sábado, dezembro 31, 2011

Lviv abre o Museu do toucinho

Na cidade ucraniana de Lviv foi aberto o primeiro museu do toucinho da Europa e do Mundo. O museu se baseia na ideia de junção da arte e do toucinho, que é considerado por muitos como alimento nacional ucraniano.

     Museu do Salo é um projecto de arte única: exibe as obras de artistas contemporâneos da Ucrânia, Alemanha, Belarus, EUA, Lituânia, Rússia, objectos de arte fabricados à partir de toucinho o maior coração do mundo feito de toucinho”, que entrou recenteente no Livro dos Recordes da Ucrânia, “Poltrona com toucinho do Joseph Beuys, primeiras escultura do mundo feitas de toucinho. No Museu também decorrem vários eventos culturais - concertos, encontros literários, performances, festas temáticas.

No Museu do Salo funciona restaurante, onde você pode saborear pratos da cozinha SALOART e 13 (!) tipos de toucinho ucraniano e estrangeiro, sushi de toucinho (!), acompanhados com as bebidas espirituosas fortes.

Na loja de souvenirs do Museu é possível comprar livros, roupas da colecção Salo, lembranças de  marca.
Museu funciona todos os dias das 10 às 18 horas. Endereço: cidade de Lviv, Praça de Liberdade, 8/6, tel. + 380 32 2355536, e-mail: saloartmuseumarrobagmail.com, Web: http://artsalo.com/index.php/en/

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Janela à Eurásia volta a abrir


O famoso e influente blogue Window on Eurasia mantido pelo escritor, analista e colunista americano Paul A. Goble voltará a funcionar à partir do dia 2 de Janeiro de 2012. 

Eis o que escreveu o próprio Paul Goble:  

On this, the darkest day of the year in the northern hemisphere but when once again the days begin to lengthen, I want to send greetings for the holiday season to all of you on the Windows list, to thank you for your many kind messages during what has been a difficult year for me, and to announce that I will resume the production of daily Windows on Eurasia articles on January 2 

Best regards,
Paul Goble

domingo, dezembro 25, 2011

Georgiana em La Scala


A cantora georgiana Nino Surguladze alcançou o sucesso uma década atrás, na sua carreira da cantora de ópera, a Prima da famosa La Scala.
por: Kate Darchia (edição de Outubro da revista “Elite” – Geórgia)
Antes de se dedicar à opera, Nino Surguladze já era bem conhecida como cantora pop (gosta dos The Beatles e Michael Jackson). Ela explica que o seu pai gostava muito de ópera, no entanto em criança era difícil para ela ouvir árias, agora se recorda, rindo. Em geral, os pais tiveram um grande impacto sobre as suas escolhas profissionais. Nova, ela até tinha outras aspirações, embora hoje não consegue imaginar a sua vida sem o canto. O seu segredo está no talento natural e claro, no trabalho duro, tal como é necessário em todas as outras áreas para alcançar o sucesso.
Vida pública e pessoal
A Academia da La Scala foi um grande desafio para ela. Teve que superar inúmeros obstáculos: ela estudou línguas estrangeiras, a barreira da língua existia para se singrar na sua profissão. Além disso, Nino teve uma vida independente, deveria, constantemente, tomar as diversas decisões importantes, estar muito sozinho em um ambiente estranho.
Vida pessoal? Não existe. É um trabalho difícil de partilhar a energia com outras pessoas. “Estou adiar tudo e não me arrependo por um segundo. É uma questão de escolha. Eu creio que Deus não dá tudo às pessoas, o sucesso é alcançado à custa de alguma coisa. O amor pode ser expresso em música. Sacrifico a vida privada. No entanto, não me importo com estas questões”, conta Nino. Na Itália ela ganhou muitos amigos, brincando, compara a sua vida à dos gatos, encontrando uma perspectiva diferente para a vida e gosta disso.
La Scala a ensinou como comunicar com os colegas. Visto de fora, tudo parece muito mais complicado, mas na verdade em todos os países são respeitados e apreciados os mesmos sentimentos de amizade, por isso Nino é apreciada pelos colegas. Em toda parte existem os mesmos valores e assim a construção dos relacionamentos é mais fácil, explica ela.
Maestro
Na La Scala Nino Surguladze encontrou um homem que mudou radicalmente a sua vida, o grande músico Ricardo Mutti. Maestro Mutti fez crescer a confiança do Nino no seu próprio desempenho. A próxima etapa é manter essa confiança. Nino já trabalhou com outros grandes músicos, mas o maestro Mutti baseia a sua carreira nas relações humanos, que é muito importante para o sucesso da cantora.
Carreira
Ricardo Mutti duas vezes a colocou na abertura da temporada da La Scala. Nino tinha 24 anos e foi uma experiência de grande stress para ela, mas também uma grande alegria. Com Mutti, Nino Surguladze cantou a bela ópera de Rossini “O Faraó” e a ópera de Verdi “Rigoletto”, onde teve a parceria com Plácido Domingo. A ópera foi transmitida ao vivo pela televisão em muitos países, incluindo Geórgia. A cantora também cantou em Madrid e gostou.
A sua personagem favorita é Cármen, com quem sente um monte de afinidades: características da personagem, o sentimento da liberdade. Entre o amor e a liberdade, a cantora escolhe a liberdade, tal como a sua Cármen.
Dificuldades
Surpreendentemente, os antibióticos tornam-se uma “insanidade”, é preciso saber manter o peso e ter muito cuidado com os seus hábitos alimentares. As restrições podem ser muito chatos: aveia e farelo de cereais da manhã para o pequeno almoço, preferir os alimentos cozidos, como peixe, beber muita água, ter cuidados redobrados com a pele por causa da maquilhagem constante dos palcos (a parte mais vulnerável é o pescoço), não poder comer o sorvete no Inverno. A água não deve ser muito fria, evitar o ar – condicionado, evitar bebidas alcoólicas e cigarros, não forçar a voz.
E o resto? Ter um descanso, quando estiver em Tbilisi. Entre todos os países e capitais, o Tbilisi é o local com quem tem as melhores relações. Planos para o futuro? Conseguir um novo contrato com La Scala...
Fonte:

sábado, dezembro 24, 2011

Eis mais um fim do ano...


Chegou o fim do mais um ano. Queremos aproveitar essa oportunidade para desejar aos nossos leitores um Natal Feliz, um Ano Novo próspero, um Natal ortodoxo igualmente feliz (correspondente ao Dia dos Reis Magos para os católicos), um Velho Ano Novo (dia 13 de Janeiro, uma óptima oportunidade para ficar alegre aproveitada pela metade da população ucraniana), depois vem as festas do Jordão (cerimónias da bênção das águas), entre outras. 

Divirtam-se com a moderação necessária e até o ano 2012, marcado pelo Campeonato Europeu de Futebol, que terá lugar na Ucrânia e na Polónia, mas só lá para os meses de Verão, efectivamente Inverno em África.

Felicitações de Natal da Associação dos Ucranianos de Portugal:

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Fábrica soviética da morte


No início das purgas soviéticas dos anos 1930, os condenados ao fuzilamento em Moscovo eram sepultados em pequenas covas individuais. Estas sepulturas estão espalhadas em todo o polígono de Butovo. Mas desde o Agosto de 1937 os assassinatos em Butovo tomaram as proporções tão grandes que a “tecnologia” do extermínio tinha que mudar.
Com ajuda de uma retroescavadora, foram cavados vários poços de grande porte, com o cumprimento de cerca de 500 metros, a largura de 3 metros e uma profundidade de 3 m (as valas podem ser vistas nas fotografias aéreas que foram feitas pelo organismo de gestão de solos ao pedido do NKVD).
No polígono de Butovo, a execução dos condenados à morte por famosas “tróicas” estava ao cargo do Isai Davidovich Berg que desde 1934 era o Chefe da unidade administrativa e económica do departamento do NKVD da província de Moscovo. Nascido em Moscovo no seio de uma família judia, em 1920 se alistou no Exército Vermelho, em 1925 já comandava um pelotão. É membro do PCUS desde 1930.
Dado que NKVD tinha que exterminar muita gente em um curto período de tempo, Berg apresentou a sua invenção tecnológica: as pessoas nus, amordaçadas, com mãos e pés amarrados, eram colocados em camiões fechados, 20-30, por vezes até 50 pessoas, até o ponto de não conseguirem se mexer. Dentro do camião, que se parecia com o de transporte do pão, colocava-se o tubo de escape, que sufocava as pessoas até a morte com os produtos de combustão. Se a vítima não morria asfixiada, ficava em um estado semiconsciente, facilitando o seu extermínio. Pela primeira vez foi usado pelo NKVD em 1936.
O próprio Berg foi preso em Agosto de 1938 acusado de pertencer à organização terrorista dentro do NKVD e fuzilado em Março de 1939. Foi reabilitado ao título póstumo em Junho de 1962.
Ver no YouTube:

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Natal ucraniano em Vaticano


No dia 16 de Dezembro em Roma, na praça de São Pedro, será inaugurado o arvore da Natal trazido da Ucrânia, da aldeia pitoresca de Kosivska Poljana.
Ver o vídeo (cerca de 40’’):
Ver no YouTube:

domingo, dezembro 18, 2011

Morreu Václav Havel


Morreu o Václav Havel, o último presidente da Checoslováquia e o primeiro da República Checa. Escritor, dramaturgo, crítico literário e dissidente, Havel foi um dos assinantes da Carta 77, cujo texto foi considerado pelo regime comunista da Checoslováquia como o “crime político”.
Recentemente, ele foi um dos subscritores da Declaração de Praga da Consciência Europeia e Comunismo, documento que exorta condenar e estudar os crimes do comunismo.
Não conheci Havel pessoalmente e o lugar quando esteve mais próximo dele foi a minha visita a Praga em Janeiro de 2000, quando visitei o palácio presidencial e vi bandeira do Presidente hasteada, o guia explicou que isso significa que presidente se encontra no palácio.
Para mim, Václav Havel e outros dissidentes checos e eslovacos desde sempre simbolizaram a ideia de luta pela liberdade europeia, ou como dizíamos luta “pela nossa e vossa liberdade”!
Václav Havel também foi conhecido uso e a difusão da palavra Absurdistão — nome irónico do país onde as coisas absurdas se transformaram em normalidade, principalmente na política e no Governo.
Paz a sua alma!
Tal como paz a alma da Cesária Évora, que Deus a abençoa.

A revolta no Cazaquistão (2012)

Nos últimos dois dias a indústria petrolífera de Cazaquistão Ocidental esta parcialmente paralisada, após os trabalhadores da cidade de Zhanaozen, em greve nos últimos 6 (!) meses pelos melhores salários e condições laborais, forem atacados pela polícia.

Existe a informação não confirmada oficialmente, do que o regime de Nursultan Nazarbayev recebeu o apoio do último ditador da Europa, Alexander Lukashenka, que enviou a Cazaquistão um avião com a sua polícia de choque, OMON, escreve página Socialistworld.
A página oficial do presidente Nazarbayev publicou o Decreto presidencial que introduz o estado do sítio na cidade de Zhanaozen entre 18h00 do dia 17 de Dezembro de 2011 e 07h00 do dia 5 de Janeiro de 2012. Durante este período na cidade funcionará o regime de recolher obrigatório entre 23h00 e 7h00. O ponto 4.7° da mesma ordem ordena o seguinte: “limitar ou proibir o uso de copiadoras, equipamentos de rádio e televisão, equipamentos de áudio e gravação de vídeo, e implementar uma apreensão temporária dos equipamentos de amplificação de som”.
Os confrontos em Zhanaozen rezultaram na morte das 10 – 11 pessoas (dados oficiais); 60 – 70 (dados da Wikipédia); até 150 (dados da oposição), cerca de 700 – 800 pessoas foram feridas. As cidades de Zhanaozen e Aktau (entre 1964 e 1991 cidade Shevchenko, em memória do poeta ucraniano Taras Shevtchenko), são ocupados pelas tropas e blindados do ministério do Interior e por cerca de 1500 fuzileiros navais. A cidade é sobrevoada pelos helicópteros. Apesar disso, a população local oferece resistência, armada com as caçadeiras e as armas retiradas da polícia local. As testemunhas relatam os tiroteios intensos, principalmente nos arredores da cidade no período nocturno.
O poder central bloqueia várias redes sociais, as páginas WEB da oposição, YouTube; em Zhanaozen foi desligada a telefonia móvel e até a energia eléctrica. Existe a informação sobre as detenções de várias centenas de grevistas e dos activistas de oposição na cidade de Almaty.
No dia 17 de Dezembro, a população da aldeia de Shepte, próxima de Aktau, em apoio aos grevistas, bloqueou e desmontou uma parte da linha ferroviária, em resultado dos confrontos com a polícia 1 pessoa morreu e 11 foram feridas.
Uma série dos protestos contra a repressão no Cazaquistão decorreu junto das embaixadas e consulados do país na Suécia, Bélgica, Grã-Bretanha, Alemanha e Áustria.
Blogueiro
A Primavera árabe sopra não apenas para o Querido Vlad, mas também para outros ditadores da Ásia Central, que querem ficar no poder até onde puderem e que partilham mal e parcamente a riqueza gerada no país com os seus concidadãos.

Criador do STALKER e dos «Os Cossacos» fecha SGC Game World


Serhiy Hrygorovych, fundador e CEO da maior empresa criadora de jogos de computador da Europa do Leste, SGC Game World baseada em Kyiv, decidiu fechar a empresa, conforme relatado pela página AIN.ua, citando as fontes da empresa.
A mesma fonte conta que no dia 9 de Dezembro, Serhiy Hrygorovych se reuniu com os funcionários da empresa e lhes comunicou a sua decisão, alegando as razões pessoais. Os ordenados serão pagos integralmente até o Fevereiro de 2012. A SGC empregava cerca de 40-50 pessoas.
Existe a informação não confirmada que o fecho se deu por causa dos problemas na criação do jogo STALKER-2 e também por causa do “interesse especial” em empresa, manifestado por parte das forças de segurança ucranianas, revelado cerca de dois meses atrás.
A GSC Game World trabalha na indústria de jogos de computador desde 1995, foi a autora de sucessos como «Os Cossacos», «STALKER», «American Conquest»​​, «Heróis dos Impérios Aniquilados».
O Fundador da SGC, Serhiy Hrygorovych, foi escolhido como Empresário do Ano na Ucrânia em 2010, pela versão do Ernst & Young.
Página oficial da SGC:
http://www.gsc-game.com

quinta-feira, dezembro 15, 2011

7° aniversário do nosso blogue


No dia 15 de Dezembro este blogue completa 7 anos da sua existência. 

Criado na auge da Revolução Laranja, o blogue desde sempre encarava como a sua missão a difusão da imagem da Ucrânia no mundo falante de português. A sua imagem de marca é a divulgação de notícias apenas honestas e credíveis. Nenhuma notícia por mais atraente que seja, mas cuja autenticidade nos parecia duvidosa, jamais foi ou será publicada no blogue. 

No início, ficávamos contentes com 100 visitas semanais; 7 anos e 1445 artigos depois, estamos descontentes quando temos menos de 100 visitas diárias (e já chegamos a ter quase 400). Neste momento, o grosso modo dos nossos leitores vive no Brasil, o que é perfeitamente natural, pois o país abriga o maior número dos ucranianos e seus descendentes entre todos os países lusófonos. Se em Portugal em 2010 viviam cerca de 60.000 ucranianos, quase na totalidade pertencentes à recente onda da emigração económica, no Brasil vivem mais de 500.000 ucraniano – brasileiros, na sua maioria descendentes dos emigrantes do fim do século XIX. Também contamos com os leitores assíduos, provenientes de Moçambique e Angola, países africanos com a presença ucraniana reduzida, mas bastante importante nos últimos 35 anos.  

Não vamos repetir sobre os feitios do passado, sobre estes pode-se ler AQUI.  

Contamos com a continuação da vossa presença nos próximos anos, esperando que no futuro próximo Ucrânia se torne mais europeia, mais livre e menos dependente dos traumas do seu passado colonial.

terça-feira, dezembro 13, 2011

WikiLeaks, Yanukovych e Homens de Negro


Em 2006, Yanukovych, na altura político de oposição, confidenciou vários casos da sua vida íntima e pessoal ao embaixador dos EUA na Ucrânia, William B. Taylor, Jr., confidências agora reveladas pela WikiLeaks.
Um grupo misterioso dos “homens de negro” atacou a sua esposa Ludmila, dando lhe uma coronhada, quando próprio Yanukovych estava fora da Ucrânia, numa estação balnear checa. “A esposa estava sentada no quintal a acariciar a gata, estendida por cima dos seus joelhos, quando homens armados e vestidos totalmente de negro interromperam dentro, e alguém lhe deu a coronhada”, conta o telegrama. “Depois vieram os guarda-costas dele (do Yanukovych), em número superior ao dos atacantes e os expulsaram”, — acrescentou o embaixador.
Yanukovych também contou a história do seu filho (Janukovych Jr.): “Alguém matou um “camponês”, o seu corpo foi lançado em frente do carro do filho, para o culpar da morte daquele. O filho se esquivou e não atingiu o corpo, mas ficou tão nervoso que fugiu temporariamente para a Rússia”, — conta o telegrama.
O embaixador americano perguntou Yanukovych sobre um artigo publicado no jornal russo “Rossiyskie vesti”, assinado, em conjunto, pelo vice – primeiro – ministro ucraniano de então, Dmytro Tabachnik e pelo chefe da redacção ucraniana do jornal. Yanukovych pressupôs que “Tabachnik assinou o artigo sem o ler, pois naquele momento se encontrava nas Ilhas Maldivas com a sua nova esposa de 22 anos, sem se fixar em mais nada, além dela”, afirma o documento. Como é do conhecimento público, a esposa do Tabachnik, a actriz ucraniana Tetiana Nazarova, nasceu aos 29 de Novembro de 1960, ou seja em 2006 já tinha 46 anos (1960 – 2006 = 46)...
Fonte:

Bónus
Sweden versus Assange: Aqui se pode ler mais sobre o caso que opões Suécia e Julian Assange. Gosto do Assange, pois graças à ele e a WikiLeaks que hoje sabemos em pormenor quem e como sabotou o reconhecimento internacional do Holodomor ucraniano, entre outras coisas...

domingo, dezembro 11, 2011

Orçamento secreto da FEMEN

Shevchenko (loira) e Hutsol (ruiva) 

Um grupo de blogueiros ucranianos reuniu vários dados sobre as fontes do financiamento da organização, alegadamente, feminista ucraniana FEMEN.
O blogueiro ucraniano antonvv (usuário Anton Valyuyskikh), escreve sobre a ligação entre uma das fundadoras, e neste momento a ideóloga e a líder da FEMEN, Anna Hutsol e o oligarca ucraniano de origem judaica, Vadim Rabinovich. O pai da Anna, Mykhaylo Hutsol, aparentemente, trabalhou no departamento das RP do oligarca.
Sr. Hutsol é um ex-deputado do parlamento ucraniano. Foi alvo de várias queixas-crime. O último caso se deu no Verão de 2009 quando ele causou um acidente de viação. Defendia os direitos dos gays e lésbicas no partido “Veselka” (Arco-íris), financiado por ex-criminoso, hoje oligarca Vadim Rabinovich”, escreve o blogueiro.
Como as provas circunstanciais os blogueiros citam o caso em que FEMEN se recusou a participar no piquete da embaixada do Israel na Ucrânia, protestando contra os raptos dos alegados terroristas, feitos pelo Mossad no território ucraniano. Além disso os blogueiros alegam que foi o Rabinovich, próximo ao actual poder político ucraniano, quem financiou as acções vexativas contra o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma (Inverno de 2011); contra Yulia Tymoshenko (Verão de 2011) e contra Arseniy Yatsenyuk (5.12.2011), em que este foi publicamente chamado de «paneleiro político»).
O blogueiro ucraniano reznichenko_d (usuário Dmytro Reznichenko), escreve que Anna Hutsol foi vista na organização das acções de protesto do Partido Progressivo Socialista da Ucrânia (PSPU), uma organização bastante esquizofrénica que tenta reconciliar na sua ideologia o estalinismo agudo e a defesa da “fé ortodoxa canónica” (subentende-se, professada pela Igreja Ortodoxa Russa e os seus aliados).
No passado, um grupo de jovens esquerdistas abandonou a juventude comunista, alegando que esta se vendeu aos burgueses, criando (salvo erro) o Centro juvenil do marxismo. Agora este grupelho se dividiu em um monte das organizações sociais, incluindo FEMEN”, acrescenta o blogueiro strybunec.
Fontes do orçamento da FEMEN
As próprias meninas se recusam comentar as alegações sobre qualquer tipo de trabalho contratual.
Quase todo o nosso dinheiro é gasto no aluguer de um apartamento [...] Além disso, eu também alugo um apartamento e levo algum dinheiro para a alimentação”, dizia Anna Hutsol em 2010 na entrevista com a influente blogueira russa Natalia Radulova. Na mesma entrevista Radulova informava que o orçamento da FEMEN é de 600 – 700 € mensais. Os 400 € são pagos por um DJ anónimo alemão e outros 200 € são garantidos pelo americano Jed Sunden, o dono da holding ucraniano KP Media. Se a motivação do Sr. Sanden é compreensível, as mamas nuas vendem os jornais, as razões do DJ são menos claras. Outra fundadora e activista da organização, Olexandra Shevchenko, contou recentemente que FEMEN ganha o dinheiro no desenvolvimento do movimento feminino, para se tornar “financeiramente independente de todas as estruturas ou personalidades que pretenderiam exercer a influência sobre nós”.
Mas o blogueiro nazavzhdy calcula que o orçamento da FEMEN em 2010 superou 100.000 dólares. O que não parece exagerado face ao seu recente torneio pela Europa, com as acções públicas contra DSK (França), Berlusconi (Itália) e protesto no Vaticano.
Outro contacto suspeito da FEMEN é Dmytro Holubov, o líder do “Partido da Internet da Ucrânia”, afecto à administração presidencial. Em 2006 Holubov foi detido pela Direcção da Luta contra o Crime Organizado da Odessa, graças à colaboração com FBI que o procurava pelo cometimento dos crimes informáticos nos EUA. Holubov foi liberado sob a fiança pelo deputado do Partido das Regiões Volodymyr Makeenko, que, alegadamente, é o parceiro do mesmo Vadim Rabinovich na revenda ilegal do armamento ucraniano aos países em vias do desenvolvimento.
A mesma Olexandra Shevchenko foi vista pela imprensa ucraniana na companhia do lugar – tenente do Yanukovych, Nestor Shufrich e do libanês Walid Harfouche, que sem saber falar e sem mostrar nenhum esforço para aprender a falar a língua ucraniana, ocupa desde o Março de 2010 o posto do vice – presidente da Companhia Ucraniana de Radiotelevisão (projectos internacionais e musicais).
Fonte:
http://uainforg.livejournal.com/166529.html

Blogueiro 

Pessoalmente creio que as meninas da FEMEN usam o seu alegado feminismo apenas como plataforma para a promoção pessoal e para a obtenção dos ganhos financeiros. Qualquer cliente que consegue pagar os seus serviços pode escolher o alvo. Por vezes os alvos podem ter o valor simbólico, ou seja, ninguém os paga (caso do Vaticano), mas estes providenciam uma óptima publicidade e são completamente inofensivos. Não é mesma coisa que lutar pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita, Irão ou Nigéria...

Oficina de interpretação com Guto Pasko


Quem estava aguardando a oficina de interpretação para comerciais de TV, o realizador ucraniano – brasileiro Guto Pasko da GP7cinema oferece uma possibilidade destas.
Para aumentar a imagem faça 2 cliques nela.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

O Bolo de Kyiv faz 55 anos


O famoso Bolo de Kyiv, o doce mais popular em toda a URSS foi inventado em 6 de Janeiro de 1956 na Fábrica de Confeitaria Karl Marx de Kyiv (fundada em 1874 e hoje pertencente à corporação multinacional ucraniana Roshen). 

Muito rapidamente o bolo se tornou o símbolo de Kyiv, as caixas redondas de papelão em que o produto era vendido, tinham como adornos desenhados as folhas da castanha, o símbolo informal de Kyiv. O bolo possui duas camadas de merengue e arejado com avelãs, glacê de chocolate e um enchimento do creme amanteigado. 

A lenda popular reza que o bolo foi inventado por acaso, embora oficialmente se considera que este é um produto de uma pesquisa prolongada dos confeiteiros ucranianos. Nos anos 1980 – 1990 o bolo era usado como oferta aos médicos e os burocratas em jeito de agradecimento. Geralmente o seu peso varia entre 0,5 kg à 1 kg; o prazo de validade é de 48 horas. 

Um dos grandes apreciadores do bolo foi Leonid Brezhnev, no seu 70° aniversário ele recebeu o bolo formado por 70 peças, de três camadas e peso de 5 kg, escreve a página ucraniana VV.intv.ua. 

Obrigado à Galya Plachynda!

terça-feira, dezembro 06, 2011

Holodomor: muitas provas e nenhum desmentido


Entre 1926 e 1939 o número dos ucranianos baixou de 31.195 milhões para 28.111, ou seja diminuiu em 11%. No mesmo período, o número de russos aumentou de 77.791 para 99,591 milhões, ou seja, cresceu em 28%. A população da URSS aumentou no mesmo período em 16%, passando de 147.028 para 170.557 milhões. Todos os dados pertencem ao censo populacional soviético de 1939... 

por: Olexander Paliy, historiador 

Se as tendências na Ucrânia acompanhassem as tendências soviéticas gerais, os ucranianos deveriam em 1939 perfazer cerca de 36.186 milhões, ou seja 8.075 milhões a mais do que foram registados no mesmo censo. Isso tendo em conta do que no início do século XX, Ucrânia era comparada com China em questão do crescimento populacional. 

O carácter genocidário do Holodomor é provado pelo facto do que o número dos ucranianos que morreram durante a II G.M., é menor do que o número dos ucranianos mortos durante Holodomor. E na II G.M., Ucrânia perdeu cerca de 6,5 milhões de cidadãos. 

Em 1932-33, as cidades, as províncias e as fronteiras administrativas da Ucrânia Soviética eram guarnecidas pelo exército e pelos pelotões de NKVD, com a tarefa de não deixar a população de escapar da fome. Vários ucranianos que tentaram sair da Ucrânia foram assassinados por essas mesmas forças militares.  

O único lugar em toda a URSS, além da Ucrânia, onde o poder soviético usava as forças militares para barrar o caminho dos refugiados, após a requisição forçada dos alimentos às populações, era Kuban, o território fora da Ucrânia onde predominava a população etnicamente ucraniana. 

Em todo o território da Ucrânia, desde Zhytomyr à Luhansk, as aldeias ucranianas morriam de fome, mas à distância de apenas alguns quilómetros, as populações da Rússia e da Belarus não recordam as vítimas do Holodomor. 

Apenas contra a população da Ucrânia foi estabelecida a resolução que previa a requisição de não apenas trigo em grãos, mas de todo o stock alimentar. 

No meio do genocídio, em 22 de Janeiro de 1933, Kremlin emite a directiva especial que ordena a não permissão aos camponeses da Ucrânia e de Kuban de sair fora das suas zonas de residência. Aqueles que “conseguissem sair” deveriam ser imediatamente detidos, detectados entre eles “os elementos contra-revolucionários” e deportados às suas residências anteriores. 

No meio do genocídio, em 17 de Março de 1933, foi emitida a directiva que autorizava os camponeses a sair do kolkhoze apenas com a permissão da sua administração, na base do recrutamento colectivo da mão-de-obra.

Os novos colonos e os membros do exército vermelho que eram assentados nos lugares dos camponeses ucranianos mortos recebiam os alimentos fornecidos pelo estado soviético, mas os camponeses ucranianos locais – não. 

Holodomor decorria em paralelo com o reinício das repressões em massa contra a elite cultural da Ucrânia e com o fim compulsivo da política de ucrainização na Ucrânia e em Kuban. 

Na URSS sempre foi permitido escrever livremente sobre a fome nas regiões de Volga em 1921-22, mas qualquer menção do Holodomor ucraniano de 1932-33 poderia ser punida com a pena de prisão até os anos 1980. No meio do Holodomor, a URSS classificava as informações sobre o genocídio de “calúnias infames” e continuava faze-lo durante décadas. 

Durante os anos do Holodomor de 1932-33, a URSS exportou milhões de toneladas de trigo e uma quantidade considerável dos outros alimentos para o estrangeiro, o que pode ser comprovado pelas estatísticas públicas das bolsas de valores ocidentais. 

A morte dos milhões de ucranianos prejudicou sobremaneira a economia da URSS. As crianças foram primeiras vítimas da fome, eles iriam se tornar a população economicamente activa. A URSS optou pelo extermínio dos camponeses ucranianos que eram educados na tradição e em língua ucranianas. Salva-las da morte pela fome custaria infinitamente menos do que eles iriam produzir para a economia soviética. Mas a liderança da URSS não os salvou. 

Será que no país onde as pessoas muitas das vezes tinham medo de sussurrar debaixo dos cobertores, milhões de pessoas poderiam morrer durante quase dois anos sem que isso seja conhecido e aprovado pelo Moscovo? 

Os diplomatas estrangeiros informavam sobre as declarações privadas dos líderes soviéticos do que na Ucrânia em resultado da fome “será mudado o material etnográfico”. 

As testemunhas da conversa entre Stalin, Postyshev e Kosior afirmam que Stalin os elogiou por causa dos seus relatórios sobre o número dos mortos da fome na Ucrânia e disse ao Postyshev: “Tu, Pavel, foste designado para lá por nós na qualidade do ‘comandante da fome’, e com essa arma farás mais que Budionni com os exércitos da cavalaria. Stanislav (Kosior) perdeu-se um pouco, mas você tem a mão e a vontade de ferro”. 

O secretário-geral do PCUS, Nikita Khrushev, disse no Congresso do partido em 1956 que Stalin só não deportou todos os ucranianos da Ucrânia, por serem demasiadamente numerosos e não haveria nem o lugar para onde os deportar, nem URSS acharia a quantidade suficiente dos vagões de gado para faze-lo. Existe a informação sobre a ordem do Comissário popular do interior da URSS, Beria e do Vice – comissário popular da defesa da URSS, marechal Zhukov datado de 22 Junho de 1944 sobre a deportação de todos os ucranianos para a Sibéria. O Secretário do estado norte-americano, Edward Stettinius afirmou nas suas memórias do que na Conferência da paz em 1945 em Yalta, Stalin se queixava sobre a situação “incerta” na Ucrânia e se arrependia por não aprovar a ideia da deportação dos ucranianos para Sibéria. 

Hoje temos que entender que a sociedade ucraniana não está dividida entre Leste e Ocidente, mas entre aqueles que se solidarizam com as vítimas do genocídio de 1932-33 e os que alinham com os seus organizadores e executores. Eles são a minoria, mas estão bem posicionados. 

Está mais que claro que o carácter pós – genocidário da Ucrânia enfraquece o país, permite fazer aquilo que o poder actual está a faze-lo hoje. Talvez exactamente por isso o poder não quer pensar e dizer a verdade sobre Holodomor... 

Fonte:
http://www.unian.net/ukr/news/news-408524.html

sábado, dezembro 03, 2011

Um presente de Natal ucraniano

                                  
Sugerimos uma opção para o presente de Natal. Os livros: “Os Ucranianos no Brasil” – editado na Ucrânia – em português, inglês e ucraniano – custo R$ 60,00 + R$ 10,00 para a remessa postal registrada no Brasil e “Pêssanka” de Eduardo Sganzerla, editado em português (também disponível em inglês e ucraniano) – custo R$ 50,00 + R$ 10,00 para a remessa postal registrada no Brasil. Quem reside em Curitiba poderá comprar os livros na Rua Brigadeiro Franco, Nr. 374 – segundas, quartas e sextas feiras entre 9h00 e 12h00, sem a necessidade de pagar a remessa postal. Demais cidades, depositar o dinheiro na conta da Representação Central Ucraniano Brasileira – RCUB – Banco Itaú – Agência n.º 3813 – Conta 12848-9 e enviar o scan do recibo e o endereço para remessa postal para o e-mail: rcucranianobrasileiraarrobagmailpontoco​m

sexta-feira, dezembro 02, 2011

O espírito de liberdade para Ucrânia


O deputado da Assembleia Nacional da França, Christian Vanneste, propôs por duas vezes a discussão do anteprojecto da Lei sobre o reconhecimento do Holodomor como o genocídio do povo ucraniano. Apesar do que em 2009 o Parlamento Europeu reconheceu o Holodomor de 1932-1933 como o crime contra a humanidade, o parlamento francês não legislou no mesmo sentido. Porque?
CV: Tudo é muito simples. O extermínio das pessoas em massa, perpetuado pelo regime do Stalin nos anos 1930 não parece com mais nada, mas com genocídio. Essa vontade permanente de exterminar os ucranianos assombra ainda mais, pois Ucrânia sempre teve a reputação de ser a produtora principal de trigo, primeiramente do Império russo e depois da URSS. Para mim sempre foi importante, por um lado, a simbologia política desta tragédia, para mostrar o sentido desumano dos regimes totalitários comunistas. Por outro lado, eu queria mostrar a solidariedade com o povo ucraniano. Eu considero que para os ucranianos aquele período das provas horríveis, ao mesmo tempo se tornou o momento do nascimento de uma nação ucraniana política e moderna.
Estes argumentos não convenceram os seus colegas – deputados, de maneira que não foram reunidas 100 assinaturas que permitissem a votação do projecto.
CV: Existem três razões. Primeira, existiu a comissão especial dedicada às questões históricas. [...] Comissão decidiu que não se deve aprovar novas leis históricas, mas aprovar as resoluções. Agora o meu grupo político que se chama La Droite Populaire, em breve apresentará o projecto da resolução sobre Holodomor. Segunda razão, reconhecer Holodomor é sem duvida um acto de estabelecimento da verdade histórica. Tal como no caso do fuzilamento dos oficiais polacos em Katyn, se trata de reconhecer a verdade da direita e a não verdade da esquerda. Como vocês, certamente, sabem, ideologicamente, na França a ideologia da esquerda é mais disseminada do que da direita. [...] Terceira razão é especificamente ucraniana. Os ucranianos não são numerosos na França, eles não têm muita influência política. [...] Por isso exorto os ucranianos se engajar mais activamente na exigência da verdade.
Dos 5 manuais da história, actualmente em uso nas escolas da França, apenas dois mencionam Holodomor e mesmo assim, no contexto dos “efeitos secundários da colectivização”...
CV: Basta recordar Katyn, não se diz absolutamente nada sobre essa tragédia nos manuais, pois muitos deles até agora se encontram sob a influência da ideologia comunista.
Nas últimas eleições europeias, o partido do Cristian Vanneste, Centro Nacional dos Independentes_e Camponeses teve no seu programa a exigência da atribuição à Ucrânia o estatuto do candidato à UE. [...] Hoje, quando Ucrânia se engajou nas negociações sobre o estatuto de associação e sobre a zona do comércio livre, França assumiu a posição bastante dura em relação às constantes violações da supremacia do direito...
CV: E como será diferente, se as prisões de um certo número dos políticos possuem o contexto político claro? Durante a Revolução Laranja, Ucrânia fez um grande passo para estabelecer um regime realmente democrático. Hoje este processo foi travado. Eu tenho a impressão do que o vosso país, que tem uma história antiga e peculiar, uma herança cultural interessante, agora tenta construir a sua identidade moderna. Não sem problemas e não sem as próximas dificuldades. [...]
Quando as portas são abertas, sempre aparece o espírito de liberdade. Não sou adepto dos boicotes e isolamentos. [...] Ucrânia é um grande país, rico em recursos. Mesmo se hoje a caminhada para a democracia ficou mais lenta, acho que seria errado castigar todo o povo ucraniano por causa dos problemas que surgiram no poder ucraniano no domínio do uso da justiça.
Fonte:
http://www.ut.net.ua/Society/36144