segunda-feira, novembro 17, 2008

Holodomor será lembrado em Lisboa

As organizações representativas da comunidade ucraniana em Portugal, junto com a Embaixada da Ucrânia, têm a honra de convidar V. Excia., para participar no desfile comemorativo do 75º aniversário da Grande Fome da Ucrânia de 1932 – 1933 (Holodomor), em que cerca de 6 milhões de ucranianos foram exterminados pelo regime estalinista, devido à sua resistência à política de colectivização agrícola e ao apego pela cultura e tradições nacionais.

Nas últimas décadas, a comunidade internacional tem manifestado a sua solidariedade para com as vítimas do Holodomor, destacando – se a resolução do Parlamento Europeu, de 23 de Outubro de 2008, que o qualifica de “terrível crime contra o povo ucraniano e contra a Humanidade”.

A cerimónia terá lugar no dia 23 de Novembro, pelas 12h30. Começará com uma concentração na Praça Martim Moniz em Lisboa, onde haverá pequenos discursos e uma oração em memória dos vitimas do Holodomor.

13h30 Desfile pela Avenida Almirante Reis até à capela da Igreja Grego – Católica, São João de Arrois, na Rua Quirino da Fonseca, № 2 (junto à Praça do Chile).

14h30 Exibição do filme documental sobre o Holodomor na Igreja Grego – Católica.

Convidados: Embaixador da Ucrânia em Portugal, Sr. Rostyslav Tronenko, Deputados do Parlamento português, representantes da Igreja Grego – Católica Ucraniana e Igreja Ortodoxa Ucraniana (UPC), Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Sr. António Costa, os historiadores portugueses que estudam o Holodomor, políticos portugueses e ucranianos.

Nas vésperas, no dia 22 de Novembro, nas escolas sabáticas ucranianas de Portugal será leccionada uma aula aberta, dedicada à problemática do Holodomor.

As acções semelhantes terão lugar na Austrália, no Brasil, Canada, EUA, Grã – Bretanha, República Checa e outros países onde existem as comunidades da Diáspora ucraniana.

A UCRÂNIA RECORDA!
Para receber mais informações ligue:
+351 967135885

sábado, novembro 15, 2008

Super Obama

Quem gostava (gosta) do jogo de vídeo “Super Mário”, com certeza irá gostar deste divertido joguinho “Superobamaworld”. Mas atenção, cuidado com os porcos, homens endinheirados e Alasca...

Jogar para ganhar!
http://www.superobamaworld.com

sexta-feira, novembro 14, 2008

Fuga do Moscovo

A queda do comunismo deu aos países do antigo bloco soviético uma chance de rumar na direção da democracia, da economia de mercado e do império da lei. Alguns países cortaram decisivamente os seus vínculos com o passado comunista: outros tiveram menos êxito e alguns poucos fracassaram catastroficamente.

Por: Mart Laar *
Data: 15/06/2007

Moldova e Geórgia estiveram nesta última categoria até recentemente. Seus fracassos políticos e econômicos foram em grande parte devidos a movimentos separatistas – activamente apoiados pela Rússia – que tinham como objectivo manter os dois países na "esfera de influência" do Kremlin. Quando irromperam os conflictos sangrentos na Transnístria, Abecásia e Ossétia do Sul, a Rússia transformou a sua presença militar em forças "de manutenção da paz" como meio de manter o controle.

Há muito se temia que esses chamados "conflitos congelados" poderiam subitamente se tornar escaldantes. Não só isso não aconteceu, como agora podemos falar de soluções, no momento em que Geórgia e Moldova começam a obter progressos na direção de uma economia de mercado e da democracia. A "política de vizinhança" da União Européia também ajudou.

O ponto de partida para esses desdobramentos foi a "Revolução Rosa" de três anos atrás. A Geórgia, que esteve perigosamente perto de se transformar em um Estado fracassado, voltou-se na direção do Ocidente. O sucesso das várias "revoluções de cores" nos países do antigo bloco soviético também desencadearam reformas que tinham como objetivo se aproximar da UE. Essas mudanças originaram novas iniciativas na Geórgia e na Moldova para restaurar, pacificamente, sua integridade territorial.

A experiência da Estónia indica como Geórgia e Moldova devem moldar as suas políticas perante a Rússia. Quando a Estónia obteve a independência, em 1991, Moscovo procurou caracterizar o país como uma terra repleta de problemas econômicos, inadequado para investimento. A Estónia era realmente pobre, e suas principais exportações eram sucata de ferro e madeira para construção, mas a sua economia estava crescendo.

A Rússia apoiou um chamado "movimento de autonomia" no nordeste da Estónia, que é habitado em sua maior parte por russos étnicos que lá se estabeleceram nos tempos soviéticos. Quando a Estónia resistiu, a Rússia impôs sanções e cortou o abastecimento de gás. Os poucos produtos estonianos permitidos na Rússia foram fortemente tributados e a Rússia até ameaçou com intervenção militar. Mas a Estónia manteve o seu sangue frio. As sanções russas, na verdade, acabaram ajudando a Estónia a redirecionar a sua economia para o Ocidente. Enquanto isso, a Europa Ocidental se esforçou ao máximo para integrar os Estados bálticos – Lituânia, Letónia e Estónia – ao mesmo tempo em que procurava evitar conflitos com a Rússia. Um tratado de livre comércio de 1994 firmado com a UE permitiu aos produtos estonianos encontrar novos mercados, e a Estónia acabou se tornando um dos mais bem-sucedidos países da transição pós – comunista, aderindo à UE e à NATO em 2004.

Quando a Geórgia obteve a independência, em 1991, o país não recebeu o mesmo tipo de ajuda da Europa Ocidental. A década de 1990 foi marcada por golpes, contragolpes e guerras civis, com as duas regiões – Abecásia e Ossétia do Sul – essencialmente se desprendendo do apoio russo.

O país fez o melhor que pode para se redimir do seu passado funesto. Desde a Revolução Rosa, a economia foi reformada, as forças armadas foram fortalecidas e a liderança do país é jovem, dinâmica e está ansiosa para conduzir o seu país adiante. A alíquota fixa de 12% do imposto de renda – provavelmente a mais baixa do mundo-impulsionou o orçamento nacional. O governo elevou as pensões e aumentou a assistência social. A corrupção está diminuindo e a reforma judicial começou. A economia se expandiu em 8% em 2005 e em mais de 10% em 2006.

A Geórgia tentou neutralizar as tensões em torno da Abecásia e da Ossétia do Sul, mas a Rússia acusa a Geórgia de agressão e de limpeza étnica. Seu principal objectivo é inibir o apoio Ocidental dado à Geórgia e impedir a reconciliação com as regiões separatistas.

A Rússia e, em menor extensão, os Estados Unidos, são as potências que importam na Geórgia. A Europa também precisa mostrar que faz diferença. A Estônia demonstrou na independência e novamente durante a crise recente em torno da remoção de um memorial da era soviética – que, com determinação e apoio firme, pode haver resistência à pressão da Rússia.

A Europa precisa entender que a Geórgia não precisa de ajuda humanitária, mas de comércio. Assim como um acordo de livre comércio com a Europa permitiu à Estônia encontrar novos mercados, este poderá ser o meio através do qual os georgianos poderão ajudar a si mesmos. A Geórgia pode esperar razoavelmente que o país atinja a independência real, mas o que dizer de Moldova, o país mais pobre da Europa e que está sendo ameaçado pela Rússia, mais do que os estonianos – ou, efetivamente, os georgianos – jamais foram?

A falta de sucesso de Moldova nas reformas decorreu parcialmente por causa dos movimentos separatistas apoiados pelos russos. O país teve um começo deplorável após a independência, quando a região industrial de Transnístria – habitada por população de língua russa e ucraniana que temia que a maioria dos moldávios, que têm origem romena, planeasse manter laços mais estreitos com a Romênia – declarou a independência. Seguiu-se uma guerra civil e, em 1992, tropas russas entraram na Transnístria, onde permanecem. A independência da Transnístria jamais foi reconhecida, por Moldova ou internacionalmente. Acredita-se que o país seja corrupto e sem lei.

A Moldova está profundamente endividada, a taxa de desemprego é elevada e a sua outrora bem – vista indústria vinícola está em declínio. A Rússia esporadicamente corta o seu gás, e muitos dos seus quatro milhões de habitantes deixaram o país.Só a Rússia pode solucionar o problema. Autoridades moldávias fizeram cinco visitas infrutíferas a Moscou para pedir ao presidente Vladimir Putin que explore uma solução e a retirada das tropas russas. Um desesperado Voronin [presidente da República da Moldova] apelou para a ajuda da "missão de assistência às fronteiras" da UE, porém uma iniciativa da União necessitaria ter a cooperação de Putin.

Infelizmente, o Ocidente aparenta não possuir conhecimento actualizado sobre a situação em Moldova. Em Abril, por exemplo, a UE e os EUA tomaram conhecimento de uma proposta de acordo de paz somente através de um relatório tornado público na Alemanha. O acordo, pelo qual Moldova reconhecia a Transnístria como uma entidade legítima, parecia beneficiar a Rússia. Se a Rússia tivesse triunfado sobre o Ocidente, o precedente para a Geórgia e outros Estados pós – soviéticos debilitados seria muito sombrio.

* Mart Laar foi o Primeiro – Ministro da Estónia e hoje é membro do parlamento estoniano.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Polónia: 90 anos fora do império russo

O Presidente ucraniano Viktor Yushchenko participou nas celebrações do 90º aniversário da restauração da Independência da Polónia (1918).

Os eventos principais decorreram em Varsóvia, na Praça Józef Piłsudski, junto ao túmulo do Soldado Desconhecido, com a participação de altos dirigentes da República polaca. Além disso, nas cerimónias estavam presentes os presidentes do Afeganistão, Montenegro, Croácia, Geórgia, Estónia, Letónia, Lituânia, Macedónia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia e Hungria, a chanceler federal da Alemanha, as delegações de diversos países do mundo.
Como parte das comemorações, o Presidente da Polónia Lech Kaczyński, prestou a homenagem aos heróis que morreram pela Independência de seu país. A Praça Piłsudski teve as honras de 24 disparos do fogo de artifício e de um desfile do exército nacional.
Durante a visita de trabalho à Polónia, o Presidente ucraniano visitou o Museu da Revolta de Varsóvia. Após a conhecer o Museu, que ilustra a evolução dos acontecimentos de 1944 na capital polaca, Viktor Yushchenko fez uma nota no livro dos visitantes de honra, expressando, dessa maneira, a sua profunda homenagem ao patriotas polacos que lutaram pela liberdade e pela Independência do seu país.
«Curvo-me perante a memória brilhante daqueles que caíram num combate desigual. Glória a heróis da Revolta de Varsóvia tornou-se o exemplo vívido para todo o mundo de auto-sacrifício em nome da liberdade e da pátria », - escreveu o Presidente da Ucrânia.
Chefe do Estado ucraniano prestou a homenagem aos que morreram durante a Revolta por um minuto de silêncio e acendeu uma vela junto ao Muro da Memória dos heróis da Revolta de Varsóvia.
Revolta de Varsóvia organizada pelo Exército Nacional polaco (Armia Krajowa), teve o início no dia 1 de Agosto e durou até 2 de Outubro de 1944 (63 dias), quando as tropas nazis reprimiram a revolta. Os insurgentes polacos pretendiam libertar a Varsóvia dos invasores alemães e restaurar a Independência do seu país.
Durante a sua visita o Presidente ucraniano deu a entrevista colectiva ao jornal «Rzeczpospolita», Rádio Polónia e TV Polsat
Fonte e Fotos:
http://www.president.gov.ua/
Foto: Mykola Lazarenko

terça-feira, novembro 11, 2008

Guerra na Geórgia: o seu custo para a Rússia

A Força Aérea russa perdeu na guerra da Geórgia entre 7 à 16 aviões de combate e o custo total dos seus gastos militares e relacionados com o apoio aos separatistas na Ossétia do Sul, ultrapassa 1 bilião de dólares.

O perito militar russo, Said Aminov, escreveu no artigo publicado em 13 de Setembro na revista “Moscow Defense Brief”, que no dia 8 de Agosto, a defesa antiaérea georgiana consegui abater quatro aviões russos: três caças Su-25 (classificação da NATO Frogfoot) e um espião estratégico Tu-22M3 (Backfire). A perca destes aviões foi oficialmente confirmada pelo Estado – Maior russo. Said Aminov afirma que todos estes aparelhos foram abatidos pelos complexos da defesa antiaérea ucraniana “Buk–M1” (classificação da NATO SA–17 Grizzly).

Mas perito também diz que a Rússia perdeu mais três aviões e um helicóptero: um Su-24MR (Fencer) no dia 8 de Agosto, um Su-24M (dia 10 ou 11), um Su-25 (9 de Agosto) e possivelmente um Mi-24 (Hind). Aminov escreve que ambos os Su-24 foram abatidos pelos sistemas de defesa antiaérea georgiana “Osa-AK/AKM” ou pelos Sistemas Portáteis da Defesa Antiaérea (SPDA), enquanto o Su-25 foi a vítima do “fogo – amigo” do exército russo. (Outras fontes garantem que este Su-25 foi abatido pelos separatistas da Ossétia do Sul, o piloto não ejectou-se e acabou por morrer). Mais um caça Su-25 foi atingido pelo míssil de SPDA, mas conseguiu voltar à base, afirma Aminov.

Dois pilotos russos (tripulantes do Su-24MR e Tu-22M3) foram capturados pelos georgianos, eles receberam o tratamento médico gratuito (um dos pilotos precisou da transfusão de sangue) e foram entregues às autoridades russas no dia 19 de Agosto. Outros cinco pilotos (piloto do Su-25 abatido pelo “fogo – amigo”, navegador do Su-24MR e três membros da tripulação do Tu-22M3) faleceram.

A força antiaérea georgiana consegui surpreender o exército russo, usando as estações de reconhecimento electrónico “Kolchuga-M”, servindo-se dos radares activos ao nível mínimo (para que estes não serem detectados pelos radares russos). Por outro lado, os complexos (Buk-M1) e “Osa-AK/AKM” eram bem dissimulados no terreno, protegendo-se contra a possível detecção da contraparte russa.

Outro jornal russo on-line, escreve que a Rússia perdeu na Geórgia entre 12 à 16 aviões de combate e que no caso do surgimento de uma nova guerra no seu flanco sul, o país arriscar-se a ser incapaz de defender o espaço aéreo nacional.

Fonte:
http://www.rian.ru/defense_safety/20080911/151180028.html

Caça russo Su-25 (Frogfoot) atingido pelo fogo antiaéreo georgiano (vídeo & fotos):
http://ru.youtube.com/watch?v=IYRBSpi2u8U

As finanças cantam os romances...
Em termos financeiros, a guerra na Geórgia custou a Rússia aproximadamente 12,5 biliões de rublos (cerca de 500 milhões de dólares aos preços de Agosto de 2008 *), escreve "Nezavisimaya gazeta", citando os peritos independentes.

O director do Centro de Análise das Estratégias e Tecnologias (CAST), Ruslan Puhov disse que 10 investigadores seus tentaram calcular as perdas financeiras da Rússia. A pesquisa permite afirmar, que a guerra na Geórgia custou a Rússia pelo menos 1 milhão de dólares por dia.

Os cálculos tiveram em conta o custo da missão de combate de um tanque, avião ou navio de guerra por dia, gastos em combustíveis (cerca de 480 milhões de dólares) ou o transporte de tropas, cujo número total eventualmente chegou aos 30.000 homens.

O custo total dos quatro aviões abatidos (percas reconhecidas oficialmente), chega à 1 milhão de dólares. Mas o exército russo até agora não apresentou nenhuns dados sobre as perdas em tanques, blindados ou camiões. Além disso, o exército terá que proceder os pagamentos de prémios de combate aos soldados e oficiais, além dos seguros de vida aos militares feridos e mortos em combate.

Alem disso, o vice – primeiro ministro russo, Aleksey Kudrin, prometeu gastar em 2009 10 biliões de rublos (400 milhões de dólares), na reconstrução da cidade de Tshinvali e outras infra-estruturas da Ossétia do Sul. Até o fim de 2008, os mesmos gastos vão totalizar cerca de 3 biliões de rublos (120 milhões de dólares). Dessa maneira, a Ossétia do Sul custará aos cofres dos contribuintes russos pelo menos 520 milhões de dólares, apenas nos próximos 15 meses.

Fonte:
http://www.rian.ru/osetia/20080820/150515111.html

* 1 USD = 25,0221 rublos (Banco da Rússia, 27.09.2008).

Fuga dos capitais da Rússia

Ao mesmo tempo, a crise internacional e a falta da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros está castigando a Rússia. No mês de Setembro, a reserva das divisas russas baixou em 25,569 biliões de dólares, em Agosto, ela já tinha baixado em 14 biliões, entre 17 à 24 de Outubro as reservas baixaram em 31 bilhões de dólares, desta maneira, em apenas três meses, a Rússia perdeu quase 70 biliões e neste momento dispõe de uma reserva total de 484,7 biliões.

Em primeiro lugar, as perdas das divisas derivam do esforço do Banco Central russo de apoiar a moeda nacional, ejectando grandes somas de divisas no mercado, além da fuga dos capitais para fora do país.

Fontes:
http://news.mail.ru/politics/2074733
http://www.rbcdaily.ru/2008/10/31/finance/388765

sexta-feira, novembro 07, 2008

Atentado comunista contra a Europa

91 anos atrás, um dos países mais atrasados da Europa, a Rússia brindou o nosso continente com a revolução bolchevique, que por sua vez produziu Hitler e vários outros ditadores, de Pol Pot até Hugo Chaves...

A ideologia comunista é uma doença, no seu estágio inicial ainda pode ser curada no hospital, mas quando não for tratada à tempo – a única esperança é a intervenção cirúrgica.

Concordem, não há nada de “não democrático” na luta do médico dentista contra a cárie ou do fumigador contra as ratazanas. Nada pessoal, simplesmente isso é necessário para a saúde da sociedade.

Fonte:
http://www.ego.com.ua/

Via:
http://vaxo.livejournal.com/275080.html

quarta-feira, novembro 05, 2008

Lembrar a Revolução Húngara de 1956

A Revolução Húngara de 1956, o levantamento popular espontâneo contra o governo stalinista na Hungria e contra a política imposta pela União Soviética, iniciou-se em 23 de Outubro de 1956. No dia 4 de Novembro de 1956, o Exército Vermelho invade a cidade de Budapeste e a resistência organizada chega ao fim, seis dias depois.

O levantamento húngaro começou em 23 de Outubro de 1956, com uma manifestação pacífica de estudantes em Budapeste. Exigiam o fim da ocupação soviética e a implantação do “verdadeiro socialismo”. Quando os estudantes tentaram resgatar alguns colegas que haviam sido presos pela polícia, esta abriu fogo contra a multidão.

No dia seguinte, oficiais e soldados juntaram-se aos estudantes nas ruas da capital. A estátua de Iosif Stálin foi derrubada por manifestantes que entoavam, “russos, voltem para casa”, “abaixo Gerő” e “viva Nagy”. Em resposta, o comité central do Partido Comunista Húngaro recomendou o nome de Imre Nagy para a chefia de governo.

Em 25 de Outubro, tanques soviéticos dispararam contra manifestantes na Praça do Parlamento. Chocado com tais acontecimentos, o comité central do partido forçou a renúncia de Gerő e substituiu-o por János Kádár.

Nagy foi à Rádio Kossuth e anunciou haver tomado a chefia do governo, na qualidade de presidente do Conselho de Ministros. Prometeu uma ampla democratização da vida pública do país, a melhoria radical das condições de vida dos trabalhadores e a busca do socialismo condizente com as características nacionais da Hungria.

Em 28 de Outubro, Nagy e um grupo de colegas conseguiram obter o controle do Partido Comunista. Surgiam conselhos revolucionários por todo o país. Em 30 de Outubro, Nagy comunicou a libertação do cardeal Mindszenty e de outros prisioneiros políticos. Anunciou-se que o governo pretendia abolir o sistema de partido único. Reconstituíram-se os Partidos dos Pequenos Proprietários, Social – Democrata e Camponês Petőfi. Em 1º de Novembro, Nagy comunica a intenção húngara de se retirar do Pacto de Varsóvia e pede a intervenção das Nações Unidas contra a possível invasão da URSS.

Em 4 de Novembro, cerca de 5.000 tanques do Exército Vermelho invadem a Budapeste, com o apoio da força aérea e de artilharia. As ruas da cidade tornam-se o palco de combates entre os patriotas húngaros e invasores soviéticos. Calcula-se que morreram cerca de 2.500 húngaros e 722 militares soviéticos, mais de 200.000 húngaros refugiaram-se no Ocidente, outros 26.000 cidadãos foram julgados pela sua participação na Revolução, destes 13.000 foram presos, cerca de 350 pessoas foram executados.

As últimas bolsas de resistência em Budapeste caíram aos 10 de Novembro. Existem também os relatos sobre a participação dos combatentes ucranianos do UPA ao lado da resistência húngara contra o inimigo comum, o regime comunista.

Imre Nagy foi preso e posteriormente executado e substituído no poder pelo simpatizante soviético János Kádár. As tropas soviéticas saíram da Hungria apenas em 1991.

Fonte:
Revolução Húngara de 1956

terça-feira, novembro 04, 2008

Gaddafi na Ucrânia

O chefe do estado líbio, coronel Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, esta de visita a Ucrânia.

Sr. Gaddafi veio a Ucrânia não apenas com a sua própria tenda (está localizada na rua Lypska), mas com o seu próprio grupo de segurança. E como se sabe, a segurança do coronel é composta apenas por mulheres.

Coronel Gaddafi e Presidente Yushchenko

Viva o rei Władysław IV Wasa!

Hoje a Rússia comemora o “dia de unidade popular”, o feriado que pretende legitimar as acções inconstitucionais dos separatistas moscovitas que 1612 expulsaram do Moscovo o exército da República das Duas Nações, impedindo o rei legítimo Władysław IV Wasa a ocupar o trono russo, colocando no poder o pretendente ilegal, Miguel Romanoff.

Gostaria de aproveitar essa oportunidade, para relembrar este acto do terrorismo urbano praticado pelos separatistas moscovitas, assim como chamar a vossa atenção sobre a necessidade de devolver o Kremlin ao controlo legítimo da casa real polaca.

Władysław IV (Łobzów, 9 de Junho de 1595 — Merecz, 20 de Maio de 1648) foi o filho de Sigismundo III Wasa e da sua esposa, Ana da Áustria (também conhecida por Ana Habsburgo). Władysław IV reinou na República das Duas Nações (conhecida também por a Comunidade Polaco – Lituana, da qual fazia parte a Ucrânia), de 8 de Novembro de 1632 até a sua morte em 1648.

Em 1610 o jovem Władysław foi eleito Rei (tsar) da Rússia, mas não assumiu o trono moscovita devido às acções terroristas dos separatistas russos. Ele usou o título de Grão-duque da Moscóvia até 1634. Durante esse tempo o trono foi ilegalmente ocupado por Miguel Romanoff.

Władysław conseguiu impedir que a República das Duas Nações se envolvesse na sangrenta Guerra dos Trinta Anos e teve razoável êxito na defesa da República contra a invasão. Ele apoiou a tolerância religiosa e se encarregou das reformas militares.

Foto:
http://l-u-f-t.livejournal.com/183945.html

segunda-feira, novembro 03, 2008

Vela Inapagável em Portugal

A Comunidade ucraniana de Portugal realizou em Lisboa a acção “Vela Inapagável”, uma iniciativa global da Diáspora ucraniana, apoiada pelo Presidente Viktor Yushchenko, para recordar o 75º aniversário do Holodomor, a Grande Fome artificial de 1932 – 1933, planeado e executado pelo Kremlin.