sábado, fevereiro 28, 2015

A morte do Mykhail(o) Chechetov

 
Na noite de 27 para 28 de fevereiro, da janela do seu apartamento, no 17º andar num dos prédios de Kyiv, se atirou (foi atirado?), Mykhailo Chechetov, uma das figuras influentes do Partido das Regiões, próximo do ex-presidente Yanukovych, cuja ascensão ao poder se deu no início da década de 2000, no mandato do 2º presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma.

O assessor do ministro do Interior da Ucrânia, Anton Gerashchenko, informa que a esposa do falecido apercebeu-se que o marido não estava no quarto do casal por volta das 1h30 de manha. Fazendo a ronda pelo apartamento de dois pisos, ela achou no segundo piso a janela aberta e as pantufas do marido.

Segundo a esposa e outras pessoas próximas, Chechetov, ultimamente estava em depressão profunda, dado à abertura de investigação criminal sob acusação de “abuso do poder”, no decorrer da votação das leis ditatoriais, repressivas e anti-constitucionais de 16 de janeiro de 2014 (proibição de andar em coluna com mais de 5 viaturas, usar as máscaras nos locais públicos, etc.).

Além disso, a Procuradoria-geral da Ucrânia se preparava para iniciar a abertura de outros casos criminais contra Chechetov.
  
O falecido deixou um bilhete póstumo com o seguinte teor:

“Não há mais nenhuma força moral para viver. Vou embora. Penso, assim será melhor para todos. Obrigado enorme pelo Vosso apoio. Desculpem e entendem me corretamente. M. Chechetov”.

A polícia abriu um caso de criminal, segundo o artigo 115º do Código Penal da Ucrânia (assassinato voluntário), o procedimento padrão nos casos semelhantes, para que sejam investigados todas as versões possíveis do sucedido.

O mesmo Anton Gerashenko afirma que baseando-se no testemunho da viúva, não há duvidas de se tratar de um suicídio, descartando a versão difundida nas redes sociais que sugere o assassinato premeditado, executado por “assassinos desconhecidos”.

Embora Gerashenko também acha possível que Chechetov poderia ser levado ao suicídio pelas ameaças telefónicas ou pessoais, daqueles que sentiam-se ameaçados pela divulgação da informação que possuía o malogrado e que poderia entregar à investigação à troca de garantis da sua segurança pessoal ou patrimonial. Essa versão será verificada pela investigação.

Mykhail(o) Chechetov nunca foi exemplo de coragem ou de perseverança. Após a sua detenção 2005, no primeiro interrogatório na procuradoria, ele entregou todo o esquema da privatização ilegal de fábrica Kryvorozhstal, ordenada pelo ex-presidente Kuchma à favor dos oligarcas Rinat Akhmetov e Viktor Pinchuk, ao preço 5 vezes (!) abaixo do seu valor real.

O procurador-geral de então, Sviatoslav Piskun, mantido no seu lugar pelo novo presidente Viktor Yuschenko, não levou o caso adiante, provavelmente graças à um acordo de bastidores. Hoje, dez anos mais tarde, Chechetov, provavelmente, sentiu que já não tinha chances de evitar a condenação e sem nenhuma vontade de ir para a cadeia na sua idade, condição física e estatuto social atual.

A sua morte também significa que ele levou diversos segredos para a cova para sempre.

Blogueiro

Entre 1999 e 2003 Chechetov era o 1º vice-chefe do Fundo da Propriedade Estatal da Ucrânia (SPFU), entre abril de 2003 e abril 2005 ele tornou-se o chefe da mesma instituição. Eram os anos da maior onda de privatização na Ucrânia. Quando praticamente todos os atuais oligarcas do país fizeram as fortunas, privatizando a propriedade estatal muitíssimo abaixo do seu valor real, re-vendendo-a de seguida ou explorando na qualidade dos investidores privados.

Chechetov claramente conhecia a origem da fortuna destes novos ricos, muitos dos quais eram os seus comparsas no Partido das Regiões, onde o próprio chegou a ocupar a posição do 1º vice-chefe do grupo parlamentar.

No Parlamento, Chechetov foi notado pela sua política e constante retórica anti-ucranianas, cinismo supremo e cultura-geral bastante reduzida. Defendia, por exemplo, que os deputados não podem (Sic!) trabalhar no parlamento vestindo as camisas tradicionais ucranianas “vyshyvanka”.

O malogrado também era conhecido pelos jornalistas ucranianos como “domador” ou “semáforo” dos deputados do Partido das Regiões: o sentido do voto do seu grupo parlamentar dependia da mão que ele levantava.

Curiosamente, no dia 23 de fevereiro de 2014, imediatamente após a fuga do Viktor Yanukovych do país, Chechetov afirmou que o seu partido condena o antigo poder da Ucrânia (Sic!) e irá para oposição: «os antigos dirigentes do país cometeram os erros graves que levaram ao período trágico da nossa história. Nós condenamos e distanciam-nos dos erros dos dirigentes!»

No último dia 20 de fevereiro, Chechetov foi detido em conexão com a investigação sobre a votação das leis da Ditadura, mas foi libertado sob fiança de cerca de 160.000 USD. Na altura os comentadores políticos disseram que Chechetov cometeu um erro perigoso divulgando o nome do pagador da sua fiança: Borys Kolesnikov, o ex-Ministro da Infraestrutura da Ucrânia e um dos barões do Partido das Regiões.

Talvez, revelando o nome do benfeitor, Chechetov até tentou in extremis garantir a sua segurança. De qualquer maneira, não se salvando, ele, pelo menos, revelou um dado importante: o nome do “banqueiro” clandestino do seu partido. 

Boris Nemtsov assassinado em Moscovo

Boris Nemtsov, opositor ao atual regime russo, foi assassinado nesta noite no centro de Moscovo, nas proximidades do Kremlin. De acordo com as primeiras informações, Nemtsov foi alvo de quatro tiros no peito. Político da linha liberal tinha 55 anos.

O político fez parte da equipa de Boris Yeltsin na década de noventa. Em março de 1997 chegou ao posto de vice-primeiro-ministro com a pasta e a missão de reformar o setor energético. Desde que Boris Yelstin abandonou o poder nas mãos de Vladimir Putin, Nemtsov tornou-se numa das vozes mais críticas do Kremlin (©Euronews).

Na Internet apareceram as primeiras fotos do local do assassinato, nas suas proximidades, cercadas pela polícia, estão presentes diversos investigadores e jornalistas (FOTOS).
O local do assassinato: primeiras condolências após a tragédia
O local do assassinato na manha seguinte.
O poeta russo Andrey Orlov (Orlusha), dedicou um verso muito sentido ao político assassinado:

Aconteceu hoje em Moscovo.
Não falharam canos dos canalhas.
Nas fileiras da russa Centena Celestial
No flanco direito – Boris Nemtsov.

Oposição russa reergue-se

A oposição russa, nomeadamente o partido Republicano – PARNAS anunciou que a marcha “Vesna” (Primavera), programada para o dia 1 de março na periferia de Moscovo, será antecipada para o 28 de fevereiro e decorrerá no centro da capital russa, no local do assassinato do Boris Nemtsov.

Blogueiro
A embaixada russa em Kyiv: todas as janelas estão fechadas...

Embora o secretário de imprensa do V. Putin já chamou o assassinato do Nemtsov de “provocação” e nas redes sociais os trolls pró-Kremlin já começaram argumentar sobre “assassinato de exportação”, vítima sacra”, e outras “versões”, mas canalhas, a verdade factual é simples. Os telefones do político estavam sob escuta, ele próprio estava ser permanentemente seguido pela vigilância do FSB. O político foi assassinado à uma distância de 300 metros de Kremlin, onde toda e qualquer atividade é monitorizada 24/24 horas, recebendo a resposta imediata de polícia. Alguém forneceu aos assassinos o seu itinerário e “olhou para o lado”, permitindo o assassinato. O esquema segue o assassinato em 2006 da jornalista Anna Politkovskaya, caso que até hoje não foi esclarecido cabalmente.

A Internet russa comenta um facto curioso: a primeira coisa feita pelos investigadores deste assassinato é a busca e a apreensão de documentos no apartamento moscovita do Boris Nemtsov...

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Salvar Nadia Savchenko: ação global em 1.03.2015

Na sua carta escrita em 24 de fevereiro de 2015, ao 74º dia da greve de fome, a piloto militar ucraniana, Nadia Savchenko, raptada e mantida em cativeiro ilegal pela federação russa, pede à toda a gente de boa vontade: “Desejem-me e à Ucrânia o sucesso em uma batalha desigual”.

Às pessoas:

Indescritivelmente grata à vocês por tudo... Por todo o apoio e a luta zelosa que vocês travam por mim! Eu, mesmo nos meus pensamentos mais ousados, não contava com esse apoio! Eu também estou lutando! E não desisto! E não me quebrarei! Porque luto não apenas por mim, mas contra o sistema que aleija e mata somente aqueles que têm medo dele, e sucumbe aos que não ficarão com medo! Eu não tenho medo!

Temos aqui muitos ucranianos nas prisões russas. Precisamos de liberar o primeiro, para depois tornar mais fácil a luta por todos! Ucranianos já mostraram ao mundo um exemplo da Revolução de Dignidade e como lutar contra o poder criminoso desenvergonhado. E agora, eu, e toda a Ucrânia tem que lutar ainda contra o poder ilegal do vizinho! Desejem-me e à Ucrânia o sucesso nesta batalha desigual pelo seu apoio na ação global em 1 de março de 2015!

Com todo o meu coração, agradeço!
24.02.2015 Nadia Savchenko
Escrever uma carta de apoio à Nadia, usando o seu endereço atual 

A carta-resposta à Nadia Savchenko foi escrita pelo Viktor Fainberg, de 83 anos, o lendário dissidente soviético, participante no protesto histórico na Praça Vermelha em Moscovo em 1968, organizado contra a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia. Pela participação naquela ação ele foi internado compulsivamente no hospital psiquiátrico especial; lá esteve em greve de fome e foi submetido à alimentação forçada.

Cara Nadia,

Eu, como outros ex-prisioneiros do GULAG, tão profundamente sinto a Sua luta solitária desesperada contra o sistema desumano, enlouquecido, que em pensamentos e sentimentos me identifico com Você. Um dia tivemos que passar por esta provação. E isso está profundamente gravado na memória do corpo e da alma.

Nós orgulhamos-nos de Você, a nossa maravilhosa, corajosa, nobre irmã pela liberdade indivisível. Uma para todos.

Eu nasci na Ucrânia, em Kharkiv. A primeira natureza que eu vi, as primeiras músicas que eu ouvi, eram a natureza e as canções da mãe Ucrânia. A minha primeira babá amada se chamava Ekateryna Mykolaivna Savchenko. Como Você, sonhava me tornar um piloto militar. Sim, apesar de ótimas notas e de saúde invejável, não foi aceite. O inexorável 5º ponto do passaporte impediu (o 5º ponto nos passaportes internos soviéticos referia-se à “etnicidade”, no caso do Victor Feinberg e de outros judeus soviéticos, a origem étnica judaica era um impedimento para alcançar as posições mais abertas aos cidadãos soviéticos não judeus. Essa política do anti-semitismo estatal, não era nem legal, nem declarada oficialmente, mas funcionou, com mais ou menos vigor, praticamente até a queda da URSS em 1991).

Querida Nadia! Hoje, a vida e a liberdade da heroína do povo ucraniano deve ser prioridade para todas as pessoas que não perderam o sentimento de honra.

Estou certo de que Nadia (Esperança), cujo nome Você recebeu, se realizará com a Vitória. Para si e para muito sofrida Ucrânia, a minha terra natal...

Com profundo respeito e amor.
Victor Feinberg

P. S. Em sinal de solidariedade fraterna junto me à sua greve de fome. Velhos são trapos!
Fonte:
https://openrussia.org/post/view/2948

terça-feira, fevereiro 24, 2015

O moscovita que defenderá Ucrânia

Na realidade da Rússia atual, as pessoas são vítimas de violência por causa da sua origem étnica ucraniana. Se és ucraniano, és um inimigo. Essa é a conclusão lógica da estória pessoal do jovem ex-cadete moscovita, Vyacheslav Donguzov (20).


Na foto - Vyacheslav Donguzov, jovem de apenas 20 anos. A foto foi tirada nos arredores da cidade de Sumy. Muito recentemente, ele era um cadete de prestigiosa escola militar moscovita, mas apenas alguns dias atrás, o jovem cruzou ilegalmente a fronteira russo-ucraniana. Durante a sua visita ao vespertino “Panorama”, publicado em Sumy, Vyacheslav explicou as razões que o empurraram para a decisão tão drástica, pois na Rússia, se alguma vez lá voltar, ele será alvo de perseguição judicial, acusado de quebrar o juramento militar. Lá ficaram os seus pais e não se sabe se alguma vez os verá novamente...

Vyacheslav conta que os cadetes que tiveram a origem étnica ucraniana mencionada nas suas cadernetas de nascimento começaram ter problemas logo após o início da guerra russo-ucraniana. Nem importava se, porventura, apoiavam a política oficial do Kremlin e do Putin, os ucranianos eram alvos de bullying. Os espancamentos regulares, a chacota dos “camaradas”, à que a direção da escola fechava os olhos, levaram ao suicídio de um cadete ucraniano nas vésperas de Ano Novo de 2014, outro, recentemente tentou se suicidar, usando a arma de fogo. O último cadete foi salvo pelos médicos. Mas Donguzov ficou como único ucraniano na escola.
   
Vyacheslav Donguzov não consegue explicar a razão do seu apelido não ser ucraniano, sabe apenas que os pais são, pois, sempre quando queriam falar em casa sobre algo não para o “ouvido dos meninos”, conversavam em ucraniano. Já Vyacheslav não domina a língua dos pais em absoluto.

«Eu já não conseguia aguentar essas mentiras sobre Ucrânia, por isso foi embora. Desde os meus seis anos manejo a pistola automática, pratico a luta livre, foi graduado pela Escola de formação militar juvenil “Suvorov”. Eu sei combater».

O jovem já se inscreveu num dos batalhões voluntários e daqui à alguns dias irá para a zona de OAT. «Defender Ucrânia, — diz ele. – Pois eu sou ucraniano». Essa é estória dos nossos dias», — escreveu na sua página do Facebook o editor-em-chefe do jornal «Panorama», Yevhen Polozhiy.

Fonte:

O mesmo Yevhen Polozhiy conta que os voluntários ucranianos compraram ao Vyacheslav Donguzov o fardamento militar, ofereceram-lhe as botas. O jovem vive em casa da ativista ucraniana da cidade de Sumy, Tetyana Golub. As pessoas que gostariam de ajudar ao Vyacheslav podem contactar a redação do jornal “Panorama”.

São-Petersburgo contra a guerra
"Me disseram que eu devo crescer um homem de verdade. Quando eu crescer, eu vou à guerra e vou estuprar e matar!"
Artem, 7 anos
"O meu pai voltou da guerra sem as pernas agora ele diz que melhor bateria a bota"
"O meu pai é um herói mas ele não tem mais as mãos Deusinho! que lhe cresçam novas!!!"

Nas carruagens do metro de São-Petersburgo, na federação russa, nas vésperas do dia 23 de fevereiro, surgiram diversos cartazes anti-guerra, criados na estilística dos desenhos infantis. Os seus autores, aproveitaram a data, comemorada na Rússia como “O Dia do Defensor da Pátria”, por sua vez herdado do passado soviético, quando este dia simbolizava a criação do Exército vermelho em 1918.
1. "O meu irmão foi assassinado no exército no tempo da paz. Quando eu crescer também vou lá?".
2. "O meu pai é muito forte ele matava os inimigos e agora bate à mim e a mãe" Kâtia, 8 anos.
Fontes:
https://www.facebook.com/gerasymyuk.olena/posts/925475364153191

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Bombista russo liquidado em Mariupol

No dia 23 de fevereiro, na cidade de Mariupol, as unidades afetas ao Ministério do Interior da Ucrânia conseguiram prevenir um atentado bombista, planeado pelo grupo terrorista de origem russa. Um dos terroristas foi liquidado, no tiroteio também perdeu a vida um dos polícias ucranianos.

O chefe da Direção do Ministério do Interior da província de Donetsk, Vyacheslav Abroskin, contou no seu Facebook sobre o sucedido:

«Hoje, às 18h15, na cidade de Mariupol, na zona de rua Pashkovskoho, um grupo de reação rápida da unidade especial do Ministério do Interior, «Sokil» (Falcão) e polícia de trânsito da província de Donetsk, pararam uma viatura para a verificação de documentos. Os ocupantes, um grupo de sabotagem terrorista, abriu o fogo. No decorrer do combate foram feridos três polícias, um deles morreu no hospital, vítima dos ferimentos contraídos».
Um dos terroristas foi liquidado, outro consegui, para já, fugir do local, mais tarde, a sua identidade foi estabelecida pela polícia que iniciou as buscas pelo criminoso fugitivo. 

«Na viatura dos terroristas foi achada uma pasta com explosivos. No local trabalha a brigada de explosivos», – explicou Abroskin.

Assim, pagando com a própria via, os polícias ucranianos de Donetsk conseguiram evitar um acto terrorista, que poderia ceifar as vidas de dezenas de moradores de Mariupol.

As faces do fascismo russo

Na cidade de Odessa foram sepultados solenemente dois voluntários do regimento “Azov”, Oleksandr Kutuzakiy “Kutuz” e Mykola Troitskiy “Aquela”. Eles morreram no dia 15 de fevereiro, no decorrer de batalha pela libertação de vila de Shyrokyne, nos arredores de Mariupol.

Ao pedido da mãe do Oleksandr Kutuzakiy, durante as cerimónias fúnebres o corpo do seu filho estava num caixão destapado. Para todos os presentes pudessem ver o que os mercenários caucasianos, aos serviço dos ocupantes russos fizeram com o jovem ucraniano. Os selvagens leais ao líder checheno Kadyrov Jr., profanaram o corpo do herói ucraniano, lhe cortando as orelhas (FONTE).


A face do Oleksandr Kutuzakiy é a face da Ucrânia atual. O país que sangra, mas resiste, é a face de cada ucraniano ou amigo da Ucrânia, até a vitória final, a libertação total dos territórios temporariamente ocupados.
Glória à Ucrânia! Glória aos Heróis!

Odessa se despede dos heróis do “Azov”:
https://www.youtube.com/watch?v=jOO7XHi-BJ0
Blogueiro

A opção dos terroristas russos pelas ações terroristas puras, a aposta na rede bombista, principalmente em Odessa e Kharkiv, possui duas vertentes. Por um lado isso é triste, nos próximos tempos irão morrer os ucranianos inocentes. Por outro lado é uma tentativa desesperada de abanar a paz social naquelas cidades e regiões, tentar provocar a resposta igualmente violenta das autoridades ucranianas. E finalmente, é a prova provada do que Kharkiv e Odessa são cidades ucranianas, que apesar da coerção do terrorismo urbano rejeitam, em absoluto, a possibilidade de fazerem a parte do famigerado “mundo russo”.   

O chique soviético da Anzhela Dzherih

"Adivinhação na espuma de sabão"
A pintora ucraniana Anzhela Dzherih desenha ao estilo primitivista, retratando quotidiano soviético de 30-40 anos atrás. As suas obras não são ideológicas, Anzhela se centra nos detalhes e na estilística da época: solteironas sonhadoras, cavalheiros desajeitados, pioneiros – continuadores, marinheiros, caucasianos e babushkas – velhotas nas entradas do prédios cinzentos de habitação...
"Body-arte"
"8 de março"

A pintora nasceu em 1965 na cidade de Donetsk, no leste industrial ucraniano. Lá foi graduada na escola de arte, mas aos 27 anos se muda para Moscovo, um dos episódios da sua vida artística. Neste momento novamente reside em Donetsk.
"As fantasias masculinas"
O seu percurso Anzhela descreve de maneira simples: “Escola, escola de arte, procura de trabalho e depois apenas as pinturas. É tudo!”
"O filme interessante"
"O leite condensado"

Escolhendo como pseudónimo o apelido do avô, Anzhela Dzherih, desenha como gosta e não organiza as exposições da sua pintura. “Eu sou livre, livríssima,” – explica ela. No entanto, as suas obras, que a própria pintora chama de “desenhos”, se encontram nas coleções privadas na Ucrânia, Alemanha, Espanha, EUA e Israel. Os compradores são pessoas mais diversas. “E seguramente com o sentido de humor”, – acrescenta Anzhela.
"A arte pura"
Fonte:
Ver e comprar:
http://arts.in.ua/artists/anqil

domingo, fevereiro 22, 2015

O terrorismo russo mata em Kharkiv

No dia 22 de fevereiro, na cidade de Kharkiv, no decorrer da Marcha de unidade, dedicada ao 1º aniversário da Revolução de Dignidade, foi perpetuado um acto terrorista, que resultou na morte das 4 pessoas (duas no local e dois no hospital, um deles rapaz de 15 anos) e os ferimentos de 11 pessoas, 5 dos quais polícias, que estavam no local para garantir a segurança do evento.

O assessor do ministro do Interior, Anton Gerashchenko, informa na sua página do Facebook que a explosão de um engenho ocorreu nas proximidades do palácio de inverno “Kharkiv-Arena”, na avenida “Marechal Zhukov”.

O acto terrorista foi planificado e preparado de uma maneira muito profissional. O engenho explosivo de ação dirigida e controlado remotamente foi colocado dentro do montinho da neve, junto à estrada. Quando a “cabeça” da coluna se aproximou ao local, deu-se a explosão.
RIP tenente-coronel Vadym Rybalchenko, Ministério do Interior
RIP Daniel Didyk, 15 anos, a 3ª vítima mortal dos terroristas
RIP Mykola Melnychuk, 18 anos, a 4ª vítima dos terroristas russos

Em resultado, morreu o conhecido ativista do EuroMaydan, Igor Tolmachev e o tenente-coronel do Ministério do Interior, Vadim Rybalchenko, que estava no local para garantir a segurança da Marcha. No local estão trabalhar os peritos da brigada de explosivos e investigadores da Ministério do Interior, da Procuradoria e do SBU, eles procuram, entre outras coisas, as gravações das câmaras de CCTV dos edifícios próximos. A polícia e SBU pedem as informações das possíveis testemunhas que podiam ver as pessoas presentes no local na manha do dia 22 de fevereiro. No local também estão trabalhar os médicos que exortam as pessoas não criarem as multidões no ponto onde ocorreu a tragédia.

Algumas centenas de pessoas saíram às ruas de Kharkiv para participar na Marcha pela unidade da Ucrânia. No momento da explosão eles se dirigiam à praça de Constituição, onde deveria decorrer a oração por todos aqueles que morreram durante a Revolução e na OAT.

Fonte e fotos:
Apesar do terror a oração pública decorreu em Kharkiv

Antes da tragédia, a Marcha decorria na maior das tranquilidades, numa das ocasiões, os participantes lançaram ao céu os retratos daqueles que tudo fazem para destruir a paz social no país: líderes separatistas locais Dobkin e Kernes, além do ex-presidente fugitivo Yanukovych e Putin-huylo (FONTE).
RIP Dr. Igor Tolmachev

A página de Kharkiv, IT sector, traça um perfil rápido do falecido Igor Tolmachev. Dr. Tolmachev tinha 52 anos, era cientista físico e um dos coordenadores do movimento EuroMaydan e voluntário na região de Kharkiv, participou nas unidades da auto-defesa da revolução, era conhecido ativista social. Era uma pessoa boa, positiva e honesta, deixa a esposa Marina e a filha Olha.

O contra-ataque ucraniano

Como acaba de informar o assessor do chefe do SBU, Markian Lubkivskyi, a secreta ucraniana deteve 4 indivíduos, que poderão ser responsáveis pela preparação e execução do acto terrorista em Kharkiv.

O grupo organizado preparava uma série de ataques terroristas na cidade, todos deveriam decorrer em 22 de fevereiro. Os 4 presumíveis terroristas foram detidos quando se preparavam para usar o lança-chamas militar de fabrico russo “Shemel” (Bumblebee) para alvejar um clube, onde habitualmente se encontravam os militares e voluntários ucranianos, além disso planeava-se o ataque contra um centro comercial e outros actos de terror.

Os detidos afirmaram que o lança-chamas foi recebido pelo líder de célula terrorista na cidade de Belgorod, na federação russa.

Neste momento, SBU anunciou o nível máximo de prontidão anti-terrorista na cidade de Kharkiv. Os organismos da lei e ordem executam diversas ações extraordinária e de grande envergadura para neutralizar as células terroristas, financiadas, equipadas e acarinhadas pela federação russa.
       
O momento da explosão em Kharkiv:

humor dos canalhas


O “jornalista” britânico Graham Phillips ao serviço da RT e do canal do exército russo “Zvezda” no seu twitter: “Eu quase já esqueci a aparência da bandeira ucraniana sem um cadáver debaixo dela”...