sábado, maio 31, 2014

A vitória separatista de Donetsk: o hipermercado “Metro” vencido (11 fotos)

No dis 28 de maio de 2014, as forças armadas da república popular de Donetsk atacaram, com muito sucesso, o posto avançado da junta sangrenta de Kiev, o hipermercado “Metro”, próximo do aeroporto de Donetsk. Na base tomada, o exército da nova Rússia optava pelo caviar (vermelho e preto), álcool caro, cuecas masculinos e até meias de vidro infantis. O inimigo foi derrotado completamente...
O hipermercado tem aparência de ser bombardeado. As prateleiras destruídas e saqueadas, no chão os restos dos alimentos, farinha e garrafas de bebidas alcoólicas partidas.
Os bravos combatentes da RP de Donetsk, foram apoiados pelos cidadãos da sua república (FOTOS).
Os combatentes pela federalização da Ucrânia no último esforço da batalha
É difícil discordar do blogueiro Pavlo Marchuk:
Sou contra “somalização”. Mesmo se Donetsk já não será salvo – nenhum passo atrás. Atrás estão as cidades ucranianas.
Notícias positivas

Os pilotos de helicópteros Mi-24/35 da missão militar ucraniana no Congo (MONUSCO) voltam à Ucrânia para participar na operação anti-terrorista (OAT) no leste do país.
As forças ucranianas também abortaram a tentativa dos terroristas de Sloviansk de romper o cerco, retirando-se em direção da cidade Krasniy Lyman. O comandante da Guarda Nacional da Ucrânia, Stepan Poltorak disse que: “os homens armados tiveram baixas sérias em recursos humanos e transporte. O seu armamento e equipamento, bastante avançados, não os ajudaram”.

Inicialmente, os terroristas atacaram um posto de controlo ucraniano, que se situa numa zona vulnerável. Mas as forças ucranianas, sabendo disso de antemão, montaram lá a armadilha e derrotaram os atacantes, escreve Ruhzvu.com.

Descoberta a “nacionalidade” do VANT/UAV

A secreta ucraniana já sabe a “nacionalidade” do avião não tripulado, abatido pelos ucranianos no dia 28 de maio na zona da OAT, informa o centro da imprensa do SBU.
O VANT, uma modificação em série de marca «Orlan-10» é produzido na Rússia. Segundo o SBU, VANT «Orlan-10» é uma parte integrante do complexo de recolha aérea de dados de inteligência, usado pelas estruturas estatais da Federação Russa como avião-espião, capaz de criar os mapas do terreno em 3D e controlar o decurso da batalha.
Dependendo da modificação e módulos instalados, «Orlan-10» (14 kg, velocidade de 90-150 km/h; autonomia 16h) pode conter à bordo o visor de calor, câmara de foto e de vídeo, radio-transmissor, radio-repetidor.
Neste momento está a decorrer a perícia técnica e química necessária, nomeadamente para determinação da substância química que estava à bordo do VANT, escreve o blogueiro Yuriy Izhakevich.

Ucrânia trava os terroristas vindos de Rússia

O dia 30 de maio de 2014 foi marcado pela batalha no posto fronteiriço “Diakove”, situado entre Ucrânia e Rússia na província de Luhansk, onde para repelir o ataque dos terroristas vindos do território russo as forças ucranianas tiveram que usar aviação e blindados.

Tudo começou quando a guarda-fronteira impediu a entrada ilegal na Ucrânia de um mini-bus com os terroristas que foram detidos. De seguida, o posto fronteiriço foi atacado por um grupo de cerca de 80 terroristas, armados com as espingardas automáticas, metralhadoras e lança-granadas.

As forças ucranianas entraram em combate, ao seu pedido o estado-maior da operação anti-terrorista (OAT) enviou aviação ao local, informa Hromadske.tv

No entanto, a atuação da aviação é limitada por causa do período noturno, os terroristas para não serem descobertos cessam o fogo na presença da força aérea ucraniana. Para colmatar essa situação, a liderança da OAT também enviou ao local os reforços e blindados, escreve o blogueiro Dmitry Tymchuk, citado pela Hromadske.tv

A face feminina da Força Aérea da Ucrânia

O tenente-coronel Oksana Chernavina (foto em cima) conta que já teve uma possibilidade de se tornar a primeira astronauta ucraniana. Piloto-aviador da força aérea da Ucrânia, ela pilota todo o tipo de aviões à jato, neste momento está engajada em trituramento decisivo dos separatistas locais e dos terroristas caucasianos.

RIP sargento Dmytro Shelemin (21.II.1992 – 30.V.2014)

No dia 30 de maio de 2014, dos ferimentos na cabeça, recebidos durante o ataque contra o batalhão da infantaria de Luhansk, na sala de reanimação morreu o sargento Dmytro M. Shelemin, natural da mesma região.

Desde 28.02.2012 eles estava servir profissionalmente na unidade militar № 3035, era vice-comandante da 1ª companhia da infantaria, comandante do 1º pelotão do 1º batalhão de infantaria de escolta prisional (afeto ao Ministério do Interior). Não era casado.

O comando, o pessoal da unidade militar № 3035 e todos os policiais de Luhansk prestam-lhe a devida homenagem. Glória eterna ao corajoso sargento Dmytro Shelemin!

sexta-feira, maio 30, 2014

Mentira como profissão – Ucrânia como alvo

Desde o início da revolução ucraniana, passando pela Maydan, anexação da Crimeia, apoio ao separatismo e mais recentemente, o envolvimento direto no conflito ucraniano, a imprensa russa mostrou-se altamente parcial, não ética e absolutamente fora da sua tarefa normal, informar o público sobre os factos e acontecimentos.

Não se trata de simples “engano” ou de um “erro” inocente, pois os “jornalistas” russos procuram as fotos ou vídeos convenientes nos seus próprios arquivos, manipulam as imagens, para no fim, tentar passar os acontecimentos na Síria ou na própria Rússia, pela realidade ucraniana. Não é nada fácil, achando nos arquivos as imagens dos anos passados, considerar, “por engano”, que são acabadinhas de chegar da Ucrânia...

Alguns exemplos bastante elucidativos, reunidos pelo blogueiro avmalgin:  

Nas redes sociais russas foi publicada a foto do Sloviansk “à arder” (em cima), bombardeada pelos “nacionalistas ucranianos”. O texto que acompanha a imagem afirma que são bombardeados os bairros residenciais “com as mulheres e crianças”, exortando defender estas mesmas míticas “mulheres e crianças”, sob a pena de ser considerado “não humano”.

Na realidade se trata da localidade Lac-Mégantic no Quebeque (Canadá), onde em julho de 2013, em resultado de um acidente ferroviário ardeu o comboio que transportava combustível (foto em cima).

A “jornalista” Ermina Kotandzhyan da TV «Life News» (a mesma que tinha dois «jornalistas» a transportar mísseis antiaéreos nos arredores de Sloviansk) escreve: “Eu não consigo conter as lágrimas /.../ Criança de 8 anos, ferida ontem no aeroporto”. Pode conter as suas lágrimas do crocodilo, Dona Ermina, a menina era uma das 9 crianças curdas atingida pelas forças do presidente al-Assad em Aleppo, na Síria.

O canal “Rossiya 1” mostra a imagem do homem, alegadamente, abatido pela Guarda Nacional da Ucrânia nos arredores de Donetsk. Na realidade o homem foi morto em 2012 pelas forças russas na república autónoma russa de Cabárdia-Balcária (a 2ª imagem foi propositadamente retocada, para conter menos detalhes, que denunciariam a sua proveniência de fora da Ucrânia).
Aconteceu em 2012 na Rússia...

TV "Rossiya 1" afirma que é a província de Donetsk na Ucrânia...
Mas as mentiras não param por ai, mais uma das grossas foi achada pelo jornalista português Nuno Rogeiro

Helicópteros ucranianos no Congo que imprensa russa "viu" em Donetsk...
Continua a mentira: na comunicação social russa oficial (RIA Novosti), ainda mal refeita da derrota das suas forças em Donetsk, ontem, diz-se que os ucranianos conseguiram vencer porque usaram uma artimanha vergonhosa: helicanhões pintados com as cores da ONU (branco e preto), como o da foto. O problema é que o Mi-24/35 da foto é das forças ucranianas no Congo (MONUSCO).

quinta-feira, maio 29, 2014

O primeiro combate real do batalhão ucraniano “Donbas”

Voluntários do batalhão "Donbas" em 2014, nas vésperas da batalha
No dia 23 de maio de 2014, nos arredores da aldeia de Karlivka, na região de Donetsk, decorreu o primeiro combate real entre o batalhão ucraniano da defesa territorial “Donbas” e bando ilegal armado “batalhão Vostok”, composto por terroristas caucasianos e separatistas locais.

De manha cedo, se movendo em coluna de carros ligeiros e minibuses, um pelotão do batalhão ucraniano “Donbas” (25 pessoas) foi alvo da emboscada do bando “batalhão Vostok” (100 pessoas).

Batalhão “Donbas”: a unidade de autodefesa ucraniana, composta em 80% por civis. Armamento: armas automáticas ligeiras, granadas RGD, uma (!) espingarda de precisão SVD. 

Bando ilegal armado: “batalhão Vostok” (Leste): cerca de 80% dos mercenários do Cáucaso e 20% dos separatistas locais. Armamento: automático ligeiro, metralhadoras pesadas, RPG, 3 blindados BTR, grupo de franco-atiradores.

Perdas do batalhão “Donbas”: 5 mortos, 6 feridos, nenhum combatente foi capturado vivo. Bando ilegal armado “batalhão Vostok”: 11 morreram, 6 foram feridos.
Um dos feridos do batalhão, Bohdan Ptashnyk
Os combatentes do “Donbas” que tombaram na batalha:

1. Vasyl V. Arkhipov (31/10/1956-23/05/2014), nom de guerre “Ded” (Velhote), natural de Makiika, 60 anos, militar reformado, foi gravemente ferido, liquidou dois terroristas, foi metralhado pelos mercenários, quando preparava-se usar as suas 2 últimas granadas RGD.

2. Oleksiy Myroshnychenko (22/09/1977-23/05/2014), nom de guerre “Fedor”, natural da cidade de Donetsk, 36 anos para sempre, empresário, deixou o colete prova-de-bala aos camaradas, recebeu as garantias da assistência médica, foi desarmado, ferido e assassinado pelo polícia da unidade “Berkut”, vinda da Crimeia. Liquidou dois e feriu dois terroristas. Os terroristas arrastavam o seu corpo pelas ruas de vila, depois cortaram (ou imitaram a corte) o seu coração. A família conseguiu recuperar o seu corpo, o local da sua sepultura é mantido em segredo...
Oleksiy "Fedor" vivo, 36 anos para sempre!
O corpo do Oleksiy Myroshnychenko é profanado pelos terroristas
3. Oleh Kovalyshyn (18/08/1978-23/05/2014), nom de guerre “Raider”, natural de Kyiv, 36 anos para sempre, especialista de TI, um dos principais autores da Wikipédia ucraniana (autor dos cerca 20.000 artigos e correções!). Liquidou um terrorista, foi mortalmente atingido pela granada. O seu corpo foi queimado pelos terroristas até 2018 não foi entregue à família, os terroristas usavam o corpo, afirmando se tratar de uma vítima dos ucranianos.
RIP Oleh Kovalyshyn "Raider"
4. Denis V. Ryabenko (2/12/1980-23/05/2014), nom de guerre “Ryaboy”, Donetsk, 33 anos. Liquidou um terrorista, cobriu a retirada dos camaradas, foi gravemente ferido, preservou a sua arma, chegou às forças ucranianas, mas morreu já no hospital.

5. Mykola V. Kozlov (24/06/1953-23/05/2014), nom de guerre “Matvey” (Mateus), 61 anos, natural da Rússia, major na reforma, ex-chefe da unidade da guarda-fronteira, cobrindo a retirada dos camaradas, atrasou o avanço do inimigo, morreu em combate.
O voluntário de "Donbas" mais idoso, 60 anos para sempre
No decorrer do combate, os separatistas por diversas vezes receberam os reforços, o seu número total chegou às 300 pessoas. O batalhão “Donbas” não recebeu nenhum reforço durante os cerca de 4h30 da batalha. Nenhum membro do batalhão foi capturado vivo, os que pensava-se poderiam ser capturados, ou morreram em combate ou se salvaram, conseguindo romper o cerco.
"Artur", um dos dois camaradas que rompeu o cerco separatista
Conclusão

Começou a segunda etapa da guerra. No território de Donbas se iniciou a mobilização em massa ao “exército” separatista, há entrada massificada de armas, em massa aparecem os mercenários estrangeiros. Iniciaram-se os diversos actos de selvajaria, perseguições às famílias dos líderes da resistência ucraniana, usam-se os rios de mentiras propagandistas ignóbeis.
46º Batalhão especial de assalto "Donbas-Ucrânia", parte da FAU, 2015-2018
Se queremos vencer, devemos, como dizia o clássico soviético, “aprender o ofício militar como deve ser”. Devemos passar pela sangue, sujidade, traição. Devemos construir o novo exército, polícia, SBU. Devemos criar o novo estado: moderno, forte, defendendo os seus cidadãos em qualquer parte do mundo.

O futuro é da Ucrânia.
Glória à Ucrânia!

Ajudar ao batalhão “Donbas”: http://facebook.com/teroboronaDonbass

Perdas ucranianas da Operação Anti-Terrorista (Guarda Nacional)

Durante o decorrer da OAT (nos dias 5-24 de maio de 2014), morreram 3 soldados da Guarda Nacional da Ucrânia e 31 foram feridos, informa o Ministério do Interior ucraniano.
Soldado da GNU, Bohdan Shlemkevych
Os nomes dos que tombaram pela Pátria ucraniana: alferes Viktor Dolinsky, soldado sénior Bohdan Shlemkevych (na foto em cima) e reservista Stanislav Zinchuk. Os feridos recebem os tratamentos médicos em diversas regiões da Ucrânia, informa Espreso.tv

A “divisão selvagem” chechena em Donetsk

O «Financial Times» acaba de publicar um artigo do correspondente em Donetsk, Courtney Weaver, onde revela que falou com um dos chefes chechenos na cidade (um tal Zelimkhan, de 33 anos), e que esta confessou terem os seus soldados sido mandados pelo líder de Grozny, (Ramzan) Kadyrov.

Os mesmos combatentes vieram directamente da Rússia, diz o FT e adoptaram o nome de «Dikaya Diviziya», a «Divisão Selvagem».

Kadyrov havia dito aos «media» russos que nada tinha a ver com isto. Quanto ao MNE de Moscovo, afirma que não pode «controlar a circulação» dos seus cidadãos no estrangeiro. O problema é que Weaver explica que o seu contingente veio por terra, por território russo, desde Grozny, a mil quilómetros de distância, até Rostov, e depois para uma base secreta perto de Donetsk.

O SBU ucraniano (serviços secretos internos), que capturou vários elementos do grupo, diz que diversos comandantes chechenos pró-russos planearam esta operação. Os nomes mais falados são os de Said-Magomed, Sulim Yamadayev, Muslim Ilyasov, Alimbek Delimkhanov e Adam Delimkhanov.

Os combatentes terão vindo de Moscovo, Grozny e Gudermes, e percorrido os mil quilómetros da Chechénia a Rostov numa coluna militar. A decisão de os usar tem a ver com a exaustão e falta de eficiência dos cossacos russos (que atuam em) Slovyansk e Kromatorsk, escreve Nuno Rogeiro
https://www.youtube.com/watch?v=9Yh0Qxwf2mc

Como informa o blogueiro Dmitry Tymchuk do grupo “Resistência Informativa”, durante os dias 27-28 de maio, as forças ucranianas neutralizaram em Donetsk alguns pontos de fogo dos terroristas. Nos arredores do aeroporto foi capturada a unidade terrorista que operava o lança-minas, um dos terroristas era caucasiano.

As forças ucranianas também capturaram aos terroristas o lança-fogo “PRO-A Shmel” (no dia 31 de janeiro de 2014, o ministro do interior da Ucrânia, Vitaliy Zakharchenko, requisitou oficialmente o uso de “Shmel” contra os manifestantes na Maydan). Nos arredores do aeroporto as forças da lei e ordem capturaram ainda um mini-bus carregado de diverso armamento, incluindo 10 lança-granadas anti-tanque (na foto em baixo).

Pelos dados do grupo “Resistência Informativa”, entre os terroristas estrangeiros aniquilados em Donetsk foram identificados os cidadãos da Rússia, provenientes da Ingúshia, Chechénia e Dagestão, do território ocupado georgiano de Abecásia e da Sérvia.

Tácticas terroristas

O mesmo jornalista português, Nuno Rogeiro, explica como os separatistas usam os civis como escudos humanos, para no caso da resposta armada ucraniana acusar as forças de lei e ordem de “alvejar os civis”.

O edifício branco é um dormitório estudantil na cidade de Sloviansk, ocupado por cossacos russos (homens do Igor “Strelok” Girkin). Os invasores colocaram um morteiro auto-propulsado «Nona» junto ao prédio, e disparam daí. Ou seja, a coberto de civis, espalham a morte. Exemplar:

Adeus “Nona”

No entanto, pelas últimas informações, veiculadas nas redes sociais e confirmadas pelo exército ucraniano, o morteiro “Nona 2С9”, usado pelos terroristas em Sloviansk foi destruído pelas forças armadas da Ucrânia.

“Nona”, foi pontualmente atingido pela artilharia ucraniana quanto foi deslocado pelos terroristas fora dos edifícios habitacionais. É de recordar, que no dia 26 de maio, “Nona” estava alvejar os bairros populacionais de Sloviansk e Semenivka para desacreditar o decorrer da operação anti-terrorista. Os seus bombardeamentos resultaram em mortes e ferimentos entre os civis ucranianos, informa Comments.ua
Arredores do aeroporto de Donetsk: fuga dos terroristas
Fotos dos separatistas e terroristas em Donetsk (aeroporto e fora dele):

Fotos dos diversos separatistas do leste:
http://s919.photobucket.com/user/ilyapit/media/PI2_4861_zps070a5e36.jpg.html

quarta-feira, maio 28, 2014

Maydan: a revolução ucraniana em arte


A pintora ucraniano-argentina Cristina Kyshakevych Katchaluba (http://www.cristina-art.com) é bacharel em Artes Plásticas (Pintura e Design Gráfico) pela Universidade Carnegie Mellon dos EUA e Mestre da Arte (História da Arte) pela Universidade de Pittsburgh (EUA). 

As suas obras estão na posse de museus e coleções particulares na Alemanha, Argentina, Canadá, Espanha, EUA, Grã-Bretanha, França, Suíça e Ucrânia.

Cristina vive e trabalha como pintora e escultora em Chernex / Montreux, na Suíça. As suas pinturas à óleo são retratos, paisagens, flores, cenas urbanas, nus, e as esculturas figurativas são trabalhadas em bronze e em pedra.

Ver mais:
http://www.cristina-art.com

terça-feira, maio 27, 2014

A batalha de Donetsk (3)

O blogueiro Dmitri Tymchuk do grupo “Resistência Informativa” informa que durante o dia de 27 de maio a operação anti-terrorista continuou em Donetsk.

A fase ativa da OAT continua, as forças ucranianas continuam sem baixas, as baixas dos terroristas são averiguadas, disse Tymchuk. Ele também informou que nos arredores de Sloviansk os terroristas atacaram dois postos governamentais, usando os RPG's, ataques que também não resultaram em vítimas do lado ucraniano.
Donetsk: liquidação dos terroristas, vindos nos camiões "Kamaz"
Os usuários do twitter informam que aviação ucraniana atacou com sucesso dois camiões dos separatistas no centro de Donetsk, não há dados sobre o número dos terroristas mortos, mas a imprensa russa informa sobre liquidação pelo exército ucraniano de dezenas dos “milicianos”, informa o 5º canal da TV ucraniana.

Ao 12h30 as testemunhas em Donetsk reportam os tiroteios nas ruas da cidade, sobrevoada pelas aviões da força aérea ucraniana. As forças ucranianas perseguem os terroristas em direção ao centro da cidade. No entanto, no centro da cidade parcialmente funciona o transporte público, mas há poucas pessoas nas ruas, vezes menos do que num dia normal. Grandes centros comerciais não funcionam.

Imprensa informa que os terroristas armadas entraram em algumas escolas, os alunos foram liberados para voltarem às suas casas. Na escola № 96 os terroristas exigiam os colchões para acomodar os seus feridos. Após o aparecimento da polícia e do poder local estes abandonaram o recinto escolar. A escola privada “Ícaro” evacuou os seus alunos, dado que uma parte das suas instalações foi ocupada pelos separatistas.

Além disso, por causa da presença dos separatistas armados foram evacuados os funcionários do Departamento Centralizado de Contabilidade da Direção de Educação e foram corrigidas, pelo município, as rotas do transporte público na zona da OAT, escreve Newsru.ua.

Donetsk: o número de mortos e feridos

O prefeito da cidade, Olexander Lukianenko, informa que nos hospitais da cidade se encontram 31 feridos, 4 deles civis, 39 participantes dos combates morreram, a maioria foi trazida aos hospitais de madrugada, pois, pelos seus dados, os combates na cidade duraram até 3h00 de madrugada do dia 27 de maio.
Terroristas abatidos prostrados no chão do morgue de Donetsk
Além disso no bairro Kyivsky não funcionam 9 escolas; foram evacuadas os pacientes do 18º hospital público e da 1ª clínica infantil, diz a Hromadske TV.

Por sua vez, o jornalista português Nuno Rogeiro escreve que:

O primeiro balanço dos combates em Donetsk, durante toda a tarde e noite de ontem (25-26 de maio): entre 150 e 200 mortos nas fileiras russo-chechenas e de 300 à 500 feridos. Do lado ucraniano, 2 feridos. O aeroporto está agora controlado por um batalhão de pára-quedistas. Na cidade, as forças ucranianas colocaram um ultimato: quem depuser as armas é alvo de amnistia. Quem permanecer armado será neutralizado.

É o novo estilo do (Petró) Poroshenko: mais diálogo político, mais eficiência militar.

Nas fotos, alguns dos camiões “Kamaz”, com cabine blindada, destruídos pelos ucranianos, e alguns dos mortos chechenos. Como é que seis destas viaturas militares atravessaram mil quilómetros de território russo, com cerca de 200 comandos armados até aos dentes, sem cumplicidade directa de Moscovo?

O estádio de hóquei “Donbas HC Arena” destruído pelos terroristas

O estádio “Donbass HC Arena”, um dos mais modernos complexos de hóquei no gelo em todo o mundo, era o orgulho de gerações de desportistas de Donetsk. Na retirada desordenada, a milícia chechena assaltou-o, pilhou-o e incendiou-o.


Um presente para a paz, resume Nuno Rogeiro.