terça-feira, setembro 30, 2008

Le Figaro e a propaganda anti – ucraniana

O jornal francês Le Figaro publicou um comunicado endereçado ao Presidente da Ucrânia Viktor Yushchenko, que pude custar aos seus financiadores pró – russos até 20 – 21 mil euros.

O comunicado fala da preocupação dos seus autores sobre a alegada tentativa do poder ucraniano de “ver a história ucraniana separadamente da história russa”. Os autores afirmam que a Ucrânia se tornou independente graças ao seu vizinho nortenho. Além disso, o comunicado advoga a “impossibilidade de reabilitar os combatentes do OUNUPA”.

O comunicado tem 37 assinaturas. Apenas nove destas pessoas têm alguma relação com os estudos históricos. Outros são burocratas do Leste da Ucrânia, activistas pró – russos e deputados do Partido de Regiões.

O comunicado momentaneamente foi traduzido para a língua russa e difundido na Internet como o exemplo da opinião dos “intelectuais ucranianos, respeitada pela imprensa Ocidental”.

Na página de Le Figaro não é possível encontrar o referido comunicado, além disso, a redacção alegou não preparar nenhum artigo com este teor propagandístico. Mas a Embaixada da Ucrânia na França possui a edição de Le Figaro impressa, onde na página 06 foi publicado o comunicado pró – russo.

O tipo de letra (diferente a do jornal), a sua localização no fundo da página, indicam de se tratar de uma publicidade política disfarçada de opinião de leitores. Apresentando-se como o político ucraniano, o jornalista do diário “Delo”, foi sabendo que o preço duma publicidade de género ronda os 21 mil euros.

As assinaturas do comunicado decorreram durante os trabalhos da conferência internacional “II G.M..: as tentativas de revisão dos seus resultados”, organizada pelo Instituto das Pesquisas Políticas (Rússia), chefiado pelo Sergey Markov, o deputado da Duma Estatal (Câmara baixa do parlamento russo). Markov foi assessorado pelo Conselho Humanitário russo – ucraniano, organismo criado no verão de 2008 pelos activistas pró – russos da Ucrânia.

Sergey Markov disse que conhece os pormenores da publicação, mas não confirmou o seu envolvimento no caso. Markov não participou na conferência, pois é uma pessoa “non – grata” na Ucrânia. “Não faz mal, os nossos camaradas ucranianos vão picar Yushchenko”, - disse Markov numa entrevista recente.

Ao mesmo tempo, vários assinantes do comunicado não conseguiram explicar como as suas assinaturas apareceram no documento, assim o Serhiy Kudelko, o Professor da Universidade Nacional de Kharkiv e Anatoliy Svetlickiy, o vice – prefeito da Conselho Municipal da cidade de Zaporizhia recusaram-se de comentar o assunto, alegando sobrecarga de trabalho.
Ultimamente, a imprensa francesa tornou-se o local predilecto para publicar a propaganda anti – ucraniana. Assim o jornal Le Mond publicou recentemente o artigo do jornalista francês Michaёl Prazan (estudioso da organização terrorista japonesa “Exército Vermelho Japonês”), intitulado “L'Ukraine, "pays européen"? Pas évident”. No artigo, o Prazan usa uma mistura de mentiras, meias verdades e verdades destorcidas para acusar o Presidente Viktor Yushchenko de dirigir “a nação confusamente democrática e extremamente corrompida”.

Não é por acaso que a imprensa francesa é usada para a desacreditação da Ucrânia na União Europeia. A França assumiu a presidência rotativa da UE e a sua posição tem enorme importância na questão de entrada da Ucrânia na NATO e na UE.

Fonte:
http://delo.ua/news/88152

Música ucraniana na Internet

Barszcz Ukrainski czyli Miecz, Tryzub I Ogien
(Borsh ucraniano: Espada, Tridente e Fogo)


Músicas:
01. The Ukrainians – Cherez Richku, Cherez Hai
02. Hilka – Oj Zapal Mamo Swieczke (Trad.)
03. Wij – Mgla04. Biocord – Human Geometry
05. Mychajlo Chaj – Oj, W Polu Mogila (Trad.)
06. Zaba W Dyryzabli – Saddam Hussein
07. Foa Hoka – Dia-Diabla
08. Switlana Nianio – Bez Nazwy
09. Aktus - Sasiadka (Trad.)
10. Mychajlo Chaj – Zbratal Sie Sokol (Trad.)
11. Kazma-Kazma – Muzyka Do Spektaklu
12. Neborock – Rock'n'roll
13. Ihor Cymbrows'kyj – Przyjdz Aniele
14. Carpathiana – Harazd
15. Drewo – Oj, Kraju Mily, Gdzie Sie Urodzil

Código (password) para descarregar as músicas: parazitakusok.blogspot.com

Via:
http://a-ingwar.blogspot.com/2008/09/1999.html

sexta-feira, setembro 26, 2008

Amor da mãe porca

Na Ucrânia, na província de Dnipropetrovsk no zoo privado situado na localidade de Maryanivka, a mãe – porca amamenta os filhotes do tigre, que foram retirados da mãe deles, por a tigra ser uma má mamãe...

Taras Shevchenko nas notas bancárias

Taras Shevchenko, o maior poeta ucraniano de todos os tempos, não aparece homenageado apenas nas notas bancárias da Ucrânia. Afinal, existe mais uma entidade que paga o seu tributo ao génio ucraniano que nasceu servo e morreu como Académico da Academia de Belas Artes de São Petersburgo.

A entidade que homenageia o Taras Shevchenko é a Transnístria, o território da Moldova, que auto proclamou a sua independência em 1991 sob o nome de República Moldova de Pridnestróvie (PMR) ou simplesmente Pridnestróvie.
Dados técnicos:

Nota bancária de 50 rublos de PMR (1 Euro = 12.3595 rublos da PMR);
Emissão: 2000
A cor dominante: verde – escuro, no centro há uma gama cor-de-rosa e verde.
Face: Gravura com a imagem do retracto de Taras Shevchenko
Reverso: Gravura com a imagem do edifício do Parlamento e do Governo da PMR.
Tamanho: 129 x 60 mm
A Transnístria

A Transnístria (também conhecida como Transdniestre, Transdniester ou Transdniéstria, etim. «além do rio Dnistro») é uma região entre a Moldova e a Ucrânia, que pertence oficialmente à Moldova, conseguindo manter a sua soberania inicial com a ajuda do 14° Exército Soviético, comandado na altura pelo general Alexander Lebed. O Conselho da Europa considera a questão da Transnístria um conflito congelado.

A capital da região é Tiraspol, em 2005 cerca de 29% da população da Transnístria era ucraniana, a língua ucraniana é uma das três línguas oficiais do território.

Fonte:
http://ledilid.livejournal.com/267237.html


Taras Shevchenko nas notas da hryvnia ucraniana:

A hryvnia (também pode se encontrar a denominação hryvnya; em ucraniano: гривня; é a moeda nacional da Ucrânia desde 2 de Setembro de 1996. O código ISO 4217 para a hryvnia é UAH e 980. Nas imagens Taras Shevchenko jovem e maduro nas notas de 100 hryvnia de emissões diferentes.

Notícias ucranianas em espanhol

Para todos aqueles que pretendem ler as notícias ucranianas, da Ucrânia ou sobre a Ucrânia em espanhol, recomendo esta página da Argentina:
http://ukranews.com.ar
Mais a informação sobre os primeiros 100 anos da primeira missa bizantina – ucraniana na província de Misiones:
http://www.ukranews.com.ar//index.php?option=com_content&task=view&id=560&Itemid=1

Washington não deixará a Rússia impedir a ampliação da NATO

Madrid, 25 Setembro 2008 (AFP) – A Secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, advertiu que as autoridades americanas e europeias não permitirão que a Rússia vete a entrada da Geórgia e da Ucrânia na NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em artigo publicado nesta quinta-feira pelo jornal espanhol El Mundo.

"A porta para um futuro euro – atlântico permanece completamente aberta para a Geórgia e nossa aliança continuará trabalhando para tornar realidade este futuro", escreveu Rice nesse artigo traduzido do inglês.

"Os Estados Unidos e a Europa estão apoiando sem equívocos a soberania, a independência e a integridade territorial dos vizinhos da Rússia", acrescentou.

"E não permitiremos que a Rússia exerça um veto sobre o futuro de nossa comunidade transatlântica, nem sobre nossa escolha dos países que convidaremos para fazer parte dela, nem sobre a opção destes Estados de aceitar", insistiu.

Geórgia e Ucrânia, pretendem entrar na NATO para garantir uma vez por todas a sua integridade territorial.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2008/09/25/ult34u212116.jhtm (PT)
http://www.entornointeligente.com/resumen/resumen.php?id=731480 (ES)

"Vela inapagável" na Grécia

A Sociedade da Diáspora Ucraniana na Grécia e a Sociedade “Ukrayinsko – Hrecka Dumka”, organizaram na cidade de Atenas, as comemorações do aniversário do genocídio ucraniano – Holodomor de 1932 – 33.

Desta maneira, a Grécia colaborou na iniciativa do Congresso Mundial Ucraniano (SKU), apoiada pelo Presidente da Ucrânia Viktor Yushchenko, que iniciou-se na Austrália e ainda passará pela Roménia, Moldova, Kasaquistão, Rússia, Arménia, Geórgia e terminará na capital ucraniana – cidade de Kyiv.

Em Atenas a cerimónia de passagem da tocha comemorativa teve o lugar no domingo, dia 21 de Setembro, junto à embaixada da Ucrânia. A tocha foi entregue pelo embaixador da Ucrânia na Hungria, Dmytro Tkach ao seu homólogo na Grécia, Valeriy Tsybuh, que por sua vez a entregou ao presidente da Sociedade “Ukrayinsko – Hrecka Dumka”, Sra. Halyna Maslyuk. Neste mesmo dia foi celebrada uma missa na Catedral ortodoxa de Atenas, abençoada pelo Arcebispo de Atenas e de toda a Grécia, Jerónimos. Mais tarde, a mesma missa foi celebrada na igreja grego – católica de Sta. Trindade, onde o líder espiritual da igreja na Grécia, o exarco Dimitrios reconheceu o Holodomor como o genocídio.

As cerimónias de comemorações do Holodomor continuaram no dia 22 de Setembro, com a Conferência na “Casa do Livro”, com as participações do historiador e especialista em questões do Holodomor Dr. Nikos Ligeros (Grécia), a chefe do comité “Ucrânia – 33”, Ara. Henia Kuzen (França), o investigador Mykola Syadrystiy (Ucrânia), entre outros. Paralelamente, foi aberta ao público uma exposição documental e fotográfica chamada: “Holodomor de 1932–1933 – a cronologia do crime premeditado contra a Ucrânia”.

Desta maneira a comunidade ucraniana na Grécia está a informar a sociedade grega e europeia sobre os crimes do regime estalinista contra a Ucrânia e à favor do reconhecimento do Holodomor como a genocídio contra a Nação ucraniana.

Fonte & Foto:
Serviço de Imprensa da Sociedade “Ukrayinsko – Hrecka Dumka

A rainha e santa georgiana em Portugal

A vida de uma das santas mais veneradas da Geórgia cruzou-se com a de missionários portugueses há vários séculos e a sua história acabou representada num painel de azulejos que está hoje numa parede do Convento da Graça, em Lisboa, Portugal.

Segundo a imprensa georgiana, as autoridades locais já ofereçam cerca de dez mil euros pelo painel, que “vive” meio escondido por armários numa sala que funciona como infantário.

Entre os reis e rainhas georgianos, Santa Ketevan é uma das mais veneradas pela Igreja Ortodoxa da Geórgia, por ter sacrificado a vida em prol da fé cristã e da independência do seu país.

Ketevan reinou na Kakhétia, estado feudal situado no Este da Geórgia, no início do séc. XVII, e foi vítima de uma das tentativas de Abbas I, xã da Pérsia, de conquistar a Geórgia e converter o seu povo ao Islão.

Os georgianos, tal como os arménios, são dois povos do Cáucaso que adoptaram o Cristianismo como religião oficial quase ao mesmo tempo que o imperador romano Constantino.

Esposa do rei David, Ketevan passou a estar à frente do reino depois da morte do marido. O seu cunhado Constantino, que entrou na história com o cognome de Maldito, converteu-se ao Islão em 1605, assassinou o seu próprio pai, Alexandre II, e o irmão Georgi e tentou obrigar a rainha Ketevan a casar com ele.

Ketevan reuniu as suas tropas e derrotou o cunhado, que era apoiado pelos persas. Porém, o xã Abbas I fez refém o filho da rainha, o príncipe Teimuraz, que, não obstante todas as ameaças e promessas, não aceitou converter-se ao Islão. O senhor da Pérsia acabou por o libertar, mas prometeu transformar a Geórgia em ruínas.

A fim de impedir a desgraça, a rainha, juntamente com dois netos, foi entregar-se como refém a Abbas, que a encerrou dez anos na prisão. O xã chegou a prometer fazer dela rainha da Pérsia caso se convertesse ao Islão, o que ela recusou. A 22 de Setembro de 1624, depois de ser sujeita a torturas, a rainha georgiana foi queimada.

Segundo uma biografia de Ketavan, dois missionários agostinhos portugueses, Ambrósio dos Anjos e Pedro dos Santos, que tinham assistido ao suplício da mártir, “ofereceram ao xã 120 mil rublos em troco do corpo da mártir, mas ele não os quis sequer ouvir. Depois de longas buscas, encontraram a sepultura, encomendaram secretamente um caixão, onde depositaram o santo corpo”.

Três anos depois, os missionários portugueses conseguiram retirar os restos mortais da Pérsia. Parte dos restos mortais da santa georgiana foram depositados na Igreja de Santo Agostinho de Goa.

Arqueólogos indianos e georgianos descobriram esses restos mortais em Novembro de 2006. Outra parte foi enviada pelos padres portugueses a Teimuraz I, filho de Ketevan, a fim de o convencer a permitir a actividade missionária católica no seu país. Dessa forma, Ketevan acabou por ser importante para a entrada de missionários portugueses no Oriente. Uma terceira parte foi sepultada na Basílica de São Pedro, em Roma. A Igreja Ortodoxa da Geórgia canonizou Ketevan, sendo a festa da santa realizada a 22 de Setembro.

Segundo a lenda, o painel de azulejos que representa o martírio de Ketavan e se encontra no Convento da Graça, em Lisboa, foi pintado em conformidade com o relato do padre Ambrósio dos Anjos.

A imprensa georgiana escreve que o painel de azulejos necessita de obras de restauro e que as autoridades de Tbilisi já demonstraram o interesse à Igreja Católica Portuguesa em adquirir essa obra por cerca de dez mil euros. Fonte da paróquia da Graça disse à Lusa desconhecer qualquer proposta para a aquisição do painel.

Foto: André Kosters

Fonte:
http://darussia.blogspot.com/2008/09/uma-ranha-e-santa-georgiana-vive-no.html

P.S.
FC Gil informa que em Portugal se encontra publicado um trabalho de autoria de Roberto Gulbenkian, com o titulo «Relação Verdadeira do Glorioso Martírio da Rainha Ketevan da Geórgia», Lisboa 1985, Sep dos Anais da Academia Portuguesa da História., p. 107 - 186.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Hu Jia recebe “Prémio Sakharov” de 2008

Activista dos direitos humanos na China Hu Jia, foi escolhido pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e do Desenvolvimento do Parlamento Europeu para receber oPrémio Sakharovde 2008.

Em Abril de 2008 Hu Jia recebeu a sentença de 3,5 anos pela sua luta na defesa do meio ambiente, democracia, activismo em prol do HIV / SIDA, entre outros.

Ler mais em inglês:
http://www.amnesty.org/en/news-and-updates/news/chinese-activist-gets-jail-sentence-20080403

Devemos ter a consciência do que a República Popular da China é um Estado totalitário e policial, onde a liberdade de expressão, de associação, de simples crítica ao regime são punidas com a prisão.

E como o nome Sakharov deve ser "chinês" para os portugueses em particular e para os ocidentais em geral, vale a pena recordar quem foi Andrei Sakharov.

Recomendo ler mais: