domingo, dezembro 06, 2009

O filme Teach Me to Dance

Na página do Escritório Nacional de Filmes de Canadá (Office national du film du Canada), apareceu uma curta-metragem muito interessante sobre os ucranianos da Canadá Ocidental em 1919. O filme chama-se “Teach Me to Dance”, foi dirigido por Anne Wheeler em1978, dura apenas 28’35’’ minutos e pode ser visto na Internet gratuitamente.

Neste drama, a jovem ucraniana Lesia, convence Sarah, a sua amiga de descendência britânica aprender a dança tradicional ucraniana, como a parte da performance de Natal. Mas o pai da Sarah, enfurecido pela presença crescente dos ucranianos da região, não quer deixar a sua filha participar no certame. Apesar de preconceitos dos parentes, a amizade das meninas contínua forte, e eles decidem celebrar o Natal em conjunto.

Foto (http://beta.nfb.ca/film/teach_me_to_dance):
Actores: Nadia Ostashewski (Lecia) e Christine Lilge (Sarah)

Ver o filme:
http://www.onf.ca/film/teach_me_to_dance

Obrigado ao vent-de-la-mer

Rádio amador ucraniano em Moçambique

Recentemente, o Moçambique foi visitado pelo rádio – amador (ondas curtas) ucraniano, Igor UY5LW.

O clube de rádio – amadores de Universidade de Kharkiv, UT7L apoiou essa operação em Moçambique, que durou entre o dia 13 de Novembro e até 3 de Dezembro, com a “assinatura” C91LW (emitida pelo Igor UY5LW). Todas as actividades decorriam nas ondas de 80-12 metros, na sua maioria CW, com algumas actividades RTTY e PSK.

Mais informação na página C91LW WEB.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Embaixada ucraniana na Nigéria

Apostando no incremento da sua presença diplomática no continente africano, algum tempo atrás a Ucrânia abriu a embaixada na Nigéria, que também representa o país no Benin e em Gana.

Como é habitual nestas circunstâncias, o quadro do pessoal da embaixada é reduzido, além do Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, Sr. Valerii Vasyliev, a embaixada conta com 2° secretário, Sra. Julia Ryzhykh e o encarregado de negócios, Sr. Oleksandr Fomenko. No dia 17 de Novembro último, Embaixador ucraniano apresentou a sua Carta de Acreditação ao presidente da Nigéria, Sr. Umaru Musa Yar'adua.

A Diáspora ucraniana na região não é muito numerosa, além disso, até a data, a sua história não recebeu nenhum estudo relevante. Mesmo assim, os dados de embaixada indicam que cerca de 600 ucranianos étnicos residem permanentemente na Nigéria, cerca de 200 em Benin e cerca de 1500 em Gana. Os ucranianos vivem predominantemente nas capitais e nas grandes cidades: Abuja, Lagos, Kaduna e Kano na Nigéria; Cotonou e Porto-Novo em Bebin; Accra, Kumasi e Tamale em Gana. Neste momento, existe uma grande vontade dos ucranianos da Nigéria em se organizar ao nível comunitário. Para mais informações sobre a comunidade ucraniana local, pode-se contactar a Sra. Zoya Jibodu, zoya.jibodu@gmail.com, +234 8023065767.

Contactos da Embaixada:
Endereço WEB: http://www.mfa.gov.ua/nigeria/en
Endereço físico: Plot 15, Moundou Street Wuse II, Abuja, Nigéria
Telefones: (+ 234-9) 523-95-77; 524-00-87; 524-00-88
Secção Consular: (+ 234-9) 524-08-46; Fax: (234-9) 523-95-78
e-mail: emb_ua@microaccess.com

Holodomor no Eurochannel

Na semana passada, o canal Eurochannel transmitido pelo TvCabo Moçambique, demonstrou o filme documental húngaro “Holodomor – Eminsee Ukrajnaban” (Holodomor – Fome na Ucrânia), sobre a Grande Fome na Ucrânia de 1932-1933.

Dirigido por István Hegedüs e Igor Hidvégi, o filme dura cerca de 48 minutos, contando a história sobre a fome que ocorreu na República Soviética Socialista da Ucrânia em 1932-1933. Em menos de 500 dias milhões de pessoas morreram de fome por causa das políticas soviéticas que pretendiam transformar à força os camponeses livres em servos das grandes explorações agrícolas colectivas (kolkhozes).

O Holodomor é considerado como uma das maiores calamidades nacionais que afectou a nação ucraniana na história moderna. O documentário analisa o contexto ideológico, económico e político desta tragédia e examina as várias causas possíveis da fome. O filme apresenta as entrevistas dos peritos, das testemunhas, dos políticos (que incluem o presidente de Ucrânia, Viktor Yuschenko), usa muitas imagens de arquivos.

O filme ainda pode ser visto no dia 8 de Dezembro (1h00 – 2h00 e 17h00 – 18h00)

Ciclo do cinema sobre a Europa Central no Eurochannel:
http://www.eurochannel.com/web/eurochannelusa/cycle_east_of_europa

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Shevchenko teve acidente de viação

Hoje, no dia 3 de Dezembro de 2009, o atacante da selecção da Ucrânia e do clube “Dynamo Kyiv”, Andriy Shevchenko foi vítima de um pequeno acidente de viação em Kyiv.

O seu recém – comprado automóvel Porsche Panamera Turbo, colidiu ligeiramente com a Honda CRV. O acidente teve lugar na rua Melnikova, junto ao Centro Televisivo da capital ucraniana.

O próprio Andriy Shevchenko não sofreu nenhum ferimento.

Fonte & Fotos:
http://dynamo.kiev.ua/news/20702.html

Diário do combatente ucraniano na Geórgia

Em 1993 os nacionalistas ucranianos filiados na organização UNA-UNSO apoiavam activamente a Geórgia na sua luta pela independência e a integridade territorial. Juntos, os voluntários ucranianos e o exército georgiano travaram a batalha impossível contra os separatistas locais e os seus patrões estrangeiros.

O livro autobiográfico “Como os cossacos combatiam no Cáucaso. O diário do centurião Ustym” (editora Cão Verde), é uma tentativa do autor, ucraniano Valeriy Bobrovych, mais conhecido como Centurião Ustym, contar a sua experiência de comandar uma unidade de voluntários ucranianos na guerra da Abecásia.

Este livro é uma crónica verídica de moderna guerra real de baixa intensidade, descrevendo as operações – relâmpago, a crueldade e a morte, a amizade entre os homens, os ferimentos graves e a recepção “calorosa” que os ucranianos receberam ao voltar a Ucrânia dos serviços secretos do seu próprio país.

Escreve Grigol Katamadze, o embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Geórgia na Ucrânia:

“Como participante directo no conflito, que foi condecorado pelo estado georgiano com a Ordem Vakhtang Gorgasal do 3º grão, Sr. Valeriy com certeza, manifesta uma visão subjectiva dos acontecimentos. Mas tenho a certeza, do que este livro ajudará ao leitor entender o que aconteceu com Geórgia, o que foi que causou as consequências avassaladores ao povo georgiano.

Geórgia não conseguiu evitar o conflito sangrento com Rússia, que foi inspirado após a desintegração da União Soviética. Os problemas não resolvidos daquele tempo levaram aos acontecimentos trágicos de Agosto de 2008. /…/

Estou agradecido a todos aqueles que participaram naquele conflito assustador, ajudando a Geórgia se preservar, mantendo a sua identidade e a integridade territorial. Eu me curvo perante a memória dos combatentes (ucranianos) mortos:

Roman Halazyka (Роман Галазикa)
Oleksiy Dovhiy (Олексій Довгий)
Volodymyr Krutyk (Володимир Крутик)
Viktor Nesterchuk (Віктор Нестерчук)
Leonid Tkachuk (Леонід Ткачук)

Eu tenho a certeza, do que a Geórgia, apesar de fazer tudo que está ao seu alcance, tem uma dívida inestimável perante as famílias destes rapazes.

Não gostaria de entrar em pormenores históricos dos relacionamentos georgiano – russos (nomeadamente a anulação do Tratado de Georgievsk, consequente colonização e mais tarde a sovietização da Geórgia), mas estou profundamente convencido do que Rússia tem que entender que precisa de uma Geórgia forte e unida, para servir de base de estabilidade não só na região Sudeste da Europa, mas também no Cáucaso do Sul e na própria Rússia”.

Fonte & Fotos:http://a-ingwar.blogspot.com/2009/11/blog-post_25.html (fotos)
http://a-ingwar.blogspot.com/2009/11/blog-post_22.html

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Lula na Ucrânia

O presidente brasileiro, Luiz Inácio “Lula” da Silva visitou hoje a Ucrânia, onde assinou o acordo sobre a eliminação de vistos e recebeu a ordem de Liberdade.

Os presidentes do Brasil e da Ucrânia, Lula da Silva e Viktor Yuschenko assinaram o acordo sobre a supressão de vistos de entrada entre os dois países. Além disso, foi assinado o acordo sobre a abertura de ligação aérea directa entre Kyiv e Brasília. A operação arrancará nos próximos 6 meses, com a frequência inicial de três voos por semana.

O Presidente ucraniano condecorou o Presidente do Brasil com a ordem de Liberdade (Decreto Presidencial 960/2009), pela “contribuição significativa no desenvolvimento da cooperação bilateral brasileira – ucraniana”.

Os dois presidentes também participaram no Fórum empresarial brasileiro – ucraniano (fabricação no Brasil a insulina usando as tecnologias ucranianas, aumento de capacidades brasileira de fabricar as fertilizantes químicas, a reconstrução do porto ucraniano de Odessa, para receber os minérios brasileiros, entre outros).

Lula da Silva e Viktor Yuschenko também prestaram a homenagem à memória das vítimas do Holodomor de 1932 – 1933. Os presidentes colocaram as velas simbólicas no Memorial das vítimas e visitaram o museu temático do Holodomor.

Fonte & vídeo:
http://korrespondent.net/video/ukraine/1023352
http://www.president.gov.ua/news/15927.html

Lisboa: centenas para lembrar Holodomor

No dia 29 de Novembro, centenas de ucranianos se juntaram em Lisboa e no Porto para recordar vítimas do Holodomor (a fome artificialmente provocada) na Ucrânia de 1932-1933.

Algumas centenas de pessoas juntaram-se este domingo no largo Martim Moniz, em Lisboa, para lembrar os 7,5 milhões de ucranianos vítimas do Holodomor, fome artificialmente provocada pelas autoridades comunistas entre 1932 e 1933.

O Holodomor ocorreu há 76 anos, quando o governo de Estaline decidiu aumentar a quota de fornecimento de cereais dos países da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

No caso da Ucrânia, o aumento imposto foi de 44 por cento, o que levou a que milhões de pessoas morressem à fome, estima-se que perto de um terço da população total. Várias gerações depois, as cicatrizes ainda não estão totalmente saradas e as vítimas foram recordadas numa cerimónia religiosa ao ar livre no largo Martim Moniz.

«Até agora nós sentimos os efeitos desta grande tragédia, porque uma geração de ucranianos não nasceu e isso foi provocado para que esquecessem a sua história, a sua língua», disse à Lusa Paulo Sadokha, o presidente da Associação de Ucranianos em Portugal, entidade responsável pela cerimónia.

Paulo Sadokha afirmou que é importante que o mundo reconheça este episódio histórico como genocídio, mas deixou claro que não se trata de nenhuma vingança: «Esta tragédia como acto de genocídio não tem para nós a importância de uma vingança contra quem organizou este Holodomor, mas é para no futuro não acontecer mais este tipo de tragédias e para repor a nossa história

Presente na cerimónia, o embaixador da Ucrânia em Portugal também sublinhou que lembrar o que se passou não serve para «alimentar ódios ou rancores», mas antes para fazer «justiça histórica».

«Comemorando o Holodomor na Ucrânia, não queremos apresentar contas a ninguém porque o país onde aconteceu essa tragédia já não existe. Nós sabemos os nomes dos culpados, inclusive dos dirigentes ucranianos, mas o que queremos, sim, é justiça histórica», disse Rostyslav Tronenko.

Para o embaixador, trata-se de «lembrar as vítimas inocentes», para que «estas tragédias nunca mais se repitam em nenhum lugar do mundo». Rostyslav Tronenko entende que só depois de resolvido o passado se pode caminhar para o futuro.

«Sem a verdade sobre essa tragédia dita nas escolas, para as gerações actuais, que têm orgulho de ser ucranianos e têm orgulho de falar a sua língua, não podemos avançar para a frente. A verdade tem de ser dita», adiantou, sublinhando o simbolismo da cerimónia se realizar no primeiro domingo do Advento.

Depois da missa ao ar livre, as centenas de pessoas que estavam concentradas no largo Martim Moniz foram depois em cortejo pela avenida Almirante Reis até à igreja de rito bizantino, próxima da Praça do Chile.

Fonte:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/holodomor-fome-ucrania-manifestacao-lisboa-tvi24/1106676-4071.html

Na cidade de Porto, a cerimónia em memória das vítimas do Holodomor teve o lugar no parque “Palácio de Cristal”. A cerimónia contou com o apoio do Consulado Geral da Ucrânia na cidade de Porto e terminou com uma liturgia fúnebre preferida por sacerdotes de diferentes confissões religiosas.

Ver as fotografias das cerimónias:
http://spilka.pt/index.php?option=com_phocagallery&view=category&id=7&Itemid=53&lang=pt
http://sobor.colocall.com/pt/gallery/291109

terça-feira, dezembro 01, 2009

Recordar a Talvisota

Talvisota, também conhecida como a Guerra de Inverno ou a Guerra soviético – finlandesa, começou com ataque da União Soviética contra a Finlândia em 30 de Novembro de 1939, três meses após o início da Segunda Guerra Mundial.

Como consequência, a União Soviética foi expulsa da Liga das Nações em 14 de Dezembro de 1939. Stalin tinha esperado conquistar todo o país até ao final de 1939, mas a resistência finlandesa frustrou as forças soviéticas, que eram em maior número (3 soviéticos para 1 finlandês). A Finlândia aguentou o conflito até 12 de Março de 1940, quando um tratado de paz foi assinado, cedendo 10% do território finlandês, e 20% da sua capacidade industrial, à União Soviética.

O resultado da guerra foi misto. Embora as forças soviéticas finalmente tinham conseguido atravessar a defesa finlandesa, nenhum lado, quer a União Soviética ou a Finlândia, emergiram do conflito vitorioso. As perdas soviéticas na frente de combate foram tremendas, e a posição internacional do país sofreu (a França deixou de vender o seu equipamento militar a URSS). As forças soviéticas também não alcançaram o seu objectivo primário de conquistar a Finlândia, instalando lá o governo comunista, mas anexaram uma a parcela de território ao longo do Lago Ladoga. Os finlandeses asseguraram a sua soberania e ganharam uma posição internacional considerável.

A Guerra de Inverno foi um desastre militar para a União Soviética: morreram 126.875 soldados soviéticos contra apenas 26.662 finlandeses. Vários imigrantes finlandeses nos Estados Unidos e no Canadá voltaram a casa, e vários voluntários (um deles que seria mais tarde o actor britânico Christopher Lee) viajaram para a Finlândia e se alistaram nas forças armadas finlandesas: 1.010 dinamarqueses, 895 noruegueses, 346 finlandeses expatriados e 210 voluntários de outras nacionalidades conseguiram chegar à Finlândia antes que a guerra terminasse.

Ver o trecho do filme "Talvisota" (1989) no YouTube:

Aniversário do referendo da Independência

No dia 1 de Dezembro de 1991, os eleitores ucranianos votaram no referendo que perguntava: “Apoia o Acto de Declaração de Independência da Ucrânia?” O referendo pretendia confirmar a declaração de Independência ucraniana, proclamada pelo parlamento nacional no dia 24 de Agosto do mesmo ano.

Participaram no referendo 31,891,742 pessoas (84.18% dos eleitores inscritos), destes, 28,804,071 (ou 90.32%) votaram "Sim".

No mesmo dia, tiveram o lugar as eleições presidenciais, ganhos pelo Leonid Kravchuk, até a data, o chefe do parlamento ucraniano.

Já no dia 2 de Dezembro a Ucrânia foi reconhecida pelo Canadá e Polónia (República de Moçambique reconheceu a Independência ucraniana no dia 17 de Março de 1993, já no dia 19 de Novembro os países oficialmente iniciaram as relações diplomáticas bilaterais).

Ver as estatísticas de votação:
Ukrainian_independence_referendum,_1991

Obrigado pela informação & imagem ao esgalar-teren