sexta-feira, novembro 28, 2008

Amazonas ucranianas invadem Washington

Trio folclórico ucraniano “Polyanytsi”, irá dar um único concerto na capital dos EUA, Washington D.C. Elas cantam e tocam o violino, flauta e bandura.

Domingo, 30 de Novembro, às 13h00

Local:
Igreja Ortodoxa Ucraniana de Sto. André
(St. Andrew's Ukrainian Orthodox Cathedral)15100 New Hampshire Ave.Silver Spring, MD 20905
http://www.standrewuoc.org/

Os bilhetes podem ser comprados à porta da igreja ao preço de 15 dólares. As crianças não pagam. Funcionará um bar com a cerveja ucraniana, vinhos e licores.

Para mais informação contacte:
Solomiya Gorokhivska, Cel. 202 684 02 96,
e-mail: solomia .violin @ gmail . com
Tel. 301-593-5316 / 301-384-9192
Olga Stahl, e-mail: oliestahl @ hotmail . com
“Polyanytsi” no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=3Fy6ZvuJEKQ

Vídeos promocionais da Ucrânia exibidos no CNN e Euronews

Ucrânia para os amantes da neve
http://www.youtube.com/watch?v=kfyGBhrHdt8
Ukraine – Beautifully Yours
http://www.youtube.com/watch?v=lzItUNqAkz0

Recomendo ler o jornal electrónico Brussels Journal, defendendo a liberdade de expressão na Europa.

Rock saudita feminino

“The Accolade” é o primeiro grupo feminino do rock alternativo da Arábia Saudita, composto pela Dina (21, guitarra), Lamia (21, vocalista), Dareen (19, guitarra baixa) e Amjad (teclado).

Eles não concordam em serem fotografadas, elas não fazem concertos. O local dos seus ensaios é mantido em segredo absoluto. O seu primeiro e único single chama-se Pinocchio e é compartilhado entre as (os) jovens sauditas clandestinamente. Na Arábia Saudita, onde as mulheres não tem o direito de conduzir o carro e andar com a cara destapada nos locais públicos, alas tem muito medo. Se forem apanhadas pela polícia religiosa, elas sofrerão as consequências. Mas apesar de tudo, elas têm uma página própria na Facebook e procuram a baterista.
Mais informação na página de Herald Tribune
Contactar a manager do grupo, Sofana Al-Kh:
the.accolade.08@gmail.com

quinta-feira, novembro 27, 2008

Pessoas como produto de exportação

No dia 27 de Novembro nas cinemas da Ucrânia será demonstrado filme do realizador austríaco Ulrich Seidl chamado Import/Export, com a actriz ucraniana Ekateryna Rak num dos papeis principais.

Por: Vira Baldynyuk, Novynar

A enfermeira ucraniana, Olga (Ekateryna Rak), viaja para Ocidente para trabalhar na indústria pornográfica. Mas não satisfaz as “altas” exigências da clientela, ela muda-se para a cidade de Viena, onde trabalha como enfermeira particular. Os austríacos exploram a ucraniana ao máximo: ela dá o brilho ao chão, limpa a neve, não pode falar com as crianças e é obrigada permanecer no seu quartinho. Após ser injustamente acusada de roubo, Olga é obrigada procurar um novo emprego. Assim ela começa trabalhar no lar da terceira idade.

O mundo ocidental tem um lado que é obcecado com os cuidados e a limpeza, desinfecção e lavagem, brancura e esterilidade. Por outro lado são os corpos velhos e semi – apodrecidos, com os restos da razão, eles são as pessoas que a sociedade não quer libertar em paz para o outro mundo. Em um certo momento, os gritos e as rezas das velhotas se juntam numa música esquizofrénica na cabeça da Olga.

Do outro lado da fronteira, na cidade eslovaca de Kočice o vento do inverno espalha as toneladas do lixo. A penetração dos emigrantes da Europa do Leste é vista como uma praga. No treino dos desempregados é “martelado” um único pensamento: vocês têm que orgulhar-se em lavar as casas de banho europeias. Ao mesmo tempo, um malandro austríaco Pauli (Paul Hofmann), é obrigado viajar com o seu padrasto a Europa do Leste para montar lá as maquinas do jogo. Lixo e desemprego são apenas as síndromas da desintegração interior da Europa.

As filmagens do Import/Export foram feitas nos locais originais, os actores eram pessoas comuns, Ekateryna Rak realmente trabalhou como enfermeira, Paul Hofmann, de facto, é um desempregado com ares de perdedor.

Antigamente, exportação significava o produto, hoje este produto são as pessoas. Mas mesmo este produto tem minutos da felicidade: uma chamada telefónica para casa, dança como a libertação, riso como a liberdade.

No filme foi usada a música do grupo ucraniano Skryabin, nomeadamente canção Ty meni ne daesh.

Ver trailer no YouTube
Filme na IMDB
Ler a crítica e descarregar o filme
Página oficial do filme

quarta-feira, novembro 26, 2008

Cidadão que matou um polícia é inocente

Ontem, na Ucrânia, no tribunal da cidade de Kharkiv, pela primeira vez na história da Ucrânia independente foi inocentado o cidadão que matou um polícia.

As pessoas riam-se, abraçavam-se, diziam obrigado ao juiz e aos advogados. Volodymyr Tymoshenko, um dos advogados do acusado, disse que nuca viu o processo tão honesto e meticuloso em todos os aspectos, como este, em 15 anos da sua cooperação com o Ministério do Interior.

A tragédia aconteceu em Novembro de 2006. Tractorista Myhaylo Zhydenko (55 anos), teve uma desavença corriqueira com a sua vizinha por causa da horta. O filho desta, o empresário novo – rico, exigiu pedido de desculpas formal, caso contrário, prometia a vingança por parte dos bandidos ou dos polícias corruptos. Myhaylo negou pedir as desculpas e duas semanas mais tarde, apareceram no seu quintal dois homens vestidos à civil que começaram bater a ele e a sua esposa.

Mais tarde se soube que ambos os atacantes eram polícias. Percebendo, que os polícias corruptos podiam o matar, Myhaylo entrou em casa, levou a caçadeira e disparou contra um dos atacantes. Outro fugiu. A chefia da polícia local pretendeu fazer crer que o cidadão matou os agentes sem nenhuma razão para o tal. A investigação e a procuradoria apoiaram a versão da polícia.

Mas o juiz inocentou o Myhaylo Zhydenko que saiu em liberdade directamente da sala de audiências. O acórdão era lido durante 3h30. O juiz mencionou vários falsificações do processo, troca de depoimentos e até das provas materiais. Ele também ordenou a devolução dos haveres pessoais do Myhaylo, incluindo a sua caçadeira.

Os moradores da aldeia onde aconteceu a tragédia (mais de 50 pessoas), fizeram vários comícios em apoio ao tractorista, sempre declaravam a sua inocência e hoje consideram Myhaylo como o seu herói.

Fonte:
http://ax-libris.livejournal.com/166872.html

Polónia, Rússia e Ucrânia

As concepções de ‘democracia’, de ‘soberania’ e a visão de ordem europeia da Rússia são muito diferentes, mesmo opostas, das europeias.
por: João Marques de Almeida *

No dia em que o Presidente da Rússia visitou Lisboa, o Instituto de Estudos Políticos e a Embaixada da Polónia em Portugal organizaram um seminário sobre as implicações do alargamento da ordem euro – atlântica para leste. Julgo que as podemos resumir em três palavras: Polónia, Rússia e Ucrânia.

A ‘Polónia’ deve ser entendida em sentido lato, referindo-se a todos os novos Estados – Membros, quer da União Europeia, como da Aliança Atlântica. A unificação da Europa foi um dos feitos mais notáveis ocorridos nos últimos anos, e assim será vista no futuro pelos historiadores da política europeia. Há, no entanto, a necessidade de corrigir alguns aspectos. Por um lado, os novos membros devem envolver-se de um modo activo e construtivo. A integração não serve unicamente para se retirar vantagens. Também cria responsabilidades e obrigações. Por outro lado, os membros mais antigos devem fazer um esforço para entender as preocupações e os receios dos novos parceiros. A diferença das experiências históricas mais recentes tem um peso enorme e é necessário saber lidar com isso. Há um défice negativo na política europeia, que é absolutamente necessário combater: os países conhecem-se muito mal uns aos outros e têm pouca sensibilidade para os problemas específicos de cada um. Tendo em conta as ambições da UE e da NATO, o desconhecimento constitui uma lacuna séria. Por exemplo, ninguém pode esperar que a Polónia olhe para a Rússia do mesmo modo que Portugal.

Como qualquer polaco sabe, não é fácil ser vizinho da Rússia. E quando, depois da invasão da Geórgia, se nota a maneira como Moscovo começa a tratar os seus vizinhos, não admira que os polacos comecem a ficar apreensivos. Há dois pontos que já todos compreenderam. Em primeiro lugar, as ilusões sobre uma Rússia ‘ocidental’, democrática e pacífica, acabaram e deram lugar ao reconhecimento da realidade: um país autoritário, com o poder fortemente centralizado e disposto a usar a força militar para prosseguir os seus interesses. Em segundo lugar, as concepções de ‘democracia’, de ‘soberania’ e a visão de ordem europeia da Rússia são muito diferentes, mesmo opostas, das europeias. A uma ordem de regras e instituições comuns, Moscovo responde com esferas de influência e decisões unilaterais, como foram o reconhecimento das independências da Ossétia e da Abecásia. A transformação política e estratégica da Rússia constitui a razão mais poderosa para a UE e a NATO reforçarem as suas relações bilaterais com Moscovo. Como boa aluna da “realpolitik”, a Rússia pretende desvalorizar a importância das instituições internacionais e valorizar o papel das grandes potências. Como disse um mestre alemão da “política real”, a diplomacia não é uma competência de organizações internacionais; “é um luxo das grandes potências”. Nem Putin nem Medvedev o desmentiriam.

Numa ‘Europa’ de grandes potências, qual seria o lugar da Ucrânia? Um dia, num encontro com George W. Bush, Putin afirmou que a Ucrânia “nem sequer é um país”. O antigo Presidente e actual PM limitou-se a exprimir o que a maioria dos russos pensa sobre o assunto. Ou seja, na Rússia considera-se que a independência da Ucrânia é passageira, resultou de um período de fraqueza russa e acabará quando a Rússia voltar a ser forte. Ora, o apoio à independência da Ucrânia foi uma opção estratégica dos europeus e dos norte-americanos, no início da década de 1990, e reafirmada várias vezes desde então. Aqui está um bom teste à relação transatlântica para os próximos anos.

* João Marques de Almeida, Professor universitário
Ler outros artigos do mesmo autor

terça-feira, novembro 25, 2008

Memorial do Holodomor em Kyiv

Aqui podem ser vistos fotos e vídeo sobre o Memorial do Holodomor, em Kyiv, inaugurado a 22 de Novembro.

http://tap-the-talent.blogspot.com/2008/11/ukraine-commemorates-75th-holodomor.html
http://tap-the-talent.blogspot.com/2008/11/revisiting-holodomor-memorial-park.html

Via: Luís M. Ribeiro

Presidente da Ucrânia sobre o Holodomor

Palavra do Presidente da Ucrânia à comunidade internacional em ocasião do 75º aniversário do Holodomor (a fome artificial) de 1932 – 1933 na Ucrânia

22 de Novembro de 2008

Dirijo-me para vocês em ocasião do 75º aniversário do acontecimento mais trágico na história do povo ucraniano – Holodomor de 1932 – 1933.

A verdade sobre o crime de genocídio, perpetrado deliberadamente por regime de Stalin na terra fértil da Ucrânia, ao longo de décadas tentou abrir o caminho para o mundo.

É que agradeço imensamente a todos aqueles que não ficaram calados durante esses anos, quando o medo dominava toda a Ucrânia subjugada pela União Soviética, quando o mundo optou por ignorar um dos terríveis crimes contra a Humanidade.

Apenas ao livrar-se do totalitarismo comunista, a Ucrânia independente pode falar sobre o atentado contra a vida de um povo inteiro, que ocorreu nos anos 30 de século passado.

Agora a verdade sobre o Holodomor está do conhecimento do mundo inteiro. Não é possível oculta-a. Finalmente o peso da opressão de Stalin se despica.

O Holodomor é reconhecido como um crime e condenado por muitos países e organizações internacionais, governos e parlamentos regionais, conselhos municipais em todo o mundo.

Expresso a todos um profundo respeito pelo humanismo e a solidariedade com os milhões de vítimas inocentes do genocídio.

O apoio internacional incrementa a nossa fé de que a verdade histórica será restaurada e fortalece a nossa vontade de alcançá-la em toda a sua plenitude.

A comunidade internacional tem que perceber que para prevenir os futuros crimes contra a Humanidade, devem ser condenados os crimes do passado.

Não falamos de que o mundo podia fazer 75 anos atrás, se soubesse a verdade. Estamos falando sobre o que ele deveria fazer hoje, como sinal de homenagem aos falecidos e aqueles que conseguiram sobreviver no inferno da fome.

No dia 22 de novembro, em Kyiv, milhões de velas, acendidas em memória dos compatriotas ucranianos, mortos pela fome, vão unir-se com a chama da tocha “Vela Inapagável”, que viajou por 33 países de todo o mundo e Ucrânia, tendo absorvido o fogo dos corações sinceros das pessoas de diferentes países e povos.

Apelo a todos os que se preocupam com bondade, compaixão e justiça, que querem a vitória do bem sobre o mal, acender, juntamente connosco, uma vela de memória para homenagear as vítimas do Holodomor.

A Ucrânia lembra! O Mundo reconhece!
Viktor Yushchenko

Oksana Bilozir – “Svicha” (“Vela”), canção em homenagem do 75° Aniversário do Holodomor na Ucrânia. Música Myroslava Skoryk; versos de Bohdan Stelmakh.
http://ca.youtube.com/watch?v=1v7OzHXnU6I

Projecto Dazzle Dreams Sound System

O projecto musical electrónico ucraniano Dazzle Dreams, que trabalha no estilo world music, obteve recentemente a denominação Dazzle Dreams Sound System e decidiu visitar o Nepal. Obviamente, nem todos os sons e instrumentos que a rapaziada ucraniana encontrou durante uma semana de viagem se caberão numa única edição musical. De momento, Dazzle Dreams Sound System, está propor aos fãs um CD musical com sete composições inspirados no Nepal, além do DVD sobre a sua viagem, editado com apoio da MTV Ucrânia.
A gravação dos ucranianos teve a forte influência das várias músicas e canções do Nepal, da autoria dos Krishna Thing, Ramesh Raj Kuluju, Sunil Sharma, Rita, Somser Gonodarba, Noren, Kash, Nikson, Mohan P. Joshi. Muitos destes músicos trabalham com a editora Real World Music do Peter Gabriel. Agora, as suas criações serão ouvidos em arranjos do Dazzle Dreams Sound System. Em Dezembro de 2008 o Dazzle Dreams Sound System pretende se deslocar para a República Checa >>>

Ver vídeo musical Dazzle Dreams - Shock Your Mind (2007)
http://fdr.com.ua/online_tv_view/106

Fonte:
"4ª onda" - Organização Internacional Social Ucraniana
Notícias, 23.11.2008

Vídeos promocionais da Ucrânia exibidos no CNN e Euronews:

Ucrânia para os amantes da neve
http://tw.youtube.com/watch?v=kfyGBhrHdt8
Ukraine – Beautifully Yours
http://tw.youtube.com/watch?v=lzItUNqAkz0

segunda-feira, novembro 24, 2008

Papa reza pelas vítimas do Holodomor

O papa Bento XVI rezou neste domingo pelos milhões de pessoas que morreram de fome na Ucrânia (o Holodomor 1932 – 1933) durante a ditadura de Josef Stalin. Bento XVI pediu que a ideologia não acabe com a liberdade e a dignidade das pessoas.

O pontífice falou em ucraniano aos peregrinos desse país que foram a Roma. O papa lembrou que Novembro marca o aniversário do Holodomor como ficou conhecida a tragédia da grande fome na Ucrânia. Estima-se que milhões de pessoas foram mortas de fome, em um plano maligno orquestrado pelas autoridades soviéticas para forçar os camponeses a viverem em fazendas colectivas.

No Outono de 1932, as autoridades confiscaram os grãos, o gado e outros alimentos dos povoados em grande parte da União Soviética, porque os camponeses não haviam cumprido a cota que o governo havia exigido. A União Soviética exportou o grão para construir fábricas. Os moradores foram proibidos de sair de casa e milhões morreram de fome.
“Enquanto espero que nenhum regime político, em nome de uma ideologia, negue os direitos, a dignidade e a liberdade de um ser humano, rezo por todas as vítimas inocentes dessa imensa tragédia”, disse o papa desde as janelas do seu apartamento, para a multidão na Praça de São Pedro.

Actualmente, parlamentares ucranianos qualificam a grande fome de 1932 – 1933 como um genocídio contra o povo ucraniano. Não obstante, o Kremlin nega a acusação, ao alegar que outros grupos étnicos também sofreram com a grande fome, inclusive russos.

Fonte:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?id=830938

A Diáspora ucraniana da Austrália relembra o Holodomor:
http://marichka2.multiply.com/photos/album/173

Mais informação sobre o Holodomor:
http://www.holodomoreducation.org/index.php/id/161/lang/en

Ataque contra o Presidente da Geórgia

Os presidentes da Geórgia, Mikeil Saakashvili e da Polónia, Lech Kaczynski, acusaram tropas russas de terem disparado tiros perto de um comboio em que viajavam.

O ataque ocorreu em uma área controlada por tropas russas, em um posto de controle perto do território separatista da Ossétia do Sul. Em conferência de imprensa, Mikael Saakashvili disse que o episódio, que não deixou feridos, foi claramente uma provocação da Rússia.

Os dois presidentes se dirigiam a uma área em que ocorreram confrontos entre tropas da Geórgia e da Rússia em Agosto deste ano e onde planeavam visitar vítimas do conflito. O governo russo reconheceu formalmente a independência da Ossétia do Sul e de outra província separatista da Geórgia, a Abecásia. Desde Agosto, têm ocorrido diversos incidentes nessa região de fronteira, em violação do acordo de cessar-fogo mediado pela União Europeia.

Fonte:
Comitiva de líder da Geórgia atacada aos tiros

Assassinato do Giorgi Mebonia, Governador do Distrito de Tsalenjikha, Geórgia, 25.10.2008
http://www.youtube.com/watch?v=vh_o92xZHPo