terça-feira, maio 29, 2007

Internet enciclopédia da Ucrânia

Muitas das vezes, os amigos e simpatizantes da Ucrânia, ou até o público em geral nós aborda sobre as fontes de informação sobre o país, queixando-se do que gostariam saber mais sobre a Ucrânia mas não sabem onde que podem buscar essas informações.
Por isso hoje, queremos dar uma oportunidade para todos aqueles que gostam de ler, alargando os seus horizontes do conhecimento. Visitem a Internet enciclopédia da Ucrânia, lá vocês poderão encontrar vários tópicos muito interessantes, infelizmente agora só em inglês. Boa sorte!

Alguns tópicos em destaque:

A Guerra Ucraniano – soviética, 1917 – 1920

http://www.encyclopediaofukraine.com/featuredentry.asp

Guia para pesquisa genealógica na Ucrânia (livro de)
John D. Pihach, “Ukrainian Genealogy: A Beginner's Guide”, 272 pp. Preço: $54.95 (capa dura), $34.95 (papel)
Comprar em:
http://www.utoronto.ca/cius/publications/books/ukrainiangenealogy.htm
ou em:
e-mail: cius@ualberta.ca
Tel: (780) 492-2973, entre 8h30 e 16h30 (MST).
Fax: (780) 492-4967.
Correio: CIUS Press, 450 Athabasca Hall, University of Alberta, Edmonton, AB, Canada T6G 2E8

Escritores da Ucrânia
http://www.encyclopediaofukraine.com/literature.asp

Irmandades ortodoxos: promotores da educação e cultura na Ucrânia nos séculos XV – XVII (livro de)
Iaroslav Isaievych: VOLUNTARY BROTHERHOOD: CONFRATERNITIES OF LAYMEN IN EARLY MODERN UKRAINE, 324 p, ilustrações Preço: $29.95 (papel), $49.95 (cartolina)
http://www.utoronto.ca/cius/publications/books/isaievychbrotherhood.htm

As crenças populares da Ucrânia, gentes e lugares
http://www.encyclopediaofukraine.com/people.asp http://www.encyclopediaofukraine.com/land.asp http://www.encyclopediaofukraine.com/land.asp
ou então podem visitar:
http://www.encyclopediaofukraine.com

Imprensa do Instituto Canadiano dos Estudos Ucranianos
Universidade do Toronto
20 Orde Street, Rm. 125
Toronto, Ontario M5T 1N7
CANADA Tel: 416-978-6934
Fax: 416-978-2672
e-mail: cius@chass.utoronto.ca

sexta-feira, maio 25, 2007

Ministério da Agricultura em chamas

Hoje, por volta das 5h30 de manha, na capital moçambicana, cidade de Maputo, começou a arder o Ministério da Agricultura. As causas? Ainda por apurar...




Procura-se família do aviador Walter Yunsko

por: Gabrielle Giroday

Sessenta e três anos atrás, aos 11 de Novembro de 1944, um bombardeiro pertencente à Força Aérea canadiana, “Handley Page Halifax”, foi abatido nos seus de Holanda pelo fogo nazi. Sete soldados canadianos iam à bordo do avião, entre eles um ucraniano, atirador Walter Yunsko. Agora, uma holandesa, Sra. Marjo Janssen, pretende homenagear o jovem ucraniano, que sacrificou a sua vida tentando libertar a Holanda durante a II Guerra Mundial. Problema, que ela não sabe nem a data do nascimento dele, nem possui a fotografia do herói, apenas sabe que Walter Yunsko era da província canadiana de Manitoba.
Walter Yunsko foi sepultado numa tumba simples, na aldeia de Echt, no sul da Holanda, onde em 2008 terá lugar a cerimónia fúnebre em memória dos 28 soldados britânicos e canadianos, que morreram durante a II G.M.
Na tentativa de localizar os parentes do Walter Yunsko em Canada, Marjo Janssen fiz uma pesquisa na Internet e encontrou um lago chamado “Walter Yunsko Lake” em Manitoba, que enquadra-se na tradição canadiana de dar o nome dos heróis tombados às águas. Sra. Janssen também encontrou uma placa comemorativa com o nome do Walter Yunsko nas praia de Juno em Normândia (França).
Todos os familiares dos soldados canadianos que morreram na mesma ocasião junto à aldeia holandesa de Echt, são convidados para a futura cerimónia em homenagem ao piloto ucraniano.
Mais informações sobre a cerimónia podem ser encontrados via este e-mail

© 2007 Winnipeg Free Press. All Rights Reserved

Via Myroslava_Oleksiuk, e-mail

quarta-feira, maio 23, 2007

Cossacos ucranianos num filme épico

Na Ucrânia, nas cidades de Kamianets-Podilskyi e de Khotyn está a ser filmado um épico sobre a vida e a história dos cossacos ucranianos “Taras Bulba”, baseado no livro homónimo do escritor ucraniano Mykola Gogol.

As filmagens são da responsabilidade do estúdio “Central Partnership” e do realizador da origem ucraniana Vladimir Bortko. No papel principal, do cossaco Taras Bulba está o actor ucraniano Bohdan Stupka. Existem rumores que dão como custo do filme de 25 milhões de USD. A estreia planeia-se no dia 30 de Outubro de 2008, comemorando 200 anos do nascimento do Mykola Gogol.
Fotos são da autoria da Kamienczanka

Ucrânia comemora os seus heróis
Presidente da Ucrânia Viktor Yushenko e a Primeira Dama da Ucrânia Kateryna Yushchenko-Chumachenko participam nas cerimónia comemorativas do 146-mo aniversário das translações da tumba do maior poeta da Ucrânia Taras Shevchenko na cidade de Kaniv.
Ler em inglês aqui, aqui e aqui

Na cidade de Ivano-Frankivsk foi inaugurada uma placa comemorativa, honrando a Sra. Slava Stetsko, viuva dum dos líderes da Organização dos Nacionalistas ucranianos (OUN), Sr. Yaroslav Stetsko e a presidente do Bloco das Nações anti - Bolcheviques.
Em ucraniano

segunda-feira, maio 21, 2007

Em memória da Dua Khalil

by Mohammed Tawfeeq and Brian Todd

BAGHDAD, IRAQ (CNN) -- Authorities in northern Iraq have arrested four people in connection with the "honor killing" last month of a Kurdish teen - a startling, morbid pummeling caught on a mobile phone video camera and broadcast around the world.


The case portrays the tragedy and brutality of honor killings in the Muslim world. Honor killings take place when family members kill relatives, almost always female, because they feel the relatives' actions have shamed the family.
In this case, Dua Khalil, a 17-year-old Kurdish girl whose religion is Yazidi, was dragged into a crowd in a headlock with police looking on and kicked, beaten and stoned to death last month. (Watch the attack, and what authorities are doing about it)
Authorities believe she was killed for being seen with a Sunni Muslim man. She had not married him or converted, but her attackers believed she had, a top official in Nineveh province said. The Yazidis, who observe an ancient Middle Eastern religion, look down on mixing with people of another faith.
Each year, dozens of honor killings are reported in Iraq and thousands are reported worldwide, said the United Nations. The practice has been condemned around the world by governments and human rights groups. A yearly vigil protesting honor killings is held in London, England.
Two of the four arrested are members of the victim's family, police in Nineveh province said Thursday. Four others, including a cousin thought to have instigated the killing, are being sought.
The killing is said to have spurred the killings of about two dozen Yazidi men by Sunni Muslims in the Mosul area two weeks later. Attackers affiliated with al Qaeda pulled 24 Yazidi men out of a bus and slaughtered them, a provincial official said.
The violence ratcheted up tensions between Yazids and Muslims in Bashiqa, the victim's hometown, a largely Yazidi city in Nineveh province.
Provincial officials don't think much could have been done to stop the honor killing, but at least three officers are being investigated and could be fired.
"The climate, the religious and social climate is such that people can do that in daylight and that authorities do not intervene," said the spokeswoman for the Organization of Womens' Freedom in Iraq, Houzan Mahmoud.
Also, the top police official in Bashiqa is being replaced.

Fonte: http://www.cnn.com/2007/WORLD/meast/05/18/iraq.honorkilling/index.html

sexta-feira, maio 18, 2007

Ucrânia em Cannes

Miss Ucrânia 2007, Inna Cymbalyuk e a Primeira Dama da Ucrânia, Sra. Kateryna Yushchenko – Chumachenko na cidade de Cannes, no 60° Festival de Cinema de Cannes.
+ Verka Serdyuchka em cartoons

















http://tabloid.com.ua/news/2007/5/17/1568.htm

Encontrar Madeleine McCann!

Madeleine McCann (12 de Maio de 2003) é uma menina inglesa que desapareceu no Algarve (Portugal), no dia 3 de Maio de 2007, quando se encontrava com os seus pais, irmão e irmã de férias na Praia da Luz.

http://en.wikipedia.org/wiki/Disappearance_of_Madeleine_McCann

terça-feira, maio 15, 2007

Festival Eurovisão’07, final

Dia 12 de Maio, na capital da Finlândia, cidade de Helsínquia, teve lugar o final do 52º edição do Festival Eurovisão da Canção. Os representantes dos 24 países deram o seu melhor para ganhar o concurso, mas foi a representante da Sérvia, Marija Šerifović com a canção “Molitva” que ganhou o certame com 268 pontos, seguida pela Ucrânia (235), Rússia (207), Turquia (163) e Bulgária (157) (de novo, entre 5 primeiros, 4 deles pertencem à Europa Central, facto que mereceu críticas muitíssimo agressivas, a roçar xenofobia por parte do comentador português do concurso, Sr. Jorge Gabriel, que trabalha para a RTP).

Logo no início foi passado o clipe do Lordi, com o direito de aparecimento especial do próprio, com o fogo de artifício e todas as coisas do género. Outra vez vi pouquíssimas bandeiras da Ucrânia, acho que apenas duas em toda a sala onde decorreu o espectáculo. Apresentadores finlandeses eram desta vez vestidos em fatos pretos. Jorge Gabriel logo começou a sua cantiga anti – Leste: “países da Europa Ocidental não andam muito satisfeitos com o apuramento da Europa do Leste. Porque entre os 10 primeiros todos foram da Europa do Leste”. E a Turquia, pergunto eu?
1. Bósnia-Herzegovina, Marija Šestić, Rijeka Bez Imena, (Rio sem nome)
Em 2001 ela editou o seu primeiro disco, é a primeira cantora da ex – Jugoslávia que cantou na MTV – Europe. Cantou uma bonita balada em bósnio. Jorge Gabriel a comentar uns imagens da Finlândia: “podemos ver uns punks ao lado dos finlandeses”. Com quem diz, estes punks só podem ser suecos ou então espanhóis, mas nunca os da casa...
2. Espanha, D'NASH, I Love You Mi Vida
Quatro rapazes tocaram aquilo que a minha esposa chamou de “música gira”, era em espanhol e inglês. Também gritaram “hey – hey – hey” à Ruslana, enquanto duas moças, também giras, tocaram dois tambores enormes, de estilo “cósmico”.
3. Belarus, Dmitriy Koldun, Work Your Magic (Trabalha a tua magia)
As raparigas dele tiveram um ar um pouco nazi, especialmente fatos e corte do cabelo. Cantou em inglês e ficou 6° lugar com 145 pontos.
4. Irlanda, Dervish, They Can't Stop the Spring (Eles não podem parar a Primavera)
Na opinião de Jorge Gabriel a canção da Irlanda tinha garantidos os votos da “Europa do Leste”, porque tinha uma música “à piscar olho à Europa do Leste e ao Alexander_Dubchek (Jorge disse Dudchek)”. Realmente era uma balada tradicional muito bonita, onde falava-se que os maus “podem roubar o dinheiro, mas não podem roubar o destino” e “não podem parar a Primavera”. Infelizmente, a “Europa do Leste” era mais interessada na Serdyuchka, do que na liberdade.
5. Finlândia, Hanna Pakarinen, Leave Me Alone (Deixa-me sozinha)
Enquanto os apresentadores finlandeses mudaram da roupa e levaram da plateia a menina Krisse para ajudar na apresentação, a Hanna Pakarinen cantou em inglês uma música rock bastante bonita.
6. Macedónia, Karolina Gočeva, Mojot Svet (O meu mundo)
Menina canta desde os 12 anos, desde 2001 editou 4 discos, foi o disco mais vendido na Macedónia em 2006. Cantou em macedónio.
7. Eslovénia, Alenka Gotar, Cvet Z Juga (Flor do sul)
Em 2004 foi considerada a melhor cantora de opera do mundo, cantou em esloveno e a minha esposa chamou a de “bruxa”. Achei ela uma bruxa simpática.
8. Hungria, Magdi Rúzsa, Unsubstantial Blues
Canta desde 2006, ficando no 9° lugar com 128 pontos.
9. Lituânia, 4Fun, Love or Leave (Ama ou vai embora)
Era uma balada de fusão entre blues e rock bastante bonita, eles já editaram três discos e ganharam vários prémios.
10. Grécia, Sarbel, Yassou Maria (Olá, Maria)
Rapaz parecia Ricky Martin, acho que podia dar para o consumo mundial de pop. Uns fãs da Andorra levantaram o dístico “Where is Andorra”. Sei lá onde que está aquele país, é tão pequenino...
11. Geórgia, Sopho Khalvashi, Visionary Dream ( Sonho visionário)
Quer a voz, quer a dança eram bem bonitos. Cantou em inglês e ficou no 7° lugar com 139 pontos.
12. Suécia, The Ark, The Worrying Kind (Espécie preocupante)
Mais uma música travesti de qualidade, parecia uma mistura entre Boy George e Marilyn Manson light.
13. França, Les Fatals Picards, L'amour à la française (O amor à francesa)
Também eram uns travestis, um deles, o careca, tinha a cara chapado do guarda – redes de selecção gaulesa – Bartez. Será que ele também? As roupichas eram desenhadas pelo Jean Paul Gaultier. Cantaram pela primeira vez na história do concurso em inglês e francês.
14. Letónia, Bonaparti.lv, Questa Notte (Esta noite)
Um dos rapazes, o Marco têm a descendência italiana, todos têm a formação musical, todos tocam vários instrumentos e cantam em italiano.
15. Rússia, Serebro, Abanar o meu rabo e levar o seu dinheiro
A letra da música russa era uma coisa bem curiosa, ou então eu não entendo algo.
Este é o caminho do dinheiro sujo. Sim.
Todas as minhas amigas estão prontas.
Nós faremos isso facilmente.
Eu vejo, tu comes me com olhos...
Tu vais gastar em mi todo o seu dinheiro,
Tu serás meu!
O meu rabo perverso abana para ti....
Pequeno, sabes, em mi,
Ainda vive um pervertida sexual...
Mete a sua ginjinha no meu bolinho
E prova o meu bolinho de cereja...

As meninas com o inglês um bocado fraco, pareciam o sex – appeal pedófilo, vestidas em uniforme quase escolar, à maneira de meninas perversas saídas da manga japonesa. Ficaram no 3° lugar com 207 pontos. Jorge Gabriel “imagine que o Concurso é visto no Azerbaijão, Austrália, em Kovo”. O que o Kosovo tem tão de especial não entendi, mas porque não lembraram nenhum país africano de expressão portuguesa, é um enigma.

16. Alemanha, Roger Cicero, Frauen regier'n die Welt (As mulheres comandam o mundo)
Ele tinha um look do gangster de Chicago dos anos 30, mas a minha esposa disse que o tipo é “engraçadinho”. Nasceu em 1970, pai musico e mãe bailarina. O alemão dele me pareceu pouco musical.
17. Sérvia, Marija Šerifović, Molitva, (Oração)
Têm 23 anos, em 2003 editou o primeiro disco, já é considerada a melhor voz da Sérvia e dos Balcãs. De facto uma voz forte e bonita. Ficou no 1° lugar com 268 pontos, levando Eurovisão 2008 para o Belgrado.
18. Ucrânia, Verka Serduchka, Dancing lasha tumbai (Dançando adeus á Rússia)
Música rave que acompanhou a letra pirosa até era interessante. Comentadores portugueses já diziam ora “Serdyukcha”, ora “Serdyushka”. Durante a performance, ouvi Serdyuchka dizer que “Ucrânia é bom, Ucrânia é nice”, metade em russo, metade em calão. Duas meninas e três rapazes, vestidas à maneira dos chefes de escuteiros perversos dançavam ao seu lado. Acho que Verka cantou “Russia tumbai”, com que enfureceu Internet russo. Nas suas costas era escrito “Serdyuchka 69”. Até o Jorge Gabriel sabia a polémica entre “Russia goodbye” e “Lasha tumbai”... Que língua era aquela? Uma mixórdia de tudo com tudo... Ficou no 2° lugar com 235 pontos.
19. Reino Unido, Scooch, Flying the Flag (For You) – Içando a bandeira (por ti)
Um grupo de hospedeiras e hospedeiros cantou a música desinteressante, tipo discoteca dos anos 80. O conjunto já dissolveu-se duas vezes, agora juntou-se só para participar na Eurovisão.
20. Romênia, Todomondo, Liubi, Liubi, I Love You (Amor, amor, amo-te)
Um grupo de seis rapazes, todos romenos de várias origens cantou em francês, romeno, inglês, italiano, espanhol e russo. Eram muito bem dispostos.
21. Bulgária, Todorova e Yankoulov, Water
Fizeram muito barulho, os dois têm a formação superior em música, ela em canto e ele em percussão. Yankulov até é considerado como melhor percussionista da Bulgária. Jorge Gabriel chamou o duo de “under dog”, quer dizer abaixo do cão... Ficaram no 5° lugar com 157 pontos.
22. Turquia, Kenan Doğulu, Shake It Up Şekerim (Abana-o, querida)
Compositor, cantor, criador da moda tinha um certo estilo, toda a diáspora turca em toda a Europa votou nele. Cantou em inglês e ficou no 4° lugar com 163 pontos.
23. Armênia, Hayko, Anytime You Need, Cada vez que necessites
Cantor ganhou o Festival “Big Apple” de 1998 em Nova Iorque, entre coisas engraçadas tinha no palco uma arvore que abanava os galhos e a sangue artificial com qual manchou a sua camisa. Cantou em inglês e ficou no 8° lugar com 138 pontos.
24. Moldova, Natalia Barbu, Fight (Luta)
Tinha rock melódico e roupas sexy, toca violino e participou nos grupos de folk e jazz. A sua infância foi marcada pela guerra patrocinada pelo 14° Exército Soviético, comandado pelo general Alexander Lebed. Jorge Gabriel “achou” que a sua música era parecida com da Belarus. Ficou no 10° lugar com 109 pontos.

No fim do concurso apareceu o Pai Natal e tocou o sino – iniciou a votação. Durante a votação, foram mostradas as ruas de Helsínquia, onde desfilavam vários grupos de fás. Não mostraram nenhum grupo ucraniano.
Apresentadora improvisada, Krisse, andou pelas várias delegações, perguntando quem gostou da actuação de quem. Uma dançarina do cantor grego disse que gostou de Verka e mandou um olá à delegação ucraniana em russo. Apresentadores mudaram de roupa mais uma vez. Krisse disse à Serdyuchka: “Eu sei dançar como você, um, dois, três”. E Jorge Gabriel mais uma vez mostrou-se conhecedor profundo da geografia: “Vamos à Podgorika”, disse ele, porque votação começou em Montenegro, na cidade de Podgorica.
A Ucrânia foi neste concurso uma galinha que “grão à grão encheu o papo”, os que mais votaram na falta de estilo da nossa travesti da machamba colectiva eram: 12 pontos – Andorra, Portugal, República Checa, Polónia; Letónia, 10 pontos – Belarus e Israel; 8 pontos – Lituânia, Irlanda, Estónia, Rússia, Reino Unido.
A delegação ucraniana levantou a bandeira azul e amarela, mas não a bandeira nacional, porque a bandeira tinha um grande tryzub (tridente), que não devia existir na bandeira nacional.
Mas quem é que votou nesta criatura? Bom, não tendo muita vontade para entrar nas polémicas, vejo seguintes categorias dos votantes:
1. “Os apanhadores de morangos” no Reino Unido e na Irlanda, “os trabalhadores nas obras” no sul da Europa – gente com gostos estéticos iguais aos apreciadores do Zé_Cabra em Portugal ou da tia Sônia no Brasil (http://www.youtube.com/watch?v=qCyZV0GZfHU).
2. Os vizinhos que na realidade odeiam a cultura ucraniana, na vontade sádica de mostrar o “lugar” dos “russos da segunda”, tipo vou votar neles, tomem este que é o vosso mundo dos gostos rafeiros.
3. Os ocidentais ingénuos que acharam que aquilo é que é genuinamente ucraniano, claro, até era parecido com a “kalinka – malinka”, o que, não é ucraniano? Não, não pode ser, têm que ser ucraniano...
4. Os nacionalistas ucranianos que apreciaram a “Russia goodbye”, ou que acham que a música dela é uma espécie de piada suprema, nem eles próprios percebem a tal piada, mas pelo sim, pelo não acharam por bem votar.
Uma coisa é certa, graças ao voto maciço dos “apanhadores de morangos” e dos “trabalhadores nas obras”, no próximo ano, em Belgrado, a Ucrânia entra directamente para o final do concurso, sem passar pelo semi – final. Se é que o concurso não mudar de regras, fazendo proteccionismo especial para a Europa Ocidental. Já se falam em dois semi – finais (para não permitir que os vizinhos votam em vizinhos), ou então em abrir as portas do concurso aos mais países fora da Europa (na expectativa que estes, vão de certeza apoiar a Europa Ocidental e não a Europa do Leste). Assim Jorge Gabriel acha que “Não pretendendo retirar o mérito da Europa do Leste, não podemos esmochar às músicas do Ocidente”.
Vídeo de alguns participantes no final da Eurovisão em formato de UA-IX

1. Sérvia 2. Ucrânia 3. Arménia 3. Hungria 4. Moldova 5. Bósnia 6. Geórgia7. Eslovénia 8. Letónia 9. Lituânia 10. Irlanda
Ícone: Verka Serduchka by lj-user Vir

segunda-feira, maio 14, 2007

Cultura ucraniana em feminino

Sítio oficial da cantora Ruslana, vencedora do festival Eurovisão em 2004
Sítio oficial da escritora Oksana Zabuzhko, escritora ucraniana
http://www.zabuzhko.com/en/index.html

Festival Eurovisão’07, semi – final

No dia 10 de Maio, na capital da Finlândia, cidade de Helsínquia, teve lugar o semi – final do 52º edição do Festival Eurovisão da Canção, ganho em 2006 por surpreendente grupo Lordi. Os representantes dos 28 países deram o seu melhor, mas apenas 10 países tiveram o lugar no final do certame (9 deles pertencem à Europa Central, facto que mereceu críticas agressivas por parte do comentador português do concurso, Sr. Jorge Gabriel, que trabalha para a televisão pública portuguesa, a RTP). Mas isso só daqui para frente, agora vamos para o Hartwall Areena, palco do certame, apresentado neste ano pelos Jaana Pelkonen (vestido cor de rosa) e Mikko Leppilampi (fato branco) na Finlândia e pelos Isabel Angelino e Jorge Gabriel em Portugal.

Países participantes
Qualquer membro da União Europeia de Rádio e Televisão pode participar no Festival. Em 2007, após a confirmação da desistência do Mónaco, o Festival contou com a presença de 42 países.
Novas entradas: Geórgia, Montenegro, República Checa, Sérvia.
Reentradas: Áustria, Hungria

Pela primeira vez, a semi – final contou com a presença de 28 países

1. Bulgária, Elitsa Todorova e Yankoulov, Water
Era um tema folk bastante rápido, com muito barulho, me pareceu com a músicas da Ruslana. Menina tinha as calças de napa vermelha que achei um pouco fora da moda. Cantaram em búlgaro e passaram para o final.

2. Israel, Teapacks, Push The Button (Carrega no botão)
Os tipos pareciam com Gogol Bordello, mas tinham muito menos drive do que Eugene Hudz e Co. Cantaram em Inglês, Francês e hebreu e não cativaram o público. Comentador português, Jorge Gabriel: “país israelita”...
3. Chipre, Evridiki, Comme Ci, Comme Ça (Assim, assim)
Mostraram um euro beat da qualidade razoável. Mas a moça tinha umas manchas esquisitas nas mãos, cantou inteiramente em francês (única no concurso) e já estava no festival em 1992 e 1994. Não foi escolhida.
4. Belarus, Dmitriy Koldun, Work Your Magic (Trabalha a tua magia)
Belarus tinha uma boa e interessante coreografia (meninas a flutuar numa parede), mas a cara do rapaz era fraquinha para ser um “pop – star” à sério. Koldun, que foi o fundador do primeiro clube de fás da Princesa Diana em Belarus, estava vestido de preto e cantou em inglês. Comentadores portugueses lhe chamavam de Kaldun, Kuldun e traduziram o seu sobrenome como “mágico”, enquanto na verdade, este significa “bruxo”. Passou para o final.
5. Islândia, Eiríkur Hauksson, Valentine Lost (Perda do Valentim)
Era um rock nórdico às meias com John_Bon_Jove. Próprio cantor parecia uma cópia do actor austríaco Klaus Maria Brandauer. Em 1991 Eiríkur já concorreu pela Noruega, cantou em inglês, não cativou o público.
6. Geórgia, Sopho Khalvashi, Visionary Dream ( Sonho visionário)
Sapho têm uma extraordinária voz forte e bonita, ela canta desde os seus 13 anos, em 2002 já ganhou o concurso “New Dream” na Letónia, patrocinado pelo famoso compositor e maestro letão Raimonds Pauls. Era acompanhada pela tradicional dança geórgica, homens com espadas. Cantou em inglês.
7. Montenegro, Stevan Faddy, Ajde Kroči (Vem, aproxima-te)
Consegui compreender em toda a música que alguém, talvez o cantor, “gosta de olhos negros” de outra. Era cantado em servo – croata. Não foi escolhido.
8. Suíça, DJ Bobo, Vampires Are Alive (Os vampiros estão vivos)
Parece que este DJ era muito conhecido na Europa nos anos 80, mas a música dele não evoluiu desde daí. Cantou em inglês e não encantou.
9. Moldova, Natalia Barbu, Fight (Luta)
Natalia tinha um visual muito arrojado e bastante sexy, parecia com a Cristina Aguilera, mas podia mexer-se no palco um pouco mais. Cantou em inglês. Apresentadores portugueses, como não podia de ser, chamaram o seu país de “Moldavia” e traduziram o titulo da música “Fight” como “guerra”.
10. Países Baixos, Edsilia Rombley, On Top Of The World (No topo do mundo)
Em 1997 ela ganhou o concurso “Chuva de estrelas”, em 1998 ficou no 4° lugar na Eurovisão. Cantou em inglês um tema soul com a voz parecido com a da Anastasiya, mas menos bonito.
11. Albânia, Frederik Ndoci e Aida, Hear my Plea (Oiça o meu apelo)
As músicas do Frederick Ndoci já foram nomeadas para 7 prémios Grammy. O tema era em inglês e tinha violino e fortes motivos étnicos.
12. Dinamarca, DQ, Drama Queen (Rainha do Drama)
Nos seus shows habituais, rapaz muda a roupa até 13 vezes, agora ficou pelas três. Ele trabalhou um ano como cabeleireiro, em 1998 começou a carreira no palco imitando a Tina Turner. Ganhou o concurso chamado “Shining star” e podia ser forte concorrente a Verka Serdyuchka, se fosse escolhido. Mas não foi. Também tinha a cara muito masculina e cantou em inglês.
13. Croácia, Dragonfly e Dado Topić, Vjerujem U Ljubav (Acreditamos no amor)
Rockeiros tipo “Aerosmith”, definitivamente velha guarda, cantaram em croata.
14. Polónia, The Jet Set, Time To Party (Tempo da farra)
Miscelânea entre 3 meninas pop com 3 rapazes rap. Uns eram mulatos, nascidos na Grã – Bretanha, outros russos. Cantaram em inglês e não encantaram. Polónia não têm maneira de acertar na sua escolha.
15. Sérvia, Marija Šerifović, Molitva, (Oração)
Maria – rapaz com um look lésbico era acompanhada por cinco meninas de fato e gravata. Cantou em sérvio, têm um a voz forte e bonita. Passou para o final.
16. República Checa, Kabát, Malá dáma (Pequena senhora)
Rockeiros com 25 anos da carreira, tema era um hard – rock em checo, mas a voz do líder era rouca de mais. Não se safaram.
17. Portugal, Sabrina, Dança Comigo (Vem Ser Feliz)
Começou a cantar com 25 anos no bar karaoke dos pais. Visual de João Rôlo até não era mal, mas também não tinha nada de especial. Fiz provas para cantar com rei do pimba português, Emanuel, foi apadrinhada e apoiada por ele, e a sua música era uma pimba! Maio Ágata, meio Tony Carreira, meio Emanuel (só que não foi apimentada). Era bem fraquinha, principalmente se comparar com a cantora da Noruega, que cantou mesmíssimo tema, só que em espanhol “Ven A Bailar Conmigo”. Terra e Céu. Cantou em Português com refrão em Espanhol, Francês e Inglês. Voltou para casa mais cedo.
18. Macedónia, Karolina Gočeva, Mojot Svet (O meu mundo)
Editou o seu primeiro disco aos 12 anos, aos 14 já teve 14 prémios, já participou na Eurovisão em 2002. Hoje, com 27 anos tinha música e coreografia muito bonitos. Cantou em macedónio e passou para o final.
19. Noruega, Guri Schanke, Ven A Bailar Conmigo
Tinha a cara muito enrugada, cantou um pop de qualidade em espanhol e inglês, mudou de roupa uma vez. Não foi escolhida.
20. Malta, Olivia Lewis, Vertigo
Cantora têm 29 anos e tentou entrar no Festival em cinco ocasiões. Sexta foi bem sucedida. Cantou um pop de qualidade em inglês, mas não foi escolhida.
21. Andorra, Anonymous, Salvem El Món (Salvem o mundo)
Era rock para jovens, tipo “Blink 182” ou “Foo fighters”, cantaram em espanhol e inglês. Não se safaram.
22. Hungria, Magdi Rúzsa, Unsubstantial Blues
Em 1996 Magdi ganhou o concurso “Mega – star”, em 2006 foi considerada artista – revelação do ano na Hungria. Cantou em inglês, tinha uma voz forte e passou para o final.
23. Estónia, Gerli Padar, Partners In Crime (Bradas no gamar)
Cantora, actriz, bailarina, apresentadora da TV tinha muito estilo. Têm uma belíssima voz, canta e mexe-se no palco muito bem. A sua irmã já ganhou o Concurso em 2001. Para mi, foi maior injustiça do concurso, era muito mais lógico tirar fora a Bulgária ou a Turquia, mas gostos são gostos. Cantou em inglês.
24. Bélgica, The KMG's, Love Power
Disco dos anos 80: música, roupa, cabelo, não tinham graça nenhuma. Cantaram em inglês e foram rifados.
25. Eslovénia, Alenka Gotar, Cvet Z Juga (Flor do sul)
Look muito gótico, minha esposa disse: “parece uma bruxa”, eu achei que moça é parecida com a ícone lésbica, “Xena – princesa guerreira”. Têm 29 anos, desde 2004 canta na ópera de Ljubljana. Tema era uma “casamento” bonito entre opera e pop. E ainda tinha um espelho “mágico” na mão, que iluminava a sua cara na escuridão. Cantou em esloveno.
26. Turquia, Kenan Doğulu, Shake It Up Şekerim (Abana-o, querida)
Dança parecia o hopak ucraniano, em termos musicais era uma mistura entre a Shakira e Tarkan. Rapaz já canta durante 5 anos, estudou nos EUA.
27. Áustria, Eric Papilaya, Get A Life - Get Alive (Tenha a vida, continua vivo)
Filho do pai indonésio e mãe austríaca, jovem ganhou em 2005 o concurso “Starmania”. Os seus dançarinos – 2 galos e 2 galinhas vermelhas, assim como um laço vermelho de SIDA e a própria letra da música eram uma propaganda anti – SIDA. Acho que a FDC Khuluvuka deve contratar o rapaz. O próprio era vestido numa coisa prateada e cantou em inglês. Não convenceu.
28. Letónia, Bonaparti.lv, Questa Notte (Esta noite)
Um grupo de bem dispostos e bem humorados rapazes que cantaram a opera light em italiano. Achei bastante graça calças jeans e chapéus altos (cilindros). Para me – aquilo era exemplo de verdadeiros europeus, muita classe nas coisas símiles.

Notas finais:

Para o final passaram: Belarus, Macedónia, Eslovénia, Hungria, Geórgia, Letónia, Sérvia, Bulgária, Turquia e Moldova.
Concurso foi visto por mais de 200 milhões de espectadores em todo o mundo, pela primeira vez, o certame era transmitido para a Austrália.

Comentário dos apresentadores portugueses: “essas meninas russas, são verdadeiros cérebros”! Na realidade, nome do grupo russo “Serebro” quer dizer “prata”. Mas que intelectuais da fina flor...

E claro, sem esquecer que a Verka foi chamada de Serdyuka, Jorge Gabriel dizia assim: “Verka Serdyuka”.

quinta-feira, maio 10, 2007

La drag-queen qui représentera Ukraine à l'Eurovision

Sur scène, Verka Serdyoutchka se présente souvent une simple paysanne ukrainienne qui réalise le rêve de sa vie. Mais tous ses compatriotes ne sont pas tombés sous le charme de cette drag-queen extravagante qui représentera Kiev à l'Eurovision, dont la finale sera disputée le 12 mai à Helsinki.
Un car entier de manifestants ukrainiens compte l'y attendre: ils dénoncent la mauvaise image que donne selon eux Verka des habitants de l'ancienne république soviétique, qui seraient présentés comme des paysans informes habillés comme des sacs de patates.
"Les gars, on va pas se disputer", répond Verka, de son vrai nom Andriy Danilko, qui commence à s'agacer. Le comédien de 33 ans, qui s'habille en homme lorsqu'il quitte son personnage de chanteuse, se dit "écoeuré" par les critiques.
Il a été élu en mars par le public pour représenter Kiev et trouve que certains de ses compatriotes prennent son personnage et le concours de l'Eurovision, grand rendez-vous annuel des amateurs de variété kitsch, un peu trop au sérieux. "On va danser: c'est le message que Serdyoutchka envoie à l'Europe."
Cela fait dix ans que Andriy Danilko a mis au point sa créature, dans l'esprit d'une longue tradition soviétique de comiques travestis. Dans toute l'ex-URSS, il a connu un franc succès avec ses chorégraphies sautillantes, ses formes rebondies enveloppées dans des tenues colorées, son maquillage appuyé, ses bijoux clinquants et son béret en strass.
Le personnage de Verka, plein d'autodérision, se moque de son physique ingrat et sa carrure imposante et rêve de rencontrer l'homme de sa vie: "pour les beautés, tout va bien, tout le monde les aime... Mais moi, je suis moche. Elles roulent en voiture, et moi en métro." "C'est une Cendrillon ukrainienne", résume Andriy Danilko.
Mais Olexander Lirtchouk, un DJ de Kiev, ne trouve pas ça drôle. Sa radio Europa-FM a lancé le mouvement anti-Verka, arguant que l'Ukraine devrait envoyer à l'Eurovision un groupe qui représente les jeunes talents ukrainiens. Il a réuni une dizaine de manifestants pour brûler une effigie de Verka et compte poursuivre les manifestations à Helsinki. "Serdyoutchka, c'est de mauvais goût", dit-il. Et il montre la svelte Ioulia Vladina, sa co-DJ: "regardez, ça c'est une vraie Ukrainienne."
D'autres jugent au contraire, que Verka a beaucoup plus de chances de gagner le concours de chant européen et de séduire les spectateurs des 42 pays qui y participent. "Serdyoutchka correspond à 100% à l'Eurovision", observe Dmytro Vydrine.
Il faut dire que les spectateurs de l'Eurovision ne détestent pas un peu d'outrance: l'an dernier, c'est un groupe de hard-rock finlandais, Lordi, dont les membres portait des masques de monstres, qui a remporté la compétition avec "Hard Rock Hallelujah". En 1998, c'est la diva israélienne Dana International, un transsexuel, qui avait gagné, suscitant la colère de la minorité ultra-orthodoxe.
En 2004, un an seulement après son entrée dans la compétition, l'Ukraine a eu elle-même la joie de l'emporter grâce à Rouslana, adepte du cuir et de la fourrure, et son énergique "Wild Dances".
Privilège du vainqueur, le pays a accueilli la compétition l'année suivante. Signe de l'importance que cela revêtait dans ce pays de 47 millions d'habitants, le président Viktor Iouchtchenko lui-même avait assisté à la cérémonie et remis le prix, tandis que Rouslana devait gagner de son côté un siège au Parlement.
Verka est aussi accusée de se mêler de politique. La chanson qu'elle doit interpréter lors du concours a suscité la controverse, nombre y percevant une insulte voilée au voisin russe, avec lequel Kiev entretient des relations tendues depuis l'éclatement de l'URSS. Certains entendaient "Russia Goodbye", "Au revoir la Russie" dans les paroles, mais Andriy Danilko assure qu'il chante "Lasha Tumbai", "crème fouettée" en mongol.
Et pour montrer que tout cela n'est qu'une farce, le comédien a réalisé une petite vidéo, dans laquelle Verka et sa mère, une paysanne coiffée d'un foulard prénommée Mutter, visitent une discothèque et chaussent à tour de rôle des lunettes déshabillantes, montrant les jeunes danseurs en sous-vêtements... "Je voulais montrer que les Ukrainiens ont les plus beaux corps du monde." AP
Fonte

Festival Eurovisão 2007

Hoje, dia 10 de Maio, na capital da Finlândia, cidade de Helsínquia, terá lugar o semi – final do Festival musical Eurovisão 2007, onde representantes dos 28 países terão disputar apenas 10 vagas no final do concurso.

Representante da Ucrânia têm muita aceitação entre a comunidade gay, lésbica e trans – género dos países nórdicos

As ruas de Helsínquia estão cheios dos fãs, as empresas de apostas mútuas recebem apostas em vencedores virtuais (finlandeses são gente calma, por isso as apostas geralmente são pequenas, entre 10 à 100 euros). Dizem, que representante da Ucrânia, travesti gordo Verka Serdyuchka (Andriy Danylko), parece que têm muita aceitação entre a comunidade gay, lésbica e trans – género da Finlândia, Suécia e Noruega. A “diva russa”, como a Serdyuchka é apelidada na imprensa cor de rosa local, até teve a honra de ver produzidas as insígnias e postais com a sua cara. Distribuição foi feita num dos bares gay da Helsínquia. Parece que Verka até têm na Finlândia um clube de fãs, já que os finlandeses em particular e os nórdicos em geral adoram os “freaks”. O apresentador da TV finlandesa, estilista e gay assumido, Godo, também diz apoiar a Serdyuchka por ela (ele) ser “tão fora de comum”.
Nota-se que neste ano, o Festival têm várias presenças gay e trans – género, basta citar o travesti da Dinamarca, Peter Andersen (Drama Queen) e o grupo bissexual da Suécia “The Ark”, o vocalista da qual é comparado com o Farrokh Bommi Bulsara (mais conhecido como Freddie Mercury).

quarta-feira, maio 09, 2007

Memórias da II G.M.

Parte antiga da cidade de Vilnius, dia 5 de Maio
Exército Vermelho matou 250 estónios no massacre de Tartu em Junho de 1941
Exército Vermelho matou a mina avo em 1945
Inscrição em lituano:
Ao nazismo vermelho e castanho – NÃO!!!
Autor

Europa: entre Hitler e Stalin

II G.M. terminou há 62 anos...

terça-feira, maio 08, 2007

Fascismo em marcha...

Inscrição na placa: “Aos estonianos e cães a entrada é proibida”









Rússia. Cidade de Yaroslavl. Restaurante "SovNarPit", rua Svobody, 2 , tel +7 (4852) 73 24 04 (Seg. – Sex. 12.00-0.00). Director – Cvetkov Sergey Anatolyevich.

Trata-se obviamente do artigo 282 do Código Penal da Federação Russa e poderá ser classificado de nazismo (segregação na base de nacionalidade). Para ligar e dizer o que você pensa sobre o sucedido poderá usar ligação via Internet gratuita, que dá 5 minutos gratuitos por cada 24 horas. Também poderá ser usado telefone fixo ou telemóvel.

P.S.
Um grande número dos cidadãos russos aprova a acção da gerência do restaurante "SovNarPit".
"Pela placa sobre os estonianos na entrada – um respeito especial! Simplesmente valentes! À propósito, as placas parecidas eu vi noutros estabelecimentos de Yaroslavl (café Actor, por exemplo) e na (cidade) da Kostroma.."

Eles perguntam se nós temos a cultura

A ausência duma política cultural clara na Ucrânia contemporânea

Intervenção da escritora Oksana Zabuzhko na Conferência “Nova Ucrânia na Nova Europa”, cidade de Kyiv, 2 de Março de 2007, tradução de JNW, 7 de Maio de 2007
As numerosíssimas problemas internas da Ucrânia, ligadas ao estatuto até agora indeterminado do nosso lugar na arena internacional, são causadas, na minha profunda convicção, por um facto muito triste: a Ucrânia contemporânea não é um país da cultura. O Estado ucraniano, em 15 anos (de independência) não chegou a entender, para que o país precisa da cultura, por que raio até os países não muito ricos “vasculham nos bolsos” para investir na política cultural. Pergunta-se, para que eles precisam disso?

Enquanto a resposta está a vista. O “brand” principal de todo o país não está na sua ordem política, não está na cara dos seus governantes, e até, pode parecer paradoxal, não é o seu bem estar económico. Até não vou ter medo a dizer, não são os seus feitios desportivos – embora eles são um instrumento muito bom para ganhar as simpatias dos adeptos. Brand de todo o país, aquele que influencia o auditório estrangeiro de maneira imediata e íntima, ao nível pessoal, inconsciente, - é a cultura nacional.

Brand da Polónia no mundo é e continua ser o Chopin, brand da Finlândia – Sibelius, brand da Suécia – Pippi, Meia Longa e Carlson, Que Vive no Telhado. Exemplos são aleatórios, estes “passaportes culturais”, não importa, maiores ou menores, têm todo o país “adulto”. São aqueles sinais finos, muito subtis – mas bem funcionais! – “primeiros sinais de identificação”, que país emite para o mundo exterior, provocando, muitas das vezes sem perceber disso, apoio e confiança. São eles que constróem na consciência de qualquer estrangeiro o fundamento para a imagem positiva do país – “apriori”, antes de qualquer outra informação sobre aquele país. E já que até agora a Ucrânia não emite os tais “sinais” culturais, ela ficará para sempre na arena cultural no papel de “cavalo obscuro”, de quem sabe se lá, o que se poderá esperar. E pode-se aparecer em várias cimeiras, vestir-se de Armani e Brioni, memorizar os nomes dos seus interlocutores para não fazer a gafe na mesa das negociações, e assegurar à todos que somos gentis e bons, e devemos fazer parte de todas as alianças, - mas quando não existem os tais “brands” reconhecíveis, é muito difícil conferir ao tal país a imagem positiva.

Não podemos esquecer: durante sem anos o brand da Rússia no mundo, eram em primeiro lugar Tolstoi e Dostoevskiy, e toda a revolução bolchevique, no consciente da elite intelectual e política ocidental, em grandíssima parte relacionava-se exactamente com Tolstoi e Dostoevskiy, como “guias” pela “misteriosa alma russa”. Lenin, bolcheviques, até a Cheka, encabeçada pelo Sr. Dzerzhinski, eram vistas através da “cortina de ferro”, não como os criminosos políticos, que dizimavam qualquer alma viva, incluindo a “russa”, - mas como personagens da literatura clássica russa, preocupados com a questão de “como salvar o mundo”, - e isso teve influência directa no sucesso da política internacional de Stalin.
Era o nível de influência, que permitiu aliciar os “Quinteto de Cambridge”, encabeçado pelo Kim Fhilby para a NKVD, pela motivação estritamente romântica, e não apenas pelo dinheiro. E já não falo sobre o exército dos franceses enganados, até o Sartre e Co., que dezenas de anos faziam fabulosa propaganda gratuita à URSS. A síndroma de “Dostoevskiy”, nas simpatias do Ocidente à União Soviética existia sempre.

Existe literatura muito rica sobre o assunto, que muita pena, é muito pouco conhecida na Ucrânia. Muita pena – porque não conhecendo estas coisas, é muito difícil avaliar o peso cultural real da imagem do país no mundo e a maneira, como essa imagem funciona, mesmo nos contextos mais pragmáticos, até cínicos.

Quem cruzava o Atlântico nas Linhas Aéreas Polacas, deve lembrar os filmes de apresentação polacos, com 10 minutos de duração, sobre o seu país. Polónia: ela começa no Chopin, tendo como o pano do fundo a sua música, aparecem na tela as caras dos génios polacos, conhecidos mundialmente, laureados Nobél – Maria Sklodowska – Curie, Czeslaw Milosz, Wislawa Szymborska, a natureza supremamente filmada, - nos intervalos, com quem não quer a coisa, fala-se sobre os feitios actuais em medicina, ciência, tecnologia, economia... E todo o tempo a mística de Chopin é o fundo emocional, ela faz o papel das “boas vindas” emocionais, que o país emite para o mundo, e pelo qual o mundo a reconhece entusiasticamente.

Quando a Ucrânia apareceu na mapa do mundo em 1991, nenhumas, nem por perto parecidos “sinais do reconhecimento”, havia nela, e a reacção internacional ao aparecimento do novo país foi bastante lógica – como nos versos de Mayakovskiy: “mas que novidade geográfica é essa?” [1]. Arriscarei afirmar, se naquele momento Lesya Ukrainka e Mykhailo Kotsiubynskiy seriam tão conhecidos no mundo como Tolstoi e Dostoevskiy, nosso país não precisaria de recusar a (sua) arma nuclear. E isso não é a simples metáfora.

Nunca vou esquecer uma minha conversa com o editor do World Street Journal Europe. Homem teve o privilégio de ver em Metropolitan a exposição da pintura da escola ucraniana de "boychukysty" - aquilo que restou deles. Depois disso, toda a sua família ficou em depressão profunda durante dois meses – foram chocados pela descoberta duma escola de pintura tão estupenda, que além disso, estava muito a frente daquilo que faziam David Álfaro Siqueiros, Diego Rivera, Frida Cahlo, todo este senhorio, que depois se transformou no "brand" do México, foi completamente destruída – não apenas os artistas foram fuzilados, mas os seus trabalhos destruídos. Então, este editor estava disposto a desculpar à Ucrânia em avanço, todos os seus erros da política externa e interna, e futuramente tratar todos os ucranianos com compreensão e simpatia – como a vítima estratégica do totalitarismo do século XX. Apenas uma única passagem da nossa história cultural o obrigou a olhar para a Ucrânia com olhos bem diferentes. Os exemplos deste tipo podem ser citados em grande número.

Com grande pena tenho que constatar que Estado ucraniano até agora simplesmente não reparava nas possibilidades de mostrar a cultura dessa maneira, como cartão de visitas, que têm muita perspectiva – na arena internacional ao nível institucional do Estado. Essas oportunidades existiam, muitas até, principalmente depois da Revolução Laranja, quando o mundo pela primeira vez realmente interessou-se pela Ucrânia, - todas as portas para o mainstream cultural internacional foram abertas, e dali se gritava "Sejam bem vindos!". Havia possibilidade de eleger a Ucrânia como o hospede da Feira do Livro de Frankfurt de 2008, havia a mesma proposta da Feira do Livro de Leipzig de 2006, que as nossos instituições governamentais deixaram escapar, duma maneira completamente inglória – como todas as outras ocasiões, simplesmente porque, os responsáveis (perante quem? pelo que?) governamentais não entendiam coisas elementares, o que significa a exportação da cultura e como é servida. E que exactamente a política inteligente da exportação da cultura integra o país no amplo espaço informativo europeu, muito mais depressa do que todas as conversas nas mesas redondas.

Porque todas os rompimentos da cultura ucraniana para o espaço europeu aconteciam e acontecem de maneira clandestino – insurgente - contornando qualquer representação estatal. Eu própria pertenço à este "grupo insurgente" – daqueles que já "integraram-se na Europa" com sucesso, balizados por uma particular biografia artística, fiz o seu nome no Ocidente, e do estado ucraniano pessoalmente para si quero uma coisa – para que me perturbe menos possível. Mas este permanentemente aparece atrás das costas, como diabinho de tabaqueira, - e cada vez te envergonha. Te és traduzida, editada, encenada, distingida, tu vens com apresentações, encontras-se com os leitores, comeces contar – que cultura está atrás de si, que tradição representas, quem eram os seus antecessores e o que eles trouxeram para o tesouro da alma da humanidade, - e olhos dos seus interlocutores ficam cada vez mais e mais redondos, e só posso citar a jornalista sueca, que me disse durante uma entrevista: "Desculpe, por favor, pode ser que estou enganada, mas tenho o sentimento que o seu país fala pouco sobre si próprio, informa pouco sobre as coisas interessantes que têm". Eu baixei a cabeça modestamente, venho balbuciando: sim, sabe, infelizmente, não temos experiência, país jovem, apenas aprendemos... Até quando ele vai aprender, interessante?

Ou então, outro exemplo demonstrativo. Minha tradutora checa, trabalhando no livro “Irmã, irmã”, encontrou na novela “Extraterrestre” as citações ocultas de drama de Lesya Ukrainka, “Cassandra”. Tradutora chega à Ucrânia, visita a livraria e pergunta pela “Cassandra” de Lesya Ukrainka. Recebeu uma resposta, que o mais provável, ela confundiu alguma coisa, porque eles ainda sabem quem é a Lesya Ukrainka, mas quem é a Kalandra – não se percebe de todo. Podem imaginar o choque cultural de um europeu, que venha à Ucrânia, à capital, que parece quase europeia, há mais automóveis caros nas ruas, do que em qualquer capital europeia, os cafés transbordam da gente, tudo parece “como da gente”, até “glomoroso”, - mas quando visitas a livraria, descobre-se, que neste país, pela primeira vista “quase europeu”, simplesmente não existe a literatura clássica nacional. O efeito é quase mesmo, se for a pessoa abrir a porta do hotel “Redisson” – e logo cair numa fossa. Um pais de brincadeira.

Eu apoio plenamente a ênfase da afirmação que a Ucrânia é a parte da Europa. Se conhecer a sua história, a sua herança, então pelos origens, pela herança, pela mentalidade e “matriz” psicológico, o país sem duvida é a parte integrante do continente cultural europeu. Mas na realidade a Ucrânia, ela própria não sabe disso. Um cidadão ucraniano médio normal – “não especialista” – conhece muito mal a sua história e quase não conhece a sua herança cultural. É muito difícil “integrar-se” em qualquer lugar, se nós próprios, no nosso interior não somos “integrados” culturalmente. É muito difícil “integrar-se” à todo aquele que foi privado da memória histórica, mal entende à si próprio, e imagina com dificuldade, de que lado e com quem pode se comparar.

História com a minha tradutora acabou de maneira que eu lhe ofereci o meu próprio volume da Lesya Ukrainka com a “Cassandra”, - e recentemente recebi a notícia, que ela já está acabando a tradução dessa drama e está acertando as agulhas com o Teatro de Praga, que ficou entusiasmado com ideia de encenar a “Cassandra” no palco. Tenho muita esperança, que depois disso – pelo menos no bairro, onde haverá a estreia! – desaparecerão inscrições nas portas dos prédios do tipo “entrada de cães e ucranianos é proibida”. A imagem da Ucrânia na Europa de qualquer maneira terá que ser definida não pelos trabalhadores nas obras e escravas brancas, que venham para lá, - mas pela descoberta do que naquele país, antigamente havia uma rica cultura, e que este país sempre consegue a exportar.

As vezes parece que nós voltamos aos anos 1920 – para os tempos, sobre quais Pavlo Tychyna escrevia sarcasticamente: “Por amor de Deus, ponha os punhos de camisa, diga-os alguma coisa: eles perguntam, se nós temos a cultura” [2]. “Eles” perguntam – mas a questão não está neles, está em “nós”. Na nossa capacidade de “lhes” responder, até onde estamos dispostos levar este desafio. Isso, sem exagero é uma questão de sobrevivência do nosso país no futuro próximo, - se que nós realmente queremos integrar-se na Europa e tornar-se a parte do mundo civilizado.

[1] Mayakovsky Vladimir, "Soviet Passport," tradução inglesa de Herbert Marshall;http://win.mail.ru/cgi-bin/%20http:/www.marxists.org/subject/art/literature/mayakovsky/1929/my-soviet-passport.htm
[2] Tychyna Pavlo, "A Test", tradução inglesa de Michael M. Naydan,“The Complete Early Poetry Collections of Pavlo Tychyna”, Editora Litopys, 2000, p.251

Biografia da Oksana Zabuzhko

Nasceu em 1960 e vive actualmente na capital da Ucrânia, cidade de Kyiv. Foi graduada pela Faculdade de Filosofia na Universidade Taras Shevchenko de Kyiv (1982). Obteve PhD em Filosofia da Arte em 1987. Desde ai trabalha como Professora Associada no Instituto da Filosofia da Academia de Ciências da Ucrânia em Kyiv. Zabuzhko foi a Fulbright Fellow nos EUA em 1994 (Universidade de Harvard e Universidade de Pittsburgh), foi Writer-in-Residence da cultura e literatura ucraniana na Universidade Estatal de Penn em 1992. Ela também escreve para as revistas e jornais sobre a literatura, é colunista dos principais semanários da Ucrânia. Ela é Vice - Presidente do PEN – Centro ucraniano e professora da escrita criativa na Universidade Taras Shevchenko em Kyiv.

Mais informação sobre a escritora em inglês pode-se encontrar aqui e aqui .
O texto do artigo original em inglês e ucraniano

segunda-feira, maio 07, 2007

BBC: um olhar à Ucrânia

Serviço ucraniano da rádio BBC está propor um olhar à Ucrânia, fora da crise política das ultimas semanas

A Ucrânia contemporânea não têm cultura...

Intervenção da escritora Oksana Zabuzhko na Conferência “Nova Ucrânia na Nova Europa”, tradução de Sofiya Skachko, http://www.pravda.com.ua/ , Kyiv, Ucrânia, 15 de Abril de 2007

“Na minha convicção profunda, as numerosas problemas da Ucrânia, ligadas ao estatuto indeterminado que nós temos ao nível internacional, são causadas por um facto muito triste: a Ucrânia contemporânea não têm cultura”.
Texto integral em inglês

Pugilista Volodymyr Klichko no filme alemão

Quando um dos irmãos Klichko, Vitaliy, combina a sua carreira de pugilista com o trabalho político na Câmara Municipal de Kyiv, o seu irmão mais novo, Volodymyr, parece inclina-se para o showbiz. Ele já tive uma pequena participação no filme “Ocean’s Eleven”, agora vêm o seu novo papel.
Recentemente, Klichko terminou as filmagens no novo filme do realizador a actor germânico Til Schweiger. Schweiger, conhecido sobretudo como a estrela do filme “Knockin’ on Heaven’s Doors,” neste momento está filmar o seu terceiro filme, “Keinohrhasen,” onde Klichko aparece como actor convidado, representando a si próprio. No filme, Klichko irá casar com a famosa actriz e cantora alemã, Yvonne Catterfeld, enquanto Schweiger, será um paparazzi desempregado, mortinho para tirar umas fotos às celebridades.
No sítio oficial dos irmãos Klichko, Volodymyr disse que o realizador está satisfeito com o seu desempenho como actor, embora pugilista ucraniano não planeia para já, virar-se à sétima arte.
Fonte
e-mail

Ucranianos no Brasil

Lançamento do Dicionário ucraniano na cidade brasileira de Curitiba

No dia 2 de Maio de 2007, às 19h30, na cidade brasileira de Curitiba, foi lançado para a venda o dicionário Ucraniano – Português e Português – Ucraniano, de autoria da mãe e filha, Maria e Mirna Slava Kirylowicz Voloschen (edição do autor, 1.598 páginas, 2 volumes, preço de R$ 87).
Dicionário pode ser comprado na Livraria Curitiba do Shopping Estação, Av. Sete de Setembro, 2775, telefones: (41) 3330-5118, 9153-1022, 3336-3172, 8421-1380

Mais informação sobre este evento por Irinêo Netto

sexta-feira, maio 04, 2007

Comissão Europeia em Moscovo ameaçada

A Representação da Comissão Europeia em Moscovo alertou hoje, dia 4 de Maio, todos os seus funcionários para deixarem o escritório na Marginal de Kadashevski 14/1 e continuarem a trabalhar em casa. Às 14h00, mais de 100 funcionários deixaram apressadamente as instalações da Comissão.

A Representação da Comissão Europeia teme o ataque dos “organizações radicais juvenis”, que pretendem hoje a tarde fazer um comício de protesto junto às instalações da Comissão. “Já que o líder da (organização) Nashi, Vasiliy Yakimenko manifestou o seu desejo de participar no protesto, nós estamos seriamente preocupados com a segurança dos nossos colaboradores”, - disseram na Comissão sob o anonimato.

Ontem, no dia 3 de Maio, movimento totalitário “Nashi” terminou o cerco da embaixada da Estónia, que durou sete dias. Durante este tempo, os membros do movimento bloquearam o carro da Embaixadora da Estónia, atacaram o carro do embaixador da Suécia, arrancaram e profanaram a bandeira da Estónia, atiraram as pedras e outros objectos contra o edifício da embaixada. No fim, o führer do movimento, Vasiliy Yakimenko afirmou que vai lutar pela desmontagem da Embaixada da Estónia em Moscovo.
Resposta da Comissão Europeia
Exmo. Senhor,
Acusamos recepção da sua mensagem e agradecemos desde já o seu apoio. Relativamente à sua preocupação face aos acontecimentos ocorridos em Tallin e Moscovo, gostaríamos de o informar que a Presidência do Conselho da União Europeia, actualmente a cargo da Alemanha, está a acompanhar de perto a situação e emitiu um comunicado em nome da União Europeia no qual expressa grande apreensão relativa aos acontecimentos entre um Estado Membro da União Europeia – Estónia – e a Federação Russa. Neste comunicado, a Presidência da União Europeia declara que as autoridades russas devem respeitar na íntegra as obrigações internacionais decretadas pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O texto deste comunicado (apenas disponível em inglês), publicado a 2 de Maio de 2007 pode ser encontrado em:
http://www.eu2007.de/en/News/CFSP_Statements/May/0502BoEstland.html

A título adicional, informamos que a Comissão Europeia está em total sintonia com a posição e postura adoptadas pela Presidência alemã da União Europeia, pressionando o governo Russo a solucionar as divergências com a Estónia através do diálogo, por um lado e, por outro, a prover uma protecção adequada à embaixada e aos representantes de um Estado Membro da União Europeia. Por fim, quer a Comissão Europeia quer a Presidência são da opinião que os problemas que surgiram devem ser resolvidos com espírito de compreensão e respeito mútuo. Esperamos que esta informação lhe seja de utilidade e que tenha respondido às suas questões e inquietações. Para mais informações sobre a União Europeia não hesite em contactar o EUROPE DIRECT. Atentamente, EUROPE DIRECT Comemorar a Europa! Tudo sobre as comemorações do quinquagésimo aniversario da UE.

Ucranianos do Brasil

Um pequeno trailer do documentário brasileiro “MADE IN UCRÂNIA", realizador Sr. Guto Pasko (1976)


http://www.youtube.com/watch?v=F1itb6IBbD8

WEB: http://www.gp7cinema.com/
Contactos: madeinucrania@gp7cinema.com

Obrigado à Lanthilda de São Paulo

quinta-feira, maio 03, 2007

Estónia ou Rússia?

http://www.eesti.portal.ee/main.php
Os últimos acontecimentos na Estónia, quando um bando de vândalos atacou as lojas, quiosques, envolveu-se nas pilhagens e vandalismo, mostrou que a mentalidade colonialista está muito presente na inconsciente colectivo dos colonos russos, residentes naquele país da União Europeia. Neste momento, existem rumores que a Rússia é capaz de cortar as relações diplomáticas com a Estónia, a Embaixada e Consulado da Estónia em Moscovo foram atacados pelas organizações totalitárias russas.

Neste aspecto, gostaríamos de ouvir a sua opinião sobre qual parte deste conflito está a agir correctamente.

Para seguir os acontecimentos, sugerimos que leia The Postimees, The SL Õhtulehet ou nosso fórum ou assista TV3 e Kanal2.
Não queremos provocar, descriminar ou instigar ninguém, é uma votação livre à escala mundial.
Neste momento já votaram 95.771 pessoas!
Ajuda (en_help@portal.ee)

Mida arvad SINA olukorrast ?
http://www.eesti.portal.ee/main.php

Arvestades Pronkssõduri rahutusi, kus 26. aprillist kuni tänaseni on aset leidnud mitmed suured rahutused, kus venelased kui ka eestlased laamendasid ja rüüstasid Tallinna vanalinnas asuvaid kauplusi ja meie kodulinna, tuues ettekäändeks Pronkssõduri eemaldamise. Selline märatsemine on juba levinud ka Tallinna südalinnast mujale linnadesse. Samuti on ka paljud ametnikud kui ka tsiviilisikud vigastada saanud! Samuti ka Venemaa on tahtnud juba diplomaatilisi sidemeid lõpetada.Oleks igati tark tegu anda oma hääl Sinu meelest õigesti käitunud riigi poolt.Täpsemat sündmuste arengut soovitame lugeda Postimeest või SL Õhtulehest ning vaadata TV3 ja Kanal2 meediakanaleid.

Me ei provotseeri, ei diskrimineeri ega ei õhuta mitte kedagi. See on täiesti vaba ülemaailme hääletus.
Hetkel on andnud 96.147 inimest oma hääle!

Nacionalistas russos atacam os diplomatas da UE

Juventude nacionalista russa atacou embaixadores da Estónia e da Suécia em Moscovo
O Consulado da Estónia em Moscovo foi atacado com as pedras
Em Sankt – Petersburgo foram assaltados Vice – Cônsul e Secretário da Embaixada da Suécia.


Vários ataques contra os representações diplomáticas ocidentais sediadas em Moscovo, tiveram lugar ontem e hoje, dias 2 e 3 de Maio.

Os representantes do movimento juvenil Nashi – uma espécie da Juventude Hitleriana afecta ao Kremlin, forçaram em Moscovo a entrada no local, onde a Embaixadora da Estónia, Sra. Marina Kaljurand preparava-se para dar a conferência da imprensa. Os seguranças da embaixadora, viram-se obrigados a usar o gás – pimenta, para proteger a diplomata europeia da escumalha nacionalista. Felizmente a Sra. Kaljurand não foi atingida, mas neste momento ela equaciona a necessidade de deixar a Rússia e voltar à Estónia.
Outro grupo dos vândalos afectos ao movimento, atacou o carro da Embaixadora, arrancando a bandeira da Estónia e profanando-a, escreve RIA «Novosti». Cerca de 16h00 (17h00 em Maputo), um destes Hóng Wèi Bīng vermelhos, conseguiu entrar no telhado da Embaixada da Estónia e arrancar a sua bandeira nacional. Ele e mais dois membros do movimento totalitário foram presos pela polícia de intervenção rápida russa (OMON) e mais tarde multados em apenas 500 rublos (cerca de 20 USD).

O movimento totalitário Nashi sente-se completamente à vontade nessa situação. O führer do movimento, Vasiliy Yakemenko até anunciou a data de desmontagem da Embaixada da Estónia em Moscovo – dia 12 Junho de 2007. Movimento reclama que já conseguiu reunir 100.000 assinaturas neste projecto caricato.
Desde dia 27 de Abril, a Embaixada da Estónia está bloqueada pelos activistas das organizações totalitárias, como “Nashi”, “Rússia Jovem”, “Guarda Jovem” e “Locais”. O consulado da Estónia em Moscovo ficará fechado pelo menos até o dia 9 de Maio, comemorado na Rússia como o dia da Vitória.

Embaixada da Estónia em Moscovo
Maly Kislovsky Pereulok, № 5
125 009, Moscovo
RússiaTel: (+7 495) 737 36 40
Fax: (+7 495) 737 36 46
e-mail: Embassy.Moskva@mfa.ee

Suécia expressou “uma protesto verbal ríspido” à Rússia

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia manifestou “uma protesto verbal ríspido” à Moscovo, pelo sequestro do carro do Embaixador sueco Juhan Mulander, que aconteceu no mesmo dia, 2 de Maio junto à Embaixada de Estónia em Moscovo. O protesto foi expresso na conversa telefónica entre Primeiro Vice – Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sra. Franca Belfrage e embaixador da Rússia no Suécia – Alexander Kadakin. Embaixador Kadakin também foi chamado ao MNE sueco para dar explicações sobre o sucedido. Primeiro – Ministro da Suécia, Sr. Fredrik_Reinfeldt considera que o incidente com o carro do Embaixador é “bastante grave”.

China começou a desmontagem do monumento militar soviético

Embaixador da Rússia na China, Sergey Razov informou os jornalistas que a China começa os trabalhos da transferência da campa militar soviética do Parque da Cultura de Harbina para a parte ortodoxa do cemitério local.
No entanto, nem na China, nem na Rússia foram vistos qualquer movimentações de protesto, ou campanhas de boicote da massa chinesa ou dos seus casacos de cabedal.

Pode ser que a resposta à esta “enigma” está aqui:
China: população de 1,3 bilhões de cidadãos, exército de 2,5 milhões de homens
Estónia: população de 1,3 milhões de pessoas, exército de 4,500 homens.

Polónia também prepara-se para desmontagem de todos os monumentos soviéticos

Ministério da Cultura e da Herança Nacional da Polónia, está preparar um programa, que permitirá os autoridades locais desmontar e transferir todos os monumentos de cariz comunista. Ministro da Cultura, Kazimierz Ujazdowski disse que o programa “permitirá limpar as cidades e ruas polacas dos símbolos da ditadura comunista, como exógenas à tradição polaca”.
Um dos primeiros monumentos que poderá ser desmontado é monumento em memória da unidade militar polaco – soviética, plantado em 1945 pela URSS no bairro de Praga, parte da cidade de Varsóvia.
Mas já antes, o Comité de Katyń (comité dos descendentes dos cerca de 30.000 oficiais e soldados polacos, que foram assassinados pela NKVD soviética em 1939 na localidade de Katyń, Rússia numa das consequências do Pacto Ribbentrop - Molotov), tinha solidarizando-se com o Governo da Estónia, no seu desejo legítimo de retirar os “monumentos soviéticos”.
“O Comité de Katyn está solidário com o Governo da Estónia independente e apoia a sua decisão de desmontagem dos monumentos soviéticos, símbolos do império vermelho. Com muita repugnação vimos as declarações dos representantes da Rússia que ameaçam a Estónia com a corte das relações diplomáticas”, - afirma-se na declaração especial do Comité. Comité também chama atenção ao facto do que a Polónia “durante 50 anos sofreu com a ocupação soviética, e os monumentos soviéticos eram e são testemunhos de escravidão e mentira, chauvinismo grão – russo”.
"Os monumentos soviéticos popularizavam e criavam uma base teórica sobre a versão mentirosa soviética, pretendendo passar o Exército Soviético como a libertadora dos povos", - disse Comité de Katyn.
"Chegou o tempo de retirar os monumentos soviéticos das ruas das cidades polacas. É uma vergonha, que para a conservação e manutenção de dois mil monumentos soviéticos, do bolso do contribuinte polaco continuam a sair milhões de zloty", - diz o documento.
Presidente polaco Lech Kaczyński e seu homólogo da Estónia, Toomas Hendrik_Ilves discutiram este problema pelo telefone. Presidente Kaczyński disse que o seu país está observar a situação na Estónia muito de perto.

P.S.

Em jeito do fecho da nossa edição...

Hoje de manha, dia 3 de Maio, os vândalos com motivação política, pertencentes às organizações totalitárias russas, lançaram pedras contra o Consulado da Estónia em Moscovo. Ataque resultou em alguns vidros partidos.

Secretário – Geral da NATO manifesta o seu apoio à Estónia

O Secretário Geral da NATO, Sr. Jaap de Hoop Scheffer assegurou ao Presidente da Estónia, Sr. Toomas Hendrik_Ilves que Aliança apoia a Estónia e manifestou a sua preocupação sobre acções da Rússia em relação aos seus vizinhos.
“Transferência do Monumento da II G.M. é assunto interno da Estónia”, - disse Secretário – Geral da Aliança. Alem disso, Sr. Jaap_de_Hoop_Scheffer disse que a Rússia deve desbloquear imediatamente a Embaixada da Estónia em Moscovo, parando de violar a Convenção de Genebra e garantir a segurança dos diplomatas. Secretário – Geral da NATO também manifestou a sua preocupação sobre os ataques contra os sítios da Internet que pertencem aos organismos estatais da Estónia. Por sua vez, Presidente . Toomas_Hendrik_Ilves informou que estes ataques estão ser conduzidos à partir dos computadores que pertencem aos organismos estatais russos.

E na cidade russa de Sankt – Petersburgo, foram assaltados Vice – Cônsul e Secretário da Embaixada da Súcia. Ameaçando os diplomatas europeus com a faca, os assaltantes levaram 6.000 rublos (cerca de 230 USD) e 50 EURO.