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sexta-feira, setembro 28, 2012

Reforma da polícia à georgiana


A reforma da polícia executada na Geórgia pode e, provavelmente, deve servir de inspiração à todos os países em vias de desenvolvimento que pretendem seriamente combater o crime. O influente blogueiro russo, Drugoi (Rustem Adagamov), visitou a Geórgia recentemente e nos conta como a Revolução de Rosas conseguiu este pequeno milagre.

Polícia de Trânsito

A Polícia de Trânsito era vista na Geórgia como uma máquina implacável de extorsão aos automobilistas. Na autoestrada entre Tbilissi e Kutaisi (menos de 400 km), os carros podiam ser parados cerca de 20 vezes, qualquer desculpa servia para “pedir” dinheiro aos motoristas. Chegou-se ao ponto de os camionistas colocarem as notas nas caixinhas de fósforos, que atiravam em frente dos postos de controlo, para não perder o tempo com as constantes paragens. Por isso, o Estado optou pela liquidação total deste serviço, despedindo cerca de 14.000 polícias, durante três meses Geórgia viveu sem a polícia de trânsito.

Em 15 de agosto de 2004 uma nova Polícia de Patrulha fez-se à estrada. Dos cerca de 2500 candidatos foram escolhidos 650 cadetes, os melhores foram formados na Academia do Ministério do Interior. A nova polícia controla não apenas o trânsito, mas é responsável pela resposta rápida à qualquer situação de emergência. Todos os caros da patrulha possuem a ligação à Internet, o armamento do seu pessoal é fabricado na Croácia (HS9). As patrulhas usam as viaturas ligeiras Škoda Octávia, após um ano do uso intensivo, 24/24 horas, o carro é substituído. Um ano após o início das reformas, o nível da confiança da população para com a nova Polícia de Patrulha subiu de 5% para 90%. 

Polícia Criminal

Todas as perturbações da ordem pública fora da área de resposta rápida são de responsabilidade da Polícia Criminal. Após a reforma, essa polícia ficou com apenas 5% dos seus efetivos anteriores. Os novos quadros passaram pelo curso intensivo na Academia policial, as posições do criminologista ou de investigador podem ser preenchidos apenas pelos licenciados em Direito.

Crime organizado

Desde 2004 Geórgia começa a luta sem quartel contra os ladrões em lei (termo semelhante ao “padrinho” da máfia italiana). O Parlamento criminalizou os termos “ladrão em lei” e “mundo dos ladrões”. As forças da lei e da ordem sabiam, que pelo “código de honra” dos criminosos, nenhum líder do crime organizado podia negar publicamente o seu estatuto do “padrinho”, sem perder o mesmo aos olhos dos comparsas. A nova lei georgiana penalizava o estatuto do ladrão em lei com uma pena de prisão de 10 anos. Qualquer “padrinho” que confirmava o seu estatuto criminal durante o julgamento ia para a cadeia.

Desde maio de 2005, na Geórgia qualquer crime é registado e faz parte da estatística logo no período de investigação preliminar. Em 2006 polícia georgiana registou 62283 crimes, destes 29249 eram considerados graves. Desde 2006 o número de crimes diminui de ano para o ano. O “modelo americano” da polícia e do sistema judicial funcionou. Como disse o presidente Saakashvili: “Na Geórgia … nenhum ladrão em lei está em liberdade”.

Ivane Marabishvili, ex-ministro do Interior, atualmente o primeiro-ministro da Geórgia, disse na entrevista à edição russa da revista Forbes:

— Adotamos a nova lei sobre o acordo com o criminoso. 96% de todos os processos terminam com este acordo. Por exemplo, se o acusado enfrenta a pena de prisão entre três e seis anos, ele pode optar pela pena mínima de três anos e o caso termina em 15 minutos. Se não concorda – todo o sistema judicial o tenta condenar à pena máxima de seis anos. Anteriormente, em média, o processo judicial durava cerca de um ano e meio”.

Merabishvili também é conhecido pela sua frase: “No mundo existe apenas dois caminhos, ou se aproximar à cultura ocidental, ou não ir para lugar nenhum”.

Ministério do Interior

O edifício do novo complexo do Ministério do Interior foi desenhado pelo arquiteto italiano Michele de Lucchi. Todos os funcionários do ministério e os soldados que guarnecem o edifício comem no mesmo centro social. No edifício transparente os chefes não tem os gabinetes próprios, todos trabalham juntos. Nas tardes, o quintal do Ministério se transforma no local onde passeiam os cidadãos e ninguém os impede de usufruir deste espaço verde…

Em março de 2010 um inspetor da polícia recebia desde 390 USD, patrulheiro desde 480 USD, chefe do departamento e inspetores da polícia criminal desde 720 USD, superando o salário médio nacional. Um polícia também recebe prémios e seguro médico. A profissão da polícia se tornou uma das mais prestigiadas no país e o concurso da Academia policial é de 50 pessoas para cada lugar. Hoje, os salários da polícia superam os salários nacionais em dobro. Inspetor já ganha 400 – 500 USD, patrulheiro 600 – 1000 USD, chefes dos departamentos e inspetores da polícia criminal até 2000 USD.

Sim, a reforma policial da Geórgia é financiada pelos fundos dos EUA: por exemplo, em 2006 foi alocado 1 milhão de USD para a computorização dos carros da patrulha, em 2009 polícia recebeu 20 milhões para as diversas necessidades.

Mas por aceitar um suborno de 50 USD, o polícia pode ser condenado até 10 anos de cadeia. Os processos de subornos são gravados pelas câmaras ocultas, a cobertura ou não denúncia do colega corrupto também é penalizada. Os funcionários de uma inspeção especial regularmente testam os polícias; se passando pelos cidadãos oferecem os subornos ou, passando pelos parceiros cometem irregularidades, verificando depois se o polícia testado reportou essas irregularidades no relatório do serviço.

Quais são os resultados da reforma? Os dados da organização internacional Transparency International, colocam Geórgia entre os 5 países menos corruptos do mundo, ao lado da Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Alemanha e outros países desenvolvidos. Num estudo recém-efetuado, apenas 3% dos georgianos disseram que em 2010 pagaram qualquer suborno em qualquer instituição de estado. Apenas 9% da população crê que a situação com subornos piorou e 78% consideram que a corrupção diminuiu.

A polícia georgiana continua fornecer os computadores portáteis à todos os seus funcionários. O engenho se chama PolicePad e permite aceder à base de dados da polícia para consultar os dados sobre os cidadãos.

Fonte & Fotos

Blogueiro

Nas vésperas das eleições georgianas (dia 1 de outubro), no país foi divulgado um vídeo de alegados maltratos de um alegado “ladrão em lei” numa das cadeias da Geórgia. Como reagiu o governo georgiano? Demitiu-se o ministro do Interior (cujo ministério não é responsável pelo sistema penitenciário). Demitiu-se a Ministra do Sistema Correcional e de Ajuda Jurídica, Khatuna Kalmakhelidze, com responsabilidade direta no sistema penitenciário georgiano. O novo ministro do pelouro anteriormente ocupava a posto de ombudsmen.

O caso foi entregue à Procuradoria da República, uma parte significativa dos guardas prisionais foi despedido, os seus postos foram ocupados pela polícia de patrulha até que sejam formados novos quadros. TODOS os presos receberam o direito de um encontro extra com os familiares, para que as famílias saibam que eles estão bem. Será formada uma Comissão de Inquérito, para fazer uma investigação total e absoluta deste e de todos os casos semelhantes.

Não conheço nenhum outro país, que já passou por um caso semelhante e onde o Governo teve a reação semelhante. Mas conheço vários países, onde a morte de dezenas de prisioneiros em circunstâncias nunca esclarecidas não mudou absolutamente nada no sistema penitenciário do país.

terça-feira, maio 05, 2009

Rússia financia o golpe do estado na Geórgia

Após fazer o maior escândalo diplomático com a NATO, por causa das manobras multinacionais na Geórgia, a Rússia passou todos os limites aceitáveis, financiando e promovendo o golpe do Estado naquele país do Cáucaso.


A independência georgiana deveria ficar liquidada no dia 5 de Maio de 2009 (como o plano mínimo, o golpe pretendia inviabilizar os exercícios da NATO denominados “Cooperative Longbow 09/Cooperative Lancer”). Os golpistas e os seus financiadores russos apenas não contaram com a acção enérgica do Presidente Mikheil Saakashvili, que apoiado pelo exército contra-atacou primeiro, prendendo a maioria dos golpistas. A base militar de Mukhrovani, que os golpistas pretendiam usar como a plataforma de ataque, foi ocupada pelas tropas do Ministério do Interior e totalmente controlada, ao ponto de ser visitada pelo próprio Presidente Saakashvili.

O blogueiro georgiano gelavasadze traduziu em russo, as conversas dos golpistas. Neste trecho um dos organizadores do golpe, Gia Gvaladze, ex – chefe da unidade especial “Delta”, da época do Shevarnadze, explica aos seus simpatizantes, as pretensões dos golpistas (conversa filmada pela câmara oculta do Ministério do Interior da Geórgia).

O plano do golpe era simples: com ajuda dos militares russos (“Depois entram os russos, duas brigadas, cerca de 5.000 homens”), os golpistas planeavam tomar o poder pela força das armas. O perfeito de Tbilisi, Gigi Ugulava, o Ministro do Interior Vano Marabishvili e outros, cujos nomes são pronunciados no vídeo, deveriam ser eliminados fisicamente (“Ugulava e Merabishvili já são cadáveres, ninguém já os consegue salvar...”). Depois pretendia-se atacar e ocupar a Chancelaria do Presidente, Parlamento, Procuradoria Geral, Ministério do Interior, televisão (“Vamos atacar a Rustavi-2, lá estarão 30 – 35 pessoas, nós os “fazemos”). Gvaladze informa que os golpistas não terão os problemas com as armas ou munições (“eu pedi 7 – 8 carregadores por pessoa, não é preciso ter mais, perdes a mobilidade...”).

Depois os vencedores deveriam receber certas regalias e postos importantes (“se ficarmos vivos, seremos empossados nos postos...”). A Geórgia deveria se transformar numa "Belarus, junto a Rússia".

Fala Gvaladze: Os russos entram no dia 5 de Maio, ao meio dia. Depois são organizadas as eleições e ganha quem precisa. Eu, o mais provável, estarei no parlamento, no lugar daquele Givi... (risos)

Os líderes principais do golpe, os generais Koba Kobaladze, Karkarashvili, Pirtshalaishvili, Tevsadze, Uchadze, Gia Tskrialashvili (fundador dos grupos paramilitares “São Jorge Branco” e Mkhedrioni), Djemal Gahokidze esperavam receber da Rússia o montante de 50.000 USD por pessoa. Comandar os golpistas no terreno deveria o coronel Koba Otanadze (o mandato da sua captura já foi emitido pela a Procuradoria da Geórgia).

Ver o vídeo no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=Bw7UosMxZwY

Via:
http://vaxo.livejournal.com/324367.html

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Guerra na Geórgia: o seu custo para a Geórgia

O que perdeu a Geórgia e o que perdeu a Rússia
O Ministro do Interior da Geórgia, Ivane Marabishvili explica porque a guerra em Agosto aconteceu exactamente daquela maneira e quais foram as suas perdas e ganhos para a Geórgia.

Por: Olga Allenova, Jornal «Коmmersant» № 197(4014) de 29.10.2008

— Porque as tropas da Geórgia entraram na Ossétia do Sul no dia 7 de Agosto?
— Entramos no dia oito. Os russos lá entraram às 03h00 de manha no dia 7 de Agosto, nós entramos à 01h00 no dia 8 de Agosto.

— Quem confirma isso?
— Temos a transcrição das conversas telefónicas, que os guarda – fronteiras da Ossétia do Sul tiveram na noite de 7 de Agosto. O guarda do o túnel de Roki, informa os seus chefes em Tshinvali, que através do túnel está passar a coluna militar russa.

Guarda – fronteira Gasiev, de plantão no túnel de Rokski às 03h00 do dia 7 de Agosto informa o seu comandante em Tshinvali, que através do túnel está passar a coluna russa, chefiada pelo coronel Khromchenko. “Este Khromchenko exige, que nós lhe passamos o controlo total, — diz Gasiev. – O que faço?” O comandante responde-lhe que tem que deixar passar a coluna.

Até na imprensa russa passaram as entrevistas dos capitães, que diziam que no dia 7 de Agosto eles já estavam na Ossétia do Sul, — continua Vano Merabishvili. – Em geral, quando estamos falar sobre a guerra, não devemos falar sobre o dia 7 ou 8 de Agosto. Kokoity (líder dos separatistas ossetas) ainda no ano passado possuía no mínimo 20 tanques e 25 SAU (peças da Artilharia Móvel). Onde e como uma cidade com 20 mil habitantes pode comprar este armamento? Essa guerra começou no mínimo em 2001. Em 2000, na Ossétia do Sul havia apenas 1,200 eleitores que votaram em Putin. Neste ano votaram em Medvedev mais de 30.000 pessoas. Como é possível, que em oito anos, o número dos cidadãos russos na Ossétia do Sul aumentou 30 vezes, quando a população diminuiu duas vezes? Os generais e ministros russos foram enviados a Ossétia do Sul. Assim começou a guerra. Putin quer entrar na história da Rússia como o colector das terras. A Rússia, sem duvida, preparava-se para esta guerra.

— Mesmo se isso foi uma provocação, porque a Geórgia caiu nela? Podiam chamar a atenção da comunidade internacional no dia 7 de Agosto, quando como vocês afirmam, o exército russo entrou na Ossétia do Sul.— Não houve nenhum dia, quando nós não tentamos chamar essa atenção. Nós mostrávamos as fotos das bases militares que no último ano cresceram em Java e Tshinvali. No dia 5 de Agosto, o meu vice levou os diplomatas ocidentais, incluindo o embaixador russo e mostrava lhes as aldeias que foram alvos de fogo de lança – granadas. Kokoity todos os dias dizia que pretende “libertar” as aldeias georgianas. E sabe, o que acontecia, se nós não fizermos nada? Aqueles aldeias que estão ocupados agora, seriam ocupados na mesma pelo Kokoity com ajuda dos militares russos, mas agora todos diziam que eles foram ocupados pelo Kokoity e não pelo exército russo.

— Quer dizer, o facto que eles foram ocupados pelo exército russo para vocês é preferível do que a ocupação do Kokoity? Você acha que a Rússia, entrando nesta guerra perdeu a face?— Para mim é importante o que perdemos nos. O que perdeu a Rússia para mim é secundário.

— Mesmo assim, muitos na Geórgia dizem que vocês não deviam entrar em Tshinvali.— Como é possível não reagir, quando começa a limpeza étnica dos 15 mil georgianos, que viviam no enclave atrás do Tshinvali? Nossa polícia já não conseguia passar para lá, desde o dia 1 de Agosto estes 15 mil pessoas se tornaram reféns do Kokoity. Todos os dias decorriam os bombardeamentos e disparos contínuos destas aldeias e destas pessoas que nós não conseguíamos a defender. A Rússia preparava-se para essa guerra, sem duvida. Ainda no dia 3 de Agosto 50 jornalistas russos estavam em Tshinvali e faziam de lá as reportagens directas. Desde o dias 2 de Agosto começou a evacuação organizada dos refugiados da Ossétia do Sul. E no dia 7 lá entrou o exército russo. O que nós restava a fazer?

— Mas era possível criar a mostra de fotografias cósmicas, demonstrando o exército russo a passar o túnel de Roki, difundindo estas fotos por todo o mundo.— Este tipo de fotografias cósmicas eram feitas constantemente, nestas fotografias se vê como num ano cresceu a enorme base militar em Java.

— Mas a base é uma coisa e a entrada da coluna (militar) é bem diferente.
— Eles (generais russos) sabiam que às 03h00 da noite não se consegue fotografar nada. A coluna progrediu até a base da Java e parou, de manha já não se via nada. Dmitriy Sankoev (chefe da administração georgiana da Ossétia do Sul) me contou uma história. Na altura, ele era o Ministro da Defesa da Ossétia do Sul. E quando os russos lhe passavam os tanques, eles lhe diziam: “Temos que esperar por um dia nubloso, então passaremos”. Ele ficou intrigado: porque? Eles respondem: “Americanos vão fotografar”. Eles calcularam tudo desta vez também, por isso a guerra foi uma coisa inesperada para o Ocidente.

“Eles ocupariam o Tbilisi em três dias”
— Então você agora acha que a entrada das tropas em Tshinvali era a única decisão correcta?
— Nós estávamos perante a situação quanto não tivemos a escolha. Você agora vai me dizer que tínhamos que estar nas arredores de Tbilisi e esperar os tanques russos. Mas talvez nós ganhamos o tempo? O que aconteceria, se os tanques russos entrassem e sem a resistência chegarem até o Tbilisi?

— Porque você pensa que eles iam a Tbilisi?— Havia duas possibilidades. Ou eles iam parar em Tshinvali e “libertariam” aquelas aldeias georgianas, que ficaram no enclave, ou marchavam em direcção ao Tbilisi. Em ambas as situações nós ficaríamos numa situação pior do que agora. Se nós perderíamos o território sem a resistência, a sociedade georgiana não nos perdoava. Na pior hipótese eles tomariam o Tbilisi em três dias – e então a comunidade internacional não ia ter o tempo para reagir. Um mês mais tarde, eles convocariam as novas eleições e um Giorgadze qualquer seria o presidente.

— Então porque o exército russo não dirigiu-se a Tbilisi?
— Eles perderam o tempo. Dois dias perderam em combate. Depois chegaram até a cidade de Gori. De Gori em direcção a Tbilisi, eles dirigiram-se cerca de uma semana depois. Após disso, começaram as negociações. A primeira reacção internacional foi conhecida após 5 – 6 dias. Primeira declaração real do Bush foi conhecida no dia 13 de Agosto. E se os tanques russos estariam naquele momento em Tbilisi já seria tarde. O facto do que os russos preparavam-se para trazer cá os políticos pró – russos, não é segredo. Eu dou lhe ouvir a conversa telefónica entre o general Borisov e vosso protegido Abashidze.

Vano Maerabishvili abre um novo file. Ouve-se uma conversa em russo: “Boa tarde, Aslan Ibragimovich! Aqui é Borisov. Então, nós o vingamos, Aslan Ibragimovich! Chegamos até o Poti! Aqui tenho o Dumbadze comigo. O passo para si”.

[...]
— Os países – doadores puseram à disposição da Geórgia uma grande ajuda financeira. Estes fundos serão usados para a resolução dos problemas humanitárias ou também para a reabilitação do complexo militar?
— Nossas perdas neste domínio não são tão grandes, como é costume dizer na Rússia. Sim, os militares russos retiraram muitos bens das nossas bases militares. Eles usavam camiões militares para levar as sanitas, camas, botas militares. Levavam os ar – condicionados, nomeadamente a parte do equipamento que ficava dentro das casernas, a parte do fora deixavam. Levavam os computadores, embora apenas os monitores, deixando os processadores. Sabe, porque eles atacavam as nossas bases pela segunda vez? Eles levavam os monitores, mas depois alguém lhes dizia que os monitores necessitam os processadores e eles voltavam para leva-los. Mas tudo isso não são as perdas tão grandes, mais ou menos 2 – 3 milhões de lari (no dia 31.10.2008 o câmbio do Banco Nacional da Geórgia determinava que de 1 USD valia 1.4210 lari e 1 Euro valia 1.8712 lari).

— Mas como?— Quando os vossos militares estavam cá aquartelados, nós trocamos por vodka ou compramo-lhes a maior parte dos equipamentos roubados. Agora vou lhe mostrar como isso acontecia.

Ministro liga o computador e mostra a conversa entre os polícias georgianos à civil e os soldados russos, gravada por uma câmara oculta: [...] eles combinam a revenda dos computadores roubados. Por 900 lari (cerca de $750) os polícias compram todos os computadores na posse dos russos. Depois, os polícias dizem que querem comprar as munições – após uma negociação curta, os compradores ficam com algumas granadas. Ministro está a sorrir.
— Eu próprio fico muito admirado, — continua o ministro. — Pois o salário dos militares russos não é tão pequeno. Mas eles até roubavam as coisas baratas. Uma vez nós capturamos o “KamAZ” blindado, ele estava cheio de papel higiénico e sumos concentrados. Por isso as nossas percas financeiras não são tão grandes. Nesta guerra perdemos muito mais que os nossos bens.

— E as perdas dos bombardeamentos? Bases, porto em Poti...
— Mesmo lá, as perdas não são avultados. Porque nenhuma bomba acertou no alvo. Porque em Gori morreram os civis? Não foi porque estes apartamentos foram bombardeados de propósito, mas porque queriam bombardear a base, mas não acertaram. Quando eles bombardearam o aeroporto em Tbilisi — temos lá o aeroporto militar e a fabrica de aviões, que produz Su-25 (classificação da NATO – Frogfoot), — eles acertaram não no aeroporto, mas num armazém abandonado. E as perdas eram nulas.

— Mas apesar disso, a guerra resultou em perca pela Geórgia da Abecásia e da Ossétia do Sul.— A Ossétia do Sul e a Abecásia, foram perdidas principalmente pelos próprios abecasos e ossetas. Eles vão ter que viver segundo as normas russas. Se eles gostam disso — podem viver. E se não gostam, então nós não os perdemos.

Fonte:http://www.kommersant.ru/doc.aspx?DocsID=1048935

Pelos dados disponíveis, mas muito dispersos na Internet, sabe-se que as perdas humanas e militares da Geórgia nesta guerra foram as seguintes:

Civis: mais de 100
Militares: cerca de 200
Polícias: 15
Aviões: 4 caças Su-25 (três na terra, um em combate), provavelmente um aparelho de reconhecimento L-39 “Albatros”.
Tanques: cerca de 10 – 15 abatidos, muitos capturados e levados à Rússia como trofeus.
Jeepes americanos “Hummer”: inicialmente capturados e levados à Rússia, serão lavados, testados e devolvidos a Geórgia.

Fontes:Internet & revista “Moscow Defense Brief”