sexta-feira, novembro 28, 2008

Amazonas ucranianas invadem Washington

Trio folclórico ucraniano “Polyanytsi”, irá dar um único concerto na capital dos EUA, Washington D.C. Elas cantam e tocam o violino, flauta e bandura.

Domingo, 30 de Novembro, às 13h00

Local:
Igreja Ortodoxa Ucraniana de Sto. André
(St. Andrew's Ukrainian Orthodox Cathedral)15100 New Hampshire Ave.Silver Spring, MD 20905
http://www.standrewuoc.org/

Os bilhetes podem ser comprados à porta da igreja ao preço de 15 dólares. As crianças não pagam. Funcionará um bar com a cerveja ucraniana, vinhos e licores.

Para mais informação contacte:
Solomiya Gorokhivska, Cel. 202 684 02 96,
e-mail: solomia .violin @ gmail . com
Tel. 301-593-5316 / 301-384-9192
Olga Stahl, e-mail: oliestahl @ hotmail . com
“Polyanytsi” no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=3Fy6ZvuJEKQ

Vídeos promocionais da Ucrânia exibidos no CNN e Euronews

Ucrânia para os amantes da neve
http://www.youtube.com/watch?v=kfyGBhrHdt8
Ukraine – Beautifully Yours
http://www.youtube.com/watch?v=lzItUNqAkz0

Recomendo ler o jornal electrónico Brussels Journal, defendendo a liberdade de expressão na Europa.

Rock saudita feminino

“The Accolade” é o primeiro grupo feminino do rock alternativo da Arábia Saudita, composto pela Dina (21, guitarra), Lamia (21, vocalista), Dareen (19, guitarra baixa) e Amjad (teclado).

Eles não concordam em serem fotografadas, elas não fazem concertos. O local dos seus ensaios é mantido em segredo absoluto. O seu primeiro e único single chama-se Pinocchio e é compartilhado entre as (os) jovens sauditas clandestinamente. Na Arábia Saudita, onde as mulheres não tem o direito de conduzir o carro e andar com a cara destapada nos locais públicos, alas tem muito medo. Se forem apanhadas pela polícia religiosa, elas sofrerão as consequências. Mas apesar de tudo, elas têm uma página própria na Facebook e procuram a baterista.
Mais informação na página de Herald Tribune
Contactar a manager do grupo, Sofana Al-Kh:
the.accolade.08@gmail.com

quinta-feira, novembro 27, 2008

Pessoas como produto de exportação

No dia 27 de Novembro nas cinemas da Ucrânia será demonstrado filme do realizador austríaco Ulrich Seidl chamado Import/Export, com a actriz ucraniana Ekateryna Rak num dos papeis principais.

Por: Vira Baldynyuk, Novynar

A enfermeira ucraniana, Olga (Ekateryna Rak), viaja para Ocidente para trabalhar na indústria pornográfica. Mas não satisfaz as “altas” exigências da clientela, ela muda-se para a cidade de Viena, onde trabalha como enfermeira particular. Os austríacos exploram a ucraniana ao máximo: ela dá o brilho ao chão, limpa a neve, não pode falar com as crianças e é obrigada permanecer no seu quartinho. Após ser injustamente acusada de roubo, Olga é obrigada procurar um novo emprego. Assim ela começa trabalhar no lar da terceira idade.

O mundo ocidental tem um lado que é obcecado com os cuidados e a limpeza, desinfecção e lavagem, brancura e esterilidade. Por outro lado são os corpos velhos e semi – apodrecidos, com os restos da razão, eles são as pessoas que a sociedade não quer libertar em paz para o outro mundo. Em um certo momento, os gritos e as rezas das velhotas se juntam numa música esquizofrénica na cabeça da Olga.

Do outro lado da fronteira, na cidade eslovaca de Kočice o vento do inverno espalha as toneladas do lixo. A penetração dos emigrantes da Europa do Leste é vista como uma praga. No treino dos desempregados é “martelado” um único pensamento: vocês têm que orgulhar-se em lavar as casas de banho europeias. Ao mesmo tempo, um malandro austríaco Pauli (Paul Hofmann), é obrigado viajar com o seu padrasto a Europa do Leste para montar lá as maquinas do jogo. Lixo e desemprego são apenas as síndromas da desintegração interior da Europa.

As filmagens do Import/Export foram feitas nos locais originais, os actores eram pessoas comuns, Ekateryna Rak realmente trabalhou como enfermeira, Paul Hofmann, de facto, é um desempregado com ares de perdedor.

Antigamente, exportação significava o produto, hoje este produto são as pessoas. Mas mesmo este produto tem minutos da felicidade: uma chamada telefónica para casa, dança como a libertação, riso como a liberdade.

No filme foi usada a música do grupo ucraniano Skryabin, nomeadamente canção Ty meni ne daesh.

Ver trailer no YouTube
Filme na IMDB
Ler a crítica e descarregar o filme
Página oficial do filme

quarta-feira, novembro 26, 2008

Cidadão que matou um polícia é inocente

Ontem, na Ucrânia, no tribunal da cidade de Kharkiv, pela primeira vez na história da Ucrânia independente foi inocentado o cidadão que matou um polícia.

As pessoas riam-se, abraçavam-se, diziam obrigado ao juiz e aos advogados. Volodymyr Tymoshenko, um dos advogados do acusado, disse que nuca viu o processo tão honesto e meticuloso em todos os aspectos, como este, em 15 anos da sua cooperação com o Ministério do Interior.

A tragédia aconteceu em Novembro de 2006. Tractorista Myhaylo Zhydenko (55 anos), teve uma desavença corriqueira com a sua vizinha por causa da horta. O filho desta, o empresário novo – rico, exigiu pedido de desculpas formal, caso contrário, prometia a vingança por parte dos bandidos ou dos polícias corruptos. Myhaylo negou pedir as desculpas e duas semanas mais tarde, apareceram no seu quintal dois homens vestidos à civil que começaram bater a ele e a sua esposa.

Mais tarde se soube que ambos os atacantes eram polícias. Percebendo, que os polícias corruptos podiam o matar, Myhaylo entrou em casa, levou a caçadeira e disparou contra um dos atacantes. Outro fugiu. A chefia da polícia local pretendeu fazer crer que o cidadão matou os agentes sem nenhuma razão para o tal. A investigação e a procuradoria apoiaram a versão da polícia.

Mas o juiz inocentou o Myhaylo Zhydenko que saiu em liberdade directamente da sala de audiências. O acórdão era lido durante 3h30. O juiz mencionou vários falsificações do processo, troca de depoimentos e até das provas materiais. Ele também ordenou a devolução dos haveres pessoais do Myhaylo, incluindo a sua caçadeira.

Os moradores da aldeia onde aconteceu a tragédia (mais de 50 pessoas), fizeram vários comícios em apoio ao tractorista, sempre declaravam a sua inocência e hoje consideram Myhaylo como o seu herói.

Fonte:
http://ax-libris.livejournal.com/166872.html

Polónia, Rússia e Ucrânia

As concepções de ‘democracia’, de ‘soberania’ e a visão de ordem europeia da Rússia são muito diferentes, mesmo opostas, das europeias.
por: João Marques de Almeida *

No dia em que o Presidente da Rússia visitou Lisboa, o Instituto de Estudos Políticos e a Embaixada da Polónia em Portugal organizaram um seminário sobre as implicações do alargamento da ordem euro – atlântica para leste. Julgo que as podemos resumir em três palavras: Polónia, Rússia e Ucrânia.

A ‘Polónia’ deve ser entendida em sentido lato, referindo-se a todos os novos Estados – Membros, quer da União Europeia, como da Aliança Atlântica. A unificação da Europa foi um dos feitos mais notáveis ocorridos nos últimos anos, e assim será vista no futuro pelos historiadores da política europeia. Há, no entanto, a necessidade de corrigir alguns aspectos. Por um lado, os novos membros devem envolver-se de um modo activo e construtivo. A integração não serve unicamente para se retirar vantagens. Também cria responsabilidades e obrigações. Por outro lado, os membros mais antigos devem fazer um esforço para entender as preocupações e os receios dos novos parceiros. A diferença das experiências históricas mais recentes tem um peso enorme e é necessário saber lidar com isso. Há um défice negativo na política europeia, que é absolutamente necessário combater: os países conhecem-se muito mal uns aos outros e têm pouca sensibilidade para os problemas específicos de cada um. Tendo em conta as ambições da UE e da NATO, o desconhecimento constitui uma lacuna séria. Por exemplo, ninguém pode esperar que a Polónia olhe para a Rússia do mesmo modo que Portugal.

Como qualquer polaco sabe, não é fácil ser vizinho da Rússia. E quando, depois da invasão da Geórgia, se nota a maneira como Moscovo começa a tratar os seus vizinhos, não admira que os polacos comecem a ficar apreensivos. Há dois pontos que já todos compreenderam. Em primeiro lugar, as ilusões sobre uma Rússia ‘ocidental’, democrática e pacífica, acabaram e deram lugar ao reconhecimento da realidade: um país autoritário, com o poder fortemente centralizado e disposto a usar a força militar para prosseguir os seus interesses. Em segundo lugar, as concepções de ‘democracia’, de ‘soberania’ e a visão de ordem europeia da Rússia são muito diferentes, mesmo opostas, das europeias. A uma ordem de regras e instituições comuns, Moscovo responde com esferas de influência e decisões unilaterais, como foram o reconhecimento das independências da Ossétia e da Abecásia. A transformação política e estratégica da Rússia constitui a razão mais poderosa para a UE e a NATO reforçarem as suas relações bilaterais com Moscovo. Como boa aluna da “realpolitik”, a Rússia pretende desvalorizar a importância das instituições internacionais e valorizar o papel das grandes potências. Como disse um mestre alemão da “política real”, a diplomacia não é uma competência de organizações internacionais; “é um luxo das grandes potências”. Nem Putin nem Medvedev o desmentiriam.

Numa ‘Europa’ de grandes potências, qual seria o lugar da Ucrânia? Um dia, num encontro com George W. Bush, Putin afirmou que a Ucrânia “nem sequer é um país”. O antigo Presidente e actual PM limitou-se a exprimir o que a maioria dos russos pensa sobre o assunto. Ou seja, na Rússia considera-se que a independência da Ucrânia é passageira, resultou de um período de fraqueza russa e acabará quando a Rússia voltar a ser forte. Ora, o apoio à independência da Ucrânia foi uma opção estratégica dos europeus e dos norte-americanos, no início da década de 1990, e reafirmada várias vezes desde então. Aqui está um bom teste à relação transatlântica para os próximos anos.

* João Marques de Almeida, Professor universitário
Ler outros artigos do mesmo autor

terça-feira, novembro 25, 2008

Memorial do Holodomor em Kyiv

Aqui podem ser vistos fotos e vídeo sobre o Memorial do Holodomor, em Kyiv, inaugurado a 22 de Novembro.

http://tap-the-talent.blogspot.com/2008/11/ukraine-commemorates-75th-holodomor.html
http://tap-the-talent.blogspot.com/2008/11/revisiting-holodomor-memorial-park.html

Via: Luís M. Ribeiro

Presidente da Ucrânia sobre o Holodomor

Palavra do Presidente da Ucrânia à comunidade internacional em ocasião do 75º aniversário do Holodomor (a fome artificial) de 1932 – 1933 na Ucrânia

22 de Novembro de 2008

Dirijo-me para vocês em ocasião do 75º aniversário do acontecimento mais trágico na história do povo ucraniano – Holodomor de 1932 – 1933.

A verdade sobre o crime de genocídio, perpetrado deliberadamente por regime de Stalin na terra fértil da Ucrânia, ao longo de décadas tentou abrir o caminho para o mundo.

É que agradeço imensamente a todos aqueles que não ficaram calados durante esses anos, quando o medo dominava toda a Ucrânia subjugada pela União Soviética, quando o mundo optou por ignorar um dos terríveis crimes contra a Humanidade.

Apenas ao livrar-se do totalitarismo comunista, a Ucrânia independente pode falar sobre o atentado contra a vida de um povo inteiro, que ocorreu nos anos 30 de século passado.

Agora a verdade sobre o Holodomor está do conhecimento do mundo inteiro. Não é possível oculta-a. Finalmente o peso da opressão de Stalin se despica.

O Holodomor é reconhecido como um crime e condenado por muitos países e organizações internacionais, governos e parlamentos regionais, conselhos municipais em todo o mundo.

Expresso a todos um profundo respeito pelo humanismo e a solidariedade com os milhões de vítimas inocentes do genocídio.

O apoio internacional incrementa a nossa fé de que a verdade histórica será restaurada e fortalece a nossa vontade de alcançá-la em toda a sua plenitude.

A comunidade internacional tem que perceber que para prevenir os futuros crimes contra a Humanidade, devem ser condenados os crimes do passado.

Não falamos de que o mundo podia fazer 75 anos atrás, se soubesse a verdade. Estamos falando sobre o que ele deveria fazer hoje, como sinal de homenagem aos falecidos e aqueles que conseguiram sobreviver no inferno da fome.

No dia 22 de novembro, em Kyiv, milhões de velas, acendidas em memória dos compatriotas ucranianos, mortos pela fome, vão unir-se com a chama da tocha “Vela Inapagável”, que viajou por 33 países de todo o mundo e Ucrânia, tendo absorvido o fogo dos corações sinceros das pessoas de diferentes países e povos.

Apelo a todos os que se preocupam com bondade, compaixão e justiça, que querem a vitória do bem sobre o mal, acender, juntamente connosco, uma vela de memória para homenagear as vítimas do Holodomor.

A Ucrânia lembra! O Mundo reconhece!
Viktor Yushchenko

Oksana Bilozir – “Svicha” (“Vela”), canção em homenagem do 75° Aniversário do Holodomor na Ucrânia. Música Myroslava Skoryk; versos de Bohdan Stelmakh.
http://ca.youtube.com/watch?v=1v7OzHXnU6I

Projecto Dazzle Dreams Sound System

O projecto musical electrónico ucraniano Dazzle Dreams, que trabalha no estilo world music, obteve recentemente a denominação Dazzle Dreams Sound System e decidiu visitar o Nepal. Obviamente, nem todos os sons e instrumentos que a rapaziada ucraniana encontrou durante uma semana de viagem se caberão numa única edição musical. De momento, Dazzle Dreams Sound System, está propor aos fãs um CD musical com sete composições inspirados no Nepal, além do DVD sobre a sua viagem, editado com apoio da MTV Ucrânia.
A gravação dos ucranianos teve a forte influência das várias músicas e canções do Nepal, da autoria dos Krishna Thing, Ramesh Raj Kuluju, Sunil Sharma, Rita, Somser Gonodarba, Noren, Kash, Nikson, Mohan P. Joshi. Muitos destes músicos trabalham com a editora Real World Music do Peter Gabriel. Agora, as suas criações serão ouvidos em arranjos do Dazzle Dreams Sound System. Em Dezembro de 2008 o Dazzle Dreams Sound System pretende se deslocar para a República Checa >>>

Ver vídeo musical Dazzle Dreams - Shock Your Mind (2007)
http://fdr.com.ua/online_tv_view/106

Fonte:
"4ª onda" - Organização Internacional Social Ucraniana
Notícias, 23.11.2008

Vídeos promocionais da Ucrânia exibidos no CNN e Euronews:

Ucrânia para os amantes da neve
http://tw.youtube.com/watch?v=kfyGBhrHdt8
Ukraine – Beautifully Yours
http://tw.youtube.com/watch?v=lzItUNqAkz0

segunda-feira, novembro 24, 2008

Papa reza pelas vítimas do Holodomor

O papa Bento XVI rezou neste domingo pelos milhões de pessoas que morreram de fome na Ucrânia (o Holodomor 1932 – 1933) durante a ditadura de Josef Stalin. Bento XVI pediu que a ideologia não acabe com a liberdade e a dignidade das pessoas.

O pontífice falou em ucraniano aos peregrinos desse país que foram a Roma. O papa lembrou que Novembro marca o aniversário do Holodomor como ficou conhecida a tragédia da grande fome na Ucrânia. Estima-se que milhões de pessoas foram mortas de fome, em um plano maligno orquestrado pelas autoridades soviéticas para forçar os camponeses a viverem em fazendas colectivas.

No Outono de 1932, as autoridades confiscaram os grãos, o gado e outros alimentos dos povoados em grande parte da União Soviética, porque os camponeses não haviam cumprido a cota que o governo havia exigido. A União Soviética exportou o grão para construir fábricas. Os moradores foram proibidos de sair de casa e milhões morreram de fome.
“Enquanto espero que nenhum regime político, em nome de uma ideologia, negue os direitos, a dignidade e a liberdade de um ser humano, rezo por todas as vítimas inocentes dessa imensa tragédia”, disse o papa desde as janelas do seu apartamento, para a multidão na Praça de São Pedro.

Actualmente, parlamentares ucranianos qualificam a grande fome de 1932 – 1933 como um genocídio contra o povo ucraniano. Não obstante, o Kremlin nega a acusação, ao alegar que outros grupos étnicos também sofreram com a grande fome, inclusive russos.

Fonte:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/mundo/conteudo.phtml?id=830938

A Diáspora ucraniana da Austrália relembra o Holodomor:
http://marichka2.multiply.com/photos/album/173

Mais informação sobre o Holodomor:
http://www.holodomoreducation.org/index.php/id/161/lang/en

Ataque contra o Presidente da Geórgia

Os presidentes da Geórgia, Mikeil Saakashvili e da Polónia, Lech Kaczynski, acusaram tropas russas de terem disparado tiros perto de um comboio em que viajavam.

O ataque ocorreu em uma área controlada por tropas russas, em um posto de controle perto do território separatista da Ossétia do Sul. Em conferência de imprensa, Mikael Saakashvili disse que o episódio, que não deixou feridos, foi claramente uma provocação da Rússia.

Os dois presidentes se dirigiam a uma área em que ocorreram confrontos entre tropas da Geórgia e da Rússia em Agosto deste ano e onde planeavam visitar vítimas do conflito. O governo russo reconheceu formalmente a independência da Ossétia do Sul e de outra província separatista da Geórgia, a Abecásia. Desde Agosto, têm ocorrido diversos incidentes nessa região de fronteira, em violação do acordo de cessar-fogo mediado pela União Europeia.

Fonte:
Comitiva de líder da Geórgia atacada aos tiros

Assassinato do Giorgi Mebonia, Governador do Distrito de Tsalenjikha, Geórgia, 25.10.2008
http://www.youtube.com/watch?v=vh_o92xZHPo

sexta-feira, novembro 21, 2008

No dia 22.11.2008 a Ucrânia vai parar

Para assinalar o 75º aniversário do Holodomor 1932 – 1933, no dia 22 de Novembro toda a Ucrânia irá parar às 16h00 em ponto (hora de Kyiv, 15h00 em Maputo, 14h00 em Lisboa, 10h00 em Brasília). Vai parar o trabalho nas repartições do Estado, nas autarquias locais, nas empresas, organizações, parará o transporte público e os programas da TV e da rádio serão interrompidas.

Nesta data, após a passagem por mais de 30 países onde vive a Diáspora ucraniana, chega a Kyiv a Tocha da Memória do Holodomor. Em Kyiv o Presidente Victor Yushchenko participara nas cerimónias de inauguração da 1ª fase do Memorial do Holodomor.

... e no Brasil

Dia 22 de Novembro de 2008, Sábado, às 19h00, na cidade de Curitiba, capital do Estado da Paraná, será realizada a cerimónia solene em memória dos milhões de ucranianos que morreram durante o Holodomor, em resultado das políticas planeadas e deliberadas do Kremlin.

Far-se-á presente nesta solenidade representando o Governo da Ucrânia a Cônsul da Ucrânia em Curitiba Sra. Larysa Myroneko, o presidente da Representação Central Ucraniano – Brasileira Sr. Vitório Sorotiuk, membros da comunidade e o público em geral.

Local:Catedral de São Demétrio
Av. Cândido Hartmann, 1278 / 1310 – Bigorrilho
Curitiba – Paraná

Programa dos actos solenes em Kyiv (em ucraniano):
http://www.president.gov.ua/news/12114.html
Ler o artigo sobre actual situação da Ucrânia no jornal espanhol El Pais:

Rigas Sargi – Defensores da Riga

Nestes dias a Letónia está comemorando 90 anos da sua Independência nacional do Império russo, mas um ano depois, o país teve que se defender perante os novos invasores, as tropas do 2º Reich.

O filme “Rigas Sargi” (Defensores da Riga) é o projecto mais caro da história do cinema letão, mas também foi o mais bem sucedido, só entre 11 de Novembro à 19 de Dezembro de 2007, ele foi visto pelos 123.513 pessoas. “Rigas Sargi” tornou-se o esforço frutífero do realizador Aigars Grauba e produtor Andrejs Ekis de acabar com a “degradação do cinema nacional letão”.

A história do filme se desenrola durante a guerra entre a Letónia e a Alemanha em 1919, quando o exército germânico comandado pelo oficial monarquista russo Pavel Bermont (Girts Krumins), atacou a capital do país, cidade da Riga. Mas apesar do grande desnível entre as partes, apenas 11.000 defensores da cidade, contra 50.000 atacantes, Riga resistiu à invasão.

O herói principal do filme é uma personagem inventada, o bombeiro Martins (Janis Reinis), que no dia do seu casamento oferece-se como voluntário e vai à frente da batalha.

Via:
http://polar-bird.livejournal.com/317914.html

Ver a apresentação do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=ZnQN2znzofA

Aos rádio – amadores lusófonos

Neste momento em Moçambique se encontra o rádio – amador ucraniano Igor UY5LW, na próxima semana ele visitará a ilha de Inhaca (cerca de 40 km de Maputo), da onde irá emitir alguma coisa interessante.

Vejam a página dele:
http://www.dxer.com.ua/c91lw

O Holodomor, 75 anos depois

“Um dos mais terríveis crimes do século XX” (Simon Montefiore), “o único acontecimento da história europeia do século XX que pode ser comparado com outros dois genocídios, o da Arménia e o Holocausto” (Nicolas Werth), “um dos mais devastadores acontecimentos da História Contemporânea” (Robert Conquest), “terror pela fome” (Stanislav Kulchytsky), “abominação” (Georgy Sokolov), “a fome usada como uma arma contra as aldeias ucranianas” (Gerhard Simon),“campo da morte” (Alain Besançon), “genocídio pela fome” (Yves Ternon).

Por: Luís M. Ribeiro *
É com estas palavras que diversos historiadores descreveram uma das maiores tragédias do século passado - o Holodomor ou Grande Fome da Ucrânia de 1932-1933 - e que, paradoxalmente, continua a não fazer parte da nossa memória colectiva.
Graças à abertura dos arquivos da antiga União Soviética, é hoje possível reconstituir o processo de decisão política, a sequência de acontecimentos e o nível de responsabilidade do regime estalinista, bem como confirmar o carácter anti-ucraniano e genocidário do Holodomor.
A causa primordial deste genocídio assenta nas opções políticas do regime totalitário estalinista: fundir todas as nações da URSS num único “povo soviético” munido de uma só mundividência e realizar o programa de colectivização agrícola e de industrialização acelerada (a “Grande Viragem”), mobilizando compulsivamente todos os recursos humanos e materiais do país.
Neste contexto, a Ucrânia - a segunda nação mais populosa da URSS - representava para o regime soviético uma séria ameaça à integridade do império, devido à sua rica herança histórica e cultural e à persistência do sentimento independentista entre os diversos grupos sociais.
Vendo no campesinato a base social do nacionalismo ucraniano, o poder estalinista utiliza a “arma da fome” para dizimar uma parte significativa da população rural, aproximadamente 3 a 4 milhões de pessoas. As brigadas de colecta, apoiadas pelas forças de segurança, efectuam autênticas expedições punitivas às aldeias, confiscando a produção agrícola e as próprias reservas alimentares. Estas requisições predatórias são acompanhadas de inúmeros abusos, violências físicas e detenções indiscriminadas; por sua vez, os camponeses sobreviventes são forçados a integrar as herdades colectivas e sujeitos a um regime laboral que, de forma eloquente, Nikolai Bukharin caracterizou de “exploração militar-feudal”.
O Holodomor constituiu, assim, um meio para garantir a total colectivização do campesinato, e também um instrumento de subjugação política do povo ucraniano. Não é por acaso que o Holodomor ocorre em simultâneo com a revogação da política de autonomia cultural das populações ucranianas residentes em outros territórios da URSS (por exemplo, o Kuban, no Norte do Cáucaso) e com a aniquilação da intelligentsia nacional (só em 1932-1933, cerca de 200.000 pessoas são detidas pela polícia política). É precisamente o carácter “anti-nacional” que confere ao Holodomor a sua especificidade em relação à fome que devastou outras regiões (como o Cazaquistão) na sequência da campanha de terror contra os kulaks e da colectivização forçada.
Assim, nos domínios histórico e jurídico, podemos formular as seguintes conclusões:

· O Holodomor foi o resultado de uma actuação política deliberada e sistemática por parte do regime totalitário soviético, consubstanciada na brutal supressão do ideal independentista; no extermínio em massa dos camponeses, pela fome, de modo a destruir a base sócio-económica do nacionalismo e a intimidar a restante população; na destruição do sistema económico pré-colectivista e na imposição de novas e difíceis condições de vida; no isolamento de vastos territórios da Ucrânia e das regiões da URSS com significativa população ucraniana; na ocultação das causas e da dimensão desta tragédia;
· O carácter genocidário do Holodomor de 1932-1933 está em conformidade com a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, aprovada pelas Nações Unidas em 9 de Dezembro de 1948, e em particular com o disposto no Artigo 2.º, alínea c (“Submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial”);
· De acordo com a Resolução n.º 1481 da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa de 25 de Janeiro de 2006, o Holodomor é consequência de uma política deliberada do poder soviético, sendo passível de condenação internacional como um crime do regime totalitário comunista.
Mas a reflexão sobre o Holodomor impõe-nos, igualmente, uma conclusão de natureza moral: o dever de preservar a memória deste crime de Estado, sob pena de ser “simplesmente impossível compreender o século XX europeu” (Andrea Graziosi).
* Professor de História, Portugal

quinta-feira, novembro 20, 2008

A causa da morte – Ucraniano...

Esta simples folha amarela é um boletim de óbito do jovem camponês ucaniano Andriy Ostapenko, falecido na região de Sumy no dia 13 de Maio de 1933. O documento foi encontrado nos fundos do Arquivo Estatal da Província de Sumy (Ucrânia do Leste), pela arquivista principal, Sra. Oksana Kovalenko (DASO., F.R.7720, descrição1, processo 458, página 34).

Por: Viktor Rog

No ano de 1933, faleceu um membro da equipa Lenin do kolkhoz do distrito Ulyanov. Na coluna “causas da morte” está escrito com uma letra da caligrafia bem elaborada: “Ucraniano”. Dizem os manhosos que não ouve nenhum Holodomor, nenhum genocídio, que todos passaram por dificuldades. Mas na coluna “causas da morte” está escrito com uma letra bem elaborada: “Ucraniano”.

Passavam fome na Rússia, no Cáucaso, no Kasaquistão – afirmam aqueles que pretendem fugir da responsabilidade pelos crimes dos seus progenitores ideológicos. Mas na coluna “causas da morte” está escrito com uma letra bem elaborada: “Ucraniano”.

Geralmente, naqueles anos malditos, as causas da morte dos camponeses ucranianos eram apontadas: “fraqueza caquéctica”, “subnutrição”, “distúrbio alimentar”, “esgotamento”, “fraqueza do organismo”, “inanição”, “inchaço de inanição”, “desgaste natural”, “distrofia”, “diarreia”...

Mas para nós, após 75 anos e à luz baça dos documentos amarelos, penetra na nossa consciência e pede a atenção uma palavra simples, escrita com uma letra bem elaborada na coluna “causas da morte” – “Ucraniano”.

Fontes:

Ver o filme sobre o Holodomor (parte do The Soviet Story):

terça-feira, novembro 18, 2008

História da Europa Central em cartoon

O estúdio letão “Latvietis” criou o genial desenho animado que em menos de 9 minutos conta toda a história da Letónia, desde os primórdios da nação até o futuro. Mas o desenho animado também é um perfeito espelho divertido da história do qualquer outro país da Europa Central e do Leste.

Ver o filme (deixando os preconceitos do lado):
http://www.youtube.com/watch?v=iHumUXCEn3I

segunda-feira, novembro 17, 2008

Viver na URSS durante 2h30 por 38 dólares

Graças ao espírito empreendedor capitalista, um bunker na Lituânia permite visitar a URSS por apenas 38,3 dólares, para, durante 2,5 horas sentir na sua pele e no estômago todas as maravilhas do quotidiano soviético do ano 1984.
Confrontado com a questão de o que fazer com um bunker ex-soviético nos arredores da capital lituana, Vílnius, os empreendedores lituanos decidiram que algumas obras do comunismo soviético devem ser preservadas tal como eles eram...
Construído perto de Vílnius em 1980, quando a Lituânia ainda fazia parte da URSS, a função do local era proteger um transmissor de televisão e servir de posto avançado seguro para as tropas soviéticas. Com espaço de 4.000 metros cúbicos e enterrado aos 5 metros de profundidade, o bunker é um remanescente da ocupação soviética mais difícil de se livrar, comparando com as próprias tropas soviéticas / russas.
Em vez de deixar a construção cair em completa ruína, os lituanos decidiram dar algum novo uso ao bunker, por isso, preocupados com a falta de consciência dos jovens lituanos sobre o passado do seu país, a produtora Ruta Vanagaite criou um projeto de histórico, demonstrando as experiências comunistas do passado recente.
O bunker do Išgyvenimo foi inaugurado no início de 2008. Os turistas pagam 120 LTL (38,3 dólares) para voltar ao ano 1984 na qualidade do cidadão temporário da URSS, apenas por 2,5 horas. Na entrada, todos os pertences, incluindo dinheiro, câmaras, telefones e outros equipamentos electrónicos são entregues sob olhar atento dos guardas com os seus cães, os turistas despem as roupas modernas, trocando as pelos casacos soviéticos surrados, após disso são levados, em fila, através do bunker.
A experiência inclui assistir os programas de TV de 1984, usar as máscaras de gás, aprender o hino soviético sob coação, comer a comida soviética típica (com utensílios de mesa soviéticos genuínos) e mesmo passando por um interrogatório de campo de concentração de GULAG e exame médico.
O bunker soviético não é um parque temático para os fracos; todos os atores envolvidos no projeto passaram pelo exército soviético e alguns eram autênticos interrogadores, no entanto, há performances adaptadas especificamente para grupos escolares para que os mais novos saibam até que ponto o comunismo soviético era “cool” e “divertido”.
Antes de voltar para o mundo real, os participantes recebem um trago de vodca. Eles saem com uma melhor compreensão da vida sob ocupação soviética e, sem dúvida, um novo respeito por aquilo por que passaram os seus pais e avôs (fonte).

Mais informação:
http://www.sovietbunker.com/en
e-mail: info@sovietbunker.com
Telemóvel: +370 698 44220

Blogueiro: em soma, um empreendimento deste tipo é urgentemente necessário em cada país que passou pela experiência comunista. Para garantir que comunismo e nazismo realmente “nunca mais”.

Holodomor será lembrado em Lisboa

As organizações representativas da comunidade ucraniana em Portugal, junto com a Embaixada da Ucrânia, têm a honra de convidar V. Excia., para participar no desfile comemorativo do 75º aniversário da Grande Fome da Ucrânia de 1932 – 1933 (Holodomor), em que cerca de 6 milhões de ucranianos foram exterminados pelo regime estalinista, devido à sua resistência à política de colectivização agrícola e ao apego pela cultura e tradições nacionais.

Nas últimas décadas, a comunidade internacional tem manifestado a sua solidariedade para com as vítimas do Holodomor, destacando – se a resolução do Parlamento Europeu, de 23 de Outubro de 2008, que o qualifica de “terrível crime contra o povo ucraniano e contra a Humanidade”.

A cerimónia terá lugar no dia 23 de Novembro, pelas 12h30. Começará com uma concentração na Praça Martim Moniz em Lisboa, onde haverá pequenos discursos e uma oração em memória dos vitimas do Holodomor.

13h30 Desfile pela Avenida Almirante Reis até à capela da Igreja Grego – Católica, São João de Arrois, na Rua Quirino da Fonseca, № 2 (junto à Praça do Chile).

14h30 Exibição do filme documental sobre o Holodomor na Igreja Grego – Católica.

Convidados: Embaixador da Ucrânia em Portugal, Sr. Rostyslav Tronenko, Deputados do Parlamento português, representantes da Igreja Grego – Católica Ucraniana e Igreja Ortodoxa Ucraniana (UPC), Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Sr. António Costa, os historiadores portugueses que estudam o Holodomor, políticos portugueses e ucranianos.

Nas vésperas, no dia 22 de Novembro, nas escolas sabáticas ucranianas de Portugal será leccionada uma aula aberta, dedicada à problemática do Holodomor.

As acções semelhantes terão lugar na Austrália, no Brasil, Canada, EUA, Grã – Bretanha, República Checa e outros países onde existem as comunidades da Diáspora ucraniana.

A UCRÂNIA RECORDA!
Para receber mais informações ligue:
+351 967135885

sábado, novembro 15, 2008

Super Obama

Quem gostava (gosta) do jogo de vídeo “Super Mário”, com certeza irá gostar deste divertido joguinho “Superobamaworld”. Mas atenção, cuidado com os porcos, homens endinheirados e Alasca...

Jogar para ganhar!
http://www.superobamaworld.com

sexta-feira, novembro 14, 2008

Fuga do Moscovo

A queda do comunismo deu aos países do antigo bloco soviético uma chance de rumar na direção da democracia, da economia de mercado e do império da lei. Alguns países cortaram decisivamente os seus vínculos com o passado comunista: outros tiveram menos êxito e alguns poucos fracassaram catastroficamente.

Por: Mart Laar *
Data: 15/06/2007

Moldova e Geórgia estiveram nesta última categoria até recentemente. Seus fracassos políticos e econômicos foram em grande parte devidos a movimentos separatistas – activamente apoiados pela Rússia – que tinham como objectivo manter os dois países na "esfera de influência" do Kremlin. Quando irromperam os conflictos sangrentos na Transnístria, Abecásia e Ossétia do Sul, a Rússia transformou a sua presença militar em forças "de manutenção da paz" como meio de manter o controle.

Há muito se temia que esses chamados "conflitos congelados" poderiam subitamente se tornar escaldantes. Não só isso não aconteceu, como agora podemos falar de soluções, no momento em que Geórgia e Moldova começam a obter progressos na direção de uma economia de mercado e da democracia. A "política de vizinhança" da União Européia também ajudou.

O ponto de partida para esses desdobramentos foi a "Revolução Rosa" de três anos atrás. A Geórgia, que esteve perigosamente perto de se transformar em um Estado fracassado, voltou-se na direção do Ocidente. O sucesso das várias "revoluções de cores" nos países do antigo bloco soviético também desencadearam reformas que tinham como objetivo se aproximar da UE. Essas mudanças originaram novas iniciativas na Geórgia e na Moldova para restaurar, pacificamente, sua integridade territorial.

A experiência da Estónia indica como Geórgia e Moldova devem moldar as suas políticas perante a Rússia. Quando a Estónia obteve a independência, em 1991, Moscovo procurou caracterizar o país como uma terra repleta de problemas econômicos, inadequado para investimento. A Estónia era realmente pobre, e suas principais exportações eram sucata de ferro e madeira para construção, mas a sua economia estava crescendo.

A Rússia apoiou um chamado "movimento de autonomia" no nordeste da Estónia, que é habitado em sua maior parte por russos étnicos que lá se estabeleceram nos tempos soviéticos. Quando a Estónia resistiu, a Rússia impôs sanções e cortou o abastecimento de gás. Os poucos produtos estonianos permitidos na Rússia foram fortemente tributados e a Rússia até ameaçou com intervenção militar. Mas a Estónia manteve o seu sangue frio. As sanções russas, na verdade, acabaram ajudando a Estónia a redirecionar a sua economia para o Ocidente. Enquanto isso, a Europa Ocidental se esforçou ao máximo para integrar os Estados bálticos – Lituânia, Letónia e Estónia – ao mesmo tempo em que procurava evitar conflitos com a Rússia. Um tratado de livre comércio de 1994 firmado com a UE permitiu aos produtos estonianos encontrar novos mercados, e a Estónia acabou se tornando um dos mais bem-sucedidos países da transição pós – comunista, aderindo à UE e à NATO em 2004.

Quando a Geórgia obteve a independência, em 1991, o país não recebeu o mesmo tipo de ajuda da Europa Ocidental. A década de 1990 foi marcada por golpes, contragolpes e guerras civis, com as duas regiões – Abecásia e Ossétia do Sul – essencialmente se desprendendo do apoio russo.

O país fez o melhor que pode para se redimir do seu passado funesto. Desde a Revolução Rosa, a economia foi reformada, as forças armadas foram fortalecidas e a liderança do país é jovem, dinâmica e está ansiosa para conduzir o seu país adiante. A alíquota fixa de 12% do imposto de renda – provavelmente a mais baixa do mundo-impulsionou o orçamento nacional. O governo elevou as pensões e aumentou a assistência social. A corrupção está diminuindo e a reforma judicial começou. A economia se expandiu em 8% em 2005 e em mais de 10% em 2006.

A Geórgia tentou neutralizar as tensões em torno da Abecásia e da Ossétia do Sul, mas a Rússia acusa a Geórgia de agressão e de limpeza étnica. Seu principal objectivo é inibir o apoio Ocidental dado à Geórgia e impedir a reconciliação com as regiões separatistas.

A Rússia e, em menor extensão, os Estados Unidos, são as potências que importam na Geórgia. A Europa também precisa mostrar que faz diferença. A Estônia demonstrou na independência e novamente durante a crise recente em torno da remoção de um memorial da era soviética – que, com determinação e apoio firme, pode haver resistência à pressão da Rússia.

A Europa precisa entender que a Geórgia não precisa de ajuda humanitária, mas de comércio. Assim como um acordo de livre comércio com a Europa permitiu à Estônia encontrar novos mercados, este poderá ser o meio através do qual os georgianos poderão ajudar a si mesmos. A Geórgia pode esperar razoavelmente que o país atinja a independência real, mas o que dizer de Moldova, o país mais pobre da Europa e que está sendo ameaçado pela Rússia, mais do que os estonianos – ou, efetivamente, os georgianos – jamais foram?

A falta de sucesso de Moldova nas reformas decorreu parcialmente por causa dos movimentos separatistas apoiados pelos russos. O país teve um começo deplorável após a independência, quando a região industrial de Transnístria – habitada por população de língua russa e ucraniana que temia que a maioria dos moldávios, que têm origem romena, planeasse manter laços mais estreitos com a Romênia – declarou a independência. Seguiu-se uma guerra civil e, em 1992, tropas russas entraram na Transnístria, onde permanecem. A independência da Transnístria jamais foi reconhecida, por Moldova ou internacionalmente. Acredita-se que o país seja corrupto e sem lei.

A Moldova está profundamente endividada, a taxa de desemprego é elevada e a sua outrora bem – vista indústria vinícola está em declínio. A Rússia esporadicamente corta o seu gás, e muitos dos seus quatro milhões de habitantes deixaram o país.Só a Rússia pode solucionar o problema. Autoridades moldávias fizeram cinco visitas infrutíferas a Moscou para pedir ao presidente Vladimir Putin que explore uma solução e a retirada das tropas russas. Um desesperado Voronin [presidente da República da Moldova] apelou para a ajuda da "missão de assistência às fronteiras" da UE, porém uma iniciativa da União necessitaria ter a cooperação de Putin.

Infelizmente, o Ocidente aparenta não possuir conhecimento actualizado sobre a situação em Moldova. Em Abril, por exemplo, a UE e os EUA tomaram conhecimento de uma proposta de acordo de paz somente através de um relatório tornado público na Alemanha. O acordo, pelo qual Moldova reconhecia a Transnístria como uma entidade legítima, parecia beneficiar a Rússia. Se a Rússia tivesse triunfado sobre o Ocidente, o precedente para a Geórgia e outros Estados pós – soviéticos debilitados seria muito sombrio.

* Mart Laar foi o Primeiro – Ministro da Estónia e hoje é membro do parlamento estoniano.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Polónia: 90 anos fora do império russo

O Presidente ucraniano Viktor Yushchenko participou nas celebrações do 90º aniversário da restauração da Independência da Polónia (1918).

Os eventos principais decorreram em Varsóvia, na Praça Józef Piłsudski, junto ao túmulo do Soldado Desconhecido, com a participação de altos dirigentes da República polaca. Além disso, nas cerimónias estavam presentes os presidentes do Afeganistão, Montenegro, Croácia, Geórgia, Estónia, Letónia, Lituânia, Macedónia, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia e Hungria, a chanceler federal da Alemanha, as delegações de diversos países do mundo.
Como parte das comemorações, o Presidente da Polónia Lech Kaczyński, prestou a homenagem aos heróis que morreram pela Independência de seu país. A Praça Piłsudski teve as honras de 24 disparos do fogo de artifício e de um desfile do exército nacional.
Durante a visita de trabalho à Polónia, o Presidente ucraniano visitou o Museu da Revolta de Varsóvia. Após a conhecer o Museu, que ilustra a evolução dos acontecimentos de 1944 na capital polaca, Viktor Yushchenko fez uma nota no livro dos visitantes de honra, expressando, dessa maneira, a sua profunda homenagem ao patriotas polacos que lutaram pela liberdade e pela Independência do seu país.
«Curvo-me perante a memória brilhante daqueles que caíram num combate desigual. Glória a heróis da Revolta de Varsóvia tornou-se o exemplo vívido para todo o mundo de auto-sacrifício em nome da liberdade e da pátria », - escreveu o Presidente da Ucrânia.
Chefe do Estado ucraniano prestou a homenagem aos que morreram durante a Revolta por um minuto de silêncio e acendeu uma vela junto ao Muro da Memória dos heróis da Revolta de Varsóvia.
Revolta de Varsóvia organizada pelo Exército Nacional polaco (Armia Krajowa), teve o início no dia 1 de Agosto e durou até 2 de Outubro de 1944 (63 dias), quando as tropas nazis reprimiram a revolta. Os insurgentes polacos pretendiam libertar a Varsóvia dos invasores alemães e restaurar a Independência do seu país.
Durante a sua visita o Presidente ucraniano deu a entrevista colectiva ao jornal «Rzeczpospolita», Rádio Polónia e TV Polsat
Fonte e Fotos:
http://www.president.gov.ua/
Foto: Mykola Lazarenko

terça-feira, novembro 11, 2008

Guerra na Geórgia: o seu custo para a Rússia

A Força Aérea russa perdeu na guerra da Geórgia entre 7 à 16 aviões de combate e o custo total dos seus gastos militares e relacionados com o apoio aos separatistas na Ossétia do Sul, ultrapassa 1 bilião de dólares.

O perito militar russo, Said Aminov, escreveu no artigo publicado em 13 de Setembro na revista “Moscow Defense Brief”, que no dia 8 de Agosto, a defesa antiaérea georgiana consegui abater quatro aviões russos: três caças Su-25 (classificação da NATO Frogfoot) e um espião estratégico Tu-22M3 (Backfire). A perca destes aviões foi oficialmente confirmada pelo Estado – Maior russo. Said Aminov afirma que todos estes aparelhos foram abatidos pelos complexos da defesa antiaérea ucraniana “Buk–M1” (classificação da NATO SA–17 Grizzly).

Mas perito também diz que a Rússia perdeu mais três aviões e um helicóptero: um Su-24MR (Fencer) no dia 8 de Agosto, um Su-24M (dia 10 ou 11), um Su-25 (9 de Agosto) e possivelmente um Mi-24 (Hind). Aminov escreve que ambos os Su-24 foram abatidos pelos sistemas de defesa antiaérea georgiana “Osa-AK/AKM” ou pelos Sistemas Portáteis da Defesa Antiaérea (SPDA), enquanto o Su-25 foi a vítima do “fogo – amigo” do exército russo. (Outras fontes garantem que este Su-25 foi abatido pelos separatistas da Ossétia do Sul, o piloto não ejectou-se e acabou por morrer). Mais um caça Su-25 foi atingido pelo míssil de SPDA, mas conseguiu voltar à base, afirma Aminov.

Dois pilotos russos (tripulantes do Su-24MR e Tu-22M3) foram capturados pelos georgianos, eles receberam o tratamento médico gratuito (um dos pilotos precisou da transfusão de sangue) e foram entregues às autoridades russas no dia 19 de Agosto. Outros cinco pilotos (piloto do Su-25 abatido pelo “fogo – amigo”, navegador do Su-24MR e três membros da tripulação do Tu-22M3) faleceram.

A força antiaérea georgiana consegui surpreender o exército russo, usando as estações de reconhecimento electrónico “Kolchuga-M”, servindo-se dos radares activos ao nível mínimo (para que estes não serem detectados pelos radares russos). Por outro lado, os complexos (Buk-M1) e “Osa-AK/AKM” eram bem dissimulados no terreno, protegendo-se contra a possível detecção da contraparte russa.

Outro jornal russo on-line, escreve que a Rússia perdeu na Geórgia entre 12 à 16 aviões de combate e que no caso do surgimento de uma nova guerra no seu flanco sul, o país arriscar-se a ser incapaz de defender o espaço aéreo nacional.

Fonte:
http://www.rian.ru/defense_safety/20080911/151180028.html

Caça russo Su-25 (Frogfoot) atingido pelo fogo antiaéreo georgiano (vídeo & fotos):
http://ru.youtube.com/watch?v=IYRBSpi2u8U

As finanças cantam os romances...
Em termos financeiros, a guerra na Geórgia custou a Rússia aproximadamente 12,5 biliões de rublos (cerca de 500 milhões de dólares aos preços de Agosto de 2008 *), escreve "Nezavisimaya gazeta", citando os peritos independentes.

O director do Centro de Análise das Estratégias e Tecnologias (CAST), Ruslan Puhov disse que 10 investigadores seus tentaram calcular as perdas financeiras da Rússia. A pesquisa permite afirmar, que a guerra na Geórgia custou a Rússia pelo menos 1 milhão de dólares por dia.

Os cálculos tiveram em conta o custo da missão de combate de um tanque, avião ou navio de guerra por dia, gastos em combustíveis (cerca de 480 milhões de dólares) ou o transporte de tropas, cujo número total eventualmente chegou aos 30.000 homens.

O custo total dos quatro aviões abatidos (percas reconhecidas oficialmente), chega à 1 milhão de dólares. Mas o exército russo até agora não apresentou nenhuns dados sobre as perdas em tanques, blindados ou camiões. Além disso, o exército terá que proceder os pagamentos de prémios de combate aos soldados e oficiais, além dos seguros de vida aos militares feridos e mortos em combate.

Alem disso, o vice – primeiro ministro russo, Aleksey Kudrin, prometeu gastar em 2009 10 biliões de rublos (400 milhões de dólares), na reconstrução da cidade de Tshinvali e outras infra-estruturas da Ossétia do Sul. Até o fim de 2008, os mesmos gastos vão totalizar cerca de 3 biliões de rublos (120 milhões de dólares). Dessa maneira, a Ossétia do Sul custará aos cofres dos contribuintes russos pelo menos 520 milhões de dólares, apenas nos próximos 15 meses.

Fonte:
http://www.rian.ru/osetia/20080820/150515111.html

* 1 USD = 25,0221 rublos (Banco da Rússia, 27.09.2008).

Fuga dos capitais da Rússia

Ao mesmo tempo, a crise internacional e a falta da confiança dos investidores nacionais e estrangeiros está castigando a Rússia. No mês de Setembro, a reserva das divisas russas baixou em 25,569 biliões de dólares, em Agosto, ela já tinha baixado em 14 biliões, entre 17 à 24 de Outubro as reservas baixaram em 31 bilhões de dólares, desta maneira, em apenas três meses, a Rússia perdeu quase 70 biliões e neste momento dispõe de uma reserva total de 484,7 biliões.

Em primeiro lugar, as perdas das divisas derivam do esforço do Banco Central russo de apoiar a moeda nacional, ejectando grandes somas de divisas no mercado, além da fuga dos capitais para fora do país.

Fontes:
http://news.mail.ru/politics/2074733
http://www.rbcdaily.ru/2008/10/31/finance/388765

sexta-feira, novembro 07, 2008

Atentado comunista contra a Europa

91 anos atrás, um dos países mais atrasados da Europa, a Rússia brindou o nosso continente com a revolução bolchevique, que por sua vez produziu Hitler e vários outros ditadores, de Pol Pot até Hugo Chaves...

A ideologia comunista é uma doença, no seu estágio inicial ainda pode ser curada no hospital, mas quando não for tratada à tempo – a única esperança é a intervenção cirúrgica.

Concordem, não há nada de “não democrático” na luta do médico dentista contra a cárie ou do fumigador contra as ratazanas. Nada pessoal, simplesmente isso é necessário para a saúde da sociedade.

Fonte:
http://www.ego.com.ua/

Via:
http://vaxo.livejournal.com/275080.html

quarta-feira, novembro 05, 2008

Lembrar a Revolução Húngara de 1956

A Revolução Húngara de 1956, o levantamento popular espontâneo contra o governo stalinista na Hungria e contra a política imposta pela União Soviética, iniciou-se em 23 de Outubro de 1956. No dia 4 de Novembro de 1956, o Exército Vermelho invade a cidade de Budapeste e a resistência organizada chega ao fim, seis dias depois.

O levantamento húngaro começou em 23 de Outubro de 1956, com uma manifestação pacífica de estudantes em Budapeste. Exigiam o fim da ocupação soviética e a implantação do “verdadeiro socialismo”. Quando os estudantes tentaram resgatar alguns colegas que haviam sido presos pela polícia, esta abriu fogo contra a multidão.

No dia seguinte, oficiais e soldados juntaram-se aos estudantes nas ruas da capital. A estátua de Iosif Stálin foi derrubada por manifestantes que entoavam, “russos, voltem para casa”, “abaixo Gerő” e “viva Nagy”. Em resposta, o comité central do Partido Comunista Húngaro recomendou o nome de Imre Nagy para a chefia de governo.

Em 25 de Outubro, tanques soviéticos dispararam contra manifestantes na Praça do Parlamento. Chocado com tais acontecimentos, o comité central do partido forçou a renúncia de Gerő e substituiu-o por János Kádár.

Nagy foi à Rádio Kossuth e anunciou haver tomado a chefia do governo, na qualidade de presidente do Conselho de Ministros. Prometeu uma ampla democratização da vida pública do país, a melhoria radical das condições de vida dos trabalhadores e a busca do socialismo condizente com as características nacionais da Hungria.

Em 28 de Outubro, Nagy e um grupo de colegas conseguiram obter o controle do Partido Comunista. Surgiam conselhos revolucionários por todo o país. Em 30 de Outubro, Nagy comunicou a libertação do cardeal Mindszenty e de outros prisioneiros políticos. Anunciou-se que o governo pretendia abolir o sistema de partido único. Reconstituíram-se os Partidos dos Pequenos Proprietários, Social – Democrata e Camponês Petőfi. Em 1º de Novembro, Nagy comunica a intenção húngara de se retirar do Pacto de Varsóvia e pede a intervenção das Nações Unidas contra a possível invasão da URSS.

Em 4 de Novembro, cerca de 5.000 tanques do Exército Vermelho invadem a Budapeste, com o apoio da força aérea e de artilharia. As ruas da cidade tornam-se o palco de combates entre os patriotas húngaros e invasores soviéticos. Calcula-se que morreram cerca de 2.500 húngaros e 722 militares soviéticos, mais de 200.000 húngaros refugiaram-se no Ocidente, outros 26.000 cidadãos foram julgados pela sua participação na Revolução, destes 13.000 foram presos, cerca de 350 pessoas foram executados.

As últimas bolsas de resistência em Budapeste caíram aos 10 de Novembro. Existem também os relatos sobre a participação dos combatentes ucranianos do UPA ao lado da resistência húngara contra o inimigo comum, o regime comunista.

Imre Nagy foi preso e posteriormente executado e substituído no poder pelo simpatizante soviético János Kádár. As tropas soviéticas saíram da Hungria apenas em 1991.

Fonte:
Revolução Húngara de 1956

terça-feira, novembro 04, 2008

Gaddafi na Ucrânia

O chefe do estado líbio, coronel Muammar Abu Minyar al-Gaddafi, esta de visita a Ucrânia.

Sr. Gaddafi veio a Ucrânia não apenas com a sua própria tenda (está localizada na rua Lypska), mas com o seu próprio grupo de segurança. E como se sabe, a segurança do coronel é composta apenas por mulheres.

Coronel Gaddafi e Presidente Yushchenko

Viva o rei Władysław IV Wasa!

Hoje a Rússia comemora o “dia de unidade popular”, o feriado que pretende legitimar as acções inconstitucionais dos separatistas moscovitas que 1612 expulsaram do Moscovo o exército da República das Duas Nações, impedindo o rei legítimo Władysław IV Wasa a ocupar o trono russo, colocando no poder o pretendente ilegal, Miguel Romanoff.

Gostaria de aproveitar essa oportunidade, para relembrar este acto do terrorismo urbano praticado pelos separatistas moscovitas, assim como chamar a vossa atenção sobre a necessidade de devolver o Kremlin ao controlo legítimo da casa real polaca.

Władysław IV (Łobzów, 9 de Junho de 1595 — Merecz, 20 de Maio de 1648) foi o filho de Sigismundo III Wasa e da sua esposa, Ana da Áustria (também conhecida por Ana Habsburgo). Władysław IV reinou na República das Duas Nações (conhecida também por a Comunidade Polaco – Lituana, da qual fazia parte a Ucrânia), de 8 de Novembro de 1632 até a sua morte em 1648.

Em 1610 o jovem Władysław foi eleito Rei (tsar) da Rússia, mas não assumiu o trono moscovita devido às acções terroristas dos separatistas russos. Ele usou o título de Grão-duque da Moscóvia até 1634. Durante esse tempo o trono foi ilegalmente ocupado por Miguel Romanoff.

Władysław conseguiu impedir que a República das Duas Nações se envolvesse na sangrenta Guerra dos Trinta Anos e teve razoável êxito na defesa da República contra a invasão. Ele apoiou a tolerância religiosa e se encarregou das reformas militares.

Foto:
http://l-u-f-t.livejournal.com/183945.html

segunda-feira, novembro 03, 2008

Vela Inapagável em Portugal

A Comunidade ucraniana de Portugal realizou em Lisboa a acção “Vela Inapagável”, uma iniciativa global da Diáspora ucraniana, apoiada pelo Presidente Viktor Yushchenko, para recordar o 75º aniversário do Holodomor, a Grande Fome artificial de 1932 – 1933, planeado e executado pelo Kremlin.