação ucraniana, ele também ignora e desrespeita a Lei da Ucrânia № 376-V sobre o Holodomor (Holocausto conduzido pela fome), reduzindo os programas de investigação sobre os crimes cometidos sob liderança da União Soviética, com uma postura anti-ucraniana sobre o papel da UPA na luta pela libertação nacional e a independência, etc. Tudo isto, não é, senão uma destruição da soberania ucraniana, planeada em prol dos planos imperiais de um Estado estrangeiro, que pretende anexar o Estado-nação “Ucrânia”.Em vez de apresentar um programa claro de combate a crise económica da Ucrânia, Viktor Yanukovich apoia os passos que o Governo da Ucrânia dá, liderado por Mykola Azarov, respondendo aos requisitos políticos de outros estados, em troca de benefícios económicos estrategicamente duvidosos, traindo, assim, os interesses nacionais da Ucrânia em geral.
Nós, ucranianos, devido a condições socioeconómicas, vivemos agora em território português, mas mantemos connosco o estatuto de cidadãos da Ucrânia, e investimos no nosso país a maior parte do dinheiro dificilmente ganho, desejando, no futuro, voltar para a nossa Pátria. Como cidadãos ucranianos, condenamos as acções do actual Presidente da Ucrânia, do Governo, e da oposição do Tribunal Supremo da Ucrânia, que juntamente com as forças anti-ucranianas conduzem à entrega parcial da soberania da Ucrânia (mantendo quase eternamente a base militar russa na Ucrânia).
Apoiando a iniciativa das forças democráticas da Ucrânia, requeremos: iniciar o processo de reeleição do Presidente da Ucrânia, do Conselho Supremo, e o processo de demissão do Governo da Ucrânia.
Exigência apoiada pela Assembleia Popular, realizada a 28/4/2010, na sede da Embaixada da Ucrânia em Portugal.
Associação dos Ucranianos de Portugal
Associação Ucraniana de Portugal “Sobor”
Movimento Cristão dos Ucranianos em Portugal
terça-feira, abril 27, 2010
Assembleia Popular ucraniana em Lisboa
Na quarta-feira, dia 28.04.2010, às 13:00, junto ao edifício da Embaixada da Ucrânia em Lisboa (Avenida das Descobertas, № 18, no Restelo), terá o lugar a Assembleia Popular da comunidade ucraniana radicada em Portugal, dedicado à problemática dos actos inconstitucionais do Presidente da Ucrânia, e das acções governamentais que conduzem ao enfraquecimento do Estado, ameaçando a Independência e a soberania da Ucrânia.Testemunhamos uma venda aberta dos interesses nacionais, da segurança da sociedade ucraniana e da integridade territorial da Ucrânia.
Exortamos todos os ucranianos residentes em Portugal juntar-se à essa iniciativa para proteger os interesses nacionais do nosso país natal, apoiando a exigência do impeachment do Presidente e da demissão do Governo.
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Associação Ucraniana de Portugal “Sobor”
Movimento Cristão dos Ucranianos em Portugal
Movimento Cristão dos Ucranianos em Portugal
sexta-feira, abril 23, 2010
O último combate do UPA
No dia 14 de Abril de 1960 teve lugar o último combate conhecido de um destacamento (boïvka) do UPA contra as forças soviéticas de ocupação da Ucrânia. Este acontecimento resumiu a luta de 18 anos que a guerrilha ucraniana travava no território da Ucrânia Ocidental.No período entre 1944 e 1956 morreram 155.000 insurgentes ucranianos, se entregaram aos ocupantes 77.000, foram presos 104.000.
Após 1954 eram registados apenas os actos esporádicos de resistência armada. Um dos últimos invasores fisicamente liquidado pela guerrilha foi o responsável operativo do UKGB na Província de Ternopil, tenente V. Storozhenko, abatido à tiro pelo guerrilheiro P. Pasichny no dia 12 de Outubro de 1959, na floresta nos arredores da aldeia de Trostianets, no distrito de Berezhany.
As últimas vítimas do lado ucraniano foram os guerrilheiros P. Pasichny e O. Tsetnarskiy, mortos em combate durante a operação militar junto à fazenda de Loza, do distrito de Pidhaetskiy, da Província de Ternopil, no dia 14 de Abril de 1960.
Fonte & Foto (autor desconhecido):
http://sonnyak.livejournal.com/417566.html
Bónus:
Após 1954 eram registados apenas os actos esporádicos de resistência armada. Um dos últimos invasores fisicamente liquidado pela guerrilha foi o responsável operativo do UKGB na Província de Ternopil, tenente V. Storozhenko, abatido à tiro pelo guerrilheiro P. Pasichny no dia 12 de Outubro de 1959, na floresta nos arredores da aldeia de Trostianets, no distrito de Berezhany.
As últimas vítimas do lado ucraniano foram os guerrilheiros P. Pasichny e O. Tsetnarskiy, mortos em combate durante a operação militar junto à fazenda de Loza, do distrito de Pidhaetskiy, da Província de Ternopil, no dia 14 de Abril de 1960.
Fonte & Foto (autor desconhecido):
http://sonnyak.livejournal.com/417566.html
Bónus:
O último guerrilheiro conhecido da Estónia, August Sabbe suicidou-se em 1978, para não ser capturado pela KGB.
Bónus 2:
“Liberdade e Verdade”: o discurso que Lech Kaczynski preparou para ser apresentado em Smolensk:
“Isso aconteceu há 70 anos. Eles mataram-lhos – com as mãos amarradas – um tiro na nuca. Para que não haja muita sangue. Em seguida – ainda com as águias nos botões de fardas – foram colocados em covas profundas. Aqui, em Katyn, houve quatro mil e quatrocentos destas mortes. Em Katyn, Kharkiv, Tver, Kyiv, Kherson, em Minsk – 21.768 no seu total.
Bónus 2:“Liberdade e Verdade”: o discurso que Lech Kaczynski preparou para ser apresentado em Smolensk:
“Isso aconteceu há 70 anos. Eles mataram-lhos – com as mãos amarradas – um tiro na nuca. Para que não haja muita sangue. Em seguida – ainda com as águias nos botões de fardas – foram colocados em covas profundas. Aqui, em Katyn, houve quatro mil e quatrocentos destas mortes. Em Katyn, Kharkiv, Tver, Kyiv, Kherson, em Minsk – 21.768 no seu total.
Os cidadãos polacos foram mortos, pessoas de diferentes credos e profissões diferentes, soldados, policiais e civis. Entre eles generais e policiais comuns, professores e agentes rurais. Eles são capelães militares de vários credos: padres católicos, o rabino – chefe de Exército Polaco, capelão – chefe da Igreja Grego – Católica e capelão – chefe da Igreja Ortodoxa.Todos estes crimes – cometidos em vários lugares – simbolicamente chamados Massacre de Katyn. Eles estão ligados pela a nacionalidade das vítimas e pela mesma decisão dos mesmos responsáveis”.
Ler o texto integral em polaco:
Wolnosc_i_Prawda.
Ler o texto integral em polaco:
Wolnosc_i_Prawda.
quarta-feira, abril 21, 2010
Ucrânia vive a traição nacional
Os Presidentes da Ucrânia e da Rússia, Viktor Yanukovich e Dmitri Medvedev, assinaram o acordo intergovernamental sobre a continuação da presença da frota russa do Mar Negro no território da Ucrânia por mais 25 anos. O acordo prevê a sua prorrogação para mais cinco anos, no caso de concordância das partes.Em contrapartida, segundo o mesmo acordo, a Ucrânia receberá o desconto de 100 dólares por cada 1.000 m³ de gás comprado na Rússia, caso o preço do gás ultrapassar os 330 USD / 1.000 m³ e 30% de desconto sobre o valor total do contracto, caso o preço não ultrapassar os 330 USD.
Fonte:
http://www.pravda.com.ua/news/2010/04/21/4950590
A decisão do “não – presidente” ucraniano é ilegítima e inconstitucional, pois o 17° artigo da Constituição da Ucrânia diz claramente: “Não é permitida a presença das bases militares estrangeiras no território da Ucrânia”.
Além disso, a questão da presença da frota russa do Mar Negro na Ucrânia até 2017 foi mencionada nas disposições transitórias da Constituição da Ucrânia, por isso a mudança de condições deve, necessariamente envolver a mudança da Constituição. Mas depois da última decisão do Tribunal Constitucional sobre a legitimidade de formar a maioria parlamentar não através dos grupos parlamentares, mas através dos deputados individuais, ninguém duvida que a decisão sobre a permanência da frota russa na Ucrânia também não será declarada como inconstitucional.
Quo Vadis, Ucrânia?
Vai ai uma nova Revolução?..
Guto Pasko: A Bandeira do Divino
Ver o filme (link graciosamente cedido pelo realizador):
http://www.rpctv.com.br/coroados/video.phtml?Video_ID=81471&Programa=revistarpc&tipo=&categoriaNome=casosecausos
terça-feira, abril 20, 2010
Ivan Demjanjuk: Eu acuso!
Prisioneiro da guerra ucraniano, soldado do exército soviético, Ivan (John) Demjanjuk, julgado actualmente na Alemanha, escreveu a carta, lida pelo seu advogado, Ulrich Busch, no dia 13 de Abril de 2010, onde acusa directamente a Alemanha de ser a responsável de o “transformar no escravo”, que “perdeu o sentido da vida, a felicidade da família, e toda a esperança para o futuro”.Ivan Demjanjuk: “Eu acuso, Alemanha é culpada!”
Eu pessoalmente estou grato a quem me ajudou na minha doença incurável: na prisão, ou aqui na sala do tribunal. Por isso, agradeço especialmente a equipa médica que cuidou de mim, aligeirou a minha dor, e que me ajuda a suportar este processo judicial, que para mim é uma tortura. Nesta ocasião, eu noto o seguinte:
1. Alemanha é culpada por causa da guerra destrutiva contra a União Soviética, em que eu perdi a minha casa e a minha pátria.
2. Alemanha é culpada por me transformar em um prisioneiro da guerra.
3. Alemanha é culpada por criar os campos de prisioneiros de guerra, onde eu e milhões de outros soldados do Exército Vermelho foram condenados à morte por inanição, que eu escapei unicamente pela vontade de Deus.
4. Alemanha é culpada por me tornar um escravo no campo de prisioneiros.
5. Alemanha é culpada por começar uma guerra implacável, onde 11 milhões de meus compatriotas ucranianos foram mortos pelos alemães e milhões de outros ucranianos, incluindo a minha querida esposa, Lida, foram levados para a escravidão alemã.
6. Alemanha é culpada por milhares dos meus compatriotas foram convertidos à força em ajudantes alemães, obrigados, sob a pena de morte de participar no programa do terrível genocídio contra os judeus, ciganos, ucranianos, polacos e russos, sendo os centenas daqueles que se recusaram a participar neste crime, foram exterminados pelos alemães. Apesar disso, outras centenas de milhares foram deportados para a Ucrânia: para o fuzilamento de Stalin, ou deportados para os GULAGes da Sibéria, onde executavam os trabalhos laborais árduos.
7. Alemanha é culpada por me forçar a passar as necessidades nos campos de refugiados da pós-guerra.
8. Alemanha é culpada por após 30 anos de perseguição contra a igualdade dos meus direitos em Israel, EUA e Polónia, e depois de 10 anos de prisão em Israel (incluindo os 5 anos de cela de morte), nos meus últimos anos da vida, completando quase 90 anos, eu fosse deportado para a Alemanha.
9. Alemanha é culpada por no fim da minha vida, ignorando as leis, eu, a pessoa extremamente fraca, sou injustamente acusado de cumplicidade dos assassinatos. Tudo isso, contrariamente ao Direito Internacional, em vigor há mais de 65 anos, contrariando a Carta Europeia dos Direitos do Homem.
10. Alemanha é culpada, por eu, uma pessoa inocente, já 9 meses estou atormentado na prisão de Stadelheim.
11. Alemanha é culpada por eu perder para sempre a minha pátria escolhida, os EUA.
12. Alemanha é culpada por eu perder o sentido da vida, a felicidade da família, e toda a esperança para o futuro.
Fonte:
http://a-ingwar.blogspot.com/2010/04/blog-post_19.html
Eu pessoalmente estou grato a quem me ajudou na minha doença incurável: na prisão, ou aqui na sala do tribunal. Por isso, agradeço especialmente a equipa médica que cuidou de mim, aligeirou a minha dor, e que me ajuda a suportar este processo judicial, que para mim é uma tortura. Nesta ocasião, eu noto o seguinte:
1. Alemanha é culpada por causa da guerra destrutiva contra a União Soviética, em que eu perdi a minha casa e a minha pátria.
2. Alemanha é culpada por me transformar em um prisioneiro da guerra.
3. Alemanha é culpada por criar os campos de prisioneiros de guerra, onde eu e milhões de outros soldados do Exército Vermelho foram condenados à morte por inanição, que eu escapei unicamente pela vontade de Deus.
4. Alemanha é culpada por me tornar um escravo no campo de prisioneiros.
5. Alemanha é culpada por começar uma guerra implacável, onde 11 milhões de meus compatriotas ucranianos foram mortos pelos alemães e milhões de outros ucranianos, incluindo a minha querida esposa, Lida, foram levados para a escravidão alemã.
6. Alemanha é culpada por milhares dos meus compatriotas foram convertidos à força em ajudantes alemães, obrigados, sob a pena de morte de participar no programa do terrível genocídio contra os judeus, ciganos, ucranianos, polacos e russos, sendo os centenas daqueles que se recusaram a participar neste crime, foram exterminados pelos alemães. Apesar disso, outras centenas de milhares foram deportados para a Ucrânia: para o fuzilamento de Stalin, ou deportados para os GULAGes da Sibéria, onde executavam os trabalhos laborais árduos.
7. Alemanha é culpada por me forçar a passar as necessidades nos campos de refugiados da pós-guerra.
8. Alemanha é culpada por após 30 anos de perseguição contra a igualdade dos meus direitos em Israel, EUA e Polónia, e depois de 10 anos de prisão em Israel (incluindo os 5 anos de cela de morte), nos meus últimos anos da vida, completando quase 90 anos, eu fosse deportado para a Alemanha.
9. Alemanha é culpada por no fim da minha vida, ignorando as leis, eu, a pessoa extremamente fraca, sou injustamente acusado de cumplicidade dos assassinatos. Tudo isso, contrariamente ao Direito Internacional, em vigor há mais de 65 anos, contrariando a Carta Europeia dos Direitos do Homem.
10. Alemanha é culpada, por eu, uma pessoa inocente, já 9 meses estou atormentado na prisão de Stadelheim.
11. Alemanha é culpada por eu perder para sempre a minha pátria escolhida, os EUA.
12. Alemanha é culpada por eu perder o sentido da vida, a felicidade da família, e toda a esperança para o futuro.
Fonte:
http://a-ingwar.blogspot.com/2010/04/blog-post_19.html
Poder ucraniano persegue jornalistas
O novo governo ucraniano, formado com os atropelos da Lei eleitoral na base do Partido de Regiões, aposta na perseguição de jornalistas, deteriorando os índices de Liberdade de Imprensa na Ucrânia, denuncia a organização Repórteres Sem Fronteiras.A polícia de Kyiv intensificou a campanha de intimidação e assédio contra a jornalista e blogueira ucraniana Olena Bilozerska, em conexão com a sua reportagem sobre a manifestação em frente de loja de peles de animais no dia 18 de Fevereiro último, na qual foram atiradas algumas bombas de fumo e os ovos contra as montras daquela loja.
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Durante a sua segunda interrogação, ocorrida no dia 13 de Abril por inspector da polícia, este foi acompanhado por um homem, que alegou ter sido um dos manifestantes. O inspector estava insistentemente incentivado o desconhecido a declarar que Olena Bilozerska tinha o conhecimento prévio da manifestação e, na verdade, era uma participante, e não uma testemunha. A polícia também fez as buscas nos domicílios da Olena Bilozerska e do fotógrafo Olexiy Furman da Agência de Notícias Fhotolenta, onde aprendeu os blocos de sistema dos seus computadores, câmaras fotográficas (sem os filmes dentro) e vários DVD.
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Ler mais na página da organização Repórteres Sem Fronteiras:
http://en.rsf.org/ukraine-in-intimidating-move-police-03-04-2010,36946.html
http://en.rsf.org/ukraine-in-intimidating-move-police-03-04-2010,36946.html
sexta-feira, abril 16, 2010
Miguel Bakun: na beira do Mundo
O Governo do Estado do Paraná (Brasil) e Associação dos Amigos de Óscar Niemeyer convidam para a abertura da exposição: Miguel Bakun, na beira do Mundo.
15 de Abril – 15 de Agosto de 2010:
http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/miguelbakun.html
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