domingo, maio 17, 2009

Ucrânia no Eurovisão 2009

Mais um festival Eurovisão se foi, desta vez ganhou um rapaz da Noruega, da origem belarusa, que pelos vistos se posiciona como russo, pois falou em várias línguas, menos a sua língua supostamente nativa – o belaruso. Coisas da vida...

A ucraniana Svitlana Loboda, com a sua composição «Be My Valentine! (Anti – crisis Girl)» não era má de tudo, mas faltaram lha várias coisas, entre elas a originalidade, o sentido do bom gosto, entre outros. Ficou entre os primeiros 15 lugares (12ª posição), ganhando desta forma, o direito para que a Ucrânia esteja presente para o ano em Oslo.

Pode-se ver a canção ucraniana aqui.

Outra representante ucraniana no festival era a cantora Anastasia Prikhodko, que representava a Rússia, com a canção “Mamo” (mãe em ucraniano), escrita pela poetisa da Estónia e composta por compositor georgiano.

Apesar do que os espectadores russos (25% dos votos) e a maioria dos membros do júri profissional votarem em Anastasia, houve muita gente, que se escandalizou pela vitória da ucraniana. “Não ficaria mal disposto se ganhasse outro”, declarou Iossif Prigozhin, empresário e marido da cantora Valeria (a concorrente derrotada pela Anastasia): “É necessário realizar novas eleições e mandar à Eurovisão outra pessoa, porque a canção é interpretada em língua ucraniana, nada tem a ver com a Rússia”.
Mas as coisas aqueceram ainda mais, quando os russos descobriram que o irmão da Anastasiya, Nazar “Viter” Prikhodko é membro da organização paramilitar nacionalista ucraniana UNA – UNSO (combateu na guerra da Transnístria contra a Moldova e na guerra de 1993 na Abecásia apoiou a Geórgia).

Ver as canções da Anastasia no YouTube
Ver a canção “Mamo”

sábado, maio 16, 2009

Genocídio russo no Cáucaso

O fotografo americano Sergey Melnikoff e Alla Dudaeva (viúva do primeiro Presidente da Chechénia, general Dzhokhar Dudayev), apresentaram a exposição fotográfica chamada “Acusação contra a Rússia em genocídio dos povos do Caúcaso”.

A exposição abriu-se na capital georgiana – cidade de Tbilisi, na praça de Liberdade no dia 12 de Maio. Sete longos anos a fotografa Natalia Medvedeva reunia as imagens que documentavam as atrocidades do exército russo na Chechénia. Em 1995 ela ofereceu-se voluntariamente para ficar no lugar dos reféns durante a operação da guerrilha chechena na cidade russa de Budyonnovsk. Depois, publicamente recusou receber a ordem “Coragem”, das mãos do presidente Boris Yeltsin.

Dois anos atrás, Natalia consegui levar mais de 11.000 negativos da Rússia para os EUA. A exposição sem precedentes, sobre o recente passado sangrento da ocupação russa da Chechénia vai começar o seu torneio internacional.

Ver as fotografias da Natalia:
http://photopicture.us/chronicles/exhibition_01.php
http://www.liveinternet.ru/users/alparslan/post82432234/

Conheçam a revista “África e Africanidades”

A revista “África e Africanidades” comemora o seu primeiro aniversário e para esta quinta edição (Ano II – № 5 / Maio de 2009 / ISSN 1983-2354), foi feita uma selecção com alguns dos melhores textos publicados nos quatro números iniciais, que estão separados por áreas temáticas, a saber: Literaturas, Culturas, Educação, Histórias e Sociedades.

A quinta edição está linda, design muito bem elaborado, com muitas imagens e cores, além dos textos de óptima qualidade. A edição dedica bastante espaço ao Moçambique, a revista também pode ser vista na Internet em: http://www.africaeafricanidades.com

SUMÁRIO (sobre Moçambique)

A tradição oral em Niketche: Movimentos e ritmos vitais na dança do amor. Por André Sampaio – Universidade Federal Fluminense – UFF / Brasil

Conto “Tiros ao alto” e a poesia do escritor moçambicano Domi Chirongo – Instituto de Comunicação Social da África Austral MISA / Moçambique

Obrigado ao http://ricardoriso.blogspot.com

quinta-feira, maio 14, 2009

Vejam o filme “Soviet Story”

Este filme é oficialmente proibido para a demonstração em todo o território da actual Federação Russa.

Sobre que fala o filme? Sobre os campos de concentração de GULAG, sobre os experimentes secretos soviéticos, em que os prisioneiros eram usados como as cobaias, sobre a amizade entre NKVD e Gestapo, entre outras coisas.

Após ver este filme torna-se muito mais difícil a não acreditar que o comunismo soviético era o irmão – gémeo do nazismo alemão.

Talvez por isso, o Kremlin aposta em silenciar e ofuscar o filme. Por isso vejam e divulguem estas imagens, todos os tiranos têm o mesmo medo, o medo da verdade.

http://andreistp.livejournal.com/173624.html (Live Journal)
http://narod.ru/disk/5985465000/The%20Soviet%20Story%20(Rus).avi.html (file AVI)

Na foto: as fotografias dos oficiais polacos, assassinados pelo NKVD soviético no Massacre de Katyn

quarta-feira, maio 13, 2009

Em defesa do Ivan Demjanjuk

Hoje, os EUA deportaram o seu cidadão, ucraniano John (Ivan) Demjanjuk para a Alemanha.

O homem a quem os EUA retiraram a cidadania duas vezes, que já foi deportado para o Israel, para ser julgado pelo seu alegado envolvimento no massacre dos judeus, que foi ilibado pelo Tribunal Supremo do Israel, agora é deportado para a Alemanha, país que organizou, apoio e executou o Holocausto judaico. País cuja chanceler, Sra. Merkel é a única estadista estrangeira que recusou visitar o monumento do Holodomor ucraniano em Kyiv. Porque e quem deu direito a estes netos dos nazis ignorar as tragedias dos ucranianos? Será que eles se esqueceram, que são responsáveis directos pela morte dos cerca de 5,5 milhões dos ucranianos na II G.M. Que tipo das memórias selectivas é este? Proponho desde hoje iniciar o boicote TOTAL dos produtos alemães, até que o nosso irmão, prisioneiro da guerra ucraniano, Sr. Ivan Demjanjuk seja posto em plena liberdade.

Mais, milhares de judeus colaboraram com o regime nazi para sobreviver e ninguém os acusa do nazismo. Porque eles só queriam sobreviver. Ivan Demjanjuk nunca era o membro do Partido Nacional – Socialista (NSDAP), por que razões ousam chama-lo de nazi? Julgado e absolvido em Israel e ainda sem julgamento na Alemanha, ele está sendo julgado na praça pública. Será que por ser ucraniano Demjanjuk não tem o direito de manter o seu bom nome e ser considerado inocente até a prova ao contrário? Centenas dos porquês, todas elas sem uma resposta...

Proponho um artigo excelente do canadense Peter Worthington sobre o assunto, intitulado “Hipocrisia reina na luta contra os crimes da guerra”.

Mais uma vez, eles perseguem John Demjanjuk. Desta vez é Alemanha, com ajuda do Departamento de Justiça dos EUA, ambos mostrando aquilo que pode ser descrito como "hipocrisia surpreendente”, misturada com o cinismo impressionante. Alemanha, que recusa permitir que os seus próprios cidadãos sejam extraditados para serem julgados por crimes de guerra nazi em outros países, pede extradição do Demjanjuk dos EUA para acusa-lo em "participação no assassinato" de 29.000 judeus no campo de concentração de Sobibor durante a II G.M.

Nascido na Ucrânia em 1920, Demjanjuk, agora com 89 anos de idade e uma saúde frágil, veio aos EUA em 1951. Estabeleceu-se em Ohio onde trabalhou toda a sua vida como mecânico em Cleveland, na fábrica do Ford.

Em 1977, o departamento de justiça dos EUA começou o processo da revogação da sua cidadania americana, quando os sobreviventes do holocausto judaico, alegadamente, identificaram a sua foto como sendo o sádico “Ivan, o Terrível", guarda do campo de concentração de Treblinka. As mesmas fotos foram usadas para identificar um homem chamado Federenko como um dos guardas de Treblinka. Demjanjuk negou as acusações, explicando que foi incorporado no exército vermelho em 1940, capturado pelos alemães em 1942. Cooperou com os alemães e trabalhou subsequentemente como o guarda do perímetro em Sobibor, sem o contacto directo com os prisioneiros. O tribunal americano acusou Demjanjuk de sonegar a informação, preenchendo os papeis de emigração durante a sua entrada para os EUA. Ucraniano também foi acusando de ser um guarda dos SS em Treblinka. Em 1983, Demjanjuk foi extraditado para o Israel, em 1986 foi julgado como criminoso de guerra. Durante todo este calvário, o seu genro americano, Ed Nishnik, procurou implacavelmente provar a inocência do Sr. Demjanjuk.

A União Soviética forneceu as alegadas provas contra Demjanjuk. A corte israelita declarou Demjanjuk culpado de todas as acusações e em 1988 sentenciou-o a ser enforcado. Nishnik foi a Ucrânia, procurando as evidencias novas e apelou à Corte Suprema do Israel. Em 1993, à luz das evidências novas, cinco juízes da Corte Suprema revogaram a sentença de culpa, reconhecendo que tinham condenado o homem errado como sendo o "Ivan, o Terrível" de Treblinka – um tributo eterno a corajosa e honesta justiça israelita.

“Ivan, O Terrível”, na realidade era Ivan Marchenko, que já tinha falecido, mas que tinha operado as câmaras de gás de Treblinka. Reconhecendo o “confusão de identidade”, a Corte Suprema do Israel recusou permitir novas acusações contra Demjanjuk, porque significava julgar a mesma pessoa por mesmo crime duas vezes. Demjanjuk foi ilibado. Em 1998, uma corte federal dos EUA restituiu a sua cidadania americana.

Mas então, o Departamento de Justiça emitiu uma acusação nova, ignorando o seu erro de Treblinka, acusando Demjanjuk de ser o guarda em campos de concentração de Sobibor e Majdanek. O juiz acusou Demjanjuk em ocultar a sua verdadeira identidade e outra vez retirou lhe a cidadania. Em 2005 foi decretada a sua extradição para a Ucrânia e a Corte Suprema dos EUA recusou a ouvir a sua apelação. Assim Demjanjuk permaneceu apátrida nos EUA até que o promotor de justiça dos crimes do holocausto na Alemanha pediu a sua extradição. Em, Março de 2009 Demjanjuk foi acusado em participação no assassinato de 29.000 judeus no campo de concentração de Sobibor.

O especialista europeu John Rosenthal chama a atenção para a hipocrisia e o cinismo do Bundestag (Parlamento Alemão), que permitiu extinguir o prazo legal para acusar os cidadãos alemães, que trabalhavam nos campos de concentração nazis, impedindo deste modo que “os seus genuínos nazis domésticos sejam julgados e condenados no estrangeiro". Ou seja, acusando Demjanjuk, Alemanha descreve-se como o "totalmente vigilante", na perseguição dos crimes de guerra nazis.

Fonte:
http://oxfordreview.com/ArticleDisplay.aspx?e=1501747

p.s.
Já agora, os alemães querem acusar Demjanjuk de operar um diesel – gerador das câmaras de gás. Pergunto eu, e o fabricante deste diesel – gerador (um mercedes ou wolksvagen qualquer), que não apenas fabricou, mas também instalou e deu assistência pós – venda, eles também serão julgados ou nem por isso?

quinta-feira, maio 07, 2009

Ucranianos – entre Leste e Ocidente

Inserido nas comemorações dos “Dias da Europa”, o fotografo franco – ucraniano, Cyril Horiszny, apresenta ao público o seu novo projecto: “Os Ucranianos: entre Leste e Ocidente”, que explora através de uma galeria dos retratos, uma sociedade ainda desconhecida e por cima frequentemente caricaturada na opinião pública.

Não pretendendo obter a autenticidade etnográfica, o projecto apresenta uma visão subjectiva dos ucranianos, surpreendendo os nas suas diferentes tarefas sócio-culturais e sócio – profissionais. Algumas destas atmosferas são às vezes muito pessoais e bem distantes umas das outras. Mas graças a elas, um indivíduo ganha a sua própria existência e transforma-se num carácter original.

As paralelas do aspecto social, político, geográfico, de sensibilização e filosófico, enfatizam quer as semelhanças, quer os contrastes. Este conjunto díspar e frequentemente imprevisível, pretende agitar as reflexões sobre a identidade das pessoas, mais de 17 anos após a sua independência. Olhando para além das relações improváveis entre os modelos seleccionados, todos eles são cidadãos de uma nação ainda em construção.

Entre os dias 8 a 24 de Maio de 2009
França, Senlis, Gilbert Dufoix Gallery. 8, place Henri IV
Tel: +33 (0) 3 44 60 03 48 / infos@galeriegilbertdufois.com

quarta-feira, maio 06, 2009

Brasil restaura o património ucraniano

Na última terça – feira, foi anunciado oficialmente que a Igreja São Miguel Arcanjo, marco da arquitectura ucraniana, situada na cidade de Mallet, na região Sul do estado de Paraná (Brasil), passará por obras de restauração. Construída há 120 anos por imigrantes ucranianos, a igreja e é uma obra exemplar da arquitectura deste povo. O valor estimado para a restauração será de R$ 1,1 milhão (cerca de 520.000 USD).

por: Pollianna Milan, Jornal Gazeta do Povo, Sábado, 02/05/2009

Entre as alterações previstas, está o reprojecto do telhado: só a cúpula continua com as telhas originais. Há ainda a preocupação de reconstruir a organização espacial da igreja, porque a sacristia foi feita posteriormente e tirou o formato original da arquitectura – vista de cima ela deveria ser uma cruz.

A igreja, construída a partir de 1889 e inaugurada em 1903, está na Serra do Tigre. A base de sustentação do imóvel são troncos encaixados e recobertos de madeira. As paredes são triplas, onde a madeira foi encaixada com pouco uso de pregos. Apresenta ainda, no interior, pinturas com imagens de São Nicolau, Nossa Senhora e São José. Além de ser uma obra feita com madeira de araucária, tipicamente paranaense, a cultura é preservada na igreja por meio da religiosidade e da vida social que a rodeia, com suas tradições, ensino da língua e actividades de folclore. “A ideia é manter a igreja aberta mesmo durante a restauração. A comunidade é muito articulada, alguns membros participam desta acção. Sem falar do amor que as pessoas têm pela igreja. É impressionante”, afirma o superintendente estadual do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), José La Pastina Filho.

O trabalho de restauro será coordenado pelo Instituto Arquibrasil, com o apoio do IPHAN e patrocínio da Caixa Económica Federal.

Fonte:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=882578&ch=

Foto: Henry Milleo / Arquivo
Notícia enviada pelo Guto Pasko

terça-feira, maio 05, 2009

Rússia financia o golpe do estado na Geórgia

Após fazer o maior escândalo diplomático com a NATO, por causa das manobras multinacionais na Geórgia, a Rússia passou todos os limites aceitáveis, financiando e promovendo o golpe do Estado naquele país do Cáucaso.


A independência georgiana deveria ficar liquidada no dia 5 de Maio de 2009 (como o plano mínimo, o golpe pretendia inviabilizar os exercícios da NATO denominados “Cooperative Longbow 09/Cooperative Lancer”). Os golpistas e os seus financiadores russos apenas não contaram com a acção enérgica do Presidente Mikheil Saakashvili, que apoiado pelo exército contra-atacou primeiro, prendendo a maioria dos golpistas. A base militar de Mukhrovani, que os golpistas pretendiam usar como a plataforma de ataque, foi ocupada pelas tropas do Ministério do Interior e totalmente controlada, ao ponto de ser visitada pelo próprio Presidente Saakashvili.

O blogueiro georgiano gelavasadze traduziu em russo, as conversas dos golpistas. Neste trecho um dos organizadores do golpe, Gia Gvaladze, ex – chefe da unidade especial “Delta”, da época do Shevarnadze, explica aos seus simpatizantes, as pretensões dos golpistas (conversa filmada pela câmara oculta do Ministério do Interior da Geórgia).

O plano do golpe era simples: com ajuda dos militares russos (“Depois entram os russos, duas brigadas, cerca de 5.000 homens”), os golpistas planeavam tomar o poder pela força das armas. O perfeito de Tbilisi, Gigi Ugulava, o Ministro do Interior Vano Marabishvili e outros, cujos nomes são pronunciados no vídeo, deveriam ser eliminados fisicamente (“Ugulava e Merabishvili já são cadáveres, ninguém já os consegue salvar...”). Depois pretendia-se atacar e ocupar a Chancelaria do Presidente, Parlamento, Procuradoria Geral, Ministério do Interior, televisão (“Vamos atacar a Rustavi-2, lá estarão 30 – 35 pessoas, nós os “fazemos”). Gvaladze informa que os golpistas não terão os problemas com as armas ou munições (“eu pedi 7 – 8 carregadores por pessoa, não é preciso ter mais, perdes a mobilidade...”).

Depois os vencedores deveriam receber certas regalias e postos importantes (“se ficarmos vivos, seremos empossados nos postos...”). A Geórgia deveria se transformar numa "Belarus, junto a Rússia".

Fala Gvaladze: Os russos entram no dia 5 de Maio, ao meio dia. Depois são organizadas as eleições e ganha quem precisa. Eu, o mais provável, estarei no parlamento, no lugar daquele Givi... (risos)

Os líderes principais do golpe, os generais Koba Kobaladze, Karkarashvili, Pirtshalaishvili, Tevsadze, Uchadze, Gia Tskrialashvili (fundador dos grupos paramilitares “São Jorge Branco” e Mkhedrioni), Djemal Gahokidze esperavam receber da Rússia o montante de 50.000 USD por pessoa. Comandar os golpistas no terreno deveria o coronel Koba Otanadze (o mandato da sua captura já foi emitido pela a Procuradoria da Geórgia).

Ver o vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=Bw7UosMxZwY

Via:
http://vaxo.livejournal.com/324367.html

segunda-feira, maio 04, 2009

Curso da língua e cultura ucraniana no Brasil

No dia 30 de Abril de 2009 na Universidade Católica de Brasília (Brasil), foi oficialmente lançado o Curso da língua e cultura ucraniana destinado aos alunos desta escola e todos os interessados da capital brasileira. 50 horas do Curso vão proporcionar as bases de conhecimento sobre a língua, cultura, tradições, costumes, música e canções do povo ucraniano. O Curso é ministrado pelos diplomatas da Embaixada da Ucrânia.

No discurso de abertura, o Embaixador Volodymyr Lákomov salientou a importância de tais medidas para o intercâmbio humanitário, um melhor conhecimento do património cultural e histórico na formação de parcerias entre as duas nações. Ele destacou especialmente a oportunidade para os estudantes brasileiros estudarem a língua ucraniana no contexto da cooperação entre os dois países no espaço cósmico, realizada através da empresa binacional “Alcantara Cyclone Space”, cuja próxima meta — lançar o satélite brasileiro através do foguete ucraniano “Cyclone-4”.

Volodymyr Lákomov também entregou à Universidade Católica uma colectânea de obras e traduções da escritora ucraniano – brasileira, Vira Wovk (Selanski), o Prémio Nacional da Ucrânia de Literatura Taras Shevchenko e um conjunto de materiais didácticos sobre o mencionado projecto espacial.
Fonte:

domingo, maio 03, 2009

Marcha da legalização em Kyiv

Todos os anos, no início do mês do Maio, tradicionalmente na Ucrânia se organizam as marchas pela legalização das drogas leves (principalmente a marijuana) e também, tradicionalmente, os partidos da direita tentam impedir estas marchas.

Neste ano, no dia 2 de Maio, os participantes da marcha pela legalização (Marcha da Liberdade) se reuniam na Praça da Europa. Os seus opositores, organizados pela cédula provincial do partido da direita – União Eleitoral – Svoboda, estavam reunidos do outro lado da mesma praça. Uns e outros eram separados pelo cordão policial. Mas os jornalistas e até outros presentes (que não tinham os símbolos visíveis da esquerda ou da direita) podiam circular livremente entre um e outro grupo de activistas.

O líder regional da União Eleitoral – Svoboda, Andriy Mohnik, dizia que, o seu partido já não é pela primeira vez está se manifestar contra a ideia de legalizar as drogas leves. Pois ao seu ver as drogas leves é o meio caminho andado para as drogas pesadas.

Os apoiantes da legalização este ano eram pouco numerosos, talvez por isso não conseguiram organizar a marcha propriamente dita, apenas cantaram, tocaram os tambores e arrearam as bandeiras, protegidos pela polícia de segurança pública. O porta – voz da marcha de legalização, Taras Ratushniy (+38 098 8366000), dizia que os seus oponentes não entendem o que realmente defendem os defensores da legalização. Nomeadamente, eles afirmam pretender a legalizar a porte das drogas leves (para o uso pessoal), mudando a política estatal da Ucrânia, da actual repressão contra os usuários, para a luta contra os narcotraficantes. Incluindo os traficantes nas fileiras do Ministério do Interior...

No fim da marcha, a polícia deteve três activistas das organizações da direita, que atiraram os ovos e uma peça artesanal do fumo contra os organizadores da Marcha da Liberdade. Para animar a festa, os da direita gritavam: “Quando vês um drogado, bate ele como a barata!” Os apoiantes da legalização, deixavam a marcha em grupos organizados, saindo do cerco policial um por um, escondendo a simbólica do legalize, para não ser perseguidos e eventualmente sovados pela direita.

Texto e fotos:
http://bilozerska.livejournal.com/137968.html

N.B.
Pelos dados da Administração Judicial Estatal da Ucrânia, no ano 2006, no país foram condenados pelos crimes ligados à droga cerca de 32.000 pessoas. Destes, apenas 5.842 pessoas pela venda da droga (Artigo do Código Penal 307) e outros 20.845 pelo porte dos narcóticos sem a intenção da venda (Artigo 309).
http://ps.org.ua/community/news/9765.html