segunda-feira, novembro 30, 2009

Andorra homenageia às vítimas do Holodomor

O Paramento do Principado de Andorra aprovou em 26 de Novembro a declaração em que se solidariza com o povo ucraniano e presta a homenagem às vidas dos milhões de ucranianos, que morreram durante o Holodomor de 1932 – 1933.

4- IMPULS I CONTROL DE L'ACCIÓ POLÍTICA DEL GOVERN
4.8 Propostes d'acord, propostes de resolució i mocions

Edicte

El síndic general comunica que el Consell General en la seva sessió del dia 26 de novembre del 2009, exercint les competències que li atribueix l’article 138 del Reglament del Consell General, ha aprovat el següent:

Acord relatiu al 75è aniversari de l’Holodomor de 1932-1933

En commemoració del 75è aniversari de la gran fam patida a Ucraïna els anys 1932 - 1933.
Recordant el compromís contret, el 3 de juliol 2008, amb l'aprovació en el si de l’Assemblea Parlamentària de l’Organització per a la Seguretat i la Cooperació a Europa, d'una Resolució sobre l’Holodomor.
Subratllant que la Constitució andorrana proclama com a un dels principis inspiradors de l'acció de l'Estat, la defensa dels drets humans i la dignitat de la persona.
Considerant la importància de la Declaració Universal dels Drets Humans, en tots els seus extrems.
Junta de Presidents del Consell General, reunida el 4 de novembre del 2009, ha acordat formular el següent:

Acord

El Consell General se solidaritza amb el poble ucraïnès, i ret homenatge a les vides de milions d’ucraïnesos que van trobar la mort durant l’Holodomor de 1932 i 1933.

Tot el que es fa públic per a general coneixement i efectes.
Casa de la Vall, 26 de novembre del 2009
Josep Dallerès Codina
Síndic General

Ler o texto integral do Acordo em catalão:
Butlletí del Consell General – núm. 38/2009 – Casa de la Vall, 27 de novembre del 2009
http://www.consellgeneral.ad/micg/webconsell.nsf/0/85cfa1066515e305c1257671002bace9/$FILE/Acord.pdf

Holodomor

por: Nuno Rogeiro *

Amanhã, as comunidades ucranianas de todo o Mundo lembram o Holodomor, ou "Grande Fome", de 1932-33. Trata-se, segundo uma vasta corrente de opinião, do primeiro genocídio praticado por um regime totalitário, durante o século XX. Muito antes do Holocausto, e a décadas de distância dos campos da morte dos Khmer Vermelhos, no Camboja. No início da URSS, a Ucrânia, segunda maior república, era considerada a chave para o sucesso da revolução bolchevique. Mas havia um problema grave para os comunistas, quer da persuasão leninista quer da subsequente facção "napoleónica", ou estalinismo.

É que a Ucrânia tinha alguma experiência de propriedade privada da terra. Oitenta e um por cento dos seus cidadãos eram camponeses, e destes muitos gozavam de prosperidade relativa.

Para a nova ordem moscovita, os ucranianos estavam "contaminados".

Contaminados por fidelidades à antiga ordem, por atitudes "burguesas" e "idealistas", por doutrinas contra-revolucionárias, por ligações aos exércitos reaccionários de "russos brancos", por simpatias ou infiltrações alemãs e polacas, e, claro, pela adesão ao "ópio das massas", a religião.

O "problema ucraniano" precisava de ser resolvido. De forma definitiva e exemplar.

"Resolver o problema" significava, claro, coagir, ou eliminar, a grande maioria. Os camponeses, que viviam, sobretudo, da produção e comercialização de cereais (a Ucrânia era o celeiro da URSS).

A vitimização dos agricultores não foi nem acidental, nem produto de circunstâncias naturais catastróficas, nem comparável a outras tragédias no quadro soviético da altura. Traduziu-se na colectivização dos antigos domínios dos "kulaks" (abastados) e "seredniaks" (remediados), os camponeses independentes que cresceram na antiga Ucrânia dos czares, e por todo o Império, a partir das reformas liberais de Piotr Arkadyevich Stolypin, em 1906.

As novas leis do visionário primeiro-ministro de Nicolau II permitiam ao trabalhador rural, até aí uma espécie de servo da gleba medieval, adquirir propriedade, em troco de trabalho. Em apenas seis anos, mais de 16% de antigos camponeses sem direitos, por todo o território imperial, passaram à condição de pequenos, médios e até grandes proprietários.

Na Ucrânia, a percentagem era ainda superior. O novo estado "federativo socialista" de Kiev tornara-se assim em perigoso bastião de livre iniciativa, numa URSS impaciente por instaurar a "ditadura do proletariado".

Onde Lenine hesitara, ou tentara adiar, ou minimizar, Estaline decidiu agir, sem rodeios. O extermínio dos "camponeses ricos" traduzia-se na colectivização de todas as explorações, na apropriação forçada de cereal, remetido para os planificadores (não panificadores) de Moscovo, e na deportação, para a Sibéria, de todos os resistentes.

Numa vaga de sofrimento sem par, as famílias agrárias foram desapossadas de tudo. Os seus numerosos membros (entre seis a 12 pessoas por proprietário), incluindo crianças de tenra idade, pairavam pelas cidades como mendigos cadavéricos, que morriam nas ruas, às centenas. Aldeias e vilas foram riscadas do mapa.

Há uma estimativa de sete milhões de mortos.

Este martírio não entrou nas primeiras páginas dos jornais, durante muito tempo. Por isso deve ser duplamente lembrado.

É um exemplo das experiências alucinadas de tiranias supostamente "racionais", ou defensoras da "humanidade".

Em boa verdade, todos os carniceiros se disfarçaram de cordeiros.

* Nuno Rogeiro é um jornalista e comentador político de prestígio em Portugal, um dos co-apresentadores do programa Sociedade das Nações na SIC.

Fonte:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1431618

A imagem do Holodomor é de responsabilidade deste blogue.

domingo, novembro 29, 2009

Ucranianos lembram o Holodomor

A Capelania Ucraniana de Rito Bizantino em Portugal promove a realização, no dia 29 de Novembro, um memorial religioso que visa prestar homenagem a todos os nossos compatriotas que pereceram na Holodomor, a Grande Fome ucraniana de 1932-1933.

A iniciativa é de rezar pelas vítimas da Grande Fome que pereceram inocentemente às mãos dum regime injusto e totalitário”, refere o Pe. Ivan Hudz, coordenador da referida Capelania.
O objectivo é unir os cristãos de Portugal e da Ucrânia “numa justa homenagem não só a todas as vítimas dessa tragédia histórica, como também lembrar os que hoje ainda sofrem qualquer espécie de perseguição e carência”.

Estima-se que cerca de 7 milhões de ucranianos tenham morrido por ordem de Estaline, que desapossou as famílias agrárias. Aldeias e vilas foram riscadas do mapa.

O Pe. Hudz deixa o convite para que nas comunidades paroquiais das várias Dioceses do nosso país seja promovido “um breve momento de oração que reflicta o comum propósito das Igrejas de Portugal e da Ucrânia para estarmos unidos na denúncia das opressões e injustiças do nosso tempo e, assim, prestarmos homenagem a todas as vítimas que nelas perecem, as quais são simbolizadas, neste preciso dia, na tragédia da Grande Fome de 1932-1933”.

Vamos prestar homenagem aos ucranianos – uns só porque tinham terras que sabiam, com suor e dedicação, trabalhar e delas tirar o pão de cada dia. Quando temos entre nós uma grande comunidade de ucranianos, não deixaremos de, neste dia, que neste ano é Domingo, de nas nossas Eucaristias fazer um momento de oração por aqueles que morreram na Ucrânia na Grande Fome e por todos os que ainda hoje continuam a ser vítimas da injustiça e da violência.

Em 2008, 75.º aniversário da Holodomor, Bento XVI deixou votos de que “nunca mais ordenamento político algum possa, em nome de uma ideologia, negar os direitos da pessoa humana, a sua liberdade e dignidade”, garantindo a sua “oração por todas as vítimas inocentes daquela tragédia”.

Fonte & fotos:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=76319

Ucrânia recorda o Holodomor (fotos):

Laskavo prosymo em Nuremberga

Recentemente os transportes públicos da cidade de Nuremberga (Alemanha) começaram a ostentar um autocolante, que saudava os seus utentes em várias línguas de mundo, inclusivamente em ucraniano e português.

Laskavo prosymo (Ласкаво просимо) e bem-vindos, diziam os autocarros aos seus utentes!

Fonte:
http://gajdamak.livejournal.com/32597.html

quinta-feira, novembro 26, 2009

Visão judaica do Holodomor ucraniano

O poeta e tradutor ucraniano de origem judaica, Moses Fishbein é uma voz irrequieta, que clama pelo reconhecimento do Holodomor como genocídio do povo ucraniano, mas também exige o julgamento daqueles que permitiram essa tragédia.

Intervenção do Moses Fishbein no encontro solene dedicado à memória das vítimas do Holodomor (Opera Nacional de Kyiv, 26.11.2006)

A nação ucraniana é assassinada e não morta, exterminada e inexterminável. Dos ucranianos tiraram a terra, a língua, a cultura, a história, o poder, até a própria vida. Exterminavam pela raiz a intelegentzia ucraniana, a elite ucraniana. Prendiam e fuzilavam. Exterminavam a fina-flor da nação ucraniana – os camponeses ucranianos. Matavam pela fome. Faziam o genocídio. Aqueles, que hoje tentam negar que o Holodomor dos anos 1932 – 1933 foi um genocídio da nação ucraniana, não temem e não conhecem o Deus. Eles conhecem e temem apenas o chefão e os assassinos. São criados. “Escravos, lambe botas, o lixo de Moscovo”. Eles não são ucranianos. Eles são diabritos com a aparência ucraniana. Eles são os descendentes dos assassinos do povo. Com aqueles que negam que o Holodomor era o genocídio devem falar não os publicistas, não os politólogos, não os políticos, mas os investigadores criminais ucranianos (chamo a atenção: os investigadores criminais ucranianos). Recentemente, o Presidente ucraniano da Ucrânia (chamo a atenção Presidente ucraniano da Ucrânia) fez alguns passos em direcção não das pessoas abstractas, mas à nação ucraniana, recentemente ele chamou em voz viva o Holodomor de genocídio, e os diabritos gritaram. “Não é precisa a palavra genocídio, podemos chamar de outra maneira”, gritou um. “Ele abre a ravina entre os povos eslavos!”, gritou outro. A ravina foi aberta no ano de 1933. Uma ravina enorme. Uma enorme campa ucraniana. Nela se deitaram não as dezenas, não as centenas, não os milhares, não as centenas de milhar – milhões de camponeses ucranianos: as crianças, as mulheres, os homens… E não tinham nenhuma ajuda. Não havia junto a eles os Justos entre as Nações.

Senhores, vocês sabem como morria, como agonizava de fome a aldeia ucraniana no centro da Europa? Primeiro comiam as cascas de batata. Depois as bolotas. Depois as gomas. Depois as raízes e as folhas. Comiam os cães, gatos, pardais, vermes, as peles, as solas de sapatos. Depois a aldeia se transformou em um deserto. As crianças gritavam a noite, pediam às mães o pãozinho. As mães não tinham o pãozinho. Depois as vozes de crianças já não se ouviam. Depois a aldeia começava uivar piedosamente. Depois gemia baixinho. Depois se calou e se transformou no cemitério. Mas o país tinha o pão. Isso era o assassínio do povo. Isso era o genocídio.

Eu conheço o Holodomor não dos historiadores, não dos publicistas, não dos escritores. Eu sei sobre o Holodomor da minha mãe. A minha mãe, Sara Aronivna Matusovska, em 1932 – 1933 era a professora de língua e literatura ucraniana na aldeia de Horozhene, na província de Mykolaiv. Ela foi sobrecarregada com as aulas extra de canto. As crianças ficavam encharcadas de fome. Adormeciam nas aulas. Acontecia, que nem acordavam. Mas no programa escolar estão as canções. Canções! Na primavera começaram comer o capim. Iam aos cemitérios, nos cemitérios sempre havia um capim farto. Um rapaz vizinho saiu de casa. Com muita dificuldade rastejou até o cemitério. Sem forças, caiu no capim. Mãe espera – não vem. Começou a procurar. Encontrou-o. De repente, viu que alguém é sepultado. Aproxima o rapaz, o puxa pela mão.

— Filhinho, lá sepultam alguém. Já está pronta a campa. Vamos, eu te lá coloco. De qualquer maneira, você não sobreviverá. Eu vou morrer brevemente, quem o sepultará?..

À muito custo as pessoas defenderam o menino. Em alguns dias morreram, a mãe e o rapaz. As pessoas os sepultaram.

Quantas são, estas trágicas campas sem o nome na Ucrânia? Esquecidas. Inesquecíveis. Quando serão julgados os carrascos? Quando? Eu espero.

Glória eterna aos assassinados.

Fonte: olena-nekora.livejournal.com/61513.html

Todos contra Putin!

Hoje, em simultâneo, em 15 países do mundo, começou a acção “Todos contra Putin”.

A acção de protesto pacífica foi organizada pela diáspora georgiana às 17h00 (hora de Tbilissi) e têm as acções programadas na Alemanha, Bélgica, Chipre, Estónia, EUA, Grécia, França, Israel, Holanda, Polónia, Letónia, Lituânia, Ucrânia, entre outros.

A acção foi desencadeada após o recente assassinato do cidadão georgiano em Moscovo, além de continuação de rapto de jovens georgianos menores de idade pelas forças separatistas da Ossétia do Sul.

Fonte & Foto:

quarta-feira, novembro 25, 2009

Ucrânia entre as revoluções vermelha e laranja

Na Itália foi recentemente editado o livro chamadoUcraina. Dalla rivoluzione rossa alla rivoluzione arancione(Ucrânia. Entre a revolução vermelha e laranja), uma tentativa notável dos pesquisadores europeus em entender o fenómeno de Revolução Laranja ucraniana.

O livro é uma tradução de um trabalho fundamental escrito por dois pesquisadores alemães, Dra. Katrin Boeckh e Prof. Dr. Ekkehard Vökl, “Ukraine: Von der Roten zur Orangenen Revolution”, com um posfácio da Giulia Lami, a Professora do Departamento de História e de Documentação Histórica de Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Milão.

O livro proporciona a excursão bastante longa à história e geografia da Ucrânia. Começa pelo o fim da época de Rus de Kyiv e prolonga-se até a época dos cossacos. O livro também se debruça sobre a questão de identidade nacional ucraniana na passagem do século XIX para o século XX. Mas a maior parte da monografia é dedicada à história da Ucrânia sob a ocupação soviética, e no fim, uma curta retrospectiva dos acontecimentos entre a proclamação de independência em 1991 e até os dias de hoje.

O livro não esconde nenhuma das dificuldades que a Ucrânia teve que superar no período de transição pós – colonial. O livro também responde a questão do futuro ucraniano, apontando o caminho de integração europeia. Os pesquisadores alemães olham para a história e a identidade da Ucrânia e inequivocamente apontam para o modelo europeu do desenvolvimento económico e político do país.

Tendo neste momento a fronteira comum com a União Europeia, a Ucrânia despertou o interesse de europeus apenas após a Revolução Laranja de 2004. A Europa descobriu um país onde impera a luta renhida entre a ideologia liberal ocidental (UE e EUA) e o autoritarismo da vizinha Rússia. A Ucrânia também se caracteriza pela extraordinária variedade geográfica e humana e pela sua história, marcada pelas grandes tragédias do século XX: colectivização e Holodomor, 2ª Guerra Mundial, acidente nuclear do Chornobyl.

Hoje, o país desenvolve as suas instituições democráticas, perspectivando as novas formas de aproximação e das relações com a UE. É claro, que este caminho geopolítico não é nada fácil, o que promete aos europeus muitas descobertas e até algumas surpresas.

Sobre os autores:

Katrin Boeckh ensina a História da Europa Oriental na Universidade de Ratisbona e é a autora do livro “Stalinismus in der Ukraine” (2007). Ekkehard Völkl é o autor de inúmeros estudos históricos sobre a Europa Central e Oriental, em particular sobre a Ucrânia, Roménia e Bulgária.

Ler e comprar os livros:
Ucraina. Dalla rivoluzione rossa alla rivoluzione arancione (Casa Editrice “Beit”, 9788895324098, 344 pág., 24 euros)

Mikheil Saakashvili e Formula 3

Cada dia que passa fico mais e mais convencido, do que todos nós (independentemente do país e de nacionalidade) merecemos ter os dirigentes à imagem do Mikheil Saakashvili.

A Geórgia inaugurou a nova auto – estada TbilissiGori, feita de concreto, com a divisória de segurança. Já no Verão a auto – estada estava parcialmente concluída, faltando apenas a parcela IgoetiGori.

Na inauguração da estrada estava presente o presidente georgiano, que ao volante do carro de corridas de Formula – 3 percorreu os 25 km de estada em 4 minutos. Outro presidente estaria na inauguração em fato e gravata, com um batalhão de guarda – costas. O líder da Geórgia tem outras visões do papel do Presidente. E é por isso que eu acho que nós todos merecemos um presidente como ele.

p.s.
A nova obra incluiu uma ponte que encurta a distância em cerca de 5 – 10 minutos, pois já não há necessidade de passar pela aldeia de Igoeti. Como tal, os automobilistas já não vão passar pela igreja ortodoxa local e não vão atirar as moedas nas portas de igreja, como reza a tradição milenar. Até muito recentemente havia lá pessoas, que apanhavam as moedas, dizem que ganhavam um bom dinheiro. Nada a fazer, hoje em dia na Geórgia toda a gente sabe que para ganhar dinheiro é preciso trabalhar. E o presidente mostra o exemplo.

Fonte:
http://cyxymu.livejournal.com/608619.html

terça-feira, novembro 24, 2009

Esculturas eróticas em Kyiv

Na capital ucraniana, cidade de Kyiv, no Parque Maryinskiy (junto ao edifício do parlamento, Verkhovna Rada), será brevemente inaugurada uma álea das esculturas dedicadas ao amor e erotismo.

Os criadores do projecto consideram que as estátuas vão se “encaixar” muito naturalmente na atmosfera romântica do parque e serão de agrado dos namorados e dos turistas.

Planeia-se que as primeiras esculturas vão estar prontas no fim de Novembro corrente e passarão o inverno no parque, já na Primavera de 2010, os escultores irão continuar com o seu trabalho. No total, o parque vai receber 29 esculturas.

Os escultores envolvidos no projecto são provenientes da Ucrânia, Alemanha e Polónia, cada escultor tem a total liberdade na realização do seu projecto individual. O conselho municipal de Kyiv promete que as esculturas semelhantes serão montados nos outros parques da cidade.

Fonte:
http://news.liga.net/ukr/photonews/NUF09255.html

Ocidente não deve perder a paciência com Ucrânia

Dois políticos ucranianos, Oleh Rybachuk, o chefe do pessoal do Presidente Victor Yushchenko em 2005 e Taras Chornovil, o chefe da campanha do seu rival Victor Yanukovych, escreveram para o jornal Financial Times o artigo conjunto com a sua visão da Ucrânia actual.

Konrad Adenauer, o ex-chanceler alemão, disse: A “história é a soma total de coisas que poderiam ter sido evitadas.” É um epigrafo apropriado sobre a situação que Ucrânia viveu desde a Revolução Laranja há cinco anos atrás até o último fim-de-semana. Existem visões diferentes sobre aquilo que aconteceu, mas o consenso comum é que não existe nenhum vencedor ou vencido. Ucrânia está unida na desilusão comum.

O gosto amargo da frustração deu ao povo alguma esperança. Talvez os políticos não estão ainda inteiramente cientes, mas os ucranianos tornaram-se mais sábios e mais maduros. Próximos eleições presidenciais já não racharão o país: o povo compreende que as eleições é um processo regular e não uma escolha irreversível.


Ler o texto integral no Live Journal ou na página do FT (é preciso registar-se):
The west should not lose patience with Ukraine
As imagens da Revolução Laranja:

segunda-feira, novembro 23, 2009

Ucraniano – brasileiros, quem eles são?

O arcebispo da Igreja Ortodoxa Auto – Cefálica Ucraniana na América do Sul, Dom Jeremias Ferens e um dos maiores e mais respeitados mestres na arte do teatro de bonecos, Manoel Kobachuk, são apenas dois exemplos de ucraniano – brasileiros, que singraram na sociedade brasileira, sem esquecer a pátria dos seus antepassados.

Ve hovórete po ucrainski?” dispara à queima-roupa dom Jeremias Ferens à fotógrafa Priscila Forone, da Gazeta do Povo, ao se ver diante de um rebento da Ucrânia. Quer saber se ela fala a língua dos antepassados. “Ni, ni” – desconversa Pri, com as bochechas rosadas de uma florista de Kyiv. “Tsc-tsc-tsc. Os jovens não conhecem mais o idioma dos seus,” decreta o arcebispo da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana na América do Sul. Ele é solene: tem um dedo em riste na Panagia – sua medalha episcopal – e outro num fumegante Marlboro. Eis o homem.

Dom Jeremias é um fenómeno. Tem apenas 46 anos e nada menos do que 15 de episcopado. Sagrou-se bispo aos 30 e arcebispo ano passado. Sob sua tutela estão famílias ucranianas ortodoxas da Argentina, Paraguai e Brasil. Com tantos afazeres, passa quase metade do ano em viagens pastorais. Só aos Estados Unidos foi 34 vezes, sem falar na Turquia, Bélgica, Inglaterra, Espanha, Grécia e Guaratuba. Isso mesmo.

Ferens gosta tanto de Guaratuba quanto de Constantinopla, onde vira-e-mexe faz o beija-mão do patriarca Bartolomeu I, “papa” de 300 milhões de ortodoxos. Além da travessia no ferry-boat, não dispensa, idem, um batuque na cozinha, na qual manda tanto quanto na sua catedral bizantina – a pequena São Demétrio, erguida em 1960 num capão da Cândido Hartmann. O templo é uma das melhores paisagens curitibanas: fica a meio caminho do Parque Barigui, tem um sino pequeno no pátio e, heresia, é vizinho de um megacentro de fitness e wellness.

Ler mais por: José Carlos Fernandes
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?id=877994

O paranaense Manoel Kobachuk é um dos mestres mais respeitados do Brasil na arte do teatro de bonecos e se prepara para novas aventuras

Na entrada do teatro Dr. Botica, um senhor com seus 60 anos, cabelos brancos bem curtos e roupas pre­­­tas – o nome dele é Manoel Ko­­ba­­chuk –, aparece para abrir as por­tas e colectar os ingressos, destacando metade para si e metade pa­­­ra o espectador. “Qual delas você quer?”, pergunta para um menino de 4 anos, que leva um tempo para es­­colher entre os dois pedaços de papel.

Dentro do teatro, que é pequeno e aconchegante, pais e crianças vão se abancando. Não demora muito e o porteiro entra e diz que está todo mundo ali e que o espectáculo deve começar. Mas nada acontece. Ele grita o nome de alguém que não aparece, se desculpa, grita de novo e então diz que não há o que fazer. A peça precisa ser cancelada e ele deve recolher as caixas espalhadas sobre o palco.

Assim começa Surpresa, peça vencedora do Troféu Gralha Azul 1997 nas categorias espectáculo, texto e direcção. Ela é uma das 13 montagens do grupo que leva o nome do senhor de cabelos brancos bem curtos. Manoel Kobachuk é um dos maiores mes­­tres bonequeiros do Brasil, daqueles que são chamados para se apresentar em festivais europeus. E o porteiro do teatro Dr. Botica é só mais uma das sacadas de um profissional com mais de quatro décadas de experiência.

O Dia do São Jorge na Geórgia

ჩემო კარგებო! გილოცავთ გიორგობას, მრავალს დაესწარით! წმინდა გიორგის მადლი ფარავდეს თქვენ ოჯახებს! Felicito todos os georgianos e ortodoxos pelo dia de São Jorge!

No dia de 23 de Novembro, a Igreja ortodoxa georgiana celebra o feriado Giorgoba – O Dia do São_Jorge.

Apenas a Geórgia celebra o dia de morte de São Jorge. Segundo a lenda, o feriado foi iniciado pelo Santa Nino, a soberana georgiana do século IV. Ela era considerada a sobrinha do São Jorge, dedicou a sua vida à causa de cristianização da Geórgia.

Na época medieval, os georgianos ergueram 365 igrejas em todos os cantos do seu país, uma por cada dia do ano. Os georgianos consideram São Jorge o protector da Geórgia, o santo também é protector dos viajantes, militares, lavradores e pastores. À ele rezam para se livrar das forças demoníacas e malignas.

Os vizinhos ossetas conhecem o São Jorge sob o nome pagão de Uastyrdzhi, cavaleiro branco, protector dos homens e dos viajantes. Já os separatistas de Abecásia não permitiram que os georgianos que vivem nos territórios ocupados celebram condignamente o feriado de Giorgoba, proibindo aos adultos faltar o serviço ou às crianças não irem à escola.

Na Geórgia, para comemorar o feriado, que neste ano coincide com 6º aniversário de Revolução de Rosas, cerca de 50 presos vão receber o perdão presidencial (a amnistia não se aplicará aqueles que cometeram assassinatos, assaltos ou os crimes ligados às drogas). Uma parte dos presos serão libertados no dia 23 de Novembro, outros vão ver as suas penas reduzidas em metade.

Fonte:
http://cyxymu.livejournal.com/607823.html

domingo, novembro 22, 2009

5º aniversário da Revolução Laranja

A Ucrânia comemora estes dias o 5º aniversário da Revolução Laranja, a revolução que democratizou e aproximou o país à Europa, mas que, como toda a revolução popular, prometeu mais do que conseguiu cumprir.

Entre os ganhos da Revolução Laranja podemos citar o aumento significativo de número de pessoas que têm orgulho de serem os ucranianos e cidadãos da Ucrânia, aumento de número de pessoas que compartilham os valores europeus de liberdades civis e políticas. A revolução foi uma vitória importante de ideia ucraniana, que contribuiu para que os ucranianos consideram a si próprios como uma nação europeia moderna.

Ao mesmo tempo, nos últimos 5 anos, uma potentíssima máquina de propaganda anti – ucraniana não cessava em atacar os feitios da Revolução Laranja, a Ucrânia e o seu presidente, Viktor Yushchenko. Hoje, a mesma máquina, parece que mudou de rumo e já não aposta no “dois vezes não condenado” professor Yanukovich, mas em Yulia Timoshenko, que tudo indica será o próximo presidente ucraniano. Pelo sim ou pelo não, a revolução valeu, hoje proponho algumas canções que nos dias frios de Novembro de 2004 entertiam meio milhão de pessoas nas ruas e praças de Kyiv:

As musicas da revolução Laranja:
http://www.youtube.com/watch?v=PZLmE1OW2nU (Greenjolly – Juntos somos muitos)
http://www.youtube.com/watch?v=YfvBxfvwpTw (Tartak – Eu não quero)
http://www.youtube.com/watch?v=NXnytBRDh-4 (Okean Elzy – Levanta-te!)
http://www.youtube.com/watch?v=F-NZ_IgXF0c (Mandry – Não dorme, minha terra)
http://www.youtube.com/watch?v=lE30XpNep_I (Maria Burmaka na Praça de Independência em Kyiv – Maydan)
http://www.youtube.com/watch?v=fPblAomHZX4 (TNMK – Babilónia)

Obrigado:
http://cytadel.livejournal.com/108130.html

sábado, novembro 21, 2009

Presidente Saakashvili na TV ucraniana

Presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili esteve esta semana com a visita oficial na Ucrânia, onde participou no talk show da TV TRK Ukrayina “Pronto a Responder”. As perguntas eram sem nenhuma censura, eis as partes mais importantes das respostas do Presidente georgiano:

Sobre economia & corrupção:
- Antes do meu governo, o orçamento da Geórgia era 350 milhões de USD, nós o aumentamos em 14 – 15 vezes
- Só na capital o novo governo despediu 50 mil funcionários do estado e 40 mil polícias (90% da polícia criminal e 100% de polícia de trânsito)
- Apenas 5% da população confiava na polícia, agora mais de 80%, nossos polícias ganham à partir de 500 USD e até 4.000 – 5.000 USD
- Antes do meu governo, a Geórgia importava 80% de energia, neste momento gasificamos toda a Geórgia e exportamos a energia para a Rússia!


Sobre a política
- Se por causa dos compromissos políticos estas adiar as reformas, poderás não ter o dia de amanha (muito bem dito, tal e qual a situação da Ucrânia), tens que reagir hoje, tens que reagir com coragem, não aceitando nenhuns compromissos

Sobre a guerra de Agosto de 2008
- Será que alguém acredita, que tendo o exército de 12.000 homens, dos quais 3.000 no Iraque e outros 4.000 na Geórgia ocidental atacamos o exército de 120 mil homens e 200 aviões russos?
- Desculpe, nós deveríamos mandar as flores ao exército que invadiu o nosso território?
- Eu penso que neste momento a Ucrânia não está ao alcance deles e que Deus queira que sempre seja assim!


Sobre relações Ucrânia & Geórgia
- Georgiana (cantora Tamara Gorgisheli) de Lviv isto é simplesmente baril!!!

Sobre a comunidade internacional
- Não temos ilusões, ninguém vai tirar as castanhas do fogo por nós… eu sei que há muito cinismo na Europa, mas qual é o outro caminho, voltar para a URSS? Isso acabou, ir para um regime despótico, que uns vizinhos nossos tentar criar?

Ossétia & Abecásia
- A cidade de Sukhumi perdeu cerca de 90% dos seus habitantes georgianos, a cidade de Gagry perdeu 100% dos seus habitantes georgianos

Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=rKa4XNhU1Gk&NR=1 (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=BIOHs1n0Cj4 (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=p2ZWgsgBpeQ (parte 3)
http://www.youtube.com/watch?v=d6GhMcmWGkw (parte 4)

Ver a versão integral na Internet:
http://www.ukrainatv.com/index.php?fuseaction=files.one&id=16393&catid=14

sexta-feira, novembro 20, 2009

120 anos da emigração ucraniana no Brasil

Os primeiros ucranianos chegaram ao Brasil em 1891. Depois, em 1895, mais de 20 mil famílias aqui desembarcaram. Fizeram do país a sua nova pátria e ajudaram a construir a história até os dias de hoje. Em 2011 estaremos comemorando 120 anos da chegada daqueles pioneiros que deixaram a sua amada Ucrânia em busca do sonho de uma vida melhor para si e para seus filhos.

A comunidade ucraniana do Brasil já iniciou trabalhos com o objectivo de comemorar esta data histórica. Trata-se de um projecto que tem a participação de todas as entidades culturais, religiosas e sociais, além de representantes políticos e diplomatas: Consulado da Ucrânia no Paraná, cônsules honorários, igrejas católica e ortodoxa, Representação Central Ucraniano Brasileira, TPUK – Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana, SUBRAS – Sociedade Ucraniana do Brasil, AJUB – Associação da Juventude Ucraíno Brasileira, grupos folclóricos, associações culturais e representação política, através do Deputado Estadual Felipe Lucas e do Deputado Federal Angelo Vanhoni.

As reuniões tiveram como objectivo principal a apresentação de ideias que resultem em acções e eventos para o ano jubilar. Dentre os principais assuntos, destacam-se:

– Instituição do ano de 2011, na Ucrânia, como ano da comunidade ucraniana do Brasil;
– Criação de uma logomarca alusiva aos 120 anos, para utilização em material oficial e de divulgação;
– Publicação de livros sobre a história dos ucranianos no Brasil, igrejas e grupos folclóricos;
– Criação de um filme sobre os ucranianos no Brasil;
– Levantamento histórico das sociedades ucranianas, bem como líderes e pessoas de destaque em cada comunidade ucraniana do Brasil;
– Desenvolvimento de projectos culturais;
– Realização de encontros e seminários de história, em parceria com universidades do Brasil e do exterior;
– Realizar o cadastro da comunidade ucraniana do Brasil.


A celebração dos 120 anos terá início oficial em Novembro de 2010, durante a realização do Festival de Dança Ucraniana, em Curitiba, e que reunirá todos os grupos folclóricos do Brasil. Durante todo o ano de 2011 haverá eventos em todas as comunidades e o encerramento deverá coincidir com o “Sobór” da Igreja Católica Ucraniana, que acontecerá no mês de Outubro de 2010.

por: Marcos Nogas
Coordenador: 120 Anos dos Ucranianos no Brasil
e-mail: marcosnogas pesyk onda krapka com krapka br
tpuk pesyk onda krapka com krapka br
Tel. (em Curitiba): + 55 (41) 9253-2333

Fonte:
UKRAINIANS ABROAD: NEWS AND VIEWS #43
Compiled by Serge Cipko, Coordinator,
Ukrainian Diaspora Studies Initiative
Kule Ukrainian Canadian Studies Centre
Canadian Institute of Ukrainian Studies
4-30 Pembina Hall
University of Alberta
Edmonton, Alberta,
CANADA T6G 2H8
e-mail:
scipko arroba ualberta ponto ca

Holodomor na rádio Renascença

Em entrevista à rádio portuguesa Renascença, o embaixador da Ucrânia em Portugal, Rostylav V. Tronenko diz que é tempo de sarar as feridas desta tragédia.

Foi inaugurada no dia 17 de Novembro em Lisboa a exposição “O desconhecido genocídio dos ucranianos”, uma forma de restabelecer a justiça histórica e sensibilizar a comunidade internacional para que não se repitam actos semelhantes. É a memória histórica de sete milhões e meio de vítimas da fome na Ucrânia no antigo regime da União Soviética.
A exposição “O Desconhecido Genocídio dos Ucranianos”, em memória das vítimas do Holodomor (a Fome Artificial) na Ucrânia soviética nos anos 1932 – 1933 estará patente até o dia 17 de Dezembro (Centro Cultural da Embaixada, Av. Dom Carlos Primeiro nº 146, 1º Esq., 1200-651, Lisboa Тел. 213 965 410).

Ouvir a entrevista:
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=79757

quinta-feira, novembro 19, 2009

A Revolução de Veludo em Checoslováquia

A Revolução de Veludo na Checoslováquia começou no dia 17 de Novembro de 1989, quando em Praga, na praça de Venceslau uma manifestação pacífica de estudantes foi atacada pela polícia.

Este foi o ponto de “não retorno” que ditou o fim do regime comunista que dominava o país nos últimos 40 anos. No dia 23 de Novembro os protestes chegaram ao seu pico, 300.000 pessoas se reuniram na praça de Venceslau gritando a palavra de ordem “Chega para nós!”. O escritor – dissidente e futuro presidente checo, Vaclav Havel, saudou todos os presentes.

Mas a vitória dos checos & eslovacos não foi tão fácil, como algumas pessoas podem imaginar. Nas filmagens que se seguem se vê a acção violenta de polícia, mas principalmente de pessoas vestidas à civil, provavelmente os funcionários dos serviços secretos comunistas, dissolvidas e prescritas após a Revolução.

Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=LtzY21or6qs

Yushchenko e Saakashvili se reúnem em Kyiv

O Presidente da Ucrânia Victor Yushchenko e o Presidente da Geórgia, Michael Saakashvili, honraram a memória de milhões de vítimas de Holodomor (Grande Fome) de 1932-1933.

Os chefes de estado colocaram a coroa de flores no Memorial das Vítimas do Holodomor e visitaram a exposição do Museu do Holodomor.

Além disso, os presidentes de dois países participaram na abertura oficial do edifício da nova embaixada da Geórgia em Kyiv, durante a cerimónia Michael Saakashvili condecorou Viktor Yushchenko com a maior distinção georgiana, a ordem de mérito São Jorge. A visita do presidente georgiano se prolongará até o dia 20 de Novembro.

Fonte:

quarta-feira, novembro 18, 2009

Ucrânia 5ª no Live Journal

Ucrânia pela primeira vez entrou na lista dos 5 países, que dominam a rede social Live Journal. Pelos dados de segunda – feira, dia 9 de Novembro, os usuários ucranianos já criaram 187.703 blogues, ultrapassando, deste modo, a Austrália, com 187.016 páginas criadas.

O primeiro lugar tradicionalmente cabe aos EUA, com 4,5 milhões de blogues. No total a LJ possui quase 24 milhões de blogues, destes, cerca de 10 milhões não receberam nenhuma postagem. A rede social LJ foi criada em 1999 pelo programista americano Brad Fitzpatrick, conhecido na rede LJ sob o nick brad.

Bónus artístico

Cartoons de Belarus

A última ditadura europeia, Belarus, vive ultimamente algum renascimento da cultura nacional. Como prova, estes lindos desenhos animados, baseados nos ditados populares de Belarus, criados no estúdio Belarusfilm (página apenas em russo, em belaruso simplesmente não existe, em inglês existe, mas está vazia). O realizador destes cartoons, Tumelya, também tem o seu blogue na rede social Live Journal.

Ver os cartoons no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=KlJ_Ie65qXg

O filme documental “Lições de russo”
Recomendo também o filme documental “Lições de russo”, de realizadores Andrey Nekrasov e Olga Konskaia, dedicado à problemática da guerra russo – georgiana do Agosto último. O filme é dividido em 12 partes e pode ser visto no YouTube:
p.s.
O nosso amigo Bogdano recorda que hoje é dia do jogo da Ucrânia com a Grécia. E poderá ser visto pela internet no cbcsports.ca. Esse jogo é importantíssimo porque irá decidir a participação da Ucrânia no campeonato de Mundo na África do Sul em 2010.
UPD: Agora podemos apoiar a Eslovénia, eles merecem! :-)

terça-feira, novembro 17, 2009

Matrioska, a vida de uma ucraniana

Stefania Nardini é a primeira autora italiana contemporânea traduzida na Ucrânia. O seu romance Matrioska (Pironti Editore, ISBN: 9788879372411) conta a história de Irina, quarentona, professora de literatura, que emigra, clandestina, para Itália, a fim de trabalhar como a camareira.

Na Ucrânia, o romance foi publicado pela revista literária Vsesvit, uma publicação bimestral, muito prestigiosa, dedicada à literatura estrangeira. A decisão de “Vsevit” de publicar o romance de Stefania Nardini prendeu-se ao facto do que Matrioska, editado na Itália em 2001, foi traduzido por um jornalista de Kyiv, circulando semi-clandestinamente em fotocópias, para não incorrer na censura do regime. Este facto, bastante incomum, foi noticiado nas primeiras páginas dos jornais da oposição.

A Revolução Laranja na Ucrânia abriu as portas à “Matrioska”, onde Stefania Nardini narra em primeira pessoa a história de Irina, a ucraniana que emigra para Itália, a fim de trabalhar como a camareira, apesar de possuir o bacharelato em literatura. Uma vicissitude emblemática do drama de um país que, depois da queda do Murro de Berlim possui uma elevada taxa do desemprego e os salários baixos. Tudo isso originou uma emigração massificada de mulheres de classe média que saíram do país, um exército real na luta para a sobrevivência, colocado pela necessidade em uma trincheira do trabalho humilde.

Fonte:
http://www.booksblog.it/post/1262/stefania-nardini-tradotta-in-ucraina

Entrevistas com Stefania Nardini:
http://sulromanzo.blogspot.com/2009/06/intervista-stefania-nardini.html
http://www.paginatre.it/online/?p=235

segunda-feira, novembro 16, 2009

O desconhecido Genocídio dos ucranianos

Centro Cultural da Embaixada da Ucrânia em Portugal tem a honra de convidar a Vossa Excelência para a inauguração da exposição da Fundação Ucrânia – 3000: «O desconhecido Genocídio dos ucranianos», em memoria das vítimas do Holodomor (a Fome Artificial) na Ucrânia soviética nos anos 1932 – 1933.

Abertura no dia 17 de Novembro de 2009, às 18.30 horas. A exposição estará patente até o dia 17 de Dezembro de 2009 durante os dias úteis das 10 às 17 horas.

Centro Cultural da Embaixada
Av. Dom Carlos Primeiro nº 146, 1º Esq.
1200-651, Lisboa
Tel. 213 965 410
Com o apoio da Associação dos Ucranianos em Portugal

A Declaração do Presidente Barack Obama sobre o Holodomor

Ver o filme Famine – 33 (Fome – 33):
http://www.share.net.ua/forum/index.php?showtopic=265

domingo, novembro 15, 2009

Barack Obama sobre Holodomor

Declaração do Presidente no Dia ucraniano da Relembrança de Holodomor

Setenta seis anos atrás, milhões dos ucranianos inocentes – homens, mulheres, e crianças – morriam pela fome em consequência das políticas deliberadas do regime de Joseph Stalin. Amanhã, nós iremos juntar-nos, ucraniano – americanos e todos os americanos, para comemorar estes acontecimentos trágicos e para honrar muitas vítimas.

Entre 1932 – 1933, o povo ucraniano sofreu os horrores daquilo que se tornou conhecido como o Holodomor – “a morte pela fome” – devido à apreensão do regime de Stalin das colheitas e das explorações agrícolas em toda a Ucrânia. Ucrânia tinha sido o cesto do pão de Europa. Os ucranianos poderiam ter-se alimentado e milhões de vidas seriam salvas, se eles fossem permitidos para o fazer. Porque nós recordamos esta calamidade, nós pagamos o tributo aos milhões das vítimas que mostraram a força e a coragem tremendas. O povo ucraniano superou o horror da grande fome e construiu um país livre e democrático.

Recordar as vítimas da catástrofe artificial de Holodomor fornece-nos uma oportunidade de reflectir sobre a situação de todos os aqueles que sofreram as consequências do extremismo e da tirania em torno do mundo. Nós esperamos que a relembrança de Holodomor ajudará a impedir tal tragédia no futuro.

Original em inglês:
http://www.whitehouse.gov/the-press-office/statement-president-ukrainian-holodomor-remembrance-day

The White House
Office of the Press Secretary
For Immediate Release
November 13, 2009

sábado, novembro 14, 2009

The Living: o filme sobre Holodomor

É muito difícil ver o filme The Living, muito difícil mesmo. Os sobreviventes ucranianos da Grande Fome (Holodomor), não acusam ninguém, não contam horrores, apenas pronunciam as frases curtas, cheias de desespero:

– Aqui ficou sepultada a metade da nossa aldeia…
– Seria melhor se a nossa geração não tinha nascido…
– Minha mãe, meu pai, minhas irmãs, todas se foram….


As pessoas humildes, que falam baixinho, não se batem no peito, não gritam que são vítimas, talvez é a parte mais forte do filme.

Eles estão vivos, embora os tentaram exterminar nos anos trinta, e desde então exterminavam gradualmente tudo o que eles representam: a cultura, a visão do mundo, a língua – o universo ucraniano inteiro. Eles não estão numerosos, mas eles serão ouvidos, nem que seja daqui a alguns anos. Pois representam uma coisa rara, o espírito inquebrável ucraniano.

O filme recebeu a medalha de prata no Festival Internacional de Cinema de Yerevan (Arménia); Grande Prémio Genebra – 2009 do Fórum internacional MEDIAS Norte – Sul em Genebra (Suíça); o prémio especial de Festival de Cinema Artístico de Batumi (Geórgia), será demonstrado no festival de Camerimage (Polónia, 28.11. – 05.12.2009) e 1001 (Turquia, Dezembro de 2009).

Ver a apresentação do filme no YouTube (subtítulos em inglês):
http://www.youtube.com/watch?v=oE_jDtePXhA

Fonte (blogue dedicado à problemática do Holodomor):
http://community.livejournal.com/holodomor_ua/13594.html

Visite em Portugal (17.11. – 17.12.2009) a exposição «O desconhecido Genocídio dos ucranianos»:
http://www.spilka.pt/images/news/centrcolt.pdf

sexta-feira, novembro 13, 2009

Porc-n-roll: porcos assassinos

O grupo musical ucraniano Ot Vinta, criou para todos os seus fãs e simplesmente para boa gente um divertido jogo on-line chamado Porc-n-Roll.

As regras são muito simples, mas muito divertidos, tens que matar tantos porcos infectados com a gripe suína, quantos consegues, senão… enfim, o futuro de civilização depende de ti!!!

Regras (são simples):

1. Clica botão Play
2. Clica no botão ДАЛI – canto inferior direito
3. Clica no botão ХРЮК – canto inferior direito
4. Dispara com o botão esquerdo do rato
5. Para recarregar a arma, clica na caixinha roxa НАБОЇ (canto inferior direito)
6. Para calar o rádio, dispara sobre este.
7. Para fazer outras coisas giras, usa a sua imaginação!!!
8. Diverte-te!!!

Obrigado aos:
http://joanerges.livejournal.com
http://tsvibak.livejournal.com

quarta-feira, novembro 11, 2009

Ismênio, um caso de amor

O realizador ucraniano – brasileiro, Guto Pasko (director do filme Made in Ucrânia), acaba de produzir a curta-metragem “Ismênio, um caso de amor” (realização do estúdio GP Cinema).

Sinopse
Um Karmann Ghia, carinhosamente chamado de “Ismênio”, é personagem deste filme que narra à vida de um homem que se encontra em situação limite: a sua esposa o colocou contra a parede, no melhor estilo “ou ele ou eu”. Em meio a seu dilema, Carlos Augusto volta ao passado, relembrando os inúmeros bons momentos vividos a bordo do veículo. Chegando ao presente, ele tem de tomar a difícil decisão.

Curiosidades
Uma das cenas, de casamento, foi filmada na Catedral Ortodoxa Ucraniana de Curitiba, com a participação de arcebispo da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana na América do Sul, Dom Jeremias Ferens.

Ver o trecho do filme no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=HWtTHnv3EcQ

Director:
Guto Pasko
+ 55 41 3362 2525
+ 55 41 9216-9158

segunda-feira, novembro 09, 2009

A queda do Murro de Berlim

20 anos atrás, na noite na noite de 9 de Novembro de 1989 começou a ser derrubado o Muro de Berlim, após 28 anos de existência. A queda do murro iniciou a queda do Comunismo na Europa Central e do Leste e a libertação da Europa do domínio soviético.

O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém – aberta entre a Hungria e a Áustria.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão da RFA. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controlo de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strabe, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Muro_de_Berlim

p.s.
Estima-se que cerca de 200 pessoas foram assassinadas pelos forças de segurança de RDA pelo desejo de sair de pais, um dos primeiros desertores de sucesso foi o guarda – fronteira Conrad Schumann, que conseguiu alcançar o Berlim Ocidental em 1961 (primeira foto).

segunda-feira, novembro 02, 2009

Hollywood visita a Geórgia

Várias estrelas de Hollywood: Val Kilmer, Keira Knightley, Rupert Friend, Johnathon Schaech, Emmanuelle Chriqui, passaram estes dias na capital georgiana, Tbilissi, fazendo parte do elenco do filme Georgia ou apenas visitando os seus amigos.

A actriz britânica Keira Knightley visitou Tbilissi para estar perto do namorado, também britânico Rupert Friend, que no filme faz o papel do jornalista americano Thomas Anders, que visita a Geórgia nas vésperas da invasão russa, em Agosto de 2008. A estadia de Keira em Tbilissi não foi muito longa, os jornalistas georgianos foram excepcionalmente corteses, não incomodando o casal de namorados: http://www.youtube.com/watch?v=Sp-_XsabT8w
Val Kilmer juntou-se ao elenco, para fazer o papel baseado no carácter do cameraman holandês Stan Storimans do canal RTL, que morreu, atingido pelos disparos da artilharia russa no centro de Gori: http://www.youtube.com/watch?v=I19xjo2XJ3k

O actor americano Johnathon Schaech (“Sexo e a cidade”, “8 mm”), desempenha o papel do capitão Rezo Avaliani, é um duro soldado, que mesmo sabendo que o seu país não pode derrotar a Rússia militarmente, cumpre integralmente a sua missão: defender a Geórgia a todo o custo. Aqui podem ser vistas as fotos do Johnathon nas filmagens da “Geórgia”: http://johnathonschaech.net/georgia.htm

A actriz canadense de origem marroquina, Emmanuelle Chriqui, (a 90ª mulher mais sexy do mundo pela escolha de revista “Stuff” em 2002), fará o papel de Tatia, a jovem georgiana apanhada pela guerra.
Fontes: