quarta-feira, agosto 26, 2015

«Lenine», «Estaline» e «Kaganovich» ao serviço dos nazis

Cruzador auxiliar da Kriegsmarine HK Komet
Em agosto de 1940, já após o início da II G.M., a URSS providencou três dos seus mais potentes navios quebra-gelo: “Lenine”, “Estaline” e “Kaganovich”, ao dispor do cruzador auxiliar nazi Komet que se dirigia ao Pacífico para se dedicar à pirataria.

O cruzador auxiliar era um eufemismo alemão para designar a forma de guerra naval afim da pirataria. A Kriegsmarine teve em ação nove destes navios mercantes armados que navegavam sob bandeira e nome falsos e tinham por missão afundar ou apresar, à má-fé, navios mercantes aliados.

Como as águas do Atlântico eram intensamente patrulhadas pela marinha britânica, a marinha alemã achou mais prudente enviar o Komet para o Pacífico através da mais improvável das rotas: a Passagem Nordeste, ao longo da costa norte da Sibéria e entrando no Pacífico pelo Estreito de Bering. A missão do corsário seria colocar as minas junto à Austrália e atacar a navegação no Pacífico.

Para abrir passagem para o Komet através dos mares de Barents, Kara, Laptev e da Sibéria Oriental, a União Soviética pôs à disposição dois quebra-gelos, o “Lenin” e o “Estaline” – na fase final da viagem, foi escoltado por um terceiro quebra-gelos, o “Kaganovich”, mas o gelo não se revelou suficientemente espesso para requerer a intervenção deste.
Pacto entre Alemanha nazi e a URSS: Molotov, Estaline e von Ribbentrop em Moscovo
A viagem teve vários contratempos, mas a 2 de setembro de 1940 o Komet tinha pela sua frente águas livres de gelo, pelo que dispensou o “Kaganovich” e seguiu viagem sozinho – três dias depois cruzava o Estreito de Bering e começava a busca as vítimas incautas. Afundaria sete navios e apresaria um, num cômputo total de 52.130 toneladas. Mas o auxílio dos quebra-gelos soviéticos não foi desinteressado: o 3º Reich pagou 950.000 marcos (130.000 dólares da época) pelo serviço.

E outros 10 episódios menos conhecidos da II Guerra Mundial:

Curiosidade

Em 1941, na sua caminhada de volta à Alemanha, o corsário Komet, tinha assumido a identidade falsa do cargueiro português “São Tomé”.

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