sábado, dezembro 27, 2008

Holodomor: exposição em União da Vitória

No dia 14 de Dezembro no Estado do Paraná (Brasil), foi inaugurada na igreja do Matriz de São Basílio Magno a exposição sobre o Holodomor, a Grande Fome artificial, implantada pelo regime soviético nos anos de 1932 – 1933 na Ucrânia.

Dom Daniel Kozlinski, bispo da Regional Sul da Eparquia Ucraniana no Brasil, idealizador da exposição, durante a homilia na celebração do último domingo, fez uma explanação geral sobre esta grande tragédia do povo ucraniano e de toda a Humanidade. Durante seu pronunciamento, Dom Daniel falou sobre a terrível realidade do confisco dos alimentos dos camponeses, que pereceram de fome e frio durante esta página negra da história mundial.

Os registros demográficos mostram claramente que durante os anos de 1932 e 1933 praticamente 10 milhões de pessoas pereceram na Ucrânia. Para termos uma noção da terribilidade desta quantia, é o mesmo que toda a população do Paraná desaparecesse no curto período de dois anos.

Toda a história desta tragédia está retrata em painéis em língua ucraniana (e com a tradução para o português) e mostra os factos chocantes sobre o Holodomor, milhares de mortes (constam citações oficiais de canibalismo, pais que mataram filhos para saciar a fome) A iniciativa é uma maneira de lembrar daqueles de morreram e um apelo para que nunca mais aconteça.

Hoje, o Governo da Ucrânia, apoiado pelas diversas organizações ucranianas da Diáspora vem lutando pelo reconhecimento mundial deste genocídio contra o povo ucraniano. A exposição está aberta diariamente até sexta-feira, a partir das 17:30h, na Matriz de São Basílio Magno.

por: Vilson José Kotviski
Porto União – SC
União da Vitória – PR

Publicado:
http://www.trembita.com.br/
http://www.pessoal.utfpr.edu.br/zasycki

domingo, dezembro 21, 2008

As capas do The New Yorker

Aqui podem ser vistas as capas da revista "The New Yorker", números 1 - 3699...

http://www.coverbrowser.com/covers/new-yorker/74

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Exposição ucraniana em Barcelona

Entre os dias 18 de Dezembro (às 19:30) e o dia 18 de Janeiro de 2009, em Barcelona (Catalunha – Espanha), será exibida a mostra fotográfica do artista franco – ucraniano Cyril Horiszny, dedicado aos hutsulos, um sub – grupo étnico ucraniano que vive nos montes Cárpatos.

Local:
Centro Cultural Ignasi Iglésias – Can Fabra
Auditório, entrada é livre
http://www.bcn.cat/canfabra/index.htm

Espacio: Auditori (Entrada lliure)

Dijous 18 (19.30): Taula rodona amb el fotògraf ucraïnes Cyril Horiszny amb motiu de la inauguració de l'exposició Els Hutsuls: un poble dels carpats Ucraïnesos.

Com arribar al Centre Cultural Can Fabra:

Adreça:
Segre, 24-32, 08030, Barcelona
Tel. 933 600 565
Fax: 933 600 566

Els transports:
BUS: 11, 35, 40, 73, B-20, N-9
METRO: L1 Sant Andreu
RENFE: Sant Andreu Comtal
Pàrquing: Pl. Can Fabra

Ler mais em catalão:
Exposició: Els Hutsuls: un poble dels carpats Ucraïnesos
Quem é Cyril Horiszny?
http://www.kyrylo.com/

p.s.

Meus caros amigos e leitores, hoje entro de férias, por isso só voltarei ao serviço e ao Internet após o dia 08 de Janeiro (se não acontecer nada fora de comum).

Por isso desejo vós um belo dia do Santo Nicolau (que é hoje), além do Natal Católico e Natal Ortodoxo felizes e Ano Novo de 2009 próspero! Desejo que todos os sonhos da gente boa sejam concretizados no próximo ano, por exemplo a Geórgia e Ucrânia entrarem na NATO e no futuro próximo na União Europeia.

Bjs!

Ucrânia publica o primeiro abecedário cigano da Europa

Na cidade ucraniana de Lutsk (província de Volyn), foi publicado o primeiro abecedário cigano (roma) de toda a Europa. O objectivo principal desta edição é a defesa da identidade dos romas ucranianos, que não possuem a escrita própria e, geralmente, usam o alfabeto do seu país de acolhimento.

Os autores do abecedário são líderes da ONG “Terne Roma”, casal Serhiy e Tatiana Hryhorychenko. Eles explicam que o abecedário editado na Ucrânia é único, pois está escrito em dialecto compreendido em cinco países da Europa. O próprio Serhiy Hryhorychenko, afirma entender cerca de 16 dialectos da língua cigana.

Abecedário dos romas é dividido em três partes. Primeiro é temático: meses, dias da semana, números, outros temas básicos. Segundo é o alfabeto dos romas, construído na base do alfabeto ucraniano. Terceiro: são contos mágicos (o mais original se chama: “Como o cigano salvou a vida do Jesus Cristo”) e a poesia.

A primeira tiragem, que custou cerca de 1.500 dólares (fundos da administração estatal e dos patrocinadores privados), foi de 1.000 exemplares.

Fonte:
http://www.zaxid.net/newsua/2008/12/11/143015

Bónus extra

Os fuzileiros navais da Ucrânia do batalhão especial aquartelado na cidade da Feodósia
http://www.youtube.com/watch?v=MzzgGdfsRaU

Fotos da Ucrânia dos anos 60 do século passado, da revista americana LIFE (atenção, em vez da Ucrânia, LIFE escreve “Rússia”, além disso, algumas das fotografias são mal datadas):
http://images.google.com/images?hl=en&q=ukrainians+source%3Alife

Paris je t'aime em ucraniano…

Quem já esteve em Paris e passeava no bairro boémio de Montmartre, viu essa parede com declarações de amor em quase todas as línguas do mundo. A frase ucraniana também está lá, embora para encontra-la o turista médio gastava cerca de meia – hora. Por isso não é de estranhar, que um ucraniano anónimo resolveu mudar a situação.

Com letras bem visíveis ele deixou a sua sentença, sem estragar as inscrições dos outros apaixonados (facto que merece todo o respeito). E ainda, acrescentou o coração e a terminação UA, isso para que ninguém tenha duvidas. Agora, um turista ucraniano pode poupar a sua meia – hora para algo mais cativante do que a observação de uma parede!

Fonte & Fotos:
http://och.livejournal.com/119485.html

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A Ucrânia e a crise mundial...

Ultimamente não é possível assistir as notícias na televisão sem ouvir a palavra crise em diferentes línguas e em diferentes tons: muito alarmista nos EUA, assim – assim em Portugal e quase nada em Moçambique.

E a Ucrânia? Perguntam vocês, como ficou a Ucrânia? O meu artigo de hoje será dedicado a crise na Ucrânia, assim como ela é vista por amigos e conhecidos meus (não esperem de mim grandes análises macro – económicos, eu não sou desses).

Então, em primeiro lugar temos a questão da desvalorização da moeda nacional, conhecida internacionalmente pela sigla de UAH (hryvnia). Se antes da crise do sub – prime americano a moeda ucraniana era trocada aproximadamente à razão de 5,5 (1 USD = 5,5 UAH), hoje, 17.12.2008, o Banco Nacional Ucraniano afixou o câmbio oficial em 1 USD = 7,7383 UAH e os câmbios privados já pagam 7,5 – 7,9.

Os consumidores em massa tentam cancelar os seus créditos bancários de compra de automóveis e apartamentos, principalmente se o crédito foi fixado em dólares. Obviamente, os bancos não querem receber os tais automóveis de volta, pois não tem a quem os vender. Os créditos fáceis são muito parecidos com as drogas ditas “leves”, é fácil habituar-se e é muitíssimo difícil deixa-las.

Foram fechados vários projectos nas áreas de média, comunicações, novas tecnologias, alguns jornais da capital encerraram as suas redacções regionais.

Mas em geral as pessoas dizem que a crise dos anos 90 era muito mais assustadora e preparam-se para fazer o ski, snowboard ou outras actividades lúdicas nos montes Cárpatos. Como diz a velha máxima, comer, beber e divertir-se a humanidade irá sempre...

Outra consequência da crise é a queda dos preços no mercado dos apartamentos a arrendar. Se em 2000 uma casa T0 custava em Kyiv entre 35 USD (periferia, obras à fazer) e 100 USD (bairro da classe média, após as obras), então em apenas 5 anos os preços enlouqueceram. Em 2005 um T0 já custava no mínimo 200 USD (periferia profunda ou arredores da cidade, obras à fazer), enquanto um T0 decente era alugado na cidade por 400 – 500 USD. Hoje já é possível alugar um T1 por (3.000 UAH / 7,5 = $400)

Por exemplo, como escreve o usuário Ingoo, a dona do seu T1 alugado, Sra. Nina, em 2007 começou a cobrar a renda de $300 / mês. Durante os últimos dois anos, a senhora sempre aumentava a renda, até chegar aos $600. É de salientar que a casa não tem nem televisão, nem maquina de lavar roupa e quase não tem mobília. As obras foram feitas assim – assim e o seu preço real não podia ultrapassar os $450 – $500.

Por isso, pagando o mês de Dezembro, Ingoo decidiu mudar da casa, começando a fazer uma prospecção do mercado imobiliário. Os profissionais das agências imobiliárias logo lhe contaram que:

Todos as imobiliárias passaram a usar a moeda nacional como a referência (câmbio do dólar muda constantemente);
Apartamentos T1 são disponíveis em todos os bairros de Kyiv ao preço de $400, $466 e $533;
A oferta supera a procura e os donos dos apartamentos facilmente fazem descontos;
As agências imobiliárias já não cobram 50% da primeira renda, agora democraticamente contentam-se com uma nota de $50.

Outro amigo meu, jornalista de profissão, Ledilid escreve que o tema da crise foi uma bela desculpa para que os jornalistas ucranianos comessem todos as suas reportagens e artigos da TV / média com frase do tipo: “Como a crise financeira afectou o ...”. E depois se fala sobre o que quiser, desde o sexo dos animais no jardim zoológico até o programa de culinária, onde o cantor romântico Alexander Ponomariov prepara a massa cotovelo à marinheiro.

A televisão “Inter” foi entrevistar a esposa de um milionário ucraniano, perguntando-lhe sobre a crise. A senhora contou que a sua conta de gás natural (e das suas amigas) é “muito alta”. A TV “TET” estava a calcular quanto dinheiro as (os) cantores pimba vão perder por causa da crise. Pois a crise significa corte nas festas corporativas e até actuações aqui e ali (nos hotéis, restaurantes, casas particulares), estão comprometidas.

Portanto, a crise na Ucrânia existe, mas como diz o ditado popular ucraniano “uns tem a sopa fraca, outros os diamantes pequenos”.

A crise vista pela Letónia

Para terminar, proponho-vos a publicidade social da Letónia. Os vendedores expõem as arvores de Natal: chinesas, dinamarquesas, lituanas. O jovem fatiota pergunta ao avô – vendedor (com sotaque típico não letão): “este arvore daonde?”. Avô responde: a arvore é nossa, letã. O jovem vira a cara e vai embora. Uma criança pede a mãe: vamos comprar a nossa, da Letónia!

Depois vem o texto: “Oferecendo nas festas as prendas da Letónia, vocês não apenas alegram os próximos, mas também tornam a Letónia mais forte. O patriotismo têm o seu senso, principalmente nestes tempos”. E aparece o logotipo do partido nacionalista letão Tēvzemei un Brīvībai (Pela Pátria e Liberdade).

Ver a publicidade da Letónia:
http://www.youtube.com/watch?v=IV5nhcvrIiU

Holodomor na CNN e NTD

Vejam o clip sobre o Holodomor, que foi demonstrado na CNN em Novembro deste ano. Em 30 segundos é relatada a tragédia da Ucrânia que apenas em dois anos (1932 – 1933) do celeiro da Europa se transformou no campo da morte e da devastação.

Aproxima-se o dia do Sto. Nicolau

Santo Nicolau (Св. Миколай) é o análogo tradicional ucraniano do Pai Natal português. Venerado, principalmente na Galiza ucraniana, ele aparece na noite de 18 para 19 de Dezembro e oferece as prendas para os meninos bem comportados. A particularidade ucraniana é que o Sto. Nicolau coloca as prendas debaixo da almofada. Toda a criançada, geralmente, passa essa noite em branco (para não perder o momento da chegada do Sto. Nicolau), mas mesmo assim, de manha, cedo, encontra uma prenda debaixo da sua almofada.
Contado por Dr. Rostislav Chaplynskiy
Continua....

terça-feira, dezembro 16, 2008

Nosso blogue completou 4 anos da vida

O blogue da Comunidade Ucraniana de Moçambique, criado em 2004 na auge da Revolução Laranja, completou no dia 15 de Dezembro de 2008 os seus primeiros quatro anos da vida. Hoje propomo-lhe uma curta “visita guiada” na história da Comunidade Ucraniano no país, desde os primeiros emigrantes, até os dias de hoje.

Primeiros ucranianos em Moçambique

Entre primeiros ucranianos que se radicaram em Moçambique podemos citar o caso de Mikhailo Tereshchenko, Ministro das Finanças no Governo Provisório de Alexander Kerensky. Apôs sua saída da prisão bolchevique em 1918, ele trabalhou em Moçambique nos anos 1950, nos quadros da empresa MODAL. Mais tarde, Moçambique foi escolhido como a sua pátria o Sr. Leo Kröger, filho da mãe ucraniana e do pai alemão, que nasceu em 1912 na cidade de Khabarovsk. O seu avo, Arseniy Shvorin era professor na cidade de Kyiv, onde foi preso pela polícia czarista pelo seu envolvimento no Movimento Popular (Narodnik) e exilado à força junto com a família para o Extremo Oriente russo.

Leo Kröger viveu uma vida longa e extremamente estimulante, foi caçador e empresário na China, foi perseguido pala NKVD (a sua irmã e o seu cunhado foram fuzilados pela NKVD durante as purgas na Ucrânia entre 1937 – 38), acabando radicar-se em Moçambique desde o ano 1956 e até a sua morte em 2004. Ele escreveu vários livros sobre a sua vida, que foram publicados na RAS, EUA e Rússia.

Ucraniano étnico, Tomas A. Kalesnichnko (1930 – 2003), colunista político soviético (oficialmente) e espião por conta da KGB, visitou Moçambique no início dos anos 60 à convite do “Príncipe da Beira”, Eng.º Jorge Jardim.

Outros ucranianos ilustres ou simplesmente interessantes, que passaram pelo Moçambique recentemente, foram o ucraniano – brasileiro, Subprocurador Geral da República do Ministério Público Federal, Dr. Miguel (Myhaylo) Guskov (em 1997), cujos pais são oriundos da província ucraniana de Odessa e o empresário do ramo da pesca, Igor Sikorsky, sobrinho – bisneto do inventor ucraniano do helicóptero moderno, Igor Sikorsky (em 2006).

Os moçambicanos na Ucrânia & emigração moderna

Os primeiros moçambicanos foram estudar à Ucrânia no início dos anos 60, pela mão da FRELIMO. Assim, em 1964 – 1971, o representante da FRELIMO na Ucrânia (exactamente na Ucrânia e não na URSS), era Dr. António Lourenço Chade, hoje uma figura extremamente respeitável no seis do sistema jurídico moçambicano, principalmente na província nortenha da Nampula.

Obviamente, depois da Independência de Moçambique, o número de moçambicanos a frequentar os cursos médios e superiores na Ucrânia quadruplicou. Alguns destes estudantes casaram-se na Ucrânia, várias famílias escolheram viver em Moçambique, outros separaram-se entre dois continentes.

Uma das primeiras mulheres ucranianas que foi viver para o Moçambique, foi a Maria Smoliar, pintora mais conhecida pelo seu nome artístico de Maria Cenzane. Em 1989 (?) ela ganhou em nome de Moçambique o concurso da pintura no Japão, com um quadro dedicado à tragédia ucraniana de Chornobyl.

Comunidade Ucraniana de Moçambique. Actualidade

Neste momento a comunidade ucraniana basicamente é formada por três grandes grupos de cidadãos: médicos, professores e as mulheres que se casaram com os estudantes moçambicanos na Ucrânia, escolhendo de seguida Moçambique como sua segunda pátria.

Pelos nossos cálculos podemos falar sobre cerca de 150 famílias mistas e umas 200 crianças moçambicano – ucranianas. Infelizmente, a política do actual Ministro da Saúde, Sr. Dr. Paulo I. Garrido faz com que nos últimos quatro anos, um número muito grande dos médicos ucranianos e as suas famílias, deixou o Moçambique (por não prorrogação dos contractos, a oferta de contractos de categoria “D” e “E”, simplesmente humilhantes para os profissionais experientes, etc.)

Moçambique não têm nenhumas organizações sócio – culturais ou religiosas ucranianas, a maioria dos crentes da comunidade pertencem à igreja ortodoxa e frequentam as missas na Igreja Ortodoxa Grega do Arcanjo Gabriel em Maputo. Até o pouco tempo, o padre que tomava a conta dos ortodoxos em Moçambique era Jorge (Georhiy) Zolotenko, ucraniano formado em teologia na Grécia.

Moçambique também não possui nenhuma representação diplomática da Ucrânia, a Embaixada e Consulado mais próximos estão na RAS, em Pretória, mas o Encarregado de Negócios e Cônsul interino da Ucrânia em Moçambique, têm a residência na na cidade de Luanda na República de Angola.

Em Setembro de 2006, o Embaixador Honorário e Plenipotenciário da Ucrânia em Moçambique, Sua Excelência Dr. Volodymyr Lákomov, visitou o nosso país (teve o encontro com a Sua Excelência Presidente da República Armando E. Guebuza e com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dra. Alcinda de Abreu). Em Setembro de 2007 Moçambique foi visitado pela Cônsul interina da Ucrânia, Dra. Tatiana Nagruzova e em Abril de 2008 pelo Encarregado de Negócios a.i. da Ucrânia na República de Angola e em Moçambique Sr. Volodymyr Kokhnó.

Primeiro blogue ucraniano em África

O nosso blogue foi criado no dia 15 de Dezembro de 2004, na auge da Revolução Laranja, basicamente, para informar os falantes do português sobre a realidade ucraniana (havia muita gente desenformada e havia também muita gente que desenformava). O nosso público – alvo eram e continuam a ser, os cidadãos do espaço da CPLP, até hoje (15.12.2008), o blogue já foi visitado pelas 112.590 pessoas. Não somos, obviamente, os campeões de audiências, mas ficamos extremamente sensibilizados, quando alguns leitores nós escrevem assim: “começo o meu dia, lendo o vosso blogue”. Conhecem algo mais estimulante do que isso?

Trabalho comunitário

A nossa cooperação principal é com o sítio brasileiro Portal Ucraniano, criado pelos brasileiros da quinta geração da emigração ucraniana naquele país da América Latina. Muitas das vezes a juventude ucraniano – brasileira já não fala ucraniano, por isso é muito importante para eles, receber a informação positiva e honesta sobre a Ucrânia na sua língua materna, neste caso é o português. Por sua vez, o Portal Ucraniano é um valioso instrumento da divulgação da informação sobre a vida da comunidade ucraniana do Brasil, implantada neste país há mais de 100 anos.

Além disso, o nosso blogue é parceiro da Associação dos Ucranianos de Portugal, uma associação composta por 4ª onda da emigração ucraniana naquele país europeu, também conhecida na Ucrânia como a “emigração económica”.

Polónia 1981 – Grécia 2008

Os paralelos históricos entre a acção dos marginais burgueses na Grécia e do proletariado operário polaco.

Neste preciso momento, quando a esquerda radical de todo o mundo (nem que seja em seus sonhos), se aquece no fogo da devastação grega, peço vós recordar a luta dos mineiros polacos, que sem poupar a sua saúde e a vida, lutaram contra a ditadura “socialista”.

Neste dia, mas 27 anos atrás, os grupos da “polícia comunitária”, começaram a “pacificação” da mina de carvão «Manifest Lipcowy».

Mineiros polacos não queimavam as lojas (durante todo o período da Revolução Laranja na Ucrânia, quando no centro de Kyiv viveu cerca de meio milhão de pessoas, não foi partida uma única vitrine), não assaltavam os jornalistas. Eles apenas exigiam que o “poder do povo” lhes garante os seus reais direitos.

Mas quer a esquerda europeia, quer a esquerda pós – soviética, não estão interessadas nestas memórias. Uns são anti – americanos por vocação, outros vêem a herança soviética como uma espécie da “vaca sagrada”. Os marginais gregos, provenientes das famílias burgueses ficam muito mais “sexy” no papel dos heróis românticos da “esquerda”, do que o proletariado “anti – soviético” polaco. Paradoxo.

Mas os monumentos do “camarada Lenin”, tão querido aos olhos das esquerdas europeias, foram derrubados, primeiramente, nas cidades operárias polacas. E isso é lógico.

Mais, ontem, no dia 15 de Dezembro de 2008, completou-se o 8º aniversário da acção “Ucrânia sem (o presidente) Kuchma”. Movimento, inicialmente, apelidado de “marginal” que terminou com a Revolução Laranja, que por sua vez abriu a Ucrânia à Europa.

Fonte:
http://polar-bird.livejournal.com/327143.html

Vídeo sobre a Polónia de 1981. Grzegorz Ciechowski / Obywatel G.C.
http://www.youtube.com/watch?v=hBIGWquFZb8

++
Jornal polaco Gazeta Vyborcza escreve sobre os carrascos da NKVD, responsáveis pelo massacre de cerca de 22.000 soldados e oficiais polacos em Katyn.

Traduzir para o português:
http://translate.google.com/translate_t#plpt

P.S.
A Câmara do Comércio da Grécia calcula que o prejuízo acende mais de 50 milhões de Euros apenas na capital, Atenas. Na cidade foram danificados pelo menos 435 lojas a bancos, 37 deles foram totalmente destruídos.

Ver fotos da Grécia:
http://alexbogd.livejournal.com/668775.html