sexta-feira, maio 01, 2026

Perdas russas na Ucrânia podem atingir meio-milhão de mortos

O serviço russo da BBC e Mediazona identificaram os nomes de 216.205 militares russos mortos durante a invasão em larga escala da Ucrânia. As perdas russas totais, contando com as baixas dos separatistas das ditas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk podem ultrapassar o marco de 500.000 mortos.

Somente as baixas confirmadas de apenas duas regiões russas com o maior número de baixas militares — Bascortostão e Tartaristão — já superam o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão. 

Nas últimas duas semanas, mais de 4.600 nomes foram adicionados à lista. Esse número está acima da taxa média de crescimento em comparação com os dados de 2025. No entanto, a maioria das mortes confirmados no último mês são de militares que estavam desaparecidos em combate desde 2024 e que foram posteriormente oficialmente reconhecidos como mortos pelo lado russo (em alguns casos, os corpos foram encontrados; em outros, a decisão foi tomada por tribunais com base em solicitações de familiares ou unidades militares). 

Tendências Gerais

Nas últimas duas semanas, o Bascortostão ultrapassou 9.500 baixas militares na Ucrânia, enquanto o Tartaristão ultrapassou 8.000. As perdas confirmadas somente nessas duas regiões (18.116) já superam em 20% o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão (os números oficiais soviéticos apontvam cerca de 15.500 mortos). 

O Bascortostão e o Tartaristão lideram há muito tempo todas as regiões russas em número de baixas confirmadas, em parte devido ao trabalho ativo de voluntários locais e organizações públicas que coletam esses dados. 

A rússia continua a sofrer perdas em seu corpo de oficiais. Desde o início da invasão, 7.143 oficiais tiveram suas mortes confirmadas, incluindo 494 tenentes-coronéis, 164 coronéis e 15 generais, entre eles o major-general do Ministério do Interior Andrey Golovatsky, condenado, mas não destituído de sua patente, e o major-general do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) Vladimir Lyapkin, que desertou para a rússia e, segundo documentos públicos, manteve sua patente de general. 

77% de todas as baixas entre oficiais eram comandantes subalternos. Oficiais que variam de tenente a capitão são responsáveis ​​pela execução dos planos operacionais elaborados por seus superiores. Ao mesmo tempo, os próprios comandantes subalternos frequentemente carecem do apoio, dos recursos e da autoridade decisória necessários em um ambiente de rápidas mudanças. Como resultado, eles — juntamente com os soldados e sargentos — são as principais vítimas de problemas sistêmicos não resolvidos no exército russo. 

Qual é a real dimensão das perdas? 

As perdas reais da rússia excedem os dados obtidas de fontes abertas. Especialistas militares estimam que a análise de cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode subestimar entre 45% e 65% do número real de mortos. 

Um dos motivos é que os corpos de muitos dos mortos nos últimos meses ainda não foram removidos do campo de batalha, já que a atividade de drones dificulta o processo de recuperação. Outro número de mortes permanece sem registro porque as autoridades locais ou familiares optam por não divulgar publicamente os óbitos. 

Com base nessas estimativas, o número real de mortos na rússia pode estar entre 332.600 e 480.500. 

O número total de baixas aumenta significativamente se incluirmos os mortos em unidades das chamadas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk. Desde dezembro de 2022, os separatistas de Donetsk deixaram de publicar dados sobre as baixas, enquanto os de Luhansk nunca os divulgaram. 

Com base na análise de obituários e relatórios de busca por combatentes das «l/dnr» que estavam incomunicáveis ​​há muito tempo, estima-se que entre 21.000 e 23.500 pessoas morreram até o final de setembro de 2025. 

Assim, de acordo com os dados coletados, as perdas totais das forças pró-rússia podem variar de 353.600 a 504.000 militares. 

Bónus 

As perdas dos equipamentos militares russos, verificáveis e confirmadas por foto e/ou vídeo, divulgadas pelo grupo OSINT Oryx no mês de março de 2026. É de notar, que em março as forças ucranianas, atingiram e danificaram, no mínimo, 4 helicópteros e 2 submarinos:

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⚡️⚡️💥 Ucrânia atinge aviões russos Su-57 e Su-34 nos Urais

Em 25 de abril corrente, no aeródromo de Shagol, na região russa de Chelyabinsk, nos Urais, os drones ucranianos de Forças de Sistemas Não Tripulados (USBS) atingiram vários caças Su-57 e um caça-bombardeiro Su-34. 
Os alvos estavam localizados a uma distância de aproximadamente 1.700 km da fronteira estatal da Ucrânia. A extensão dos danos pode ser vista aqui:

Confirmação visual via satélite

Na República de Komi, um helicóptero Mi-8 russo caiu em um heliponto localizado na zona industrial da cidade de Usinsk. A aeronave tombou de lado: 

Mi-8 russo tombado ao lado em Usinsk, região de Komi

A 4ª (!) rodada de chegadas de drones ucranianos à zona de tanques do porto de exportação de petróleo de Tuapse na noite de 01/05/2026:



Cidade de Tuapse, 1 de maio de 2026
 

Analisando o vídeo do incêndio, bem como as imagens de satélite de 28/04/2026, podemos geolocalizar o fogo na área de 4 tanques de 10 mil metros cúbicos de petróleo. Destes, pelo menos 2 estão em chamas, segundo uma estimativa conservadora. 

Situação corrente na Estação de Produção e Despacho em Linha (LPDS) «Perm» após uma nova incursão de drones de ataque profundo do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU:



 

Glória à Ucrânia!

FontesGeneralStaffZSUexilenova_plus;