sábado, maio 05, 2018

Celebra-se o 4º aniversário dos batalhões “Aydar” e “Azov”

Quatro anos atrás, na primavera de 2014, Ucrânia foi atacada por forças híbridas russo-terroristas. Exército não estava mentalmente pronto, polícia e secreta SBU falhavam, onde não deveriam à falhar. A criação dos batalhões voluntários, “Aydar” e “Azov”, ajudou à defender o país, conseguiu travar os planos expansionistas do “mundo russo”.  
A voluntária da OZSP "Azov" Marina Komarova, natural da Crimeia (2018)
Batalhão (depois Regimento e agora Unidade Especial da Guarda Nacional da Ucrânia), Azov foi oficialmente criado em 5 de maio de 2014. Um pouco mais de uma centena de voluntários, inseridos na unidade “Corpo Negro” (as fotos de 2017), foram para a sua primeira missão de combate, libertação da cidade de Mariupol.
Camião/caminhão do "Azov" com metralhadora pesada na batalha de Mariupol, junho de 2014
O momento dos combates de rua na rua Hretska em Mariupol, onde estava situada o quartel-geral dos russo-terroristas:

Passaram quatro anos, o regimento “Azov” se transformou em dois batalhões, possui uma unidade de artilharia e pelotão de blindados. Atualmente a Unidade Especial “Azov” conta com mais de 2.000 militares e é considerada a unidade mais profissional e motivada do exército ucraniano:

Desde 2014 a unidade participou nas batalhas de Mariupol, Novoazovsk, Maryanka, Ilovaysk, Pavlopil e Shyrokyne. A maioria dos membros da unidade continua à defender Ucrânia na linha da frente, 44 deles morreram em combate (1º no dia 9 de maio de 2014 e último no dia 14 de março de 2018) e vários veteranos voltaram à vida civil, alguns se alistaram nas unidades da defesa territorial Unidades Nacionais (NDrug).
O famoso franco-atirador do "Azov", sueco Mikael Skillt,
hoje desmobilizado
Apesar de algumas acusações contra a Unidade, em quatro anos de uma guerra convencional, todas as “provas” apresentadas não passam, grosso modo, de fotos de tatuagens políticas e/ou de bandeiras pessoais, ostentadas por alguns membros da unidade.  

O blogue Ucrânia em África saúda todos os veteranos e membros do regimento/OZSP “Azov”. Vitória final será ucraniana!
Glória à Ucrânia!

Batalhão Aydar
No dia 3 de maio de 2014 foi criado o batalhão da defesa territorial da Ucrânia, unidade militar № 0624 (desde março de 2015 – o 24º Batalhão especial de assalto das FAU). No dia 5 de maio 2014 chegaram os primeiros voluntários e em 11 de maio eles foram oficialmente inscritos nesta unidade.

Desde maio de 2014 o batalhão “Aydar” participou nas diversas batalhas pela libertação da região de Luhansk, nomeadamente em combates pela Novoaydarivsk, Lutuhyne e Schastia. Desde a sua criação, o batalhão “Aydar” perdeu cerca de 75-80 membros, 150 foram feridos, 11 capturados em combate (10 já libertados) e mais 2 voluntários até hoje são considerados desaparecidos em combate.
A primeira leva dos voluntários do batalhão "Aydar"
Apesar de algumas acusações, por vezes absurdos, preferidos pelos “defensores dos direitos humanos dos bandidos”, o batalhão “Aydar” tem nas suas fileiras ucranianos (e alguns voluntários estrangeiros, vários deles já naturalizados) de todas as origens étnicas, credos e crenças religiosas.
Um dos voluntários estrangeiros do "Aydar", antifascista israelita, Gregory "Olen" Pivovarov
O blogue Ucrânia em África saúda todos os veteranos e membros do batalhão “Aydar”. 
Glória eterna aos heróis caídos! Glória à Ucrânia!

Bónus
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1 comentário:

Jest nas Wielu disse...

Sim, o autor russo-brasileiro (Igor Gielow) "mete no barulho" o VO Svoboda de uma forma totalmente gratuita, partido nada teve à ver com o caso.
A matéria do Estadão é muito melhor (deixe lá o seu comentário tb):
https://www.facebook.com/estadao/posts/2504022656279448