quarta-feira, janeiro 31, 2007

Um milhão de corações para St. Valentim

Ideia. Bater o recorde mundial

Todos os anos, no dia 14 de Fevereiro, milhões de pessoas em todo o Mundo dizem as palavras de amor e oferecem o seu coração aos seus amados e não interessa como isso é representado: com um simples postal, uma prenda ou a carta via e-mail.
Eu decidi reunir todos esses milhões de corações no meu site (bom, se não conseguir reunir todos, tentarei reunir pelo menos um ou dois milhões). Por isso, se tudo der certo, o meu site poderá se converter num mar de amor ao nível mundial!
Convido as pessoas de todo o Mundo ver quantas corações enamorados eu vou conseguir recolher neste Mundo maluco e selvagem. Mas para conseguir este objectivo, eu preciso da sua ajuda.
Adicionar a sua gota no oceano de amor! Fale dos seus sentimentos para outra pessoa junto com outras pessoas apaixonadas! Conte a sua experiência para amigos e amigos de amigos, em soma, para todo o Mundo.

ACRESCENTA O SEU CORAÇÃO AGORA!

Como funciona
Então, como isso poderá funcionar na prática? Tudo é muito simples – você terá que preencher alguns campos (e-mail, país, idade, género), quanto adiciona o seu coração ao nosso site.
Depois o seu coração irá aparecer no site e quanto você fizer um click, você vera algo parecido com: “Luís (Maputo) loves Maria (Lisboa). Ao lado, você terá um link URL para o seu coração (e pá, terá que o manter em segredo, você não é único quem gosta de surpresas, surpreende a sua amada).
O nome complete e a cidade do admirador(a) será mantido em segredo para manter a suspensão total!
Mas isso ainda não é o fim, no dia 14 de Fevereiro (às três horas de manha) o mesmo endereço receberá uma segunda letra, agora já com o nome da pessoa que ama, link URL para a coração será incluído.

Quem inventou isso?
Porque??? Porque sempre quis!
Quero entrar no Livro de Recordes de Guiness (Guinness Book of Records).
Quero ver pelos meus próprios olhos quantas pessoas participarão nesta acção.
Quero fazer o Mundo acreditar que existe tanto amor nesta Terra, quando alguns nem poderiam sonhar.
Alem disso, é uma boa maneira de dizer “Eu te amo” para as pessoas tímidas, pois no primeiro instante a sua declaração de amor fica anónima e só depois, mais tarde o anonimato desaparece e a sua cara metade descobre quem você é na verdade.
Autor: Idller
Programação por Serg
Tradução inglês por Nastya & Andrew
Tradução português por Dmytro Yatsyuk

ACRESCENTA O SEU CORAÇÃO AGORA!

P. S. Como podia esquecer?! No caso de tudo funcionar como deve ser, também tenho umas outras surpresas planeadas.
Bjs! (Olá, Olena;))

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Moçambique torna-se Episcopado ortodoxo

País foi elevado ao estatuto de Episcopado ortodoxo



No 28 de Janeiro tive lugar em Maputo, na igreja ortodoxa grega de Arcanjo Gabriel a cerimónia de entronização do Bispo Theodoros para a cátedra de Moçambique.
Ás 9h15 de manha começou a liturgia, na qual estavam presentes cerca de uma centena de crentes, na sua maioria búlgaros, gregos e ucranianos.
Depois da liturgia, às 10h30 começou a entronização propriamente dita, quando Bispo Theodoros, vestido com todas as roupas de preceito, lia as palavras cerimoniosas, que devem ser ditas numa ocasião destas.
Já a volta de 11h30, as pessoas tiveram a oportunidade de receber a benção do novo Bispo de Moçambique, beijando a bonita cruz de ouro maciço e comendo o pão sagrado.
Desta maneira, a partir de agora, Moçambique terá uma maior autonomia em questões religiosas, porque antes, o país dependia neste domínio de cátedra ortodoxa de Zimbabwe.
O padre Georgiy (ucraniano Yuri Zolotenko), que era o pároco da igreja de Arcanjo Gabriel até a altura, neste momento prepara-se para deixar o Moçambique rumo à vizinha África do Sul, onde servirá num dos templos pertencentes ao culto grego.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Médicos ucranianos deixam Moçambique

Numa recente avaliação do desempenho do Governo moçambicano, o jornal “Savana”, avaliou o trabalho do Sr. Ministro da Saúde, Dr. Ivo Garrido como muito positivo. Mas em abono da verdade temos que reconhecer, que nos últimos dois anos, graças à política do Sr. Ministro em não prorrogar os contractos de trabalho, um grande número de médicos ucranianos deixou Moçambique. Embora é possível discutir as razões dessa decisão soberana, temos que reconhecer que desta maneira a saúde do país ficou mais podre.

Não é da nossa intenção criticar a decisão do Sr. Ministro de receber de braços abertos médicos chineses (que não falam português, que têm os contractos apenas de dois anos e quando aprendem a língua um pouco já estão de saída), mas também não se percebe, como é possível deixar sair as pessoas, que trabalharam em Moçambique durante tantos anos, formaram tantos quadros nacionais, gostam deste país e aqui se sentem em casa.
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De qualquer maneira, hoje apenas queremos expor o perfil de um dos médicos ucranianos, que dedicou 12 anos da sua vida à medicina moçambicana, mas que no dia 27 de Janeiro, volta de vez à Ucrânia, porque já não têm as condições psicológicas para continuar no país.
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Rostislav Chaplynskiy nasceu na cidade de Sambir (Galiza ucraniana) Sambir em 1961. Entre 1978 à 1984 estudou no Instituto (agora a Academia) Estatal de Medicina da cidade de Ivano-Frankivsk. Em 1982 casou-se com a Sra. Galyna, ainda estudando no Instituto. Em 1984 família tive o primeiro filho, Petró, depois, em 1987 nasceu outro filho – Nazár. Rostislav tinha que alimentar a família, por isso em 1989-90 fazia negócio de transportar os carros japoneses em segunda mão de porto de Illichivsk para o bazar automóvel de Lviv.

Em 1991 tornou-se Doutor e desde Fevereiro 1995 trabalha em Moçambique. Primeiro durante 10 anos ele era o principal (e único especialista numa província com 1.500.000 habitantes), anestesiologista no Hospital Provincial de Inhambane, dois últimos anos desempenha mesmas funções no Hospital Central de Maputo.

Dr. Rost (como é conhecido entre utentes e colegas) é uma grande fã do halterofilismo, gosta de “carregar” a barra de ferro e pesos. Depois da sua chegada à Moçambique, Dr. Rost até tentou criar um núcleo de halterofilismo em Inhambane, mas não estava preparado em saber que o nível de conhecimento sobre este desporto no país era e continua a ser, muito baixo. Alem disso, família Chaplynskiy tentaram criar em Inhambane o restaurante ucraniano: ele preparava almôndegas na base de carne de tubarão (invenção sua), e a esposa fazia os varenyky ucranianos...
O amor ao halterofilismo Dr. Rost talvez recebeu do seu avo, Vasyl Chaplynskiy, que tinha uma criação de cavalos na cidade de Tlumach (Galiza). Um truque com o qual velho Chaplynskiy gostava de surpreender os feirantes, era pegar cavalo pelas pernas, enquanto alguém “arreava” o cavalo com força. Claro, que o velho, de certeza, usava um segredo próprio dos aldeões, mas também tinha uma força invejável nas mãos.

Já os seus filhos tiveram uma educação mais formal, aproveitando as oportunidades democráticas dadas pela Austro – Hungria (antes de 1919, Galiza ucraniana pertencia ao Império Austo – Húngaro), tornavam-se a fina flor da elite nacional ucraniana daquele país.

Um dos avos do Dr. Rost – Volodymyr Chaplynskiy, era chefe da Cátedra de traumatologia e ortopedia do Instituto Estatal de Medicina de Lviv, sua esposa era docente de química. Embora o avo paterno, Mykola Chaplynskiy tinha apenas 3 classes do ginásio polaco, mas era suficiente para ser chefe – construtor das oficinas de reparação de camiões em Ivano – Frankivsk. A sua esposa, Sra. Mykhaylyna, lembra que nos anos imediatamente após a II G.M. costumava dormir com olhos abertos, esperando atender os guerrilheiros ucranianos do UPA, quando estes vinham pedir um pouco de batata.

Pai do Dr. Rost, Petro Chaplynskiy era fundador do departamento de traumatologia do hospital na sua cidade natal, em Sambir. Passando a reforma, deixou o lugar para o seu filho mais velho, Volodymyr. A sua esposa, mãe do Dr. Rost, Sra. Oksana, 35 anos da sua vida trabalhou com parteira – ginecologista, metade deste tempo era chefe da Maternidade do Sambir.
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OUN – UPA

O irmão do Dr. Rost é casado com a Maria Andriiv, que hoje é chefe do policlínica na cidade de Sambir. O seu pai, Vasyl Andriiv, era nos anos 30-40, o responsável de recrutamento da juventude para a Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN). Ele pessoalmente conheceu o líder Stepan Bandera, apoiava a sua família durante longos anos de ocupação soviética.

Vasyl Andriiv passou 25 anos da sua vida em GULAG soviético, sendo um líder regional com certa importância em OUN – UPA, ele foi pressionado a render-se ao inimigo soviético dessa maneira: a sua esposa foi amarrada à um poste, junto com o filho de apenas um ano de idade (!) no centro da sua aldeia. Vasyl aguentou três dias, depois rendeu-se, foi preso e através de um julgamento sumário enviado para o GULAG. Durante a viagem, os ucranianos eram alimentadas apenas com peixe salgado, não recebiam nenhuma água. A sua esposa decidiu acompanhar o marido, por isso filha de ambos, Maria nasceu em 1957 na cidade russa de Karaganda. Família Andriiv conseguiu voltar à Ucrânia durante a “primavera” de Khrushev. Vasyl Andriiv sempre foi muito parco nas palavras sobre a luta de libertação nacional ou sobre os anos de prisão, cumprindo desta maneira um dos pontos cruciais do decálogo de OUN: “fala sobre a causa não com quem podes, mas com quem deves”. Quando no fim dos anos 80, em Kalusz, sua cidade de residência, foi erguida a bandeira azul e amarela da Ucrânia independente, ele silenciosamente beijava o chão...

Embora a sua filha Maria mereceu a medalha de ouro pelos resultados excepcionais na escola secundária e graduou-se com o diploma de mérito na Universidade, ela sempre tinha grande dificuldade de fazer a carreira profissional. O poder soviético não lhe perdoava o pai – guerrilheiro. Mesma sorte era do Sr. Vasyl, ele só conseguia os trabalhos manuais, mal pagas e pouco atractivos.

Trabalho em África: Argélia – Moçambique

Naqueles tempos soviéticos, um ucraniano nem sonhar podia de trabalhar no estrangeiro (os salários eram incrivelmente altos, além disso pagos, em parte, em rublo conversível), sem ser membro do partido comunista ou activista do regime de ocupação. Mas a empresa estatal que cuidava destes contractos (Soyuzzagranpostavka), precisava, era dos profissionais, não dos “papagaios” ideológicos.

Dessa maneira, os país do Rostislav, Petro e Oksana submeteram os seus documentos e foram aceites para trabalhar no estrangeiro. Dois anos, entre 1984 à 1986 eles trabalharam na Argélia. Eram bem aceites, tinham forças e vontade, querendo trabalhar mais, mas seus planos foram baralhados pela KGB. A segurança estatal descobriu que a família ucraniana fiz amizades com outra família de médicos, chilenos formados na URSS. Mesmo assim, eram estrangeiros, quer dizer potenciais agentes do imperialismo americano. Assim, família Chaplynskiy rumou à Ucrânia. Mas deixando uma impressão de fortíssimos especialistas, foram seleccionadas em breve, para apoiar a saúde em Moçambique. Dessa maneira, já em 1989 – 91, Sr. Petro e Sra. Oksana trabalharam no Hospital Provincial de Xai-Xai e entre 1993 à 1995 em Inhambane. (Director do hospital em Xai – Xai estagiou-se na França, dessa maneira, conversando entre si constantemente, praticavam-se logo duas línguas: francês e português). No mesmo ano de 1995, pela primeira vez Dr. Rost visitou Moçambique e ... ficou por cá durante próximos doze anos.

Durante este tempo todo, Dr. Rost não perdeu nem a qualificação médica, nem a vontade de elevar o seu nível profissional. Passou dois estágios profissionais: nos EUA e na cidade do Porto (Portugal), onde até foi convidado de ficar para trabalhar. Durante nenhum dos estágios, ele foi surpreendido pela qualidade dos serviços ou consegui ver outros fazer algo, que não conseguia fazer ele próprio.

O seu futuro imediato? Descansar algum tempo e logo se verá, já que na vizinha Polónia salário mensal de um médico da sua qualificação é de 1.000 USD e nos EUA uma símiles enfermeira ganha a volta de 65.000 USD ao ano. De qualquer maneira, neste momento Rostislav Chaplynskiy acha que chegou um período quando ele tem que repensar a sua vida, redefinir as prioridades e decidir que rumo dar à sua carreira profissional. E nem a decisão da última hora do Sr. Ministro Ivo Garrido de prorrogar o seu contracto para mais um ano, conseguiu remover a decisão do Dr. Rost de voltar definitivamente a Ucrânia.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Feira de turismo na Ucrânia

Comité executivo do Conselho Municipal da cidade de Yevpatoria (Ucrânia), convida os especialistas de turismo a participar na 2-da Feira Internacional “Nova cara da antiga estação balnear”, dedicada à realização das viagens de turismo de saúde, para os sanatórios da cidade, que terá lugar entre os dias 26 à 28 de Fevereiro de 2007.

Finalidade da feira é dar a conhecer a renovada cidade de Yevpatoria, cidade que têm 25 séculos da história e que também é uma estação balnear muito versátil. Além disso, a cidade pratica os preços moderados, possui o nível de tratamento médico bastante alto, que em conjunto com as condições climatéricas e naturais, fazem com que todos os anos receba milhares de turistas.
Durante os dias de funcionamento da feira, terão lugar as conferências de imprensa, encontros de negócios, mesas – redondas com os médicos e pessoal de sanatórios, onde serão debatidos novos aspectos de tratamento médico e para – médico, as tecnologias de ponta em medicina.
Chefe da Direcção Geral da política de investimento e das relações económicas externas do Conselho Municipal de Yevpatoria, Sr. Serhiy Strelbickiy.

Informação adicional pode ser obtida aqui:
Direcção Geral da política de investimento e das relações económicas externas do Conselho Municipal de Yevpatoria:
Telefone: +38 (06569) 2-39-95; 3-30-62; 4-45-17
Endereço: Av. Lenine, 2, cidade Yevpatoria, Criméia, Ucrânia, 97400
e-mail: invest@evpatoria-rada.gov.ua
WEB: http://www.kpgis.net/content/view/12100/113/
Programa da feira: http://www.kpgis.net/download/ProgrammaYarmarki.zip
Fixa de participante: http://www.kpgis.net/download/zayvka.zip

Convidados da feira – participação é gratuita. Pagam alojamento e alimentação.
Participantes da feira – pagam o lugar de exposição – 360 UAH, IVA incluída (cerca de 69 USD)
Procuram-se os patrocinadores!

Mais informação:
http://en.wikipedia.org/wiki/Eupatoria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_aut%C3%B4noma_de_Crimeiahttp://www.virtualtourist.com/travel/Europe/Ukraine/Avtonomna_Respublika_Krym/Yevpatoriya-694141/TravelGuide-Yevpatoriya.html

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ucranianos desejam bom Natal Ortodoxo aos necessitados em Maputo




Comunidade ucraniana de Moçambique faz um trabalho social entre os orfãos na capital moçambicana

Um grupo dos jovens ucranianos que vive na República de Moçambique, decidiu compartilhar um pouco do seu calor humano com os orfãos do creche “1 de Maio”, porque as crianças com o lar emprestado, precisam de obter um pouco de amor e felicidade.

No dia 6 de Janeiro (quando na Ucrânia é celebrado o Natal Ortodoxo), um grupo de pessoas juntou-se nas imediações do hotel “Holliday Inn” (onde foi celebrado o batismo do oceano Índico – festa do Nascimento de Déus), para iniciar um itinerário de visita aos orfãos do creche “1 de Maio” para desejar-lhes um bom Natal e oferecer um pequeno cabaz, importante nem tanto pelo seu valor monetário, mas pela atenção que a comunidade ucraniana decidiu dar às pessoas, que sofrem da falta desta mesma atenção por parte do país e da sociedade.

Itinerário da visita, 06.01.2007

12:00 – creche “1 de Maio”, Av. Eduardo Modlane, junto à embaixada da RSA

13:30 – fim, saída às residências de cada um.

Igreja Ortodoxa Grega de São Gabriel

Endereço: esqiuna de Av. Julius Nyerere e rua Ahmed Secou Touré, junto ao Palâcio dos Casamentos, Padre: Georgiy, 82 288 3440

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Natal Ortodoxo em Moçambique

Na Igreja Ortodoxa Grega de São Gabriel em Maputo, no dia 5 de Janeiro, haverá a missa dedicada ao Batismo, festa religiosa que antecede o Natal Ortodoxo que é celebrado em vários países na noite entre 6 à 7 de Janeiro. A missa terá lugar às 17h00 e durará aproximadamente duas horas.

No dia 6 de Janeiro, às 09h00 haverá a liturgia especial, secundada pela cerimónia de benção das águas na Igreja e o batismo do oceano Índico, que terá lugar na praia, na zona do hotel “Holliday Inn”.

Também no dia 6 de Janeiro um grupo dos jovens ucranianos radicados na República de Moçambique, planeia fazer uma visita aos sem - abrigo, pessoas que vivem nas ruas da capital moçambicana, para desejar-lhes um bom Natal e oferecer um pequeno cabaz, importante nem tanto pelo seu valor monetário, mas pela atenção que a comunidade ucraniana decidiu dar às pessoas, que sofrem da falta desta mesma atenção por parte do país e da sociedade.

Itinerário prévio da visita, 06.01.2007

12:00 – hotelHilliday Inn” - clube «Naval» - «FACIM» - Feira Popular (com visita ao restaurante ucranianoBela Muchacha”) – supermercado «Interfranca» – cinema «Xenon» - Igreja Ortodoxa Grega de São Gabriel

Contactos:
Dmytro +258 84 260 4620

Valentim +258 82 475 8960 / 82 300 1823

Igreja Ortodoxa Grega de São Gabriel

Endereço: esquina das Av. Julius Nyerere com rua Ahmed Secou Touré, junto ao Palácio dos Casamentos
Padre Georgiy: + 258 82 288 3440

Icone foi tirado do site: http://www.risu.org.ua

terça-feira, janeiro 02, 2007

Stepan Bandera – vida dedicada à Ucrânia

Stepan Andriyovych Bandera (Ukrainian: Степан Андрійович Бандера) (1 de Janeiro 1909 – 15 de Outubro 1959) líder nacionalista ucraniano, chefe da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN – R).

Ele nasceu na aldeia de Uhryniv Staryi, no distrito de Kalusz na Galiсia (Stanyslaviv oblast), que naquela altura pertencia ao Império Austro - Húngaro. O seu pai, Andriy Bandera, era o sacerdote grego - católico na aldeia de Uhryniv Staryi. Sua mãe, Myroslava Bandera, provinha de uma família religiosa, era filha do pároco grego – católico em Uhryniv Staryi.

Stepan passou a sua infância em Uhryniv Staryi, onde na primavera de 1922 a sua mãe morreu de tuberculose.

Desde 1931, Stepan Bandera era o líder do comité regional de OUN e chefe da Organização Militar Ucraniana (UVO). Ele foi condenado à morte em 1934, pelo seu envolvimento na execução do Ministro do Interior da Polónia, responsável pela grave repressão contra os ucranianos. A sua sentença de morte, foi substituída pela pena perpétua. Stepan Bandera saiu da cadeia em 1939, quando o Exército Soviético entrou em Lviv, em 1940, ele funda a ala revolucionária de OUN, que rompe com os nacionalistas mais moderados, chefiados pelo Andrii Melnyk.

Em 30 de Junho de 1941, o Governo ucraniano do qual Stepan Bandera fazia parte, proclamou na cidade de Lviv a renovação da Independência do Estado ucraniano na sequência da invasão da URSS pela Alemanha Nazi. Bandera foi preso pelos nazis e passou cinco anos no Campo de concentração de Sachsenhausen, onde permaneceu até o Fevereiro de 1945 (dois irmãos de Bandera – Vasyl e Andriy morreram neste campo). Logo a seguir, Bandera volta a liderança activa do OUN e do Exército Ucraniano Insurgente (UPA). A guerrilha da UPA lutava contra os nazis (até 1944), depois passou a combater os soviéticos e Polónia comunista, formando forte resistência, principalmente nos montes Cârpatos. Os últimos combatentes conhecidos apoiaram o levantamento húngaro em 1956.

No dia 15 de Outubro de 1959, no prédio onde Stepan Bandera morava (Kreittmayrstraße, № 7), em Munique, ele foi abordado pelo agente da KGB, B. Stashinskyi e atingido pelo disparo de uma ampolas de cianeto. (Uma arma secreta e especial, que tinha como objectivo matar os opositores do regime soviético sem deixar o rasto directo). Apenas dois anos mais tarde, no dia 17 de Novembro de 1961, a justiça alemã proclamou que assassino de Stepan Bandera, Bohdan Stashynskyi , actuou em nome do KGB soviético, sob a ordem directa do seu chefe Alexander Shelepin e com o conhecimento do líder soviético Nikita Khrushchev. O julgamento do Stashynskyi tive o lugar entre 8 à 15 de Outubro de 1962, a sentença foi lida no dia 19 de Outubro, na qual Stashynskyi foi condenado à 8 anos de prisão maior. O Tribunal Supremo da Alemanha confirmou, que no assassinato do Bandera, o Governo da URSS era a principal parte culpada. Numa recente entrevista (2005) ao jornal russo, Komsomolskaya Pravda o ex-chefe da KGB, Vladimir Kryuchkov declara que "assassinato de Stepan Bandera foi um dos últimos casos, quando KGB eliminou as pessoas indesejadas pelos meios da violência" http://mosnews.com/interview/2005/12/06/kgbchief.shtml

Em 20 de Outubro de 1959, Stepan Bandera foi sepultado no Cemitério de Waldfriedhof em Munique.

Em 2006, a Câmara municipal da cidade de Lviv anunciou que pretende no futuro transferir os restos mortais de Stepan Bandera, Andriy Melnyk, Yevhen Konovalets (assassinado pelo NKVD soviético na Holanda) e outros heróis ucranianos, lideres da OUN/UPA para uma nova área no Cemitério de Lychakivskiy especialmente dedicada aos heróis da Ucrânia.

Links externos:

Stepan Bandera, His Life and Struggle

http://en.wikipedia.org/wiki/Stepan_Bandera

p.s. no dia 1 de Janeiro também nasceu Andriy Sereda, líder do grupo rock ucraniano "Komu vnyz"