sábado, dezembro 27, 2008

Holodomor: exposição em União da Vitória

No dia 14 de Dezembro no Estado do Paraná (Brasil), foi inaugurada na igreja do Matriz de São Basílio Magno a exposição sobre o Holodomor, a Grande Fome artificial, implantada pelo regime soviético nos anos de 1932 – 1933 na Ucrânia.

Dom Daniel Kozlinski, bispo da Regional Sul da Eparquia Ucraniana no Brasil, idealizador da exposição, durante a homilia na celebração do último domingo, fez uma explanação geral sobre esta grande tragédia do povo ucraniano e de toda a Humanidade. Durante seu pronunciamento, Dom Daniel falou sobre a terrível realidade do confisco dos alimentos dos camponeses, que pereceram de fome e frio durante esta página negra da história mundial.

Os registros demográficos mostram claramente que durante os anos de 1932 e 1933 praticamente 10 milhões de pessoas pereceram na Ucrânia. Para termos uma noção da terribilidade desta quantia, é o mesmo que toda a população do Paraná desaparecesse no curto período de dois anos.

Toda a história desta tragédia está retrata em painéis em língua ucraniana (e com a tradução para o português) e mostra os factos chocantes sobre o Holodomor, milhares de mortes (constam citações oficiais de canibalismo, pais que mataram filhos para saciar a fome) A iniciativa é uma maneira de lembrar daqueles de morreram e um apelo para que nunca mais aconteça.

Hoje, o Governo da Ucrânia, apoiado pelas diversas organizações ucranianas da Diáspora vem lutando pelo reconhecimento mundial deste genocídio contra o povo ucraniano. A exposição está aberta diariamente até sexta-feira, a partir das 17:30h, na Matriz de São Basílio Magno.

por: Vilson José Kotviski
Porto União – SC
União da Vitória – PR

Publicado:
http://www.trembita.com.br/
http://www.pessoal.utfpr.edu.br/zasycki

domingo, dezembro 21, 2008

As capas do The New Yorker

Aqui podem ser vistas as capas da revista "The New Yorker", números 1 - 3699...

http://www.coverbrowser.com/covers/new-yorker/74

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Exposição ucraniana em Barcelona

Entre os dias 18 de Dezembro (às 19:30) e o dia 18 de Janeiro de 2009, em Barcelona (Catalunha – Espanha), será exibida a mostra fotográfica do artista franco – ucraniano Cyril Horiszny, dedicado aos hutsulos, um sub – grupo étnico ucraniano que vive nos montes Cárpatos.

Local:
Centro Cultural Ignasi Iglésias – Can Fabra
Auditório, entrada é livre
http://www.bcn.cat/canfabra/index.htm

Espacio: Auditori (Entrada lliure)

Dijous 18 (19.30): Taula rodona amb el fotògraf ucraïnes Cyril Horiszny amb motiu de la inauguració de l'exposició Els Hutsuls: un poble dels carpats Ucraïnesos.

Com arribar al Centre Cultural Can Fabra:

Adreça:
Segre, 24-32, 08030, Barcelona
Tel. 933 600 565
Fax: 933 600 566

Els transports:
BUS: 11, 35, 40, 73, B-20, N-9
METRO: L1 Sant Andreu
RENFE: Sant Andreu Comtal
Pàrquing: Pl. Can Fabra

Ler mais em catalão:
Exposició: Els Hutsuls: un poble dels carpats Ucraïnesos
Quem é Cyril Horiszny?
http://www.kyrylo.com/

p.s.

Meus caros amigos e leitores, hoje entro de férias, por isso só voltarei ao serviço e ao Internet após o dia 08 de Janeiro (se não acontecer nada fora de comum).

Por isso desejo vós um belo dia do Santo Nicolau (que é hoje), além do Natal Católico e Natal Ortodoxo felizes e Ano Novo de 2009 próspero! Desejo que todos os sonhos da gente boa sejam concretizados no próximo ano, por exemplo a Geórgia e Ucrânia entrarem na NATO e no futuro próximo na União Europeia.

Bjs!

Ucrânia publica o primeiro abecedário cigano da Europa

Na cidade ucraniana de Lutsk (província de Volyn), foi publicado o primeiro abecedário cigano (roma) de toda a Europa. O objectivo principal desta edição é a defesa da identidade dos romas ucranianos, que não possuem a escrita própria e, geralmente, usam o alfabeto do seu país de acolhimento.

Os autores do abecedário são líderes da ONG “Terne Roma”, casal Serhiy e Tatiana Hryhorychenko. Eles explicam que o abecedário editado na Ucrânia é único, pois está escrito em dialecto compreendido em cinco países da Europa. O próprio Serhiy Hryhorychenko, afirma entender cerca de 16 dialectos da língua cigana.

Abecedário dos romas é dividido em três partes. Primeiro é temático: meses, dias da semana, números, outros temas básicos. Segundo é o alfabeto dos romas, construído na base do alfabeto ucraniano. Terceiro: são contos mágicos (o mais original se chama: “Como o cigano salvou a vida do Jesus Cristo”) e a poesia.

A primeira tiragem, que custou cerca de 1.500 dólares (fundos da administração estatal e dos patrocinadores privados), foi de 1.000 exemplares.

Fonte:
http://www.zaxid.net/newsua/2008/12/11/143015

Bónus extra

Os fuzileiros navais da Ucrânia do batalhão especial aquartelado na cidade da Feodósia
http://www.youtube.com/watch?v=MzzgGdfsRaU

Fotos da Ucrânia dos anos 60 do século passado, da revista americana LIFE (atenção, em vez da Ucrânia, LIFE escreve “Rússia”, além disso, algumas das fotografias são mal datadas):
http://images.google.com/images?hl=en&q=ukrainians+source%3Alife

Paris je t'aime em ucraniano…

Quem já esteve em Paris e passeava no bairro boémio de Montmartre, viu essa parede com declarações de amor em quase todas as línguas do mundo. A frase ucraniana também está lá, embora para encontra-la o turista médio gastava cerca de meia – hora. Por isso não é de estranhar, que um ucraniano anónimo resolveu mudar a situação.

Com letras bem visíveis ele deixou a sua sentença, sem estragar as inscrições dos outros apaixonados (facto que merece todo o respeito). E ainda, acrescentou o coração e a terminação UA, isso para que ninguém tenha duvidas. Agora, um turista ucraniano pode poupar a sua meia – hora para algo mais cativante do que a observação de uma parede!

Fonte & Fotos:
http://och.livejournal.com/119485.html

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A Ucrânia e a crise mundial...

Ultimamente não é possível assistir as notícias na televisão sem ouvir a palavra crise em diferentes línguas e em diferentes tons: muito alarmista nos EUA, assim – assim em Portugal e quase nada em Moçambique.

E a Ucrânia? Perguntam vocês, como ficou a Ucrânia? O meu artigo de hoje será dedicado a crise na Ucrânia, assim como ela é vista por amigos e conhecidos meus (não esperem de mim grandes análises macro – económicos, eu não sou desses).

Então, em primeiro lugar temos a questão da desvalorização da moeda nacional, conhecida internacionalmente pela sigla de UAH (hryvnia). Se antes da crise do sub – prime americano a moeda ucraniana era trocada aproximadamente à razão de 5,5 (1 USD = 5,5 UAH), hoje, 17.12.2008, o Banco Nacional Ucraniano afixou o câmbio oficial em 1 USD = 7,7383 UAH e os câmbios privados já pagam 7,5 – 7,9.

Os consumidores em massa tentam cancelar os seus créditos bancários de compra de automóveis e apartamentos, principalmente se o crédito foi fixado em dólares. Obviamente, os bancos não querem receber os tais automóveis de volta, pois não tem a quem os vender. Os créditos fáceis são muito parecidos com as drogas ditas “leves”, é fácil habituar-se e é muitíssimo difícil deixa-las.

Foram fechados vários projectos nas áreas de média, comunicações, novas tecnologias, alguns jornais da capital encerraram as suas redacções regionais.

Mas em geral as pessoas dizem que a crise dos anos 90 era muito mais assustadora e preparam-se para fazer o ski, snowboard ou outras actividades lúdicas nos montes Cárpatos. Como diz a velha máxima, comer, beber e divertir-se a humanidade irá sempre...

Outra consequência da crise é a queda dos preços no mercado dos apartamentos a arrendar. Se em 2000 uma casa T0 custava em Kyiv entre 35 USD (periferia, obras à fazer) e 100 USD (bairro da classe média, após as obras), então em apenas 5 anos os preços enlouqueceram. Em 2005 um T0 já custava no mínimo 200 USD (periferia profunda ou arredores da cidade, obras à fazer), enquanto um T0 decente era alugado na cidade por 400 – 500 USD. Hoje já é possível alugar um T1 por (3.000 UAH / 7,5 = $400)

Por exemplo, como escreve o usuário Ingoo, a dona do seu T1 alugado, Sra. Nina, em 2007 começou a cobrar a renda de $300 / mês. Durante os últimos dois anos, a senhora sempre aumentava a renda, até chegar aos $600. É de salientar que a casa não tem nem televisão, nem maquina de lavar roupa e quase não tem mobília. As obras foram feitas assim – assim e o seu preço real não podia ultrapassar os $450 – $500.

Por isso, pagando o mês de Dezembro, Ingoo decidiu mudar da casa, começando a fazer uma prospecção do mercado imobiliário. Os profissionais das agências imobiliárias logo lhe contaram que:

Todos as imobiliárias passaram a usar a moeda nacional como a referência (câmbio do dólar muda constantemente);
Apartamentos T1 são disponíveis em todos os bairros de Kyiv ao preço de $400, $466 e $533;
A oferta supera a procura e os donos dos apartamentos facilmente fazem descontos;
As agências imobiliárias já não cobram 50% da primeira renda, agora democraticamente contentam-se com uma nota de $50.

Outro amigo meu, jornalista de profissão, Ledilid escreve que o tema da crise foi uma bela desculpa para que os jornalistas ucranianos comessem todos as suas reportagens e artigos da TV / média com frase do tipo: “Como a crise financeira afectou o ...”. E depois se fala sobre o que quiser, desde o sexo dos animais no jardim zoológico até o programa de culinária, onde o cantor romântico Alexander Ponomariov prepara a massa cotovelo à marinheiro.

A televisão “Inter” foi entrevistar a esposa de um milionário ucraniano, perguntando-lhe sobre a crise. A senhora contou que a sua conta de gás natural (e das suas amigas) é “muito alta”. A TV “TET” estava a calcular quanto dinheiro as (os) cantores pimba vão perder por causa da crise. Pois a crise significa corte nas festas corporativas e até actuações aqui e ali (nos hotéis, restaurantes, casas particulares), estão comprometidas.

Portanto, a crise na Ucrânia existe, mas como diz o ditado popular ucraniano “uns tem a sopa fraca, outros os diamantes pequenos”.

A crise vista pela Letónia

Para terminar, proponho-vos a publicidade social da Letónia. Os vendedores expõem as arvores de Natal: chinesas, dinamarquesas, lituanas. O jovem fatiota pergunta ao avô – vendedor (com sotaque típico não letão): “este arvore daonde?”. Avô responde: a arvore é nossa, letã. O jovem vira a cara e vai embora. Uma criança pede a mãe: vamos comprar a nossa, da Letónia!

Depois vem o texto: “Oferecendo nas festas as prendas da Letónia, vocês não apenas alegram os próximos, mas também tornam a Letónia mais forte. O patriotismo têm o seu senso, principalmente nestes tempos”. E aparece o logotipo do partido nacionalista letão Tēvzemei un Brīvībai (Pela Pátria e Liberdade).

Ver a publicidade da Letónia:
http://www.youtube.com/watch?v=IV5nhcvrIiU

Holodomor na CNN e NTD

Vejam o clip sobre o Holodomor, que foi demonstrado na CNN em Novembro deste ano. Em 30 segundos é relatada a tragédia da Ucrânia que apenas em dois anos (1932 – 1933) do celeiro da Europa se transformou no campo da morte e da devastação.

Aproxima-se o dia do Sto. Nicolau

Santo Nicolau (Св. Миколай) é o análogo tradicional ucraniano do Pai Natal português. Venerado, principalmente na Galiza ucraniana, ele aparece na noite de 18 para 19 de Dezembro e oferece as prendas para os meninos bem comportados. A particularidade ucraniana é que o Sto. Nicolau coloca as prendas debaixo da almofada. Toda a criançada, geralmente, passa essa noite em branco (para não perder o momento da chegada do Sto. Nicolau), mas mesmo assim, de manha, cedo, encontra uma prenda debaixo da sua almofada.
Contado por Dr. Rostislav Chaplynskiy
Continua....

terça-feira, dezembro 16, 2008

Nosso blogue completou 4 anos da vida

O blogue da Comunidade Ucraniana de Moçambique, criado em 2004 na auge da Revolução Laranja, completou no dia 15 de Dezembro de 2008 os seus primeiros quatro anos da vida. Hoje propomo-lhe uma curta “visita guiada” na história da Comunidade Ucraniano no país, desde os primeiros emigrantes, até os dias de hoje.

Primeiros ucranianos em Moçambique

Entre primeiros ucranianos que se radicaram em Moçambique podemos citar o caso de Mikhailo Tereshchenko, Ministro das Finanças no Governo Provisório de Alexander Kerensky. Apôs sua saída da prisão bolchevique em 1918, ele trabalhou em Moçambique nos anos 1950, nos quadros da empresa MODAL. Mais tarde, Moçambique foi escolhido como a sua pátria o Sr. Leo Kröger, filho da mãe ucraniana e do pai alemão, que nasceu em 1912 na cidade de Khabarovsk. O seu avo, Arseniy Shvorin era professor na cidade de Kyiv, onde foi preso pela polícia czarista pelo seu envolvimento no Movimento Popular (Narodnik) e exilado à força junto com a família para o Extremo Oriente russo.

Leo Kröger viveu uma vida longa e extremamente estimulante, foi caçador e empresário na China, foi perseguido pala NKVD (a sua irmã e o seu cunhado foram fuzilados pela NKVD durante as purgas na Ucrânia entre 1937 – 38), acabando radicar-se em Moçambique desde o ano 1956 e até a sua morte em 2004. Ele escreveu vários livros sobre a sua vida, que foram publicados na RAS, EUA e Rússia.

Ucraniano étnico, Tomas A. Kalesnichnko (1930 – 2003), colunista político soviético (oficialmente) e espião por conta da KGB, visitou Moçambique no início dos anos 60 à convite do “Príncipe da Beira”, Eng.º Jorge Jardim.

Outros ucranianos ilustres ou simplesmente interessantes, que passaram pelo Moçambique recentemente, foram o ucraniano – brasileiro, Subprocurador Geral da República do Ministério Público Federal, Dr. Miguel (Myhaylo) Guskov (em 1997), cujos pais são oriundos da província ucraniana de Odessa e o empresário do ramo da pesca, Igor Sikorsky, sobrinho – bisneto do inventor ucraniano do helicóptero moderno, Igor Sikorsky (em 2006).

Os moçambicanos na Ucrânia & emigração moderna

Os primeiros moçambicanos foram estudar à Ucrânia no início dos anos 60, pela mão da FRELIMO. Assim, em 1964 – 1971, o representante da FRELIMO na Ucrânia (exactamente na Ucrânia e não na URSS), era Dr. António Lourenço Chade, hoje uma figura extremamente respeitável no seis do sistema jurídico moçambicano, principalmente na província nortenha da Nampula.

Obviamente, depois da Independência de Moçambique, o número de moçambicanos a frequentar os cursos médios e superiores na Ucrânia quadruplicou. Alguns destes estudantes casaram-se na Ucrânia, várias famílias escolheram viver em Moçambique, outros separaram-se entre dois continentes.

Uma das primeiras mulheres ucranianas que foi viver para o Moçambique, foi a Maria Smoliar, pintora mais conhecida pelo seu nome artístico de Maria Cenzane. Em 1989 (?) ela ganhou em nome de Moçambique o concurso da pintura no Japão, com um quadro dedicado à tragédia ucraniana de Chornobyl.

Comunidade Ucraniana de Moçambique. Actualidade

Neste momento a comunidade ucraniana basicamente é formada por três grandes grupos de cidadãos: médicos, professores e as mulheres que se casaram com os estudantes moçambicanos na Ucrânia, escolhendo de seguida Moçambique como sua segunda pátria.

Pelos nossos cálculos podemos falar sobre cerca de 150 famílias mistas e umas 200 crianças moçambicano – ucranianas. Infelizmente, a política do actual Ministro da Saúde, Sr. Dr. Paulo I. Garrido faz com que nos últimos quatro anos, um número muito grande dos médicos ucranianos e as suas famílias, deixou o Moçambique (por não prorrogação dos contractos, a oferta de contractos de categoria “D” e “E”, simplesmente humilhantes para os profissionais experientes, etc.)

Moçambique não têm nenhumas organizações sócio – culturais ou religiosas ucranianas, a maioria dos crentes da comunidade pertencem à igreja ortodoxa e frequentam as missas na Igreja Ortodoxa Grega do Arcanjo Gabriel em Maputo. Até o pouco tempo, o padre que tomava a conta dos ortodoxos em Moçambique era Jorge (Georhiy) Zolotenko, ucraniano formado em teologia na Grécia.

Moçambique também não possui nenhuma representação diplomática da Ucrânia, a Embaixada e Consulado mais próximos estão na RAS, em Pretória, mas o Encarregado de Negócios e Cônsul interino da Ucrânia em Moçambique, têm a residência na na cidade de Luanda na República de Angola.

Em Setembro de 2006, o Embaixador Honorário e Plenipotenciário da Ucrânia em Moçambique, Sua Excelência Dr. Volodymyr Lákomov, visitou o nosso país (teve o encontro com a Sua Excelência Presidente da República Armando E. Guebuza e com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dra. Alcinda de Abreu). Em Setembro de 2007 Moçambique foi visitado pela Cônsul interina da Ucrânia, Dra. Tatiana Nagruzova e em Abril de 2008 pelo Encarregado de Negócios a.i. da Ucrânia na República de Angola e em Moçambique Sr. Volodymyr Kokhnó.

Primeiro blogue ucraniano em África

O nosso blogue foi criado no dia 15 de Dezembro de 2004, na auge da Revolução Laranja, basicamente, para informar os falantes do português sobre a realidade ucraniana (havia muita gente desenformada e havia também muita gente que desenformava). O nosso público – alvo eram e continuam a ser, os cidadãos do espaço da CPLP, até hoje (15.12.2008), o blogue já foi visitado pelas 112.590 pessoas. Não somos, obviamente, os campeões de audiências, mas ficamos extremamente sensibilizados, quando alguns leitores nós escrevem assim: “começo o meu dia, lendo o vosso blogue”. Conhecem algo mais estimulante do que isso?

Trabalho comunitário

A nossa cooperação principal é com o sítio brasileiro Portal Ucraniano, criado pelos brasileiros da quinta geração da emigração ucraniana naquele país da América Latina. Muitas das vezes a juventude ucraniano – brasileira já não fala ucraniano, por isso é muito importante para eles, receber a informação positiva e honesta sobre a Ucrânia na sua língua materna, neste caso é o português. Por sua vez, o Portal Ucraniano é um valioso instrumento da divulgação da informação sobre a vida da comunidade ucraniana do Brasil, implantada neste país há mais de 100 anos.

Além disso, o nosso blogue é parceiro da Associação dos Ucranianos de Portugal, uma associação composta por 4ª onda da emigração ucraniana naquele país europeu, também conhecida na Ucrânia como a “emigração económica”.

Polónia 1981 – Grécia 2008

Os paralelos históricos entre a acção dos marginais burgueses na Grécia e do proletariado operário polaco.

Neste preciso momento, quando a esquerda radical de todo o mundo (nem que seja em seus sonhos), se aquece no fogo da devastação grega, peço vós recordar a luta dos mineiros polacos, que sem poupar a sua saúde e a vida, lutaram contra a ditadura “socialista”.

Neste dia, mas 27 anos atrás, os grupos da “polícia comunitária”, começaram a “pacificação” da mina de carvão «Manifest Lipcowy».

Mineiros polacos não queimavam as lojas (durante todo o período da Revolução Laranja na Ucrânia, quando no centro de Kyiv viveu cerca de meio milhão de pessoas, não foi partida uma única vitrine), não assaltavam os jornalistas. Eles apenas exigiam que o “poder do povo” lhes garante os seus reais direitos.

Mas quer a esquerda europeia, quer a esquerda pós – soviética, não estão interessadas nestas memórias. Uns são anti – americanos por vocação, outros vêem a herança soviética como uma espécie da “vaca sagrada”. Os marginais gregos, provenientes das famílias burgueses ficam muito mais “sexy” no papel dos heróis românticos da “esquerda”, do que o proletariado “anti – soviético” polaco. Paradoxo.

Mas os monumentos do “camarada Lenin”, tão querido aos olhos das esquerdas europeias, foram derrubados, primeiramente, nas cidades operárias polacas. E isso é lógico.

Mais, ontem, no dia 15 de Dezembro de 2008, completou-se o 8º aniversário da acção “Ucrânia sem (o presidente) Kuchma”. Movimento, inicialmente, apelidado de “marginal” que terminou com a Revolução Laranja, que por sua vez abriu a Ucrânia à Europa.

Fonte:
http://polar-bird.livejournal.com/327143.html

Vídeo sobre a Polónia de 1981. Grzegorz Ciechowski / Obywatel G.C.
http://www.youtube.com/watch?v=hBIGWquFZb8

++
Jornal polaco Gazeta Vyborcza escreve sobre os carrascos da NKVD, responsáveis pelo massacre de cerca de 22.000 soldados e oficiais polacos em Katyn.

Traduzir para o português:
http://translate.google.com/translate_t#plpt

P.S.
A Câmara do Comércio da Grécia calcula que o prejuízo acende mais de 50 milhões de Euros apenas na capital, Atenas. Na cidade foram danificados pelo menos 435 lojas a bancos, 37 deles foram totalmente destruídos.

Ver fotos da Grécia:
http://alexbogd.livejournal.com/668775.html

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Cuba: que caminhos à seguir?

A Fundação americana “The Heritage Foundation” convida V. Excia a participar numa série de encontros denominada “Liberdade negada: os Custos e Consequências da Revolução Cubana”. A série será moderada pelo Sr. Ray Walser, Ph.D., analista político sénior da “The Heritage Foundation”.

Tuesday, December 16, 2008 – 10:30 AM to 12:30 PM
Terça – Feira, 16 de Dezembro de 2008, das 10h00 às 12h30
Washington DC, EUA

Participações:

Lee Edwards, Ph.D.
Distinguished Fellow in Conservative Thought, The Heritage Foundation
Mark Falcoff, Ph.D.
Resident Scholar Emeritus, American Enterprise Institute
10:30 – 11:30 AM – Panel Presentation

The Honorable Carlos Gutierrez
Secretary of Commerce, U.S. Department of Commerce
11:30 AM – Keynote Speaker

The Heritage Foundation's Allison Auditorium
Refreshments Provided

RSVP Online at www.heritage.org/Press/Events or call (202) 675-1752
Terms and Conditions of Attendance are posted online at www.heritage.org/Press/Events/terms.cfm
All events can be viewed live from The Heritage Foundation's home page, http://www.heritage.org/
News media inquiries, please call (202) 675-1761

214 Massachusetts Avenue, NE Washington, DC 20002 (202) 546-4400

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Ucrânia no “Miss Mundo-2008”

A grande final do concurso da beleza femininaMiss Mundo 2008terá lugar este sábado na cidade de Joanesburgo na África do Sul.

Até agora, a ucraniana Irina Zhuravska está entre as cinco primeiras concorrentes, juntamente com as representantes do Brasil, Índia, México e Rússia.

A luta pelos primeiros lugares promete ser renhida, pois todas as 114 candidatas são belas e merecem uma justa recompensa por isso. Neste momento a representante da África do Sul, Tansey Coetzee está na 6ª posição e a angolana Brigith dos Santos é 12ª.
UPD: Irina Zhuravska ficou na 7ª posição no final.

Ver a tabela actualizada:
http://www.globalbeauties.com/world/2008/w08_leaderboard.htm

Ver a página principal do Concurso:
http://www.globalbeauties.com/world/2008/w08.htm

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Nikos Ligeros e Holodomor

A Sociedade da Diáspora ucraniana na Grécia, “Pensamento Grego – Ucraniano”, acaba de editar o livro do filósofo e cientista grego Nikos Lygeros (Ν. Λυγερός), dedicado à problemática do Holodomor ucraniano.

O livros se chama “Sob o peso das espigas” (Κάτω από το βάρος ενός σταχυού) e foi editado pela editora grega ΑΡΧΙΜΗΔΗ (ISBN : 978 -2-916808-08-6) e pode ser pedido por este e-mail: info@lygeros.org

quarta-feira, dezembro 10, 2008

O Filantropo / The Philanthropist em Maputo

A nova série da NBC chamada The Philanthropist (O Filantropo) começou a ser filmada em Maputo. Em Janeiro – Fevereiro de 2009 a equipa de filmagens se mudará para a cidade da Praga na República Checa. Entre outros locais de filmagens também se fala do Londres e da África do Sul.

Nos papeis principais estará James Purefoy (Mark Antony da série “Roma”), secundado por Jesse L. Martin (Detective Ed da série “Lei & Ordem”). O carácter feminino será representado pela actriz canadense Neve Campbell (adolescente Sidney na trilogia Gritos).

A história do “Filantropo” se centra na vida e obra do bilionário & playboy Teddy Rist (Purefoy), que após a morte trágica de seu filho único decide usar a sua vasta fortuna e as conexões no mundo do poder para ajudar à quem mais precisa, mas fora dos canais oficiais. Em vez de gastar milhares de dólares nos jantares, ditos filantrópicos, Teddy prefere se esquivar das balas no terceiro mundo para entregar pessoalmente as vacinas. Jesse Martin terá o papel do um amigo da longa data e parceiro nos negócios do Teddy.

A série é realizada por Duane Clark (CSI: Miami), produtor executivo é David Eick (Battlestar Galactica) e Charlie Corwin. O guião da série será produzido à partir de Los – Angeles (EUA).

A previsão de exibição da série nos EUA é a segunda metade do 2009.

Fontes:
http://www.imdb.com/title/tt1217208
http://www.nbc.com/Primetime/The_Philanthropist/

Foto:
http://www.daylife.com/photo/0gcPfVIgv7bYo
Bradford Winters trabalha na escrita do guião do “O Filantropo”.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Arquipélago Laogai

Grande abertura do museu de Laogai – o Gulag chinês

A Fundação de Pesquisa de Laogai informa sobre a abertura oficial do museu de Laogai em Washington DC no dia 12 de Novembro de 2008.

O museu é o primeiro de seu género nos EUA para se dedicar exclusivamente aos direitos humanos na China. Seu foco será o Laogai – o sistema mais extensivo de campos de trabalho forçado no mundo. Igualmente o museu servirá para preservar a memória dos milhões das vítimas do Laogai que morreram nos campos de concentração chineses.

O museu está aberto da Segunda à Sexta – Feira das 9h00 às 17h00 (fins de semana através de inscrição prévia). O museu é localizado no seguinte endereço: 1109 M St. NW, Washington DC 20005.

Para mais informações contacte a Fundação de Pesquisa de Laogai pelo Telefone 202-408-8300; Fax:202-408-8302; e-mail: laogai@laogai.org ou visite a sua página da Internet: http://www.laogai.org
Via:

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Morreu Patriarca ortodoxo Alexis II

Existem fortes rumores do que o próximo Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa (IOR), será o líder actual da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo, o Metropolitano de Kyiv, Metropolitano Volodymyr (Viktor Sabodan). Porque? Porque os cânones da IOR dizem que o próximo Patriarca terá que ser o mais velho da hierarquia da igreja e a antiguidade conta-se desde a data de quirotonia (a sua ordenação religiosa).

De qualquer maneira, a IOR tem pela frente os 06 meses de calendário para concluir essa tarefa árdua.

Ler a biografia do Alexis II_(Patriarca de Moscovo)

Foto:
Alexis II, ao segundo à esquerda, ao lado do Leonid Brezhnev
http://kampfflieger.livejournal.com/204992.html

Max Payne e as belas ucranianas

Max Payne é um filme de acção, baseado no jogo homónimo lançado em 2001. O filme tem a direcção de John Moore, roteiro de Beau Thorne e é estrelado por Mark Wahlberg (detective Max Payne) e duas actrizes ucranianas: Olga Kurylenko e Mila Kunis.

O filme conta a história de um policia cuja família foi assassinada por um bando de drogados à mando da corporação farmacêutica. Após o incidente ele inicia a investigação obsessiva em busca de vingança que o leva a enfrentar diversos inimigos.

No meio do drama, o seu caminho cruza Natasha Sax (actriz ucraniana Olga Kurylenko), adepta do amor livre e amante das substâncias tóxicas. Natasha anda semi – nua na sua frente, despe-se, veste-se, sai para a rua e é assassinada. A sua irmã, mafiosa com o look gótico armada com sub – metralhadora, Mona Sax (ucraniana Mila Kunis) ajuda Max na busca comum dos assassinos. Até que no meio de um tiroteio ela se esconde no elevador e só aparece no fim do filme, após a passagem de todos os créditos da produção. Além disso, no filme aparece a cantora luso – canadiana Nelly Furtado, no papel da viuva do parceiro morto do Max Payne.

As balas do Max Payne raramente acabam, mas as armas dos seus inimigos ficam vazios permanentemente. Além disso, a PCA da corporação farmacêutica escapa ilesa, significa que estamos perante uma possível sequela...

A produção do filme escolheu a cidade de Ontário no Canada como o local das filmagens. Talvez dai a grande quantidade dos actores fora dos circuitos habituais do Hollywood (actores de origem ucraniana Joshua Barilko e Aaron Pushkar) e os técnicos de várias origens e proveniências. Assim o técnico da origem ucraniana, Ron Stefaniuk era o operador dos bonecos dos “anjos demoníacos”.

Fonte:
http://novynar.com.ua/onlinemagazine/culture/41763

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Transporter – 3: Ucrânia não é Rússia!!!

- I'm not Russian! I'm Ukrainian!
- Well excuse me.
- Not excused! We are different people! Different in here
(mostra a cabeça) and in here (mostra o coração).

A terceira sequela do filme “Transportador 3” (Transporter 3) não prometia nenhuma novidade aparente: efeitos especiais, artes marciais, tiroteios, truques, perseguições... Enfim, tudo que o público adora ver (e depois criticar) nos filmes do género.

A história também é bastante trivial: uma poderosa corporação multinacional quer obrigar a Ucrânia receber no seu território o lixo tóxico que pode afectar o meio – ambiente do Mar Negro e provocar uma catástrofe ecológica.

Para que o ministro ucraniano da tutela autorize a negociata, a corporação ordenou o rapto da sua filha Valentina (Natalya Rudakova), à quem o vilão Johnson (Robert Knepper) explica a sua visão do mundo: “isso é o mundo novo, os Estados não existem mais, existem apenas os interesses económicos, ganhos e proveitos, efectividade e perdas, você tem que pensar de modo global”.

Mas a jovem ucraniana não deve pertencer à este mundo “globalizado politicamente correcto”, por isso em vez de pedir ao pai para fazer aquilo que os criminosos do “colarinho branco” exigiam, ela ordenou: “PAI, NÃO CONCORDA”.

Depois o nosso habitual herói Frank Martin (Jason Statham) é encarregue de transportar Valentina da Marselha, passando toda a Europa até a cidade da Odessa.

Mas depois o filme ganha um angulo totalmente inesperado, que provocou uma verdadeira tempestade no copo de água na cabeça dos chauvinistas russos, independentemente do seu local de residência. Impossível, a Valentina disse coisas incrivelmente anti – russas, russofóbas mesmo! :-)

Diálogo entre o Frank e Valentina: “Vocês russos, são uma total tristeza e penumbra” e ai a jovem ucraniana explode:

- Eu não sou russa! Sou Ucraniana!
- Bom, me desculpe.
- Nada de desculpas! Somos pessoas diferentes! Diferentes aqui
(mostra a cabeça) e aqui (mostra o coração).

É aqui começa o inesperado rebentamento da psique nacional russa, misturada com acusações do que o realizador francês Luc Besson e toda a sua equipa de filmagens criou uma peça de “propaganda pró – ucraniana”. Claro, o ministro não cede à uma odiosa corporação americana e tem o retracto do Presidente Victor Yushchenko na parede...

Duvido que alguém fosse ficar surpreendido se um escocês reclamasse no caso de ser chamado inglês ou se o português não concordar se for chamado espanhol, ninguém ia reclamar se no gabinete do político brasileiro reparar o retracto do Presidente Lula. Mas estamos a falar da Ucrânia e dos ucranianos e ai a ruína russa (que esta nas cabeças) revela-se à uns 250%...

Comentários típicos no fórum russo dedicado ao cinema TORRENTS.ru .

* Americanos outra vez querem lamber os pés dos grunhos ucranianos.
* `Tou f...ulo com estes grunhos ucranianos – fazem o que querem, daqui a nada vão lamber o ... dos americanos.
* Amo a Ucrânia e os grunhos ucranianos ... mas quando ligo a TV ucraniana quero chorar, pegar a metralhadora e matar todos estes ... que nós colocam contra os vizinhos (russos, claro).
* Me irrita principalmente [...] o sentido oculto [...] os ucranianos são bons e os russos são maus.
* Filme foi filmado na europa: frança, munique, polónia ... e logo depois alusão Odessa – também a europa... [...] Tipo o povo Ucraniano – não são Russos, mas europeus [...] para rachar os últimos bocados e cercar a Rússia.

Quem achar que sou uma pessoa suspeita (e até sou), aqui podemos ver outros comentários num outro sítio russo dedicado ao cinema, por exemplo KINOPOISK :

* Tentei não tomar muito a peito esta sofrível e estúpida tentativa de inimizar os russos e ucranianos (não fico surpreendido se isso foi lá metido ao pedido do Yushchenko).
* Eu pessoalmente quase me tornei paralítico com as palavras: “Ucranianos são diferentes dos russos com a mente, e mais importante – o coração!” Toda a plateia começou a assobiar em coro e depois choveram os palavrões horrorosos contra a Ucrânia. [...] Isso agora também está na moda. Ser ucraniano.

Parece uma coisa bem estranha, o simples facto científico do que os ucranianos não são russos, pessoas diferentes, países diferentes, culturas diferentes nem que seja ao nível de vodka – horilka; balalaikabandura; provoca tanto ódio e chauvinismo das pessoas que se consideram cultas, civilizadas e até acreditam numa “missão especial” do seu país perante a Civilização. Que missão, meu Deus....

Fontes de informação e inspiração:
http://marco-polo-sf.livejournal.com/45186.html

"Liberdades democráticas e direitos humanos não podem admitir a existência de fronteiras"

Discurso do Senador brasileiro Sr. ALVARO DIAS (PSDB – PR) proferido em Plenário do Senado do Brasil no dia 27 de Novembro relatando a sua viajem a Ucrânia, na qualidade do representante do Senado nas comemorações do 75º aniversário do Holodomor.

Sr. Presidente, Srªs Senadoras, Srs. Senadores, cumpro o dever, desta tribuna, de prestar contas da missão oficial a mi delegada pelo Presidente Garibaldi Alves Filho, representando o Congresso Nacional e, por conseqüência, o Brasil, já que o Poder Executivo não enviou representação às solenidades que marcaram a comemoração do aniversário de independência da Ucrânia – 17 anos – e às solenidades que também marcaram os 75 anos do Holodomor, nome conferido a uma das maiores tragédias da Humanidade: a morte, pela fome, que dizimou de sete milhões a dez milhões de seres humanos, especialmente na Ucrânia. Não só a Ucrânia foi afetada; outras etnias foram alcançadas, outras regiões da antiga União Soviética foram atingidas. Mas, sobretudo, aqueles que viviam no território da Ucrânia, principalmente os camponeses, foram vítimas de uma das maiores tragédias da Humanidade. Tragédia que a Ucrânia e seu povo desejam ver reconhecida como crime de genocídio. Há seis anos, a Ucrânia pleiteia do mundo esse reconhecimento. Sabe-se que, durante trinta anos, reivindicou-se que os crimes de Hitler fossem considerados crimes de genocídio. Durante seis anos, a Ucrânia percorre essa trajetória, com esse objetivo.

Senador Mão Santa, em Kyiv, no Teatro Nacional, lotado, com representações de 44 nações, como Chefes de Estado, líderes do Poder Legislativo e Ministros de Estado, fez-se o apelo ao mundo para esse reconhecimento. Todos os discursos, invariavelmente, proclamavam a necessidade de o mundo reconhecer, nessa tragédia que dizimou milhões, crime de genocídio. Os que não compareceram enviaram mensagens. Muitos deles, como Barack Obama, o Presidente eleito dos Estados Unidos, como também o atual Presidente, George Bush, como o Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e como muitos outros, não comparecendo, encaminharam mensagens de solidariedade.O Presidente da Ucrânia, em dramático pronunciamento, fez um apelo a todas as nações do mundo, alertando-as para que não se desconheça que essa tragédia, uma das maiores da Humanidade, trata-se de genocídio, afirmando que não se pode ocultar nas páginas da história universal esse momento de dramaticidade incomum, vivido pelo povo da Ucrânia.
Isso ocorreu, Senador Mão Santa, por volta de 1932, de 1933. Os camponeses da Ucrânia colheram doze milhões de toneladas de grãos e necessitavam de dez milhões de toneladas para sua sobrevivência. Morreram por fome. Não sobreviveram. O regime de Stalin confiscou e exportou os produtos colhidos pelos camponeses da Ucrânia e de outras regiões da União Soviética. Tropas militares cercaram a região, impedindo a saída e a entrada de pessoas.
No palco do Teatro Nacional, encenou-se um drama teatral. Procurou-se representar aquela tragédia, trazendo-a, 75 anos depois, à memória das pessoas. Actores travestidos de policiais truculentos invadiam o palco e praticavam atrocidades contra velhos, mulheres e crianças. O espetáculo foi interrompido, e, repentinamente, surge no palco uma senhora idosa, alquebrada pelo tempo. No seu rosto, as marcas do tempo determinavam que vinha de longe: era uma sobrevivente. Relatou fatos que emocionaram a platéia presente. Essa mulher idosa revelou toda a sua indignação diante de autoridades de todo o mundo.
Sr. Presidente, nesse palco, também surge um senhor loiro, alto, advogado, historiador e professor da Universidade de Estocolmo. Trabalhou durante anos investigando essa tragédia. E o resultado da sua investigação dá suporte ao pleito do governo ucraniano junto à Organização das Nações Unidas (ONU), para que se reconheça o Holodomor como crime de genocídio.
Outras comissões investigaram os fatos, a partir, por exemplo, do parlamento norte-americano. E, quando surgiu a Perestroika, na primavera de 1988, e a Glasnost, russos tiveram acesso aos arquivos sigilosos do regime de Stalin. Durante décadas, esses fatos foram ocultos. Tentaram apagar das páginas da história a perversidade que o regime cometera. Mas esses arquivos vieram ao conhecimento dos russos. E, se durante décadas esses segredos foram guardados a sete chaves, eles se tornaram revelações importantes para respaldar essa solicitação ucraniana.As marcas do terror da morte ficaram registradas nesses arquivos implacáveis do regime estalinista! Foi impossível, Senador Mão Santa, esconder essa realidade histórica. Afinal, milhões de seres humanos foram exterminados tragicamente. É evidente, Sr. Presidente, que esse fato, sendo um tabu durante muitas décadas, não é do conhecimento geral, e isso provoca certa perplexidade.
O Brasil abstém-se, pois não tomou, até agora, posição. A mensagem enviada pelo Itamaraty chegou com atraso e não foi lida na ocasião. É claro que o Governo brasileiro preocupa-se com a natural reação russa diante de um eventual reconhecimento. Por isso, o Presidente Lula fica calado.
Repito: foram necessários trinta anos de mobilização internacional para que o mundo reconhecesse como genocídio os crimes praticados por Hitler. Apenas há seis anos, há essa mobilização a partir da Ucrânia.
Sr. Presidente, tive a oportunidade de presenciar uma solenidade melancólica – eu diria –, mas de beleza incomum, na sua tristeza. A neve caía. Chovia. Umbrellas (guarda – chuvas) negras eram utilizadas pela população presente. Velas coloridas, acesas, iluminavam o cenário no entardecer, quando a noite chegava, compondo uma fotografia mística, para uma solenidade triste, que rememorava uma tragédia, uma das maiores – repito – da Humanidade.
Sr. Presidente, os olhos da história, a memória da consciência universal, a inteligência dos povos serão sempre a garantia da proclamação dos direitos humanos e da condenação implacável da brutalidade. Que os líderes de todas as nações do mundo se pronunciem! Direitos humanos, liberdades democráticas não podem ter fronteiras. Negar a existência de genocídio, quando atos criminosos exterminaram de sete milhões a dez milhões de pessoas, é, sem dúvida, ignorar a realidade e não ter olhos voltados para o futuro. Caso a condenação que se exige para acontecimentos dessa natureza não ocorrer, evidentemente, admitiremos a hipótese de repetição futura, o que seria trágico para toda a humanidade.
Por essa razão, Sr. Presidente, é preciso encontrar uma solução diplomática. Creio que o Brasil poderia ser portador dessa causa. O Brasil poderia assumir essa bandeira. O reconhecimento do genocídio é uma necessidade, mas que não se condene a Rússia como sucessora da União Soviética! Que se transfira essa responsabilidade, por inteiro, ao regime estalinista, a Stalin, ao Partido Comunista Soviético e até mesmo ao Soviete da Ucrânia! E que a Rússia possa escrever uma nova história! Creio, Sr. Presidente, que essa poderia ser a solução para que a Rússia não tivesse de arcar com uma herança maldita, de conseqüências imprevisíveis, já que, a meu ver, seria injusto debitar a ela responsabilidade por todos esses horrendos crimes praticados, inclusive contra ela própria, durante o regime estalinista.
Faço este pronunciamento, Sr. Presidente, até em homenagem aos ucranianos que vivem no Paraná. A colônia ucraniana do Brasil está basicamente concentrada no meu Estado. São de 400 mil a 500 mil descendentes de ucranianos vivendo no Estado do Paraná. Eu não poderia deixar de aceitar a incumbência, a mi delegada pelo Presidente Garibaldi Alves Filho, de representar o Congresso Nacional nesses eventos que ocorreram no último fim de semana, na cidade de Kyiv, capital da Ucrânia. Enfim, Sr. Presidente, essa é a nossa missão.
Repito: liberdades democráticas e direitos humanos não podem admitir a existência de fronteiras, e os governos devem estar associados e solidários à luta contra a prepotência, contra o autoritarismo, contra a brutalidade, especialmente quando produzem tragédias humanas insuperáveis, como essa que se abateu sobre a Ucrânia e sobre outras regiões da antiga União Soviética.
Não há aqui, nesta postura que adotamos, resquício de natureza ideológica. Estamos apenas proclamando, como deve ser proclamado em qualquer canto do universo, o direito do cidadão de viver com decência, com dignidade e com liberdade.Todo ato de violência, todo comportamento de prepotência, de truculência, deve ser repudiado por quem quer que seja. Se há o repúdio necessário, insubstituível, aos atos criminosos de Hitler, não há como ignorar a necessidade de se repudiarem atos que culminaram com o extermínio de cerca de sete milhões a dez milhões de seres humanos.Esse foi o objetivo da nossa presença na tribuna no dia de hoje, Sr. Presidente, sobretudo o de prestar contas dessa missão oficial que desempenhamos na cidade de Kyiv, capital da Ucrânia.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Mana Energy Potion

O mercado das bebidas energéticas recebeu um novo produto chamado Mana Energy Potion (Porção Energética Mana). Criada, aparentemente, para os amantes dos jogos da Internet e outros cibernautas compulsivos, cada frasco de apenas 50 gr é equivalente à 2 latas de Red Bull ou 4 chávenas do café de escritório (isto é, de qualidade fraca).

Cada garrafinha da Mana Energy Potin contem 160 mg da cafeína, além da taurina, fenilalanina (matéria prima para outro aminoácido – triazina, que serve para fazer a síntese da adrenalina, alguns flavorizantes (no entanto, nenhum açúcar).

Uma embalagem com 06 garrafinhas lhe custará a volta de 20 dólares americanos mais portes de envio.

Ler a informação nutricional completa aqui
Comprar aqui

Remember the Holodomor

The Soviet starvation of Ukraine, 75 years later
by: Cathy Young
"The Weekly Standard", EUA, 12/08/2008, Volume 014, Issue 12

This year marks the 75th anniversary of one of the most horrific chapters in the history of the Soviet Union: the great famine the Ukrainians call Holodomor, "murder by starvation." This catastrophe, which killed an estimated 6 to 10 million people in 1932-33, was largely the product of deliberate Soviet policies. Inevitably, then, its history is fodder for acrimonious disputes.

Ukraine – which, with Canada and a few other countries, observed Holodomor Remembrance Day on November 23 – seeks international recognition for a Ukrainian "genocide." Russia denounces that demand as political exploitation of a wider tragedy. Some Russian human rights activists are skeptical of both positions.

Meanwhile, the famine remains little known in the West, despite efforts by the Ukrainian Diaspora. Indeed, the West has its own inglorious history with regard to the famine, starting with the deliberate cover-up by Pulitzer Prize-winning New York Times correspondent Walter Duranty.

In the late 1980s, the famine gained new visibility thanks to Robert Conquest's Harvest of Sorrow: Soviet Collectivization and the Terror-Famine (1987) and the TV documentary Harvest of Despair, aired in the United States and Canada. A backlash from the left was quick to follow. Revisionist Sovietologist J. Arch Getty accused Conquest of parroting the propaganda of "exiled nationalists." And in January 1988, the Village Voice ran a lengthy essay by Jeff Coplon (now a contributing editor at New York magazine) titled "In Search of a Soviet Holocaust: A 55-Year-Old Famine Feeds the Right." Coplon sneered at "the prevailing vogue of anti-Stalinism" and dismissed as absurd the idea that the famine had been created by the Communist regime. Such talk, he asserted, was meant to justify U.S. imperialism and whitewash Ukrainian collaboration with the Nazis.

By the time Coplon wrote, however, the Soviet regime was dying. The partial opening of Soviet archives soon confirmed the extent to which Stalin and his henchmen knowingly used hunger to punish resistance and beat the peasantry into submission. Among the finds was a direct order by Stalin to cordon off starving villages and intercept peasants trying to flee in search of food. The post-Soviet leadership of both Russia and Ukraine was willing to acknowledge the Terror-Famine, though differences soon emerged on whether it should be regarded as a Ukrainian genocide or equal-opportunity mass murder.
Ukrainian-Russian relations began to deteriorate after the "Orange Revolution" of late 2004. Russia under Vladimir Putin was sliding deeper into authoritarianism and anti-Western nationalism, while Ukraine, led by President Viktor Yushchenko, sought closer ties to the West. Even as the political mood in Russia began to emphasize the alleged positive aspects of the Soviet past, Yushchenko promoted a view of Soviet-era Ukraine as a "captive nation" under a foreign boot.

In November 2006, the Ukrainian parliament passed a bill proclaiming the Holodomor a genocide and making Holodomor denial "unlawful." An escalation of rhetoric followed; a 2007 statement by the Russian Foreign Ministry accused "certain political circles" in Ukraine of insulting the memory of non-Ukrainian famine victims. Since then, the pro-government Russian press has published dozens of articles assailing Ukraine's stance on the Holodomor as an insidious anti-Russian ploy. This year, President Dmitry Medvedev declined an invitation to Holodomor Remembrance Day ceremonies in Kiev in a petulant letter that dismissed "talk of the so-called Holodomor" as an "immoral" attempt to give a shared tragedy a nationalist spin and also took a swipe at Ukraine's desire to join NATO.

Some independent Russian commentators accuse both governments of playing politics. Thus, an article by St. Petersburg-based scholar Kirill Aleksandrov on the Gazeta.ru website on November 17 argued that the Terror-Famine was not a genocide in the classic sense but a "stratocide" - mass extermination based on social class - directed at the peasantry. Yet, he wrote, the Kremlin cannot fully confront this crime since that would conflict with its quest to build a state ideology that incorporates the "positive value" of the Soviet period. "Unfortunately," Aleksandrov summed up, "the millions of victims of collectivization will be used in Ukraine only for political manipulation and the creation of Russophobic myths, while Russia will consistently try to erase their memory in order to preserve the legitimacy of the current regime, which cannot exist without appealing to Soviet historical tradition."

A starkly different view was offered by journalist Yulia Latynina on the website EJ.ru. Latynina noted that while Stalin's terror affected every segment of Soviet society, specific groups were sometimes singled out - among them the Ukrainian peasant class in the early 1930s. "Stalin was destroying the peasantry by herding it into collective farms," she wrote. "It so happened that the wealthiest peasantry was in Ukraine.     It so happened that Stalin was afraid of Ukraine's independence and undertook special efforts to break Ukraine." Supporters of Ukraine's position also deny that it is "Russophobic," pointing to Yushchenko's explicit statements that the Holodomor was a crime of the Soviet Communist regime, not the Russian people.

Which view is accurate? Scholars still disagree both on the scope of the famine and on its ethnic "specificity." One of the most vocal opponents of the Ukrainian government's view is former Soviet dissident Alexander Babyonyshev (writing under the pen name Sergey Maksudov), now an émigré professor at Harvard, who studied the Terror-Famine in Soviet times when it was politically dangerous.
There is no question that the famine caused deaths beyond Ukraine. It is generally believed that about half of the victims were in Ukraine and the predominantly Ukrainian-populated Russian region of Kuban. The millions of others who perished included Russian peasants and close to a third of the population of Kazakhstan.

There is also no doubt that the famine was man-made. Most Soviet peasants resisted the collectivization that began in the 1930s. When joining collective farms was voluntary, few signed up, and many who did soon left. Forcible collectivization was met with peasant rebellions, ruthlessly suppressed, then with quiet resistance. When villagers realized that collective farming meant backbreaking labor for the state at slave wages, many staged work slowdowns. As a result, grain production targets were not met at a time when Moscow relied on grain exports to finance industrialization. The regime then instituted a policy of ruthless confiscation of grain that left no food for the peasants; in many regions, villages that failed to meet the quota were also forced to surrender all other foodstuffs.

Recent articles detailing the Soviet regime's war on the peasantry, based on Soviet archives, describe a living hell: government agents going door to door confiscating food; families in recalcitrant villages forced out of their homes and left to freeze; men and women tortured to make them reveal hidden stockpiles of food; widespread cannibalism. These horrors were by no means limited to Ukraine.

It is nonetheless true that Stalin's fateful decision to blockade famine-stricken areas, issued in January 1933, was initially directed at Ukraine and Kuban. This has prompted French historian Nicolas Werth, coauthor of The Black Book of Communism, to reconsider his view of the Terror-Famine as ethnically neutral class warfare. In an address at the Harvard Ukrainian Institute on November 18, Werth said he now believes there is sufficient evidence to support the "national interpretation" of the famine. This evidence, in his view, includes the fact that the Holodomor coincided with a Soviet campaign against Ukrainian nationalism, with purges and executions targeting Ukraine's political and cultural elites. Yet Werth concluded with a pointed plea to remember all the victims of the Communist war on the peasantry.

Recognition of the Holodomor as genocide is complicated by several factors. The ethnic component of the Terror-Famine in Ukraine was not driven by a nationalist animus against Ukrainians but by Stalin's paranoia about Ukrainian nationalism and alleged ties to Poland. Moreover, many of the people who carried out the exterminationist policies were ethnic Ukrainians. Perhaps, as Russian historian Boris Sokolov has argued, a proper condemnation of Communist terror requires a new category: mass murder not motivated by ethnic hatred.

The scholarly and political debate will doubtless continue. Last September, the U.S. Congress passed a resolution declaring the Holodomor a genocide; a month later, the European Parliament voted to recognize it as a "crime against humanity" but stopped short of the G-word. Meanwhile, it seems that the only time Russia's government remembers the Russian victims of the Terror-Famine is when it needs them to counter Ukrainian claims about "the so-called Holodomor."

Cathy Young is a contributing editor to Reason magazine.
http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/015/861rmjep.asp

terça-feira, dezembro 02, 2008

Retirar o prémio Pulitzer ao Walter Duranty

Nos anos 30, o jornalista britânico Walter Duranty que era correspondente do jornal The New York Times na URSS (1922 – 1936), negava a existência do Holodomor na Ucrânia, alinhava com a propaganda soviética em vários outros aspectos: purgas, repressões, planos quinquenais, etc.

Neste momento está a decorrer a colecta das assinaturas numa petição para o NYT, exortando a devolução do Prémio Pulitzer, que este jornalista recebeu em 1932 (na categoria Correspondence), deliberadamente negando o facto de existência do Holodomor na Ucrânia.

“Perca” 2 minutos do seu tempo e contribua para a reposição da verdade!
http://www.petitiononline.com/lozo2008/petition.html

This year, 2008, is the 75-th anniversary of the Holodomor, the genocidal famine in which up to 10 million Ukrainians died in 1932 – 33. It behooves The New York Times, whose reporter, Walter Duranty, received a Pulitzer Prize in 1932 and thereafter lied deliberately about the Holodomor, to return his prize. With every day that Duranty's Pulitzer remains with The New York Times, the stain of Duranty's lies spreads ever wider.

Sincerely,
http://www.petitiononline.com/lozo2008/petition.html

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Filth and Wisdom: Gogol Bordello no cinema

Filth and Wisdom(tradução literária: “Sujidade e sabedoria”) é o primeiro filme dirigido por Madonna, estrelando por Eugene Hütz, Stephen Graham, Holly Weston e Olegar Fedoro. Foi filmado em Londres entre 14 à 29 de Maio de 2007.

O filme foi estreado durante o Festival Internacional de Cinema do Berlim no dia 13 de Fevereiro de 2008 e foi prestigiado por Madonna, Hütz e membros do elenco.

Descrito como a comédia / drama / musical / romance, a história do filme se desenrola à volta do emigrante ucraniano chamado A.K. (músico ucraniano Eugene Hütz) que sonha em se tornar uma glória do rock. Mas por enquanto trabalha clandestinamente para uma dominatrix e duas companheiras suas: Holly (Holly Weston), uma dançarina do bailado que dança striptease num clube local e Juliette (McClure), um assistente da farmácia que rouba medicamentos no serviço, sonhando ir a África para ajudar as crianças necessitadas.

O grupo do punk cigano que aparece no filme é um agrupamento real da raiz ucraniana, Gogol Bordello, que contribuiu com três canções para a banda sonora do filme. O vocalista do Gogol Bordello, Eugene Hütz, representa as pessoas com uma atitude filosófica perante a vida. Madonna decidiu colocar no filme o diálogo adicional escrito pelo próprio Eugene Hütz.

Filth and Wisdom na IMDB
Página do Gogol Bordello

Holodomor: contra os vampiros do passado

Na entrada do campo de concentração soviético Solovki estava escrito: “Com a mão de ferro, empurraremos a humanidade à felicidade”. Na entrada de um dos campos de concentração nazi estava escrito: “Arbeit macht frei”, «Trabalho – liberta». A incapacidade de entender o sofrimento do povo ucraniano se baseia na adoração suprema do Moloch Estatal, Ideia Absoluta da “Grande Rússia”, que transforma a morte dos povos inteiros e pessoas singulares (mesmo milhões deles) num facto “relativo”, em “erros temporários do partido”, em “caso curioso”, em “incidente” durante a realização de uma Ideia Providencial.

Aqui podem ser encontrados vários artigos sobre o Holodomor ucraniano, facilmente traduzíveis para o português com ajuda desta ferramenta: http://translate.google.com/translate_t#ptuk

"Holodomor, genocídio, verdade: olhar do juiz desinteressado" (ucraniano / inglês):
(Rafael Lemkin, Soviet Genocide in Ukraine)
http://blogs.pravda.com.ua/authors/kushniruk/492705e072e35

"Memória do Holodomor como texto" (em ucraniano)
(entre 1926 e 1937 a quantidade dos ucranianos na URSS diminuiu em mais de 8 milhões de pessoas)
http://www.pravda.com.ua/news/2008/11/18/84706.htm

"Insuportável obrigatoriedade do rito" (em ucraniano)
(tragédia “não chorada” se transforma em descrédito, desânimo, medo, agressão não motivada)
http://pravda.com.ua/news/2008/11/28/85260.htm

"Sofriam com a fome, mas lutaram" (em russo)
(entre Novembro de 1932 e Janeiro de 1933 tiveram na Ucrânia 436 levantamentos camponeses contra o poder soviético)
http://www.day.kiev.ua/257803

“Contra os vampiros do passado”: Holodomor e a formação da memória histórica na cultura ucraniana, polaca e russa (em russo). Por Oksana Pahlevska, Universidade La Sapienza.
Parte I: http://www.day.kiev.ua/257356/257039
Parte II: http://www.day.kiev.ua/257356/257204
Parte III: http://www.day.kiev.ua/257356