sexta-feira, maio 03, 2013

Auschwitz dos ucranianos

Capa do livro "Quero Viver" do Danylo Chaykivskiy

Mais de 14.000 ucranianos passaram pelo campo de concentração nazi Auschwitz, entre eles vários membros da resistência nacionalista da OUN-UPA. Nada na exposição atual do campo lembra a sua presença aqui, ou a execução pela Gestapo das centenas de nacionalistas ucranianos, nem a morte do Oleksa e Vasyl Bandera, os irmãos do líder da OUN, Stepan Bandera.

Praticamente únicas lembranças desta resistência antinazi são três livros de memórias, escritas pelos sobreviventes ucranianos do Auschwitz. “Em moinhos alemães da morte” do Petró Mirchuk, “Em Auschwitz pela Ucrânia” do Stefan Petelycky e “Quero viver” do Danylo Chaykivskiy.

O livro do Danylo Chaykivskiy “Eu quero viver” foi publicado em 1946 e foi o primeiro testemunho ucraniano e provavelmente internacional, sobre os horrores do Auschwitz. Escrita à quente, em 1945-1946, o livro descreve fidedignamente as rotinas dos prisioneiros, os seus caracteres, o seu heroísmo e a traição. O livro é um testemunho vivo do que nenhuma fantasia literária pode igualar a realidade do dia-a-dia dos campos de concentração nazis ou soviéticos.

O livro é escrito na terceira pessoa, o herói possui o nome de Hnat Tirsky, a obra foi assinada pelo pseudónimo “O. Dansky”. Estas técnicas ajudavam ao autor se distanciar dos horrores do passado e permitiam evitar que ele, a sua família direta ou os parentes que ficaram na Ucrânia caiam na mira dos serviços secretos comunistas.

Membro ativo da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), Danylo Chaykovskiy relata que três vezes foi o alvo de tentativas do assassinato por parte do KGB. Filho do sacerdote, membro da OUN, participante ativo dos “grupos da campanha”, delegado da 2ª Grande União da OUN, prisioneiro político na Polônia, em setembro de 1941 é preso pela Gestapo e enviado para Auschwitz.

Após o fim da II G.M., Danylo Chaykovskiy continua ser militante ativo da OUN, trabalhando no seu departamento da propaganda, editando o órgão oficial da organização, o jornal “Caminho da Vitória”. Foi autor de diversos livros históricos. Residiu na Alemanha, França e EUA. O seu livro, “Quero viver”, teve a sua última edição já na Ucrânia independente.

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2 comentários:

Anónimo disse...

Jest, feliz páscoa! Sei que vcs festejam, alem do natal, tb a pascoa em datas diferentes pq nós adotamos o calendário greogiriano e os ortodoxos adotam outro calendário. Acho linda a páscoa que vcs celebram, aqueles ovinhos que vcs pintam, muito bonito aquilo. O que sao aqueles paes que parecem o nosso panetone? É doce ou salgado? Vcs nao distribuem chocolates uns aos outros nesse dia?

Jest nas Wielu disse...

O único nome em ucraniano é Paska, é doce, com ou sem a cobertura de açúcar branco, não são distribuídos os chocolates, pois a festa é milenar e chocolate na Ucrânia é bastante recente.