segunda-feira, agosto 31, 2009

Ucraniano no Barça

O futebolista ucraniano Dmytro Chyhrynskyi (os catalões escrevem o seu nome como Dmitro Txigrinski), ex-defesa do FC Shakhtar Donetsk e da selecção da Ucrânia, desde hoje é o jogador do FC Barcelona (camisola № 21).

Jovem de 22 anos assinou o contracto por 25 milhões de dólares, tornando-se deste modo o jogador ucraniano mais caro da história das transferências do futebol nacional.

Embora na Liga dos Campeões deste ano a Barcelona e Dynamo Kyiv calharam no mesmo grupo F, Dmytro não vai jogar contra o Dynamo, pois no biénio 2009/2010 já jogou pelo Shakhtar.

Foto:
REUTERS/ http://www.daylife.com / Ledilid

Andriy Shevchenko de novo no Dynamo!

Enquanto isso, outro jogador ucraniano, Andriy Shevchenko assinou o contracto de dois anos com o clube que o tornou mundialmente famoso, Dynamo Kyiv. Desta maneira, o jogador voltou a Ucrânia dez anos depois da sua saída para o Milão.

A apresentação oficial do Shevchenko como o novo reforço do clube teve o lugar em Kyiv, no passado dia 30 de Agosto, no estádio do Dynamo, que agora leva o nome do Valeriy Lobanovskiy.

Apenas um pequeno senão, não se percebe como vai “sobreviver” em Kyiv a esposa do Sheva, a ex-modelo americana Kristen Pazik, pois até o Milão ela achava “tedioso”…

Departamento informativo do Dynamo Kyiv:
http://www.fcdynamo.kiev.ua/ua/dynamo/news/29283.html

Bónus, vejam o filme promocional da Ucrânia:
http://www.youtube.com/watch?v=AFlAzB0uCiA

quarta-feira, agosto 26, 2009

Corriere della Será: Ucrânia é Ucrânia!

Hoje encontrei na NET a belíssima publicidade dos anos 1990 do jornal italiano Corriere della Serra (publicidade de um Atlas geográfico). Um cosmonauta russo (para mim, o cromo é mais parecido como o piloto – aviador) cai na Ucrânia e exclama “Mamã Rússia”. Uma camponesa ucraniana lhe responde: “Que Rússia, aqui é Ucrânia”. O homem vai teimando: “Mas Ucrânia é Rússia”. A mulher continua firme “Ucrânia é Ucrânia”. O resto podem ver e escutar por vocês mesmo, “é italiano!”.

Ver no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=2-3igoswexQ

Uma das maiores bandeiras da Ucrânia:
http://www.youtube.com/watch?v=u1DxbnSdrrY

segunda-feira, agosto 24, 2009

Ucrânia comemora a Independência

Hoje, dia 24 de Agosto, a Ucrânia comemora a Independência da sua 2ª república, alcançada em 1991.

O Partido Popular da Ucrânia, decidiu comemorar a Independência, criando o billboard algo provocativo, que felicita os ucranianos “Pela Independência da Ucrânia”. Com as letras mais pequenos, anota que apenas “os moscovitas não comemoram”. Afirmação “politicamente incorrecta”, mas não deixa de ser real, de facto, apenas a 5ª coluna moscovita não irá comemorar a Independência nacional.

Ver o ensaio – geral da parada militar em Kyiv, em comemoração do Dia de Independência: http://www.youtube.com/watch?v=Mon0E1vyCeE
UPD: Muitas fotos da Olena Bilozerska:
http://bilozerska.livejournal.com/168188.html

Um destes dias recebi a frase interessante sobre um dos maiores problemas da Ucrânia e dos ucranianos de todos os tempos, que gostaria de compartilhar com os nossos leitores:

Hoje os ucranianos têm a falta de solidariedade. Qual é a razão? Acontece que o povo ucraniano pertence à idade de Ouro. O carácter ucraniano está programado para alcançar o ideal, por isso os ucranianos estão tão críticos em relação à tudo, que não corresponde a este ideal. No entanto, nos vivemos no tempo, quando o Mundo sobrevive a cruel idade de Ferro e o nosso povo se encontra em um estado difícil. Por isso é preciso mudar a psicologia, ou seja: nos temos que saudar qualquer actividade ucraniana, mesmo se essa actividade não é ideal. Cada ucraniano, que tenta reforçar, nem que seja um pouco, à si e a Ucrânia, já merece a aprovação e o apoio. A aprovação merece o simples facto, do que os ucranianos conseguiram sobreviver e preservar a sua auto – identidade étnica”.

Fonte:
http://sd.org.ua/news.php?id=16639

sábado, agosto 22, 2009

Recordar o pacto Molotov – Ribbentrop

Amanha, no dia 23 da Agosto, a Europa irá recordar o 70º aniversário da assinatura do tristemente famoso Pacto Molotov-Ribbentrop, acto secretamente negociado entre a Alemanha nazi e a URSS comunista, que dividia o velho continente entre estas duas potências totalitárias.

Proponho ouvir a canção patriótica finlandesa “Njet, Molotoff” (Não, Molotov), escrita em 1942 e dedicada aos acontecimentos da Guerra soviético – finlandesa de 1939 – 1940. A canção faz a troça das tentativas falhadas da URSS de invadir e ocupar a Finlândia. O principal alvo da troça é o ministro Molotov, que é comparado com Bobrikov, Governador – Geral czarista da Finlândia, conhecido pela sua brutal política de russificação forçada. Ele foi eliminado em 1904 por nacionalista finlandês nascido na Ucrânia, Eugen Schauman.

O autor da melodia é Matti Jurva, os co-autores da lírica – Tatu Pekkarinen e Robert von Essen.

Escutar a música original no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=-GFAagvV6mY

A tradução inglesa:
http://www.youtube.com/watch?v=RjjWSNTDVWc
Mais uma versão da canção finlandesa “Njet, Molotoff”
http://www.youtube.com/watch?v=wAxLAzHTuj8

p.s.
Futebol. Embora a equipa que ocupa no campeonato ucraniano a 11ª posição, FC Vorskla Poltava, foi ”superbamente e fantasticamente” (comentários da RTPi), vencida pela SLB por 4:0, para já, as outras equipas ucranianas conseguiram mostrar na Europa a sua garra: SK Sturm Graz 1:1 FC Metalist Kharkiv; FC Metallurg Donetsk 2:2 FK Austria Wien; Sivasspor 0:3 FC Shakhtar Donetsk.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Yushchenko responde ao medved selvagem

Presidente russo, como um bom russo, escreveu a carta e gravou o vídeo com a sua mensagem para o Presidente da Ucrânia, em língua russa. O Presidente da Ucrânia, como um europeu educado, respondeu ao seu homólogo na língua dele, começando a carta com a frase “Respeitoso, Dmitri Anatolyevich” e terminando com: “Com respeito, Viktor Yushchenko”.

Eis a essência da resposta ucraniana:

“Vou ser sincero, fiquei muito desiludido com o carácter não amistoso da mensagem. Não posso deixar de estar de acordo sobre que há sérios problemas entre os nossos países, mas é estranho que o Senhor exclua qualquer responsabilidade disso da parte da Rússia”, responde Viktor Yushchenko em uma carta publicada na página oficial do Presidente da Ucrânia na Internet.
1. Geórgia: “A posição da Ucrânia em relação aos acontecimentos do ano passado na Geórgia é conhecida e coincide com as posições de praticamente todos os países do mundo. Ela consiste no respeito exclusivo da soberania, da integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras do Estado georgiano ou de qualquer outro. /.../ A Geórgia não era e não é o objecto de nenhuma sanção ou embargo internacional do Conselho de Segurança da ONU, da OSCE, União Europeia ou outras organizações internacionais, referentes ao fornecimento do armamento, maquinas de guerra ou os produtos do uso duplo. Além disso, a proposta russa de impuser tais limitações no âmbito da OSCE, apresentada após o conflito russo – georgiano, não recebeu o apoio”.

2. NATO: “Isso nos obriga outra vez repetir as verdades básicas, do que o direito de escolher os meios internacionais da defesa da segurança nacional, nomeadamente, a participação em organizações político – militares, é o direito básico da soberania nacional do qualquer país, a Rússia o deve respeitar”.

3. Armada russa do Mar Negro: “Quero recordar, que o artigo 17 da Constituição da Ucrânia não permite a existência no território nacional das bases dos países estrangeiros. Ao mesmo tempo, o nosso país honra as suas obrigações internacionais sobre a permanência temporária da Frota do Mar Negro da Federação Russa no território da Ucrânia até o dia 28 de Maio de 2017. /.../ Durante todo o período da permanência da Frota russa no território da Ucrânia, os seus dirigentes violavam sistematicamente os acordos bilaterais e as leis ucranianas, sobre o que a Ucrânia permanentemente informava a contraparte russa”.

4. História: “A sua carta repete as recriminações conhecidas, cuja finalidade é a tentativa de privar a Ucrânia de ter a sua própria visão da sua própria história, seus interesses nacionais, as prioridades da política externa. /.../ Levantando a questão do reconhecimento internacional do Holodomor na Ucrânia em 1932-33, o povo ucraniano também paga o tributo da memória aos milhões dos russos, belarusos, kazaques e representantes de outras nacionalidades, que morreram de fome na região de Volga, Caúcaso do Norte, Kazaquistão e outras regiões da ex – URSS.

5. Situação da língua russa na Ucrânia: “Uma análise elementar e não engajada da situação linguística na Ucrânia e na Rússia testemunham sobre os factos absolutamente opostos. Exactamente na Federação Russa, hoje a minoria ucraniana é praticamente privada da possibilidade de realizar o seu direito de satisfazer as suas necessidades nacionais e culturais”.

6. Dois diplomatas russos expulsos: “Temos que frisar, que antes da acção à que fomos obrigados, nos fornecemos à contraparte russa, em três ocasiões separadas, a informação sobre as acções ilegítimas dos referidos diplomatas de alta patente. A parte ucraniana apresentou a base material bastante extensiva, que provava as suas actividades na Ucrânia, que lesaram os interesses nacionais ucranianos. Ao mesmo tempo, as acções da contraparte russa contra o diplomata ucraniano são absolutamente gratuitas e infundadas”.

Em jeito do comentário:

1. Pessoalmente, acreditava, que a Rússia irá “pedalar” a situação com a “não designação” do embaixador até as eleições, subsidiando deste jeito a subida da popularidade da candidatura presidencial do Yanukovich. Mas pelos vistos, neste caso, Yulia Timoshenko foi mais ágil, pois também declarou imediatamente, que “quando for presidente, será melhor amiga do grande vizinho”.
2. Como tal, parece que os russos optaram por não complicar a situação, sob a pena de ficarem sem o representante oficial durante o “Inverno eleitoral quente”, informando quase de imediato, que Medvedev nomeou Mikhail Zuravov, antigo ministro da Saúde e da Segurança Social, como o novo embaixador da Rússia na Ucrânia.
3. Conhecido na Rússia como o “ministro que arruinou a Saúde”, especula-se que Zuravov foi enviado a Ucrânia como o “testa de ferro”, para arruinar aquilo que ainda está de pé nas relações entre os dois países. Neste aspecto digo, que “ver – vamos”.
4. Acredito também que até as eleições presidenciais ucranianas, marcadas para o dia 17 de Janeiro, a Nigéria do Norte ainda tentará muitas artimanhas, para influenciar o eleitorado ucraniano. No fim, espero que novamente “levará nas fuças”, para depois poder se queixar do que foi vencida pelos “dinheiros da CIA e agentes do George Soros”.
5. Original da carta do Presidente Viktor Yushchenko ao seu homólogo russo: http://www.president.gov.ua/ru/news/14676.html

quinta-feira, agosto 13, 2009

O ursinho que exagerou na branquinha...

Os ucranianos já estão mais que acostumados ao chauvinismo primário dos mais altos dirigentes russos. Se falar apenas sobre os anos após a queda da URSS, teremos na mente a postura paternalista do “czar” Yeltsin. Que por sua vez foi substituído por um mesquinho sargento da KGB, que ora lamentava que “os rapazes ucranianos o desiludiram”, ora afirmava com toda a convicção de neófito, que “ninguém no mundo precisará do toicinho ucraniano”. Posicionando-se como Stalin № 2, o homem se achava (acha) o especialista em tudo, da suinicultura às belas artes, da ginástica aos submarinos.

O actual presidente russo, além de ser um sujeitinho bastante complexadinho por causa da sua estatura baixinha, não consegue acertar no papel, que lhe calhou pela decisão do Kremlin. Escolhido a dedo para representar a peça chamada “a primavera kremlinista”, presidente Ursinho, digo Medvedev, no fundo da sua alminha adoraria de ser um “polícia mauzinho”, do tipo xerife do faroeste, que ora “guerreia” a Geórgia, ora dirige o sermão “imperial” a Ucrânia.

Antes de ontem, o presidente Medvedev, anunciou a sua (do seu pai político?) decisão de adiar o envio do novo embaixador russo a Ucrânia devido à alegada política “anti-russa” perpetuada pelos ucranianos, afirmando que espera por um novo homólogo ucraniano, para normalizar as relações bilaterais. Tudo isso, escrito e gravado na mensagem especial, que Medvedev enviou ao Presidente da Ucrânia, Victor Yushchenko.
Em que Medvedev acusa a Ucrânia?

1. Pelo “abandono dos princípios da amizade e cooperação com a Rússia reafirmados no Tratado de 1997” e pelos “esforços para dificultar as actividades da armada russa do Mar Negro”.

Basicamente, este tratado, assinado da parte ucraniana pelo 1° Presidente da Ucrânia independente, Leonid Kravchuk em 1993, estabeleceu as bases da armada russa no território da Ucrânia, bases, que a Rússia terá que desactivar já no ano 2017, mas não tem o dinheiro para tal e gostaria de poupar nas despesas. Além disso, a Rússia usa as suas bases na Crimeia, como a plataforma de propagação dos sentimentos anti – ucranianos e anti – Estado ucraniano, entre os colonos da origem russa, que o estado soviético enviou para aquela zona após II Guerra Mundial, na tentativa de preencher o lugar dos povos autóctones da península, deportados para a Ásia Central por Stalin (os Tártaros da Crimeia, os gregos, arménios, etc).

2. Pelo apoio que Ucrânia deu a Geórgia, durante a invasão do seu território pelo exército russo em Agosto de 2008.

Medvedev faz de conta que não sabe, que o armamento ucraniano, alegadamente vendido, era composto por sistemas da DEFESA anti – aérea, e de nenhuma maneira pode ser considerado como a ferramenta de ataque. E se, de facto, os BUK ucranianos ajudaram abater alguns invasores do espaço aéreo da Geórgia, ninguém os convidou para lá estar. Podiam voar no seu território nacional (lá, onde alguns deles foram sepultados), nada de mal iria os acontecer.
3. Pelo “desejo obstinado de ingressar na NATO contra a opinião dos cidadãos do país”.

Parece que Medved esqueceu, que não é nenhum porta – voz ou advogado dos tais “cidadãos” da Ucrânia. E que os ucranianos possuem os instrumentos legais para exprimir as suas próprias vontades, quer através do processo eleitoral livre, quer através dos outros processos, previstos na legislação nacional ucraniana.

4. Pelo “aposta na ruptura dos laços económicos existentes /.../ no sector da energia /.../, perigando a utilização estável do sistema único de transporte de gás”.

Na última década, a Rússia compra todo o gás que consegue na Ásia Central (alguns analistas consideram, que cerca de 63% do gás vendido pela Rússia a UE é proveniente daquela região), para que o mesmo não possa ser comprado pela Ucrânia. E depois tenta revender este mesmo gás a Ucrânia, drasticamente aumentando os preços, exactamente nas vésperas do tempo frio do Inverno.

5. Medvedev acusa a Ucrânia de “tentam rever a história comum”, de “glorificar os aliados dos nazis” e de “desalojar a língua russa da vida social na Ucrânia”.

Não consigo imaginar algum político português ousar de acusar o Brasil ou Moçambique em “rever a história comum”, por glorificar Tiradentes ou Samora Machel. Também não perceptível como é possível chamar o General do UPA, Roman Shukhevych do “nazi”, esquecendo que a Rússia actual quase “beatifica” os “feitios” do Stalin, que cooperava com a Alemanha nazi entre 1933 e 1939 de maneira clandestina e entre 1939 e 1941, fazia o mesmo de modo aberto. Todos estes aspectos foram muito bem formulados na crónica da Cristina Mestre, que escreve assim: “Muitas destas críticas pareceriam estranhas se aplicadas a outro país, por exemplo, a Suiça, em vez da Ucrânia, /.../ ao recordar que um país soberano tem o direito de aderir a alianças militares, de vender armamento a outros Estados, a não prestar atenção a uma língua estrangeira, etc.”.

6. Medvedev também não gostou da recente decisão de Kyiv de expulsar os diplomatas russos, por causa da sua ingerência nos assuntos nacionais da Ucrânia.

7. E por último Urso Jr., “pisca o olho” às próximas eleições presidenciais ucranianas, (marcadas para o Janeiro de 2010), afirmando que: “Na Rússia esperam que a nova direcção política da Ucrânia esteja pronta para estabelecer entre os nossos países relações que correspondam realmente aos verdadeiros interesses dos nossos povos, aos interesses do reforço da segurança europeia”.

Em jeito do comentário:

a) A Rússia, definitivamente entrou no processo eleitoral ucraniano;
b) Em 2004, a Rússia, alegadamente, gastou 600 milhões de USD na campanha de Yanukovich e perdeu;
c) Neste ano, durante a profunda crise económica russa (vejam as recentes palavras do Medvedev sobre a “Rússia que está se afundar mais rapidamente do que os outros”), o Moscovo decidiu poupar nas finanças, ensaiando a chantagem emocional e psicológica do cidadão ucraniano, usando as “iscas” do tipo: “Querem ser nossos amigos, votem em Yanukovich”.
d) Daí o surgimento rapidíssimo das declarações do Yanukovich, afiançando o “Big Brother” do que “quando for presidente, serei o melhor amigo mais fiel da Rússia” (assim fala o “rapaz” que “desiludiu” Putin).
e) Kremlin acabou por mais uma vez optar pelo Yanukovich / e o seu Partido das Regiões, em detrimento da Yulia Timoshenko / BYUT, com o medo do que a Sra. Timoshenko não tomará à sério as suas promessas ao Kremlin, já no dia seguinte após as eleições.
f) Como o cenário alternativo (possível, mas pouco provável), o discurso do Medvedev também poderá ser um exercício das Relações Públicas, centrado na necessidade de “empurrar” o eleitorado ucraniano para Yulia Timoshenko (criando o papão Yanuk de um lado e apostando em descrever Viktor Yushchenko como o inimigo absolutamente malvado do bom “czar” moscovita);
g) A fortíssima crença, quase religiosa, dos russos, do que QUASE TODOS os ucranianos (pequenos russos, sublinha-se), sonham acordados com o retorno esperado da bota e do tanque moscovita, faz com que muitas das vezes, numa situação tecnicamente favorável (como nas vésperas da Revolução Laranja em 2004), eles acabam por perder as batalhas estratégicas por um erro técnico, neste caso o excesso de confiança. Acredito que mais uma vez, poderemos estar perante um cenário idêntico. A única força que poderá permitir a vitória dos russos, seria a própria Ruína ucraniana (falta de consenso, vontade suprema de toda a gente ocupar os lugares da chefia, etc.). Mas isso é uma outra história...

quarta-feira, agosto 12, 2009

Curso de língua ucraniana no Brasil

Centro de Línguas da Universidade Federal do Paraná (Brasil, cidade de Curitiba)

OFERTAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2009

Turmas de 60 horas – início em 24 de Agosto

Língua Ucraniana 2 – 3ª/5ª – 18:30/20:20 Professora Paulina Tchaika Milus
Língua Ucraniana 3 – 2ª/4ª – 18:30/20:20 Professora Paulina Tchaika Milus
Língua Ucraniana 5 – 3ª/5ª – 18:30/20:20 Professora Olga Nadia Kalko
Língua Ucraniana 6 – 2ª/4ª – 18:30/20:20 Professora Olga Nadia Kalko

Veja mais informações sobre inscrições na página: http://www.celin.ufpr.br

Foto (Capela de Banduristas Fialka):
http://br.geocities.com/bandurafialka

terça-feira, agosto 11, 2009

A cultura e tradições ucranianas em Santander

El Centro Municipal de Inmigración y Cooperación al Desarrollo (CMICAD) de Santander acogerá desde mañana, 11 de agosto, hasta el próximo 1 de septiembre, la exposición fotográfica “Houtsouls-Peuple des Carpates”, compuesta por 40 fotografías del fotógrafo Cyril Horiszny que muestran la cultura, folclore y las tradiciones más arraigadas de Ucrania.

La concejala de Salud, Inmigración y Cooperación al Desarrollo, Carmen Martín, explicó en un comunicado que el material expositivo, itinerante por todo el mundo, ha sido realizado por el fotógrafo Cyril Horiszny, que en sus inicios retrató a los habitantes de los barrios populares y cosmopolitas de París, Lviv y de la zona oeste de Canadá.

Tras varios años realizando este tipo de trabajos, decidió fotografiar la Europa del Este y más concretamente de Ucrania, país de origen de sus abuelos.

De estas imágenes, explicó Martín, surge la exposición “Houtsouls-Peuple des Carpates”, que ha sido cedida a la Asociación de Ucranianos y Gente del Este “Oberig”, con el fin de ser expuesta en el CMICAD y así “poder acercar a los vecinos de Santander las costumbres y la cultura de este país”.

La exposición permanecerá abierta al público del 11 de agosto al 1 de septiembre en horario de lunes a viernes de 9 a 13.30 horas y de 17.30 a 19.30 horas.

Ler mais em castelhano:
aqui, aqui, aqui, aqui e aqui

Escutar a notícia em castelhano

segunda-feira, agosto 10, 2009

Pela vossa e nossa Liberdade!

Proponho-vos uma bela música georgiana, para recordar a guerra e a brutalidade da máquina de guerra russa, na sua agressão contra a Geórgia:
http://www.youtube.com/watch?v=qzPVgZQJVoM

O blogueiro georgiano conhecido como George, que mantém o Livejournal, Facebook e Twitter sob o nick do Cuxymu, foi o alvo de piratas informáticos russos, que atacaram em simultâneo as suas três páginas (causando problemas técnicos graves na rede social Twitter e Livejourral), exactamente nas vésperas do 1º aniversário da guerra de Agosto.

Fonte:
http://edition.cnn.com/2009/TECH/08/07/russia.georgia.twitter.attack/index.html

quarta-feira, agosto 05, 2009

O universo ucraniano do Miguel Bakun

Proponho-vos mais dois artigos sobre a obra e a vida do Miguel Bakun (Mallet, 1909Curitiba, 1963), um pintor pós-impressionista e expressionista ucraniano – brasileiro, considerado um dos pioneiros da Arte Moderna no Paraná.

De mãos dadas com Bakun
Publicado em 02/08/2009 MARCIO RENATO DOS SANTOS – Gazeta do Povo

Depois de uma década de pesquisa, Eliane Prolik produz um livro e viabiliza uma exposição com obras de um dos mais importantes artistas do século 20

Eliane Prolik caminha pelas dependências da Casa Andrade Muricy, não sorri em um primeiro momento, mas está muito contente. Até mais feliz do que estaria se a exposição em cartaz fosse com obras de sua autoria. Nas paredes, mais de 50 quadros de Miguel Bakun. Depois de dez anos pesquisando o universo do pintor, ela finalmente conseguiu compartilhar com a comunidade um recorte da produção desse expressivo artista.

Pinheiros. Fundos de quintal. Paisagens marítimas e urbanas. Bakun recriou com verve única, ou palheta autoral, a aldeia em que esteve inserido. Eliane sabe que o talento do artista foi lapidado na adversidade. De origem humilde, lutou muito para se tornar um personagem, seguramente um dos protagonistas, no cenário artístico paranaense, que para muitos não passa de miragem, ou no máximo ficção.

O que impressiona Eliane é que Bakun se reinventou a cada novo quadro. Não seguia nem mesmo os próprios padrões. Cada pincelada era uma nova descoberta. A arte como resultado de um mergulho no desconhecido – no caso dele, na tela em branco. De pois de vários passos, muitas palavras, Eliane sorri. Mas fica melancólica ao lembrar que a exposição termina dia 9 de Agosto.

Ler mais:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=910577

Bakun, o maior
Publicado em 04/08/2009 FABRICIO VAZ NUNES * – Gazeta do Povo

A pintura de Miguel Bakun aparece no mesmo período que vê nascer a revista Joaquim, na segunda metade da década de 1940. Naquele tempo, os jovens artistas e escritores do Paraná buscavam superar o atraso da produção artística da província, actualizando as suas poéticas em conexão com o que acontecia no resto do Brasil e no mundo. Essa busca de actualidade incluía uma crítica violenta de tudo o que representava a tradição, encarnada na pintura ainda académica de Alfredo Andersen e na poesia simbolista de Emiliano Perneta. Por outro lado, o fim da Segunda Guerra Mundial era uma lembrança muito próxima e assustadora, que impelia os artistas a reconsiderar, globalmente, o seu papel na sociedade. Importava ser não apenas actual, mas também universal, respondendo ao novo momento histórico; criticando Emiliano, Dalton Trevisan afirmava que “para nós, neste instante, são as fronteiras do mundo, e não as da Rua XV, que procuramos atingir”.

Ler mais:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=911392

* * *
Serviço
Miguel Bakun – a Natureza do Destino. Casa Andrade Muricy (Al. Dr. Muricy, 915), (41) 3321-4798. De segunda a sexta, das 10 às 19 horas; sábado e domingo, das 10 às 16 horas. Até 9 de Agosto.

* Fabricio Vaz Nunes é crítico e historiador da arte e professor da Escola de Música e Belas-Artes do Paraná (Embap).

segunda-feira, agosto 03, 2009

A União Europeia em 2030

VISIONS OF EUROPE IN 2030

Algumas visões sobre a União Europeia e a Europa daqui à 20 anos. Recomendo uma reflexão sobre as ideias expostas.

A Postmodern Middle Ages
By Parag Khanna
In the future, globalization will further weaken the nation-state. A long transition process toward global government will be, like the Middle Ages, a time of great insecurity. But Europe's governance structure will prevail, even in the United States. It will buy its way to peace and its model will be copied across the globe.

/…/

Not only Ukraine and Turkey, but with any luck even depopulated, cantankerous Russia will be an EU member by 2030.

/…/

The robust Ukrainian and Turkish populations will be ever more part of the European economic and social fabric, maintaining the empire's status as a manufacturing juggernaut.

http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,637830,00.html

Russia as Bogeyman
By Wolfram Eilenberger

This applies particularly to Russia, the currently assertive and completely overrated bogeyman of Europe. It makes little sense for Russia to contemplate a reactivation of its zone of influence (its demographic development is a disaster, and in structural terms the potential of the last decade of luxury has been squandered on nepotistic petro-politics). On its eastern borders it is already seeing a creeping Sinicization that it is helpless to combat, and it will remain fully occupied with maintaining the status quo on its Muslim borders in the south. By 2030 at the latest (probably after surrendering territory in the east) Russia will at best be able to hope -- like Ukraine und Turkey -- for inclusion in the European Union, thus developing its market according to the latter's rules. This will prove a liberating solution for both sides.

http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,637522,00.html