quarta-feira, outubro 30, 2013

Utensílios do Buchenwald em GULAG

A história real cria por vezes situações impossíveis de inventar. Tais como a lavandaria do campo de concentração nazi de Buchenwald que foi transferida pela URSS para o sistema de campos de concentração soviéticos de GULAG.
   
Absolutamente secreto
Ao Vice-Ministro do Interior da URSS
Tenente-coronel camarada SEROV I. A.

Sobre a questão dos campos na Alemanha

Tendo em conta as suas instruções do que a maior parte dos campos na Alemanha será dissolvida, achava que:

1. Dissolver: campo № 2 em Buchenwald;
                 campo № 1 em Mühlberg (ex-Stalag IV-B, que entre setembro de 1945 e 1948 foi usado pelo NKVD e SMERSH como Campo especial № 1);

2. Deixar: campo № 7 na cidade de Oranienburg
                           № 9 na cidade de Neubrandenburg  
                           № 4 (cadeia) na cidade Bautzen
                           № 19 na cidade de Torgau

3. Levar a URSS para os campos de GULAG:
a) as desmontadas barracas de madeira de Buchenwald em quantidade 31 e 38 barracas de Mühlberg;
b) totalidade dos apetrechos das cozinhas de ambos os campos;
c) totalidade de apetrechos da lavandaria do Buchenwald;
d) todos os utensílios e equipamentos médicos de ambos os campos e também todo o mobiliário macio existente nos campos;
e) toda a maquinaria produtiva, existente nos campos.

Os restantes campos subordinar à Direção prisional do Ministério do Interior da URSS.

O Chefe do GULAG do Ministério do Interior da URSS
Major-general (DOBRYNIN)
30 de Março de 1948
№ 9/132486

Original deste documento pode ser visto no Arquivo Estatal da Federação da Rússia, fundo 9414, descrição 1с, caso 360, folha L 222

Pouca gente sabe que os campos de concentração nazis após o fim do 3º reich durante cinco anos foram usados pela URSS. Os mais famosos eram Buchenwald (Campo especial № 2) e Sachsenhausen (Campo especial № 7). Desde 1948 os campos especiais faziam parte do GULAG, desde 1950 foram liquidados e parcialmente demolidos.

Fonte:
http://corporatelie.livejournal.com/66482.html

terça-feira, outubro 29, 2013

Moscovo recorda as vítimas do estalinismo

Em 29 de outubro, nas vésperas do Dia da Memória das Vítimas das Repressões Políticas em Moscovo decorrerá a leitura pública dos nomes das vítimas de Grande Terror estalinista, que durará das 10h00 às 22h00 (entre 1937 a 1938, mais de 30 mil pessoas foram assassinadas somente em Moscovo).

Todos os que desejam participar na leitura desses nomes poderão vir à Praça Lubyanka (quartel do NKVD-KGB), para se reunir em torno da Pedra de Solovki. Os nomes dos fuzilados, sua idade, profissão e a data do fuzilamento serão lidos publicamente.

Como explicam os organizadores: “Se quisermos superar todas as coisas totalitárias, que estão em nós, e permitir à florescer todas as coisas livres que estão em cada um de nós, então, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde venhamos à pedra de Solovki para ler os nomes dos executados”.


O dia do prisioneiro político na URSS foi criado em 30 de outubro de 1974 pela iniciativa do Kronid Lyubarsky e outros prisioneiros políticos soviéticos que assinalaram o dia com greves de fome e acendimento das velas em memória das vítimas inocentes do comunismo. Em Outubro de 1991, o Conselho Supremo (parlamento) da Rússia reconheceu oficialmente o dia, o colocando no registo de datas estatais.

A página www.october29.ru fará a transmissão em direto da Praça Lybyanka, os que querem participar poderão tirar todas as suas dúvidas ligando para + 7 495 699 9776 ou escrevendo para october29@memo.ru / natalia.petrova@gmail.com

Os interessados também poderão se inscrever para o passeio em redor da Lubyanka e da Pedra de Solovki para poder ver os locais dos primeiros campos de concentração soviéticos, os locais dos fuzilamentos, os locais onde estes crimes eram decididos, entre outros: inscrever-se para o passeio

Ler mais:
http://october29.ru/wp/return-of-the-names

segunda-feira, outubro 28, 2013

Holodomor recordado na Nova Zelândia

Aproxima-se o 80º aniversário do Holodomor, o genocídio comunista que entre 1932 e 1933 vitimou cerca de 7 milhões de ucranianos. Diversos países já reconheceram essa tragédia, como a Nova Zelândia que no passado emitiu o selo especial dedicado à maior catástrofe ucraniana de toda a sua história.

Ver também:

sexta-feira, outubro 25, 2013

Caça aos polacos na URSS em 1937-1938

O historiador russo Mikhail Nakonechny, pós-graduado no Instituto de História Russa de São – Petersburgo (Academia de Ciências da Rússia) e especialista em sistemas repressivas do Império russo e da URSS, apresenta os dados interessantes sobre a verdadeira “caça aos polacos” no decorrer do Grande Terror soviético.

Assim, pela “espionagem a favor da Polônia” foram presos na URSS em 1937 – 45.302 pessoas; em 1938 – 56.663 pessoas e em 1939 – 600 cidadãos.

A ordem operativa do NKVD da URSS № 00485 “Sobre a liquidação dos grupos polacos de sabotagem e espionagem e da POW [Organização Militar Polaca]” permitiu que 1937–1938 foram presos e julgados 139.815 pessoas, dos quais 111.071 foram condenados ao fuzilamento. [1]

Mas já que não é nada fácil formar, preparar e financiar essa quantidade dos “espiões – sabotadores”, NKVD resolveu o problema à sua maneira…  

Por exemplo, a Direção do NKVD de Leninegrado, prendeu como polaco o secretário da célula do PCUS da empresa “Soyuzkinosnab” (União dos fornecedores de cinema), embora este era bielorrusso.

Os agentes do Departamento distrital do NKVD da província de Moscovo prenderam como polacos os operários e funcionários: Burenkova, Ivanenkova, Sadovnikova e Nikandrov, todos russos.

Por ordem do chefe do Departamento provincial do NKVD de Donetsk (Ucrânia), camarada Volsky, através dos espancamentos dos 60 prisioneiros: ucranianos, bielorrussos e russos foram recebidas as indicações de que eles são polacos. [2]

Em 1 de julho de 1938 na província de Sverdlovsk estavam registados entre os condenados 9.853 polacos e 1.237 letões. No final do mesmo ano foi efetuada a verificação parcial dos processos dos 4.123 polacos e 237 letões. Verificou-se que entre os condenados nos processos verificados apenas 390 pessoas eram polacos e 12 letões.

“Aos funcionários do NKVD na região de Leningrado: Khodasevich e Tarasov, que se dirigiram ao chefe do departamento Dubrovin para a assistência na obtenção de alojamento, este respondeu: Darão 50 polacos, quando todos serão fuzilados, então vão receber os apartamentos confortáveis​​”. [3]

Fontes:

[1] Khaustov V. N., Academia do FSB da Rússia. “Da pré-história das repressões contra os polacos. Meados dos 1930: http://www.memo.ru/history/POLAcy/chaucorr.htm
[2] Arquivo do KGB, fundo 8, descrição 1 – 1939, número 14, folhas 5-6,25-26, 116, 132.
[3] Materiais de verificação das violações da lei, volume 10, folha 75.

Publicado em russo em:
http://corporatelie.livejournal.com/9934.html

quinta-feira, outubro 24, 2013

A Revolução húngara de 1956 em fotografias

No dia 23 de Outubro de 1956, apenas 3 anos após a morte do ditador soviético, Estaline, começou a Revolução húngara, uma revolta patriótica contra a ditadura comunista.

A revolta foi esmagada pelo exército soviético. Cerca de 3000 civis húngaros morreram, milhares emigraram para Ocidente, mas a Revolução deixou no ar o espírito de insurreição que mais tarde se manifestou em Praga em 1968 ou na Solidariedade polaca em 1980.

A revista americana LIFE.com publica as fotos que foram tiradas em Budapeste pelo seu fotógrafo Michael Rougier, muitas delas inéditas, outras usadas no artigo chamado “Patriots Strike Ferocious Blows at a Tyranny”, que saiu na sua edição de 12 de novembro de 1956.

Ler mais no original:

terça-feira, outubro 22, 2013

URSS 1950: delinquentes e cidadãos contra a polícia

Após amnistia massificada de 1953, as ruas das cidades soviéticas testemunharam o incremento massificado de hooliganismo e delinquência. O jovem desocupado, dedicado às atividades criminosas era uma personagem urbana típica da União Soviética da década de 1950. Os números e a dimensão do problema eram de tal ordem, que em algumas regiões para conter a situação o poder usava as unidades militares do ministério do interior, a polícia de segurança pública (milícia do Ministério do Interior) era incapaz de reagir atempadamente.

Os sentimentos anti – delinquência cresciam na sociedade soviética ao lado dos sentimentos anti – milícia do Ministério do Interior. A milícia estava profundamente embebida em usos e costumes estalinistas, os seus agentes costumavam maltratar os detidos, usando as armas e recorrendo à tortura. Assim, só em 1955, 345 cidadãos soviéticos foram vítimas da brutalidade policial: 78 foram assassinados e 89 feridos.

Em agosto de 1953, na cidade de Kherson (sul da Ucrânia), um agente da polícia tentou deter o jovem de 13 anos que vendia a maçaroca no mercado municipal. Apesar do jovem provar que a maçaroca não era roubada, este foi espancado pelo polícia. As testemunhas defenderam o jovem e o levaram para hospital. Logo a seguir, um grupo de cerca de 500 pessoas (na sua maioria estudantes), desencadeou o comício popular que exigia a entrega do agente da polícia. Alguém lançou o rumor que jovem morreu no hospital, os cidadãos recusavam-se a acreditar quando lhes foi mostrado o jovem vivo com a sua mãe: “O rapaz é falsificado pela polícia”; “você foi vendida”, gritavam os populares. O comício durou o dia inteiro até a prisão do agente. Na sequência, as diversas esquadras de polícia de Kherson foram apedrejadas pelos populares.

Em janeiro de 1956 na cidade de Novorosiysk (sul da Rússia) a patrulha da polícia tentou deter um grupo de delinquentes. Vários cidadãos que estavam à sair do cinema intervieram apoiando os hooligans. Foi atacada a esquadra da polícia mais próxima e o edifício do Banco Estatal, onde se escondiam alguns agentes. Em resultado, um jovem foi baleado mortalmente, um agente da polícia morreu do ataque cardíaco e a situação só foi controlada com uso das unidades do exército regular.

No mesmo ano as situações semelhantes decorreram em diversas partes da URSS: países Bálticos, Montes Urais, Sibéria, Ucrânia (província de Donetsk). Sempre com o mesmo cenário: polícia tenta deter os delinquentes, estes resistem, os cidadãos apoiam os hooligans, polícia é atacada e situação é controlada com uso das unidades militares.

A unanimidade entre os delinquentes e cidadãos preocupou sobremaneira a liderança do PCUS. O partido-Estado deu a ordem de aumentar o número de detenções nos locais públicos de hooligans e de cidadãos bêbados. As medidas interventivas também foram tomadas contra os agentes do Ministério do Interior. O que ditou a não existência dos casos de sublevações populares em todo o 1957.

Mas em 1958 – 1959 a situação agravou-se. Neste período os cidadãos defendiam o seu direito de beber álcool nos locais públicos, os casos mais conhecidos se deram em Riga (Letônia) em setembro de 1958 e Gorki (Rússia) em maio de 1959.

A situação mereceu a atenção da Procuradoria-geral da URSS, que chegou a conclusão inédita: a razão da união entre os delinquentes e cidadão comum na maioria dos casos foi a discordância dos atos ilegais dos agentes da polícia. O Procurador-geral da URSS, Roman Rudenko, ordenou uma maior luta contra os tais atos ilegais e uma maior transparência nas ações da polícia soviética.

O grau de tensão foi abrandando, mas após os acontecimentos de 1950, a autoridade do Ministério do Interior entre os cidadãos foi diminuindo de uma forma constante.

Fonte:

Vladimir A. Kozlov; “Desordens em massa na URSS sob Khrushov e Brejnev (1953 – início dos anos 1980)”, Moscovo, Rosspen, 2009. 

Ler em PDF (em russo):

Edição britânica:
“Mass Uprisings in the USSR. Protest and Rebellion in the Post-Stalin Years”, M.E.Sharp: Armonk, New York, London, 2002 (ISBN 9780765606686). 

Ler um trecho online (em inglês):
http://books.google.co.mz/books?id=s1kQQgCMHPIC&printsec=frontcover&hl=uk&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

segunda-feira, outubro 21, 2013

“Angelus” para Oksana Zabuzhko

A escritora, poeta e ensaísta ucraniana, Oksana Zabuzhko, autora de romanceMuseu dos segredos abandonadose a sua tradutora Katarzyna Kotyńska, foram as vencedoras da 8ª edição do Prêmio Literário Centro-europeuAngelus2013, concedido pela cidade polaca de Wrocław aos escritores da Europa Central.

- Este ano, decidimos premiar o livro notável, que permeia a história e a realidade atual, magia, amor, traição e a morte – justificou a escolha Natalia Gorbaniewska (uma das ex-dissidentes soviéticos que em 1968 se manifestou pacificamente na Praça Vermelha em Moscovo contra a invasão de Checoslováquia pela URSS e pelo Pacto de Varsóvia ), presidente do júri do “Angelus”.

Comovida, Oksana Zabuzhko, recebeu o prêmio no palco e disse: – Eu perdi a minha fala. Entendo por que as estrelas de Hollywood, quando recebem um Óscar começam a soluçar. É assim que me sinto. Eu misturo todas as línguas. Tenho a impressão de que, através de Wrocław, Ucrânia já se tornou a parte da Europa. A escritora agradeceu a sua tradutora Katarzyna Kotyńska. – Ela é co- autora do meu livro. Muitas vezes, as pessoas esquecem que sem um tradutor não poderiam ler vários livros.

O prêmio literário “Angelus” é concedido anualmente desde 2006 pela cidade de Wrocław para o melhor livro de prosa publicado em polaco no ano anterior. O vencedor pode ser um escritor proveniente da Europa Central, de um dos 21 países: Albânia, Alemanha, Áustria, Belarus, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Hungria, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Macedônia, Moldova, Polônia, República Checa, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia.

O prêmio é um cheque de 150 mil zloty (36.000 Eur) e uma estatueta da autoria de escultora polaca Eva Rossano. À partir da quarta edição do prêmio, o tradutor do livro premiado também recebe o prêmio, patrocinado pela Escola Superior Estadual Profissional “Angelus Silesius” de Walbrzych, no valor de 20 mil zloty (4.800). Quando o “Angelus” é atribuído à um escritor polaco, o júri seleciona o melhor tradutor de um dos livros estrangeiros.

Com o prêmio “Angelus” nos anos anteriores foram premiados Miljenko Jergović, Swietłana Aleksijewicz, Gyorgy Spiro, Josef Skvorecky, Peter Esterhazy, Martin Pollack, Jurij Andruchowycz (o primeiro ucraniano à receber o prêmio).

Fonte:
http://angelus.com.pl/2013/10/angelus-2013-dla-oksany-zabuzko

sábado, outubro 19, 2013

Sozinho: poesia de resistência ucraniana

Em 1934 o jovem poeta de Kyiv, pertencente ao grupo literário “Molodniak” (Juventude), vencedor do prémio do Ministério de Educação da Ucrânia Soviética, Oleksa Vlyzko, foi preso pelo NKVD. Tinha ele 26 anos. Na cadeia Lukyanivska em Kyiv ele escreveu os versos “Sam” (Sozinho), que conseguiu passar para liberdade, dando lhes a forma de carta à sua mãe. Alguns dias mais tarde o poeta futurista foi condenado à pena capital e fuzilado no mesmo dia…
   
Sozinho

...Tudo. E concórdia, e discórdia – Claramente dialética. "Dialética da natureza", Como fosse a tal elétrica: Foca para cima, atira as profundezas. Para onde quero, para lá caminho. Amigo ou inimigo. Para turbulência da turbulência (Ao olhar do Karl Marx). Há amor, há também reclamações. Já se veem as imagens... Através do curto-circuito O cuspo de alguém não apagou, arde! Não da oração no ambão Me derramo em bajulação. Em todos os sinos a terra sinala o comunismo – até dá medo. Assim tudo é claro, basta. Fome? Frio? Passara num piscar de olho... Outubro ao vento transverso leva à eternidade, a mim também. Digo assim, me parecia, Que serei livre, o facto. Mas calei, coração parou, veio ao enfarte. Alguém disse... mas “eu passeio”, Para onde me o arrependimento? Como “submisso”, então ziguezagueio entre a morte e a vida...

Original:

sábado, outubro 12, 2013

Insurgentes atrás da cortina de ferro


No longínquo ano de 1966, na Argentina, foi publicado o livroGuerrillas tras la cortina de hierro(Instituto Informativo – Editorial Ucranio), da autoria do jornalista e estudioso de assuntos de inteligência Enrique Martínez Codó (1926-5.01.2013). O livro é dividido em 12 capítulos que ao longo das 419 páginas analisam três principais períodos da luta do Exército Insurgente Ucraniano (UPA): 1941-1944 (contra Alemanha nazi e URSS), 1944-1950 (contra URSS, Polônia, Hungria e Checoslováquia) e 1950-1963 (clandestinidade).

No prólogo da obra, o General Luis García Rollán, professor principal da Escola Superior do Exército espanhol escreveu o seguinte:

A resistência ucraniana constitui uma força potencial à disposição do Mundo Livre, mas necessita a compreensão e o apoio moral e material deste, para levar a cabo com êxito seu cometimento. […] Agradeço ao Martínez Codó, um trabalho que … expõe a História do povo ucraniano, que luta com toda esperança pela sua liberdade”.

Nos princípios de abril de 1959, apareceram nos jornais de Buenos Aires as lacônicas notícias que informavam sobre a detenção na URSS de cinco pessoas acusadas de pertencerem ao UPA, guerrilha ucraniana que atuava na Ucrânia Soviética; bem no interior da prisão de nações que se chamava União Soviética. A notícia surpreendeu quer um argentino médio, quer o jornalista profissional Enrique Martínez Codó, que procurando pelas mais informações chegou ao Instituto Informativo Ucranio de Buenos Aires, onde descobriu a verdade “assombrosa e inédita”: a União Soviética não constituía um bloco monolítico, mas era habitada por diversos povos que ansiavam pela sua libertação nacional.   

Na introdução à sua obra Enrique Codó escreve:

O objetivo desta modesta obra, livre de toda pretensão literária, é servir de documento esclarecedor e testemunhal da luta organizada de um grande povo contra os imperialismos totalitários que o oprimiram. Assim mesmo, tem por missão denunciar os erros trágicos cometidos até o presente, assim como desvirtuar a insistentemente repetida e aceite propaganda soviética que pretende fazer crer no mito do “grande patriotismo soviético”.

Antes de concluir este livro, Enrique M. Codó escreveu um artigo específico sobre UPA, intitulado “La Guerra de Guerrillas en Ucrania” que fui publicado na revista mensal da Escola de Comando do Estado Maior do Exército dos Estados Unidos, “Military Review”, na edição de novembro 1960. Neste artigo o jornalista desmistificava o mito soviético que pretendia provar do que todo o movimento da guerrilha na Ucrânia durante a II G.M. era comandado à partir de Moscovo.
Unidade de UPA no descanso
O artigo foi reproduzido em várias coletâneas e publicações de especialidade, entre outras, Revista Militar del Perú № 660-1960 ou Revue Militaire Géneral № 5-1963.

quarta-feira, outubro 09, 2013

Exército insurgente em miniatura

Para comemorar mais um aniversário da criação do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), formação nacionalista que lutou pela libertação nacional da Ucrânia contra invasores nazis e soviéticos, o colecionador ucraniano Oleksandr Bashta de Ternopil criou uma série de soldadinhos de bronze com o nome de “Exército insurgente”.

O tamanho de figurinhas é de 40 mm. A coleção inclui uma caixa e panfleto informativo sobre UPA. As imagens não são aleatórias, pelo menos duas delas foram inspiradas nas fotografias reais do comandante-em-chefe do UPA, general Roman Shukhevych e o centenário do UPA “Hamalia” (Vasyl Skryhunets).

A coleção tem uma tiragem bastante limitada que a torna mais apelativa aos olhos dos colecionadores.

Ver e encomendar:

Ver no YouTube (19’.57’’):
O filme documental sobre o colecionador “Sétimo céu”:

terça-feira, outubro 08, 2013

Mapa interativo do transporte público de Kyiv

A página ucraniana Citytransport.com.ua propõe gratuitamente o mapa interativo de transporte público da capital da Ucrânia, cidade de Kyiv.

Além de uma versão on-line e aplicação para Android, a página oferece a possibilidade de descarregar a versão estática do mapa, que pode ser impressa ou guardada num leitor. Existe também uma versão em formato cartaz, que pode ser pendurado na sua casa ou no escritório.

Os nomes geográficos são em ucraniano e inglês. As estações de metro possuem códigos para uma navegação mais fácil. Nas estações conexas há indicação do tempo em minutos que leva a passagem de uma linha para outra. Existem nomes das ruas e estradas. Foram adicionadas as legendas e direções dos comboios suburbanos.

Importante!

O mapa é de uso livre na Internet desde que não seja a) modificado; b) não seja retirado o marco dos direitos de autor@ Copyright 2009-2013 CityTransport.com.ua O mesmo se aplica para as edições de imprensa com a única diferença, o pedido dos autores de informar sobre o uso do seu produto.

Tipos:

Versão para impressão de cartaz, tamanho 66 × 68 см, 300 dpi, CMYK, formato TIFF – 2,3 Mb, comprimido — 250 Mb
Versão para impressão A4 com bordas padrão, 300 dpi, formato PDF – 2,3 Mb

Versão para Web, 2362 × 2424 pix, 72 dpi, formato PNG – 2,7 Mb

sábado, outubro 05, 2013

Combate Klitschko vs Povetkin

Hoje, dia 5 de outubro de 2013, terá o lugar o combate de boxe, à muito tempo esperado, entre o Campeão dos pesos pesados na versão de IBF/IBO, Supercampeão de pesos pesados na versão de WBO/WBA e Campeão Mundial dos pesos pesados na versão da revista “The Ring Magazine”, ucraniano Wladimir (Volodymyr) Klitschko (37) e o pugilista russo Alexander Povetkin, o campeão regular do WBA.

Para Volodymyr Klitschko é o Segundo combate em 2013. No seu último combate em maio ele derrotou Francesco Pianeta pelo KO técnico em 6 assaltos. Durante a sua carreira desportiva o pugilista ucraniano teve 60 vitórias (52 por KO) e apenas 3 derrotas. O combate de hoje será o seu 24º combate pelo cinturão de Campeão Mundial.

O combate decorrerá em Moscovo e começará às 22h00 (hoje de Kyiv e Maputo).

UPD: Klitschko ganhou o combate e encaixou 17 milhões de USD... 


UPD2: Hoje recebemos as notícias do que a equipa do A. Povetkin tentará pedir a desqualificação do árbitro principal que apitou o combate, seria difícil imaginar os piores mau-perder e marasmo desportivo...

terça-feira, outubro 01, 2013

80 depoimentos sobre Holodomor ucraniano

No dia de Memória das Vítimas do Holodomor, 23 de novembro de 2013, serão divulgados 80 depoimentos em vídeo dos sobreviventes do genocídio ucraniano de 1932-1933.

por: Cristina Bondareva

O projeto é o resultado do esforço conjunto do Congresso dos Ucranianos do Canadá (http://www.ucc.ca), Congresso Mundial Ucraniano (www.ukrainianworldcongress.org) e Centro Ucraniano Canadense de Pesquisa e Documentação (http://www.ucrdc.org).

Todos os dias, na página do projeto, http://sharethestory.ca, será colocado um depoimento para que até o dia 23 de novembro sejam vistos exatamente 80 depoimentos.

A realização do projeto foi possível graças à doação em memória de dois meninos ucranianos, Vasyl e Sashko, o irmão deles Mykola sobreviveu o Holodomor e nunca irá esquecer que dois dos seus irmãos morreram de fome na primavera de 1933 na aldeia de Kozatske, na província de Sumy.

Até hoje, a página já tem 24 depoimentos com as legendas e tradução em inglês e russo.

São histórias de pessoas singulares, que hoje vivem em diversos locais do mundo e que permitem compreender a vida dos muitos que sobreviveram à política do genocídio, que foi realizada para exterminar a nação (ucraniana). Somos gratos às testemunhas do Holodomor que partilharam connosco estas histórias, que lhes são tão dolorosos de relembrar”, explicam os organizadores do projeto.

Para recordar o trágico 80º aniversário do Holodomor ucraniano, a Fundação do Genocídio Ucraniano – EUA (http://www.ukrainiangenocide.com) anunciou uma série de eventos dedicados à memória das vítimas do Holodomor. Nomeadamente, o Comité Congressista Ucraniano da América (http://ucca.org) pediu aos ucraniano-americanos para ajudar na localização das testemunhas do Holodomor que vivem nos EUA.

Fonte: