sábado, julho 06, 2019

Estalinista brasileiro pede clemência ao “seu único presidente” Putin

O estalinista brasileiro, Cristiano Lima, detido na Rússia desde 24 de março de 2019 devido à imigração ilegal e condenado à multa e deportação forçada pelo período de 5 anos, pede clemência ao presidente Putin à quem chama de “seu único presidente”.

Cristiano Lima entrou na Rússia em 20/08/2016, sem visto, como um turista, e a partir daquele momento vivia na Rússia ilegalmente. Na sua explicação ao tribunal russo de Vyborg (processo administrativo № 5-386/2019) ele disse que não deixou o território da federação russa atempadamente/à tempo porque “não tinha dinheiro para comprar uma passagem” e também porque “temia que não o deixassem voltar para a Rússia”. Ele tentou obter o asilo político na federação russa, mas foi informado que para isso deveria possuir um visto russo válido, o que não era o seu caso.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Vyborg, 25/03/2019
Anteriormente, no dia 20 de outubro de 2017, a polícia russa da região de Tver deteve Cristiano devido a sua permanência ilegal na Rússia, sem um visto válido ou sem a permissão da residência. Na altura, Lima reconheceu absolutamente a culpa e declarou que estava à procura de um emprego permanente. O tribunal russo da cidade de Bologov, e após apreciar o processo administrativo № 5-418/2017, tomou a decisão benevolente de multar Cristiano Lima em 2.000 rublos (31,35 dólares) e não o deportar do país.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Bologov, 20/10/2017
Cerca de 17 meses depois, Cristiano Lima continuava à viver na Rússia ilegalmente, sem receber o pretendido estatuto de asilo político e continuando desempregado. Até que foi identificado e detido em 24/03/2019 às 12h30, no posto de controlo fronteiriço de Svetlogorsk, quanto tencionava deixar a federação russa rumo à Finlândia. Em resultado, e após a detenção, Cristiano Lima foi julgado e condenado à uma nova multa de 2.000 rublos e a sua deportação forçada do território da federação russa. O tribunal da apelação, apreciou o caso e manteve a condenação anterior.
Desde aquele dia Cristiano Lima permanece detido no centro de detenção temporária para imigrantes ilegais em Gatchino, na região russa de Leninegrado (a cidade de Leninegrado se tornou São Petersburgo em 1991, mas a região circunvizinha conservou o nome do ditador comunista soviético).
A atual casa do Cristiano Lima na Rússia
Na explicação do Cristiano, ele gosta da Rússia porque o país «ensina outros a sua grande cultura» e considera Putin como «seu único presidente» porque «é um homem de serviços secretos, inteligente, ouve seus cidadãos, respeita as mulheres». 
Carta do Cristiano Lima ao Putin de 10/05/2019
Um dos apoiantes públicos do Cristiano Alves é brasileiro Rafael Miranda Santos que durante três anos participou, de forma direta, nas atividades terroristas nos territórios da Ucrânia ocupada. Segundo a página russa Riafan.ru hoje Miranda Santos vive em Moscovo, após receber dos separatistas da dita “dnr”, o “passaporte” da sua “república”, ele sonha com a possível obtenção da cidadania russa.   
O perfil do Rafael Miranda Santos na página ucraniana Myrotvorets
Miranda Santos (21.04.1988), conhecido pelas suas teorias de conspiração e declarações anti-semitas acredita que Cristiano Alves “mostrou ao povo brasileiro que a Rússia não é um agressor e quer a paz”.
Cristiano Alves afirma, que sob nenhumas circunstâncias pretende voltar ao Brasil. Se for realmente deportado da Rússia com a proibição de lá voltar durante 5 anos, o estalinista brasileiro pretende fixar a sua residência em algum país da Europa Ocidental.