terça-feira, setembro 30, 2014

Os ciborgues ucranianos defendem aeroporto de Donetsk

Os defensores ucranianos do aeroporto de Donetsk são chamados de ciborgues pela sua bravura em combate. Nas últimas 24 horas eles, por duas vezes, repeliram os ataques dos terroristas. Pelo menos nove militares ucranianos tombaram pela pátria...

Sob fogo dos mísseis “Grad” russos, o repórter da TV ucraniana “Inter”, Ruslan Sneshuk alcançou o aeroporto e passou lá dois dias.

O aeroporto é defendido pelo exército regular e pelas unidades voluntárias, em condições dificílimas estes bravos homens, vezes sem conta repelem os ataques dos terroristas. Que até chamam os ucranianos de ciborgues.

Chegar ao aeroporto vivo só é possível dentro de um blindado, embora o caminho é curto, apenas alguns quilómetros. Mas em redor andam os grupos de sabotagem dos ocupantes, aos intervalos eles disparam sobre o território do aeroporto. Logo que um blindado chegue, os terroristas começam alvejar os seus defensores.

“Aqui disparam permanentemente, não há paragens. Estão a ouvir? Viram que nos saímos e começaram lançar as minas. Mas está tudo bem, é possível viver”, – diz um dos militares ucranianos.
Terroristas abatidos
O território do aeroporto está cheio dos corpos dos terroristas mortos. Os militares ucranianos propunham aos terroristas levar os corpos dos seus, até garantiam a trégua. Mas os terroristas não os levam. A maior parte dos corpos está junto à torre de controlo, palco dos combates permanentes.

“A importância da torre que ela têm a altura dominante. Da sua altura é possível observar tudo”,  – avisam aqui.
"Separatistas  panilas"
Entramos na torre, novamente começa o tiroteio. Desta vez, o mais provável, funciona uma peça anti-aérea. Quando tudo está razoavelmente calmo, os ucranianos mostram como eles vivem, o que comem, onde estão à dormir. Embora é muito difícil dormir nestas condições.

– Durante a noite o aeroporto foi alvejado pelo “Grad”, mas de manha a densidade do bombardeio se intensificou – foi usada artilharia, tanques, morteiros e armas de pequeno calibre.

Algumas horas depois são alvejados dois tanques ucranianos. Um dos militares morre. A infantaria terrorista ataca fortemente as posições ucranianas, os ucranianos resistem. Mais tarde foi alvejado o BMP, o blindado ligeiro ucraniano, mais um militar morre. Os restantes membros da sua tripulação são gravemente feridos.

“Mãe, pai, irmã – olá. Em breve estarei em casa. Eu vos amo muito. Quero um casamento, quero ter filhos”, – diz um dos ucranianos feridos.

A situação se torna perigosa. Os terroristas atacam dos diversos flancos – alguns blindados ucranianos vão em socorro. Mas são alvejados por três tanques dos terroristas russos. Sete para-quedistas morrem, outros nove são gravemente feridos.

Os tanques dos terroristas se dirigem às pistas de aterragem. Eles são alvejados quase à queima-roupa pelos morteiros ligeiros. Um T-72 juntamente com a tripulação é aniquilado (arde no fim do vídeo). É possível ouvir uma ordem: “os blindados estão na pista, se dirigem para cá, vamos, homens, tragam os RPG”.

Todos os militares feridos, logo aqui, na linha da frente recebem ajuda e dentro dos blindados são evacuados para um hospital. Juntamente com eles deixam o território do aeroporto os jornalistas ucranianos.

“Tomem lá... Pelas tripulações dos blindados de hoje... cabrões”, grita, enfurecido, um dos militares ucranianos. A batalha pelo aeroporto de Donetsk não para...

Autoria: Ruslan Smeshuk, Serhiy Dubinin, TV “Inter”

Fonte:

segunda-feira, setembro 29, 2014

Escreva à ucraniana – prisioneira de guerra

A piloto-aviadora ucraniana, Nadia Savchenko, raptada pela autoridades russas e levada para o julgamento ilegal na Rússia, foi transferida recentemente para a cadeia do isolamento operativo (SIZO) № 6, uma cadeia feminina de Moscovo que possui uma ala usada para aprisionar as ex-funcionárias dos serviços de segurança.

No entanto, o partido político VO Batkivshyna (da Yúlia Tymoshenko) colocou Nadia Savchenko como № 1 da sua lista eleitoral. Na altura, a sua irmã, Vira Savchenko, publicou a carta que Nadia escreveu ainda da cadeia de Voronezh no dia 8.09.2014.

“Queridos ucranianos!
O mais difícil para uma pessoa é a escolha... Eu própria nunca teria forças para fazer essa escolha sozinha. Obrigado por aliviar o meu fardo. Eu escutei o pensamento dos 6.000 ucranianos. Naturalmente, isso não é toda Ucrânia. À todos irei escutar nas eleições. Não vou me espalhar e prometer chorosamente... A verdade é que eu não sei como e o que fazer. Mas não são santos que fazem as panelas. Iremos restaurar e fortalecer a Ucrânia juntos. Eu não irei temer este trabalho, isso vós prometo. Nas eleições eu vou junto com o partido “Batkivshyna” (Pátria), e não perguntem por que é assim! Não é o lugar que embeleza a pessoa, mas a pessoa embeleza o lugar. Vamos tentar juntos embelezar a nossa Pátria – Ucrânia. Obrigado, Nadia!”

No dia 26 de setembro o tribunal moscovita apreciava o recurso da defesa da Nadia Savchenko, que contestava a decisão anterior de submete-la ao exame psiquiátrico compulsivo no Instituto psiquiátrico Serbsky, conhecido pela sua perseguição aos dissidentes soviéticos nas décadas 1970-1980.

Nessa audiência deveria estar presente a chefe da bancada dos Verdes do Parlamento Europeu, Rebecca Harms. No entanto, as autoridades russas detiveram a deputada no aeroporto de Moscovo e apesar do passaporte diplomático, após 3 horas de detenção, deportaram fora da Rússia. Deste modo Rebecca Harms foi a primeira deputada do Parlamento Europeu proibida à entrar na Rússia.

Eis o que escreveu a própria Rebecca Harms:

Hoje eu estava planeando viajar para Moscovo, a fim de juntar-se a próxima audiência do caso Savchenko no dia 26 de setembro. No entanto, apesar do meu passaporte diplomático, fui impedida de entrar na Rússia. Disseram-me para tomar o próximo avião de volta e qualquer entrada na Rússia seria considerado um acto criminoso (FONTE).

Escreva uma carta para apoiar Nadia Savchenko neste momento dramático da sua via:

Savchenko Nadezhda Viktorovna
Rússia, 109388, Moscovo, ul. Shosseinaia, № 92
FKU, SIZO № 6 UFSIN – Moscovo

Quem quiser, poderá apenas imprimir o endereço em russo e cola-lo à carta à enviar à Nadia.

Ler mais sobre Nadia:
Terrorismo russo ilimitado

Bónus
https://www.youtube.com/watch?v=1aSZmxh_jKs&feature=youtu.be

O vídeo da transferência da Nadia Savchenko da cadeia de SIZO de Voronezh à semelhante cadeia em Moscovo. Nove (!) guardas estavam acompanha-la, temendo a sua alegada tentativa de fuga. No vídeo se nota que a piloto ucraniana está absolutamente calma, quando os guardas perguntam se ela tem queixas, Nadia respondeu: "Obrigado, rapazes pelo trabalho! Foi agradável saber o que é uma cadeia!" Depois, se virando para a câmara e pegando o saco com os livros, Nadia acrescenta em ucraniano: "Para que as mãos não fiquem vazios!" #SaveOurGirl  

A queda do Lenine em Kharkiv

Nesta noite, na cidade de Kharkiv, após 4 horas do trabalho árduo, foi pacificamente derrubada a estátua do ídolo comunista Lenine. Um monumento ao tirano à menos.

O ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, escreveu:

Lenine? Que caia... Apenas que as pessoas não fiquem feridos. Apenas que o ídolo comunista sangrento, deixando-nos, não adicione as suas vítimas. Apenas que os bandidos e canalhas não tentem aproveitar a tempestade de emoções de Kharkiv, não usem isso para os próximos choques...

Dei a ordem à polícia de garantir APENAS a segurança de pessoas e não do ídolo... Após a ordem do governador (provincial) Baluta sobre a demolição – o monumento não interessa ao Ministério do Interior... É importante que o processo ocorreu sem incidentes adicionais.

P. S.

a) A spetsnaz da polícia e da Guarda Nacional está pronta para atender os provocadores que querem explorar a situação. Nem tentem...
b) Dei a ordem, por causa da decisão do governador sobre a demolição – fechar o caso criminal sobre os danos ao monumento.

Por sua vez, o assessor do ministro, Anton Gerashchenko, escreveu:

Dei a pequena conferência de imprensa ao lado do pedestal recém esvaziado. Os jornalistas me perguntaram que monumento deve ficar no lugar do ídolo, na na minha opinião. Como sempre, respondi aquilo que penso.

Lá deve ficar o monumento à todos os heróis que lutaram e morreram pela Independência e pela Unidade da Ucrânia. Àqueles que fizeram isso há um século, aos heróis da Centena Celestial e aos milhares de nossos militares que protegem agora a Pátria em uma luta com a Rússia de Putin.

Acho que vocês me apoiem!

https://www.youtube.com/watch?v=xfX-oz1vBqg
Bónus

Aos que irão falar sobre o suposto “vandalismo” ucraniano: a derrube do monumento ao czar russo Alexander III, executada pelos bolcheviques e aprovada pelo Lenine, Moscovo, 1918...

domingo, setembro 28, 2014

“Ukraine Today” procura correspondentes internacionais

A TV ucraniana “Ukraine Today” pretende recrutar correspondentes freelance para colaborar com o canal regularmente. São procurados correspondentes nas principais cidades europeias e norte-americanas.

Os candidatos devem ser fluentes em inglês, ter a experiência em TV, jornalismo de notícias e conhecimento do leste europeu e assuntos atuais pós-soviéticos. A competência linguística ucraniana não é obrigatória, mas seria considerada uma vantagem. Os interessados devem enviar CV e carta de apresentação para: p.dickinsonarroba1plus1.tv

O fim ideológico do terrorismo

Em Donetsk, a bandeira da “Novarossia” foi repintada com as cores da bandeira nacional da Ucrânia, amarela e azul.


Os moradores de Donetsk começaram expressar a sua atitude em relação ao que está acontecendo na cidade. “Talvez os de Donetsk não possuem as armas para lutar contra a “rpd”, mas uma lata de tinta haverá sempre” – escrevem os apaiantes da Ucrânia unida nas redes sociais, citados pela página 62.ua

Os israelitas e judeus do exército da Ucrânia

O maior vespertino israelita, jornal Yedioth Ahronoth, publicou na sua edição de 24 de setembro um artigo extenso sobre a participação dos israelitas e dos judeus na luta contra a invasão e ocupação russas da Ucrânia.

Na entrevista pormenorizada da autoria do Eduard Doks, o correspondente do jornal em Kyiv, o judeu ucraniano “Alex” (34), veterano da Brigada Nahal, conta que voltou à Ucrânia para defender a sua terra natal contra os terroristas russos.


«Quando o comandante me ligou, para convidar à participar na operação contra a Faixa de Gaza eu lhe disse: «Irmão, eu agora estou lutar pela Ucrânia. Eu sei que as Forças de Defesa de Israel irão aniquilar os terroristas palestinianos, enquanto aqui não há quem possa tratar dos russos», — contou o instrutor israelita do exército ucraniano.

“Alex” nasceu em Odessa, veio para Ucrânia à convite do Borys Filatov — o vice-governador da província de Dnipropetrovsk. Em 6 meses “Alex” formou quase 3000 militares ucranianos, usando a metodologia das FDI. Ele conta que após a saída do cerco de Ilovaisk um dos seus formandos lhe ligou e disse: «Apenas graças às suas dicas e treino eu estou vivo».


O artigo também conta a história do judeu religioso Asher Cherkassky (nas fotos em cima) da cidade de Dnipropetrovsk que voluntariamente se alistou no batalhão (agora regimento) Dnipro. Asher tem 44 anos, vivia na Crimeia, mas após a ocupação da península pela Rússia, mudou-se com família para Ucrânia continental. Na entrevista Asher diz: «É o meu dever religioso e cívico — defender a minha família e o meu país contra a invasão estrangeira». O regimento não tem a comida kosher, por isso Asher consome enlatados e trigo mouro, passado pela água efervescida. Nas suas palavras, no exército ucraniano na zona da OAT «há muitos judeus».

No artigo menciona-se o facto do que o rabino da cidade e da província de Dnipropetrovsk, Shmuel Kamenetskiy apoiou a decisão de Asher de se inscrever no regimento «Dnipro».

Fonte:

Os judeus — alvos dos terroristas

No passado dia 30 de agosto, em Donetsk, às mãos dos terroristas russos, foi assassinado Georgiy (Eliahu) Zylberbord (47 anos, na foto em baixo no meio, de camisa branca), membro proeminente da comunidade judaica da Ucrânia.

Zylberbord era membro do conselho de curadores da comunidade judaica de Donetsk, residia no condomínio, construído por ele próprio nos arredores da cidade. Quando os bandidos vieram saquear a vila, juntamente com o chefe da segurança, Zylberbord tentou deter-os. Os terroristas mataram os dois...

O rabino da comunidade judaica de Donetsk, Pinchas Vishedski, amigo próximo do Zilberbord, descreveu-o como um crente que frequentava regularmente a sinagoga, a pessoa que prestava ajuda financeira generosa à comunidade. “Ele era muito mais do que um grande amigo”, – disse o rabino, – ele era como o meu irmão”. A esposa do rabino, Dina Vishedski, acrescentou: “Ele era uma parte da nossa família. O funeral foi muito pesado. A comunidade judaica de Donetsk dispersou-se por todo o país, mas as pessoas vinham de todos os lugares. Ele era uma pessoa muito ativa e tinha muitos amigos. Ele era uma pessoa especial”.

O rabino Vishedski que deixou Donetsk por causa da situação criada na cidade, fundou o escritório da comunidade judaica de Donetsk em Kyiv, “para ajudar os judeus de sua cidade, que se refugiaram na capital e em outras partes do país”, escreve Chabad.org

O funeral do Georgiy Zylberbord teve lugar no dia 1 de setembro, em Kyiv, para onde a família levou o seu corpo. A cerimónia na sinagoga de Podil (baixa de Kyiv) reuniu mais de 500 pessoas, na sua maioria membros da comunidade judaica de Donetsk, que se refugiaram em Kyiv, fugindo da guerra e das atrocidades de terroristas pró-russos.

Fonte:

O blogueiro ucraniano Roman Eridan acrescenta:

Pela primeira vez desde a II G.M., os judeus tiveram que abandonar Donetsk. É de notar que eles não se dirigiram à “hospitaleira” federação russa, mas escolheram a cidade de Kyiv, supostamente tomada pelos “fascistas”.

sábado, setembro 27, 2014

A Novorossia real

No momento em que até os camaradas brasileiros sonham com a Novorossia imaginária, importa admitir, de modo antifascista proletário, que Novorossia realmente existe.

Novorossia é uma aldeia russa no distrito de Shkotovsky em Primorsky Krai no extremo oriente da federação russa.

Em 1932, durante a coletivização forçada, na aldeia foi criado o kolkhoze «Vitória», mais tarde rebaptizado em «Caminhada ao comunismo». Em 2010 a aldeia ainda era habitada por 479 moradores, últimos sobreviventes da caminhada à distopia totalitária. Do resto, as fotografias dizem mais do que as palavras...

A situação talvez foi melhor resumida pelo chefe do departamento de informação do “Setor da Direita”, Borislav Bereza:

Expliquem finalmente aos ruscistas que a Novorossia é uma aldeia do distrito de Shkotovsky da região Primorsky da federação russa. Idiotas, desaparecem para a vossa federação. (Na Ucrânia) não há nenhumas novorossias! (FONTE).


Alguém quer viver e morrer num local destas?

Sanções ocidentais vs distopia patrioteira russa

"Não sinto sanções como as minhas pernas"
"Não sinto as sanções como as minhas pernas"
Na sua genial distopia “1984”, George Orwell descrevia osdois minutos de ódio”, a ocupação diária, durante a qual os membros do partido externo da Oceania deveriam assistir um filme sobre os inimigos do Partido, expressando o seu ódio à eles e aos princípios da democracia.

Embora a atual federação russa ainda não se tornou totalmente a Oceania do Orwell, o país não anda muito longe dos padrões do quotidiano orwellianoPor exemplo, a propaganda patrioteira russa começou a campanha “popular” exaltando as virtudes de ataque nuclear contra os países que aplicaram à federação as sanções económicas e políticas na sequência da sua participação directa na invasão e ocupação da Ucrânia.

Na campanha participam os localmente famosos, casos da atriz Olga Kabo (neta do líder da juventude comunista da Ucrânia, vítima da repressão comunista de 1937) ou a socialité voluptuosa Anna Semenovich, exibindo os T-shirts: “O (míssil) Topol não tem medo das sanções” ou “Sanções? Não fazem rir os meus (mísseis) Isaknder”.

Os designeres ucranianos decidiram auxiliar os seus “big brothers”, criando mais temas patrioteiras, seguindo a mesma premissa ideológica: “Não sinto as sanções como as minhas pernas”, “No caixão eu via as vossas sanções”.
"No caixão eu via as vossas sanções"
Bónus


O famoso quadro do Édouard Manet, “Almoço na relva” (Le Déjeneur sur l´Herbe), fortemente criticado pela sua suposta “imoralidade”, possui diversas variações contemporâneas, uma das quais pertence ao pintor russo Vasilii Shulzhenko, o visualizador da Rússia profana...

sexta-feira, setembro 26, 2014

Ortodoxos da Ucrânia: fora de Moscovo!

Os ortodoxos da Ucrânia, divididos em pelo menos três principais ramificações começam fazer as escolhas difíceis, mudando a pertença administrativa de suas comunidades. Abandonam a Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Moscovo, conotada com os ocupantes e terroristas russos e se juntam à Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Kyiv.

Quase 10 anos atrás, no segundo mês da vida deste bloque publicamos o artigo sobre Marat Gelman, manipulador, especialista em RP e “tecnólogo político”, usado em 2004 pelo clã Yanukovych para se eleger como presidente da Ucrânia. A tentativa frustrada, repleta de abusos que culminou em Revolução Laranja. Falando sobre o papel da Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Moscovo, Gelman afirmou:

Muito mais, nos queimamos o nosso recurso de influência, que tivemos desde sempre – a Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Moscovo. Que nas últimas semanas entrou tão activamente na campanha eleitoral. O elemento importantíssimo da influencia legitima pró – russa na Ucrânia caiu em descrédito. Quer dizer: Putin, Igreja Ortodoxa e a falsificação estão na mesma fila.

À partir de 2004-05 a situação apenas piorou, desde início da anexação da Crimeia e da ocupação do leste da Ucrânia pelas forças russas, a Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Moscovo fez tudo para mostrar a sua posição, definitivamente, anti-ucraniana. Já abençoou os terroristas, já escondeu as armas terroristas nas igrejas e mosteiros, chegou ao cúmulo de, por diversos vezes, os seus sacerdotes recusarem à celebrar as missas e efetuarem os velórios dos militares ucranianos que tombaram na frente da batalha, no decorrer da OAT, defendendo o país...

No entanto, este comportamento desleal e anti-cristão não poderia ficar impune, as próprias comunidades castigam a igreja, saindo da sua jurisdição e se juntando à IOU – Patriarcado de Kyiv. 

O blogueiro ucraniano Bohdan Voron mostra o resultado gráfico do monitoramento deste processo, os números são relativos apenas ao período entre 7.07 à 23.09 de 2014. As comunidades ortodoxas ucranianas que deixaram IOU de tendência moscovita (FONTE):

1. Cidade de Kherson
2. Aldeia de Novostav, província de Ternopil
3. Aldeia de Krasniy Kolyadyn, província de Chernihiv
4. Aldeia de Soloniv, província de Rivne
5. Aldeia de Ostriv, província de Rivne
6. Aldeia de Milievo, província de Chernivtsi
7. Aldeia de Kybaky, província de Chernivtsi
8. Aldeia de Lishnia, província de Ternopil
9. Aldeia de Pechykhvosty, província de Volyn
10. Aldeia de Rachyn, província de Rivne
11. Aldeia de Uhryniv, província de Volyn
12. Aldeia de Khodosy, província de Rivne

RIP Maksym Sukhenko

O dono de uma pequena alfaiataria industrial, Maksym foi um dos primeiros empresários à fabricar as bandeiras da Ucrânia em massa. Depois se alistou no batalhão Myrotvorets (Pacificador). Ele não consegui sair do cerco de Ilovaisk. A missa do corpo ardente decorreu na catedral São Miguel de Kyiv (FONTE).

Talvez este colete prova-de-bala poderia salvar a sua vida. Todos os que querem auxiliar Ucrânia na sua luta desigual contra a ocupação russa, podem apoiar o fabrico destes coletes populares, também conhecidos como “Myrotvorets”:
Cartão do PrivatBank: 5168742347718482 (Rusaln Muzyka)

quinta-feira, setembro 25, 2014

SBU entra na Facebook e Twitter

A secreta ucraniana SBU, abre as suas representações oficiais nas redes sociais, desta vez as páginas foram criadas na Facebook e Twitter.

«Acreditamos que as nossas páginas irão se tornar não apenas uma fonte de informação atempada sobre a obra de SBU, mas também uma plataforma de discussão profissional sobre as questões de segurança, que são particularmente relevantes nos dias de hoje», – disse o assessor do chefe do SBU, Markian Lubkivskyi, citado pelo serviço de imprensa da secreta ucraniana.

Visitar as páginas na Internet:

Dado que os terroristas se mostram ativos nos países que falam português, eis os dados da “linha quente”, criada pelo SBU para combater o separatismo, terrorismo e corrupção: 0 800 501 482, callcenterarrobassu.gov.ua

As crianças e a propaganda anti-ucraniana

É muito triste mas os terroristas russos continuam à usar as crianças na sua guerra de propaganda. No primeiro caso, na imagem em cima, um alegado Zheka (Evgeni) Riadnov quer se reunir com outras criaturas que também odeiam os ucranianos (alegado, pois o fedelho terrorista é raquítico demais para ter 15 anos, mas se calhar a culpa é da “junta sangrenta” que não o alimenta bem)...
Já no segundo caso (imagem em cima), a propaganda anti-ucraniana usa a foto da criança iraquiana como exemplo das “atrocidades ucranianas”, enfim, sejam atentos.

terça-feira, setembro 23, 2014

A crónica do UPA: 1942-1954

O estúdio ucraniano Documentary.org.ua apresenta o seu novo filme documental “A crónica do Exército Insurgente Ucraniano: 1942-1954”, que através das experiências e participação pessoal dos entrevistados conta a história da resistência armada ucraniana. Resistência, também conhecida como “exército dos invencíveis” que combateu as duas maiores pragas do século XX: nazismo alemão e comunismo soviético.

O filme é dividido em duas partes, a 1ª já pode ser vista on-line ou comprada, a 2ª se encontra em produção. A técnica do filme é mista: os depoimentos dos 34 veteranos da resistência militar (UPA) e da clandestinidade política (Organização dos Nacionalistas Ucranianos – OUN) são misturados com a crónica do arquivo e as recreações recentes, ao estilo das produções da BBC.

O realizador Taras Khymych, o mesmo que dirigiu Setembro de ouro entrevistou para a sua nova obra cerca dos 100 veteranos da OUN-UPA, entre eles Myroslav Symchych, comandante ucraniano que passou 32 anos, 6 meses e 3 dias nas cadeias e campos de concentração soviéticos.

A equipa realizadora propõe neste filme olhar para UPA através dos seus combatentes comuns, sem exaltações e clichés propagandistas. A história oral revela uma visão não convencional da natureza da luta de UPA, permite sentir o clima e espírito da época, mergulhar no abismo dos eventos violentos.

A descrição histórica do filme não pretende ser exaustiva, ao mesmo tempo tenta responder às questões cruciais: o que forçava as pessoas à irem para a resistência armada, em que se baseou o fenómeno da auto-organização da UPA, qual foi a razão da sustentabilidade da luta de resistência ao longo de mais de uma década e por que ficou indestrutível a ideia pela qual lutaram os ucranianos.

Amor e ódio, lealdade e traição, heroísmo e covardia – tudo isso está misturado na história do UPA, não deixando o espaço para uma narrativa à preto-e-branco.

Ver a 1ª parte do filme on-line: Vídeo / Vídeo
(e já agora, outros 68 vídeos interessantes da Diana Popovich: https://vk.com/videos135536963)
https://www.youtube.com/watch?v=UpG8mHwaPXQ&feature=youtu.be

Os blindados russos aniquilados na batalha de Starobesheve

Nas imagens podem ser apreciados os restos dos blindados russos T-72BA e T-72BM, pertencentes às forças russas de ocupação, aniquilados pelos ucranianos nos arredores da localidade de Starobesheve (província de Donetsk).

As fotos foram publicadas no FB do dissidente russo-georgiano Oleg-Sandro Panfilov com a menção da origem em @Sobiratel.net e uma legenda: “Aniquilados em Starobesheve os blindados T-72BA e T-72BM dos ocupantes russo-fascistas”, escreve Censor.net.ua

Blogueiro



Os blindados russos nas imagens são as modernizações mais recentes do modelo soviético T-72. Actualmente não existe nenhum registo da venda ou transferência destes blindados à nenhum país do mundo, incluindo à Ucrânia. Ou seja, o argumento do que os “militantes” terroristas poderiam capturar estes blindados ao exército ucraniano não serve neste caso...