terça-feira, dezembro 18, 2007

Festas Felizes!

Yulia Timoshenko – Primeira – Ministra!

Depois de todas as manobras mais ou menos sujas e dilatórias da oposição pró – russa, a Ucrânia, finalmente, tem um novo Primeiro – Ministro.

Os deputados da Rada Suprema (Parlamento), votaram favoravelmente a candidatura da Yulia Timoshenko para o cargo da Primeira – Ministra da Ucrânia. Ela foi eleita por 226 votos da coligação democrática Nossa Ucrânia – Autodefesa Popular (NU – NS) & Bloco de Yulia Timoshenko. Votação foi feita por uma mão levantada no ar, os nomes dos deputados eram anunciados publicamente, cada um deles tinha que verbalizar a sua posição.

Um dos deputados do NU – NS, Ivan Plush absteve-se e um outro, Ivan Sidorenko, estava ausente durante a votação, ele está internado no hospital.

Fonte:

Escola ucraniana em Portugal

Por: Maia Banaru, da Agência Lusa, 2007/12/16

Incertezas sobre o futuro, menor exigência do ensino português e apego à cultura do país de origem levam imigrantes ucranianos a apostar em aulas complementares na língua materna para os seus filhos.
Após uma normal semana de aulas no ensino oficial português, crianças entre cinco e catorze anos frequentam aos sábados escolas em São João do Estoril e em Faro, entre outras, para aulas na língua de origem.

«Escola portuguesa é mais fácil»

«Eu gosto muito desta escola [ucraniana], mas é muito difícil. A escola portuguesa é mais fácil e mais divertida», conta Ihor, aluno do quarto ano do ensino básico.
Filhos de imigrantes, estas crianças frequentam escolas portuguesas durante a semana e dedicam os sábados ao estudo da língua e cultura do seu país de origem, ou do país de origem dos seus pais, no caso dos que nasceram em Portugal.
Na escola ucraniana as aulas são leccionadas por um grupo de cinco voluntárias, mães de filhos com idade escolar, ex – professoras na Ucrânia e mulheres–a–dias em Portugal.

«Ensinamos tudo»

«Ensinamos tudo: língua ucraniana, matemática, biologia, inglês, música, leitura, enfim, tudo o que eles precisam de saber para estarem integrados na cultura do seu país», explica Alla Litkovets, autora do projecto.
«Vim para Portugal com o meu filho que tinha acabado de ingressar na escola portuguesa. Quando me apercebi de que ele ia receber instrução portuguesa, sem conhecer a escola do seu país, comecei a procurar alternativas e o facto de trabalhar na casa do director da escola facilitou as coisas», relata Alla.
Com as quatro colegas, assim que tiveram as cinco salas de aulas à sua disposição puseram «mãos à obra».
Todos os sábados, mesmo nas férias, as cinco professoras dão aulas de manhã e à tarde, durante nove horas em que acompanham com rigor o programa escolar ucraniano do primeiro ao sétimo ano.

«Ensino ucraniano é mais exigente»

«Se a criança está no quinto ano [do ensino básico] português, ensinamos matéria do quinto ano [do ensino] ucraniano», precisa Alla Litkovets, acrescentando que a matéria que os seus alunos aprendem nas aulas em ucraniano é a mesma que vão aprender, passados um ano ou dois, nas escolas portuguesas. «O ensino ucraniano é mais exigente, por isso utilizamos manuais que vêm directamente da Ucrânia».
«O meu filho fez o sexto ano de escola na Ucrânia. Decidi mandá-lo para lá porque queria que se habituasse ao ritmo de ensino das escolas de lá. Apesar de ter conseguido notas razoáveis, enfrentou algumas dificuldades», relata a professora.
«Preservar a ligação dos nossos filhos à cultura do país de origem é o mínimo que podemos fazer por eles, já que os fizemos sair do seu país para virem morar em Portugal», desabafa Alla Litkovets. Incerta sobre o seu futuro, já que há sete anos tenta, sem sucesso, obter equivalência ao seu curso de professora de música, a imigrante ucraniana de 42 anos acredita que «mais cedo ou mais tarde» terá de voltar à Ucrânia, altura que o seu filho poderá aplicar os conhecimento adquiridos na Escola Ucraniana, em Portugal.

Foto: escola ucraniana na cidade do Faro
http://www.ukremigrantpt.ipsys.net/Faro/faro_chkola%20(4)_R.htm

Publicado em:
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=893283&div_id=291

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Amor napolitano – ucraniano

Ucraniana Maria trabalhou na Itália, onde conheceu Sr. Salvador, que apesar dos seus 67 anos ficou tão apaixonado, que deixou o seu negócio, sua casa, seus amigos e foi viver na Ucrânia, numa aldeia longínqua da região de Volyn.

A vida na Itália não foi fácil para a Maria, ela até tinha que pintar os cabelos em negro, para parecer mais com as italianas, fugindo do controlo visual da polícia, que ainda considera que as eslavas são obrigatoriamente loiras...

Para que esposa não andasse na machamba – horta (tratar bem do porco, orgulho do ucraniano rural), Sr. Salvador prometeu comprar lhe um porco por mês. Assim o porquinho da casa foi vendido...
Do resto, a Ucrânia está completamente de agrado ao Sr. Salvador: “Nápoles é uma cidade barulhenta, e a Volyn é muita calma e tranquila. Os bosques estão cheios de cogumelos, pode-se pescar. As pessoas são sinceras e boas”, - diz Salvador. Alem disso, ele fica muito contente por ver o respeito das pessoas pela Igreja e a maneira como as crianças tratam os mais velhos. Ele diz que na Itália, os filhos já não precisam dos pais velhos.

O casal napolitano – ucraniano celebrou o seu matrimónio pela igreja católica local. Assim quis Sr. Salvador. Até morrer ele quer na Ucrânia, não pretende deixar a sua nova pátria nunca mais >>>

“MGOU “Quarta Vaga"
Rede Internacional de Informação Ucraniana
Notícias do estrangeiro, 15.12.2007

Ucrânia condecora personalidades estrangeiras

Presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko condecorou estes dias várias personalidades estrangeiras pela sua “Participação Social e contribuição considerável em esclarecimento da verdade sobre Holodomor na Ucrânia de 1932 - 1933”.

Decreto presidencial № 1169/2007 determina:

Condecorar com a ordem “Por Mérito” (За заслуги) do 2º grau às seguintes personalidades estrangeiras:

Balanda J. A. Vladimiro, Argentina;
Lucas Filipe, deputado do Assembleia Legislativa do Paraná, Brasil;
Siarra Eduardo, deputado do Congresso Federal do Brasil;
Sorotiuk Vitório, representação Central Ucraniano – Brasileira, Brasil;
Ribeiro, Luís Miguel de Matos – historiador português do Holodomor de 1932 – 1933, entre outros >>>

Afro – ucraniana encontra pai!

Estamos mesmo no Natal, pequeno milagre aconteceu!

Estimados leitores do nosso blogue, onde quer que vocês estejam, quero partilhar convosco a notícia maravilhosa: o pai da Antonina Gensior, Engº Mamadú Mané já foi localizado. Nós já enviamos à ele os contactos completos da sua filha e também providenciamos à Antonina com contactos completos do pai.

Queria agradecer à todos os que participaram nessa nossa “operação triunfo”, especialmente a Noa em Israel, Fernando Casimiro (Didinho), Sr. Amidú Sila (vizinho do Engº Mamadú Mané no Bairro da Ajuda, em Bissau), Sr. Inacio (que estudou na cidade de Rostov-na-Donu entre 1982 e 1989), entre outros.

Brevemente partilharei convosco a história completa desta feliz busca & procura, que poderá se deverá servir de inspiração aos outros pais e filhos para encontrar-se.

Pois nunca é tarde dar e receber o amor duma família!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Blogue: três anos da vida

No dia 15 de Dezembro de 2007, o nosso blogue completa três anos de vida, sempre batalhando pelo bom nome da Ucrânia no mundo lusófono e pelo bom nome de Moçambique e da CPLP na Ucrânia.

Primeiros ucranianos em Moçambique.

Entre primeiros ucranianos em Moçambique, ou pelo menos, as pessoas que tinham as raízes ucranianos, podemos citar o Sr. Leo Kröger, filho da mãe ucraniana e do pai alemão, que nasceu em 1912 na cidade de Khabarovsk. O seu avo, Arseniy Shvorin era professor na cidade de Kyiv, onde foi preso pela polícia do czar pelo seu envolvimento no Movimento Popular (Narodnik) e foi exilado à força junto com a família para o Extremo Oriente russo.

Leo Kröger viveu uma vida longa e extremamente estimulante, foi caçador e empresário na China, foi perseguido pala NKVD (a sua irmã e o seu cunhado foram fuzilados pela NKVD durante as purgas na Ucrânia entre 1937 – 38), acabando radicar-se em Moçambique desde o ano 1956 e até a sua morte em 2004. Ele escreveu vários livros sobre a sua vida, que foram publicados na RAS, EUA e Rússia.

Ucraniano étnico, Tomas A. Kalesnichnko (1930 – 2003), colunista político soviético (oficialmente) e espião da KGB, visitou Moçambique no início dos anos 60 à convite do “Príncipe da Beira”, Eng.º Jorge Jardim.

Outros ucranianos ilustres ou simplesmente interessantes, que passaram pelo Moçambique recentemente, foram o ucraniano – brasileiro, Subprocurador Geral da República do Ministério Público Federal, Dr. Miguel (Myhaylo) Guskov (em 1997), cujos pais são oriundos da província ucraniana de Odessa e o empresário do ramo da pesca, Igor Sikorsky, sobrinho – bisneto do inventor ucraniano do helicóptero moderno, Igor Sikorsky, (em 2006).

Os moçambicanos na Ucrânia & emigração moderna.

Os primeiros moçambicanos foram estudar à Ucrânia no início dos anos 60, pela mão da FRELIMO. Assim, em 1964 – 1971, o representante da FRELIMO na Ucrânia (exactamente na Ucrânia e não na URSS), era Dr. António Lourenço Chade, hoje uma figura extremamente respeitável no seis do sistema jurídico moçambicano, principalmente na província nortenha da Nampula.

Obviamente, depois da Independência de Moçambique, o número de moçambicanos a frequentar os cursos médios e superiores na Ucrânia quadruplicou. Alguns destes estudantes casavam com as ucranianas, várias famílias escolheram viver em Moçambique, outros separaram-se entre dois continentes.

Uma das primeiras mulheres ucranianas que foi viver para o Moçambique, foi a Maria Smoliar, pintora mais conhecida pelo seu nome artístico de Maria Cenzane. Em 1989 (?) ela ganhou em nome de Moçambique o concurso ecológico no Japão, com um quadro dedicado à tragédia ucraniana de Chornobyl.

Comunidade Ucraniana de Moçambique. Actualidade.

Neste momento a comunidade ucraniana basicamente é formada por três grandes grupos de cidadãos: médicos, professores e as mulheres que se casaram com os estudantes moçambicanos na Ucrânia, escolhendo de seguida Moçambique como sua segunda pátria.

Pelos nossos cálculos podemos falar sobre cerca de 150 famílias mistas e umas 250 crianças moçambicano – ucranianas. Infelizmente, a política do actual Ministro da Saúde, Sr. Dr. Paulo I. Garrido faz com que nos últimos três anos, um número muito grande dos médicos ucranianos e as suas famílias, deixou o Moçambique (pela não prorrogação dos contractos, a oferta de contractos de categoria “D” e “E”, simplesmente humilhantes para os profissionais experientes, etc.)

Moçambique não têm nenhumas organizações sócio – culturais ou religiosas ucranianas, a maioria dos crentes da comunidade pertencem à igreja ortodoxa e frequentam as missas na Igreja Ortodoxa Grega do Arcanjo Gabriel (junto ao Palácio dos Casamentos na avenida Julius Nyerere em Maputo). Até o pouco tempo, o padre que tomava a conta dos ortodoxos em Moçambique era Jorge (Georgiy) Zolotenko, ucraniano formado em teologia na Grécia.

Moçambique também não possui nenhuma representação diplomática da Ucrânia, a Embaixada e Consulado mais próximos estão na RAS, em Pretória, mas o Embaixador e Cônsul da Ucrânia em Moçambique, têm a residência na República de Angola, em Luanda.

Em Setembro de 2006, o Embaixador Honorário e Plenipotenciário da Ucrânia em Moçambique, Sua Excelência Dr. Volodymyr Lakomov, visitou o nosso país (teve o encontro com a Sua Excelência Presidente da República Armando E. Guebuza e com a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dra. Alcinda de Abreu). Já em Setembro de 2007, Moçambique foi visitado pela Cônsul interina da Ucrânia, Dra. Tatiana Nagruzova, que realizou o serviço consular junto à comunidade.

Primeiro blogue ucraniano em África.

O nosso blogue foi criado no dia 15 de Dezembro de 2004, na auge da Revolução Laranja, basicamente, para informar os falantes do português sobre a realidade ucraniana (havia muita gente desenformada e havia também muita gente que desenformava, mas essa é uma outra história). O nosso público – alvo eram e continuam a ser, os cidadãos do espaço da CPLP, até hoje (14.12.2007), o blogue já foi visitado pelas 50.936 pessoas. Não somos, obviamente, os campeões de audiências, mas ficamos extremamente sensibilizados, quando alguns leitores nós escrevem assim: “começo o meu dia, lendo o vosso blogue”. Conhecem algo mais estimulante do que isso?

Trabalho comunitário.

Nosso blogue também tem os contactos permanentes com as comunidades ucranianas espalhadas pelo Mundo, da Antárctida à Suazilândia vivem os nossos compatriotas, que sentem o orgulho dos seus raízes ucranianas.

Mas a nossa cooperação principal é com o sítio brasileiro Portal Ucraniano, criado pelos brasileiros da quarta geração da emigração ucraniana naquele país da América Latina. Muitas das vezes a juventude ucraniano – brasileira já não fala ucraniano, por isso é muito importante para eles, receber a informação positiva e honesta sobre a Ucrânia na sua língua materna, neste caso o português.

Outra vertente do desempenho deste blogue, é a ajuda na procura dos parentes, normalmente estamos falar dos moçambicanos que estudaram na Ucrânia, namoraram, casaram (ou não casaram), fizeram filhos e foram-se embora para nunca mais voltar ver os seus. Hoje, estes filhos e filhas já crescidos, tentam encontrar os seus pais africanos, pois tanto os filhos não devem viver sem os seus pais, como os pais precisam do amor e carinho dos filhos (e sem alongar-se muito neste tópico mais ou menos sensível, podemos dizer que já conseguimos localizar na Ucrânia um filho, que não via o seu pai desde 1971, e neste momento estamos empenhar-se profundamente para encontrar o pai da Antonina Gensior, que acreditamos, está viver na Guiné – Bissau.

Rocking the Bloc

Solicitam-se os ensaios sobre o tema: “Como a musica rock mudou as mentalidades dos jovens na ex-URSS e na Europa Central e do Leste”

Rocking the Bloc: Rock Music and Youth Identities in the Soviet Union and Eastern Europe"

Members of the American Association for the Advancement of Slavic Studies (AAASS) are planning a series of panels on the theme, "Rocking the Bloc: Rock Music and Youth Identities in the Soviet Union and Eastern Europe." The panels will take place during the AAASS 40th National Convention in Philadelphia, PA, November 20-23, 2008. Panelists will be invited to take part in the publication of a book on rock music and youth identity in Eastern Europe and Eurasia.
Contributions by graduate students and junior and senior scholars are welcome. We hope to involve scholars from a number of disciplines, scholars from the region, and scholars in other fields of history interested in commenting on papers or drawing comparisons with other parts of the world.

Interested participants should submit titles of their presentations, brief summaries of presentations (100 words maximum), and CV by December 31, 2007 to:
Dr. William Risch
Assistant Professor of HistoryGeorgia
College and State University

ROMAN SENKUS / POMAH CEHЬKУCЬ
Director, CIUS Publications Program, www.utoronto.ca/cius
Managing Editor, http://www.encyclopediaofukraine.com/
Canadian Institute of Ukrainian Studies,
Toronto Office
256 McCaul St., Room 302
University of Toronto
Toronto, ON
M5T 1W5
Canada
Tel. 416-978-8669 / 416-978-6934
Fax: 416-978-2672

Foto:
Concerto do grupo Okean Elzy em Munique

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Afro – ucraniana procura pai

Jovem afro – ucraniana, Antonina Gensior (nascida aos 23 de Agosto de 1982 na cidade de Odessa), procura o seu pai, natural da Guiné – Bissau, Sr. Eng. Mamadú Mané, que em 1984 foi graduado pelo Instituto Agrícola de Odessa (hoje Universidade Estatal Agrária de Odessa), regressando de seguida à Guiné – Bissau, sendo a sua filha, Antonina ficou viver com a mãe, Sra. Valentina Gensior.

As pessoas amigas nós disseram que no início dos anos 2000, Sr. Eng. Mamadú Mané era funcionário sénior da Câmara Municipal de Bissau (CMB), desempenhando várias funções de relevo, como Director do Departamento de Higiene e Saneamento, mais tarde ocupando a presidência da CMB, sendo caracterizado pelos subordinados como “excelente técnico, dialogante e respeitador dos funcionários”.

Solicitamos à ajuda de todo o mundo para encontrar o Sr. Eng. Mamadú Mané, pois acreditamos que ele tanto precisa da sua filha, como ela precisa do pai.

O Natal está se aproximando e os milagres acontecem no Natal!

Good Bye Lenin – 2!

Trocou a Suíça por Belarus mas arrependeu-se em apenas 10 dias

Em Novembro deste ano, um jovem cidadão suíço entrou em Belarus via Polónia, conduzindo o velho automóvel de marca ... Lada. O suíço disse aos guarda – fronteiras da Belarus que pretende receber no país (que é a última ditadura europeia), o estatuto do refugiado político. O fã de Lada afirmou que considera a Belarus, Venezuela e Cuba como os melhores países do mundo. Na bagageira do seu Lada, ele tinha trazido a colectânea completa da obra do Lenin...

O jovem foi encaminhado para o centro de imigrantes na cidade de Brest, enquanto as autoridades belarusas começaram o processo de concessão do estatuto do refugiado político ao cidadão suíço. Mas, apenas dez dias apôs a sua entrada em Belarus o jovem fã do Lenin, do socialismo e do Lada, disse às autoridades que quer voltar ao seu país e muito apressadamente deixou Belarus, usando para o efeito o mesmo Lada. Não se sabe ao certo se ele levou a obra do Lenin de volta à Suíça.

Fonte:
auto.mail.ru

p.s. Acredito que essa história, poderá dar um lindíssimo guião para um filme. Tipo “Adeus Lenin – 2”, que contará a história dum ingénuo ocidental esquerdista que cairá na realidade sobre a base desumana do comunismo em apenas 10 dias.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Carteira de ucraniano do exterior

Carteira de ucraniano do exterior (Посвідчення закордонного українця)

A comunidade ucraniana no exterior sempre aspirou pela Independência da Ucrânia e pela construção de um sistema democrático. Agora, a Ucrânia, a nação de nossos antepassados, nos outorga o reconhecimento como ucranianos, integrantes da mesma nação, somente que vivendo no exterior.
O Governo da Ucrânia regulamentou o art. 12 da Constituição da Ucrânia pelo qual estabelece que a Ucrânia zela pelos interesses nacionais, culturais e linguísticos dos ucranianos residentes no exterior. Para a Ucrânia são ucranianos do exterior (UdE) aqueles que possuam a cidadania de outro país ou são apátridas, são descendestes da Ucrânia ou são descendentes étnicos, isto é, os seus antepassados pertencem à nação ucraniana ou reconhecem a Ucrânia como a pátria de sua descendência.
O Governo da Ucrânia expedirá uma Carteira de Ucraniano do Exterior para aquele possuir mais de 16 anos, comprovar a descendência étnica e assim o requerer. Para isso é necessário (no caso do Brasil):

1) Assinar o requerimento em ucraniano;
2) juntar os documentos que comprovem a descendência étnica ucraniana;
3) Juntar duas fotos 3 X 4 coloridas;
4) Preencher o Cadastro da Representação Central
5) pagar uma taxa de R$ 40,00 (quarenta reais) equivalente a depósito de U$ 10,00 (dez dólares) e serviço de remessa, em conta específica, para o Banco Nacional Ucraniano (preço da carteira) a ser enviado pela Representação Central; Banco Itau, Agencia 3813, Conta 12846-3
6) Pagar uma taxa de R$ 120,00 (cento e vinte reais) para a Representação Central Ucraniano Brasileira expedir uma certidão de descendência. (Essa certidão substitui as traduções de documentos anexados ao requerimento que sairiam mais caros e atende o item 2 que é a prova da descendência). Banco Itaú, Agencia 3813 – Conta 12848-9
Todos os requerimentos antes de serem encaminhados ao consulado serão analisados pela Representação Central Ucraniano – Brasileira que manterá serviço à Rua Brigadeiro Franco, 374 - Curitiba – Paraná. Tel. +55 041 3335-1220.
Ver a Carteira

Fonte:
http://www.pessoal.cefetpr.br/ucrania/carteira_de_ucraniano.html

Ucrânia aumenta a exportação de cerveja

No período de Janeiro a Junho de 2007, a Ucrânia exportou 170.883,64 mil litros de cerveja, num valor de 45,94 milhões de dólares, o que significa 11,5% a mais em comparação com o mesmo período de 2006. Em 2006 a venda de cerveja ucraniana ao exterior tinha aumentado em 15,9%, ou em 41.469,32 mil litros em comparação com o ano de 2005 que totalizava 302.462,65 mil litros, numa soma de 81,65 milhões de dólares. Estes números foram divulgados pelo Comité de Estatísticas do Governo ucraniano. A maior exportadora de cerveja ucraniana é a companhia de Kyiv – Obolon.

Fonte:

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Juiz Federal Ucraniano

No dia 5 de Dezembro de 2007, o juiz ucraniano – brasileiro, Dr. Zenildo Bodnar recebeu das mãos do Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), a sua promoção por merecimento para Juiz Federal Titular da Vara Federal de São Miguel do Oeste/SC.

Dr. Zenildo Bodnar possui graduação em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1998), Mestrado pela Universidade Vale do Itajaí (2003), Doutorado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005) e frequenta o Curso de Pós – Doutoramento em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina. Actualmente é professor do Mestrado na Universidade do Vale do Itajaí, professor da Escola Superior da Magistratura Federal no Paraná e em Santa Catarina, Juiz Federal da Vara Ambiental de Florianópolis/SC. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Ambiental, Constitucional e Tributário.
Dr. Zenildo Bodnar é ex - integrante do Grupo folclórico ucraniano “Zorya” de Ponta Grossa (Paraná)

Fonte:
http://www.pessoal.cefetpr.br/ucrania

Estabilidade política na Ucrânia

KYIV, 5 de Dezembro. A eleição de Arseniy Yatsenyuk como Presidente do Parlamento da Ucrânia (Verkhovna Rada), anuncia um caminho para a estabilidade política, disse o Presidente Viktor Yushchenko na quarta-feira em Kyiv, dirigindo se aos representantes das associações e dos membros de autoridades locais.
O chefe do Estado ucraniano acredita que Sr. Yatsenyuk representará o Parlamento inteiro e não somente a maioria ou algumas forças políticas, que ajudarão assegurar a estabilidade da Ucrânia.

O Presidente expressou a sua convicção que actualmente todos os membros do Governo e a sociedade estão sentindo a necessidade de superar a crise política. “Espero que o novo Parlamento ucraniano com a sua maioria ficará como um órgão nobre com esforços ambições e novos,” – disse Viktor Yushchenko. Ele pediu aos líderes de autoridades locais dar um suporte ao novo Chefe do Parlamento, como um sinal do respeito ao corpo legislativo do país.
Arseniy Yatsenyuk, eleito pela coligação de Nossa Ucrânia – Autodefesa Popular (NU – NS), foi eleito como Presidente da Verkhovna Rada por 227 votos na Terça – Feira. Com apenas 33 anos de idade, Yatsenyuk é o mais novo Chefe do Parlamento na história da Ucrânia, anteriormente ele ocupava o cargo do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.

Fonte:
Embaixada da Ucrânia no Brasil

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Portões de Ouro reconstruídos em Kyiv

Na capital da Ucrânia, cidade de Kyiv foi artisticamente inaugurado o museu “Portões de Ouro” – monumento de fortificação arquitectónica ucraniana do século XI, quando a Ucrânia ainda se chamava de Rus´ de Kyiv.

Os portões foram construídos em 1037 como a entrada principal para o Kyiv e destruídos em 1240 pelo Batu Khan (neto de Gengis Khan). Foram inicialmente reconstruídos em 1983 para as comemorações de 1500 anos de fundação de Kyiv. O custo da nova reconstrução é de 8 milhões de UAH (1,58 milhões de USD).

Na cerimónia de inauguração foi presente o Presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko.

Fotos: @Mihaylo Markiv

Projecto “Alcântara Cyclone Space”

No dia 5 de Dezembro de 2007 em Brasília foi celebrada a cerimónia solene de inauguração oficial do início de actividades da empresa ucraniano – brasileira “Alcântara Cyclone Space”.

Neste evento participaram o Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil Sérgio Rezende, Director Geral ucraniano e Director Geral brasileiro da “Alcântara Cyclone Space”, Oleksandr Serdyuk e Roberto Amaral respectivamente, Embaixador da Ucrânia no Brasil Volodymyr Lákomov, deputados federais e outros altos dirigentes.

Durante o evento solene foi ressaltada a importância deste acontecimento para ambos os países, em particular para o Brasil, no contexto de realização do programa espacial brasileiro, porque o projecto “Cyclone–4 – Alcântara” é um dos componentes importantes deste programa. Por este motivo o Sr. Roberto Amaral frisou que a meta seguinte da actividade da “Alcântara Cyclone Space” é o lançamento do veículo espacial Cyclone – 4 para o espaço à partir do Centro de lançamento Alcântara, que está previsto para o primeiro semestre de 2010.

O Sr. Embaixador da Ucrânia Volodymyr Lákomov, também tomou a palavra. No seu discurso diplomata ucraniano ressaltou a importância de começo de actividade da “Alcântara Cyclone Space”, o objectivo principal da qual é a criação da infra – estrutura necessária e realização do lançamento de satélites com ajuda do veículo de lançamento ucraniano Cyclone – 4.

Sr. Volodymyr Lákomov também chamou atenção à importância deste evento para o desenvolvimento posterior das relações entre a Ucrânia e o Brasil, que está abrindo as vastas perspectivas da colaboração conjunta de dois países na área das altas tecnologias e utilização pacífica do espaço.

Durante o evento houve abertura solene da placa comemorativa dedicada à inauguração oficial da empresa binacional “Alcântara Cyclone Space”.
Na foto em cima: Embaixador Volodymyr Lákomov, Director Roberto Amoral, Ministro Sérgio Rezende, Director Oleksandr Serdyuk.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Filha da Mila Jovovich

A actriz americano – ucraniana, Mila Jovovich mostra pela primeira vez a sua filha, Ever Gabo ao público.

Depois do nascimento da filha, Mila pela primeira vez decidiu mostrar a sua filha aos jornalistas. Mila também explicou que o nome Gabo é um acrónimo, formado pelos nomes dos seus pais – bailarina e actriz ucraniana GAlina Loginova e médico sérvio Bogdanovitch "BOgich" Jovović.
www.ukrinform.kiev.ua/eng

Verdade sobre UPA

Uma das questões, que ultimamente semeia a discórdia na Ucrânia (e que é aproveitada ao máximo pelas forças anti – ucranianas), é a questão do reconhecimento oficial de Exército Insurgente da Ucrânia – Organização das Nacionalistas Ucranianos (OUNUPA) como parte combatente na Segunda Guerra Mundial.

Paradoxalmente, os antigos carrascos de NKVD (MGB), das formações para – militares soviéticos (yastrebky), que lutavam contra o estado ucraniano – vivem na Ucrânia sem serem incomodados, recebendo as reformas do Estado. E as pessoas que lutaram contra o regime bolchevique nas formações de OUNUPA, até agora não são reconhecidos pelo Estado, recebendo apenas as reformas municipais nas províncias da Ucrânia Ocidental.

O argumento preferido dos vários chauvinistas anti – ucranianos é que OUNUPA fazia atrocidades contra as populações civis. Por isso é muito importante investigar a verdade dos factos sobre tais acontecimentos, mostrando que as atrocidades foram cometidos pelos grupos especiais de NKVD – MGB, vestidos à UPA e treinados a imitar os guerrilheiros ucranianos (tácticas semelhantes foram empregues pelo exército português na guerra colonial em África).

O serviço ucraniano da estação radiofónica britânica BBC anunciou que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), vai tornar públicos os seus arquivos que revelam “as operações sujas” que foram empreendidas pelos destacamentos especiais de NKVD – MGB unicamente para manchar a reputação de UPA no período pós II G.M.

As fontes do arquivo – descobertas pelo SBU – estão apontando ao relatório de um oficial que informa Nikita Khrushchev sobre as invasões bem sucedidas que caracterizam-se pela violação das mulheres e o assassinatos arbitrários de civis inocentes pelo pessoal de NKVD – MGB, disfarçado de combatentes de UPA. Os documentos descobertos são considerados muito valiosos, na medida em que representam um elemento chave capaz de rectificar a imagem negativa dos guerrilheiros de UPA incutida nas mentes de muitos cidadãos que nasceram na URSS – vítimas da propaganda maliciosa do regime comunista de Moscovo – assim, abrindo a porta ao reconhecimento do OUNUPA no Leste da Ucrânia.

Fonte:
BBC ucraniano: crimes do NKVD

terça-feira, dezembro 04, 2007

Procuram-se os parentes

Aproxima-se o Natal e no Natal, como é sabido, acontecem os milagres. Embora os milagres, geralmente, acontecem só nos filmes, as vezes eles também acontecem na vida real.

Estas pessoas procuram os seus parentes, normalmente os moçambicanos que estudaram na Ucrânia, namoraram, casaram (ou não casaram), fizeram filhos e foram embora para nunca mais voltar ver os seus.

Ajudem encontrar estas pessoas, restabelecendo a alegria das famílias!

Moris Vidigal procura o seu pai moçambicano, Vidigal António José, que foi brevemente casado com a ucraniana Viktoria Viktorovna Fanina, vivendo na cidade de Kyiv (Kiev). António José estudou no Instituto de Construção Civil de Kyiv, terminou os estudos em 1996 e retornou à Moçambique. Os filhos: Julia, Lolita, Moris e Nelson foram acolhidos no orfanato (o casal já se tinha separado).

Messir Diego procura o seu pai moçambicano Messir Omar (Umar).

Vyacheslav Oltu desde 1981 procura o seu pai moçambicano, Morino Arlindo Amones, que estudou na Escola de Aviação de Kremenchug, Ucrânia. Pai pode não saber sobre a existência do filho.

Franze Nhone Fernando (06.12.68) procura os seus familiares em Moçambique. Nasceu na província de Manica, desde 1990 vive em Kyiv na Ucrânia. Desde 2003 perdeu o contacto com a sua família, neste momento procura o Franze Julião Fabião (1968) e Franze Isabel (1968).

Mamedov Mirza Shamil desde 1995 procura o Nhongo Manuel António (1961).

Klimova Valentina desde 1991 procura o seu marido moçambicano Banze Bartolomeu Manuel (1960), que estudou na cidade de São Petersburgo. Em 1989 eles começaram a namorar, em 1990 nasceu a filha Isabel, em 1991 Bartolomeu Banze viajou para o Moçambique e nunca mais voltou. No início, o casal trocava a correspondência, mas depois Valentina mudou do endereço e o contacto perdeu-se.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Reconhecimento do Holodomor

Várias resoluções foram votados estes dias, entre diversos países e organizações internacionais, em reconhecimento do Holodomor, como por exemplo:

Câmara dos Deputados do Chile (82 votos à favor e 3 abstenções):
http://www.camara.cl/diario/noticia.asp?vid=28589 (espanhol)

Câmara dos Deputados da República Checa:
http://5tv.com.ua/news/0/38568/ (ucraniano)

Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE):
http://www.mfa.gov.ua/mfa/ua/publication/content/15472.htm (ucraniano)

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO):
http://en.for-ua.com/news/2007/11/01/175525.html (inglês)
Declaração da Assembleia Báltica sobre o Holodomor (Riga, 24 de Novembro de 2007):
http://www.ukrinform.com/eng/order/?id=114710&ulq=holodomor

quarta-feira, novembro 28, 2007

Liberdade para a Gillian Gibbons!


Cinema luso – ucraniano

Entre vários filmes apresentados na edição de 2007 do COMMFFEST, Festival do Cinema Comunitário (Canada), na série I, Programas juvenis, foi exibida a curta metragem “My Brother” (Meu irmão), realizado por Pavlo Marques – Vandiak, jovem canadiano de apenas 13 anos, filho de mãe portuguesa e pai ucraniano.

Filme “My brother” é uma narrativa de uma menina de 11 anos (a irmã do herói e do realizador), preocupada com os comportamentos destrutivos do seu irmão mais velho. O filme demorou cerca de uma semana para ser produzido, mais três dias levou o Pavlo Marques – Vandiak a montagem do produto final.

COMMFFEST, Festival do Cinema Comunitário (Canada) é uma organização da caridade registada, que combina as exibições públicas com os fóruns para que os indivíduos e as comunidades pudessem praticar o diálogo sobre os assuntos sociais e do intercâmbio cultural, através da poderosa linguagem do cinema em todos os géneros.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Turistas ucranianos em Moçambique

Depois de longos anos de ausência (bom, mais honestamente será dizer: pela primeira vez desde sempre), os turistas ucranianos começam aparecer em Moçambique, apreciando as suas lindas praias e oportunidades de fazer o eco – turismo ou pesca desportiva.

Semana passada um grupo de turistas ucranianos pertencente à classe económica alta e média – alta, escalou o Moçambique (nomeadamente a Ilha de Inhaca, onde foram hospedados no hotel Pestana Inhaca), para fazer a pesca desportiva e eco – turismo (grupo chegou a apreciar as baleias!)

Tratava-se de um grupo de amigos de longa data, que sempre viaja juntos e já fiz o turismo em vários continentes. Moçambique foi escolhido por eles em detrimento da Quénia, valendo à pena quer pelas belezas naturais do país, quer pela hospitalidade das pessoas, quer pelo facto de poderem encontrar aqui uma pequena, mas orgulhosa comunidade ucraniana, implantada maioritariamente na capital moçambicana, cidade de Maputo.

Gostando de estar em Moçambique, esperamos que pelo menos alguns dos elementos do grupo voltam cá mais vezes, e mais importante, passam a palavra carinhosa sobre o Moçambique aos seus amigos & familiares ou simplesmente companheiros de negócios na Ucrânia e no resto da Europa.

Ukraine commemorates 75th anniversary of Holodomor

KIYV (AFP) – Ukraine mourned Saturday the millions who died in the Soviet-era Great Famine (Holodomor) of 1932 – 1933 which remains a bone of contention between Kyiv and Moscow, with flags at half-mast and a solemn religious service.

"It was a genocide, an attempt to subjugate the nation, deliberately planned and put into effect," charged pro-Western President Viktor Yuschenko in a speech to thousands gathered in the centre of the capital.
"Its organizer and executor was the communist totalitarian regime," he said, adding that "the crimes of bolshevism and communism are identical to those of Nazism."
Some four to 10 million people are estimated to have starved to death as a result of a Soviet programme of forced collectivization launched by dictator Josef Stalin in 1932.
Ukrainian farmers had their produce confiscated and the Soviet authorities also blocked food supplies into Ukraine in what some historians have argued was a deliberate attempt by Stalin to crush a drive for independence.
For years Kyiv has been trying to get the United Nations to recognize the famine as "an act of genocide" committed against the Ukrainian people, though pro-Russian Ukrainians say it resulted from ideological error.
A law officially calling the famine Genocide was passed only last year by the Ukrainian parliament, and by a slim majority.
Saturday's commemorations began in the 11th century St Sophia's cathedral in central Kyiv in a service televised live and attended by Yushchenko and his family. They were flanked by interim Prime Minister Viktor Yanukovich, a pro-Russian, and ministers representing the gamut of the country's political parties.
"We pray for the peace of God's servants killed by the famine in Ukraine," a priest wearing a gold chasuble chanted, and a choir responded, "Eternal memory."
The president then led several thousand people bearing flags adorned with black ribbons to a monument to the victims of the famine, followed by a minute of silence across the country.
The gathering, including Yushchenko, then began lighting thousands of candles on central Saint Michael's Square.
In his speech the president called the famine the "greatest catastrophe" to have struck Ukraine, and urged "world condemnation of communist terror" that had killed innocent people, including Russians, Belarusian and Tatars as well as Ukrainians.
Sr. Vasyl Kavun canta Holodomor http://www.nashholos.com/uploads.htm
Música do Andrij Bohomolnyj, letras do poeta/autor Vasyl Vasylashko.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Aniversário da Revolução Laranja

Revolução Laranja celebra estes dias o seu terceiro aniversário

A Revolução Laranja (em ucraniano: Помаранчева революція) foi uma série de protestos e eventos políticos, ocorridos entre 2004 e 2005, que tomou diversos lugares de toda a Ucrânia, em resposta à fraude e corrupção eleitoral directa e intimidação por votos, durante a eleição presidencial ucraniana de 2004.

Os protestos começaram depois de amplo conhecimento público de que os resultados da votação de 21 de Novembro de 2004 entre os principais candidatos, Viktor Yushchenko e Viktor Yanukovych, foram manipulados em favor do último. A eleição foi mantida pela lei ucraniana devido aos resultados oficiais da eleição presidencial ocorridas em 31 de Outubro de 2004, na qual não houve candidato que obtivesse mais de 50% dos votos totais. O vencedor das eleições se tornou o terceiro presidente da Ucrânia desde sua independência, em 1991, após a queda da União Soviética.

A cor laranja foi adoptada pelos protestantes como a cor oficial do movimento por ter sido a cor da campanha eleitoral do principal candidato da oposição, Yushchenko. O símbolo da solidariedade com o movimento de Yushchenko na Ucrânia foi uma fita laranja ou uma bandeira com o slogan "Так! Ющенко!" ("Sim! Yushchenko!").

Enquanto milhões de ucranianos manifestavam diariamente em Kiyv, capital da Ucrânia e centro da Revolução, onde militantes e simpatizantes de Yushchenko ficaram acampados em tempo integral, a acção foi destacada por uma série de protestos por todo o país, com protestos pacíficos e uma greve geral organizada pela oposição, seguida de disputas pelo resultado das eleições presidenciais.

Em grande parte devidos aos efeitos do movimento da oposição, os resultados da corrida eleitoral foram anulados e uma segunda eleição foi ordenada pela Suprema Corte da Ucrânia para 26 de Dezembro de 2004. Sob uma intensa fiscalização na contagem de votos, a segunda votação foi aceite por observadores locais e internacionais como livre e justa. Os resultados finais mostraram uma clara vitória de Viktor Yushchenko, que recebeu 52% dos votos, enquanto Yanukovych recebeu cerca de 44%. Viktor Yushchenko foi declarado o vencedor oficial e, com sua posse em 23 de Janeiro de 2005, em Kyiv, a Revolução Laranja obteve pleno êxito.

Estudantes brasileiros e Holodomor

Com a marca da comemoração das vitimas do Holodomor, cuja memória dos 75 anos é lembrada por todos os ucranianos do mundo, no dia 19 de Novembro, com o apoio da Embaixada da Ucrânia no Brasil, a faculdade jurídica da Universidade Católica de Brasília organizou conferência cientifica, dedicada a este tema trágico.
Os participantes da conferencia, relacionaram o Holodomor com o sistema político, notaram a sua natureza artificial e expressaram uma grande preocupação sobre possibilidade de expansão do sistema totalitário comunista no continente da América do Sul.
Nestas conferência participou o Segundo Secretário da Embaixada da Ucrânia Yuliy Tatarchenko que fez uma palestra o com tema “Actas jurídicas de 1932-1933 como reflexão do sistema soviético”.
Os participantes assistiram um filme documental sobre o tema de Holodomor, com um minuto de silêncio em memória das numerosas vitimas.
Na foto: professores e estudantes da Universidade Católica – participantes da conferência “Holodomor 1932 - 1933”.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Convocatoria del Presidente de Ucrania

Convocatoria del Presidente de Ucrania a los ucranios del Mundo con motivo del recordatorio del 75º aniversario del Holodomor de los años 1932 -1933

¡Queridos ucranios del mundo!
¡Hermanos y hermanas!

En estos días Ucrania comienza el recordatorio del 75º aniversario del Holodomor de los años 1932-1933.
El Holodomor – es una de las catástrofes más terribles padecidas por el hombre en la historia de la humanidad. A merced de una conciente y perfectamente planeada política del régimen totalitario comunista, fueron aniquilados millones de nuestros compatriotas. Por su dimensión impactante, el Holodomor superó en cantidad las pérdidas sufridas por nuestro pueblo durante la Segunda Guerra Mundial. Aún hoy padecemos las consecuencias de este terror despiadado, conducente a un metódico exterminio de la nación Ucrania.
Las acciones del régimen totalitario exigen una condena mundial. La diplomacia ucrania y los ucranios en el exterior aportaron grandes esfuerzos para lograr, por parte de la comunidad mundial y de las organizaciones internacionales, el reconocimiento del Holodomor como genocidio del pueblo ucraniano. Es preciso continuar esta tarea, con ahínco y constancia, para demostrar al mundo en su total magnitud la verdad sobre los funestos tiempos pasados.
En todo lugar donde esté representada nuestra comunidad, debe ser recordada y dignamente homenajeada la memoria de las inocentes victimas del Holodomor. Convoco a todos ustedes a participar activamente en la organización de centros de divulgación, programas de enseñanza y exposiciones sobre los trágicos acontecimientos de los años 1932 -1933.
Un llamado especial a los jóvenes ucranios en todo el mundo. Les pido respondan a mis palabras con el máximo ahínco y constituyan una base ferviente para forjar la tarea de desvelar al mundo la verdad sobre el Holodomor.
Formulo un llamado respetuoso a los ucranios del mundo y a todas las personas de buena voluntad, con prescindencia de su origen, para que el 24 de noviembre, enciendan velas por todo el planeta en memoria de las víctimas del Holodomor.
Extiendan esta luz de la verdad en cada pueblo, en cada país y, en noviembre del año 2008 concéntrenla en una sola vela en Ucrania, para que sea un eterno y perenne símbolo de congoja por los millones de hermanos y hermanas desaparecidos, de nuestra unidad y nuestra fe en la inquebrantable fuerza del pueblo ucranio.
Nuestro deber: unificar los esfuerzos y realizar todo lo posible para que estas trágicas páginas de la historia jamás sean olvidadas.
¡Ucrania recuerda! ¡El Mundo reconoce!


Victor YUSHCHENKO, 19 de Noviembre de 2007

Tradução: ACh

Mensagem do Presidente da Ucrânia Viktor Yushchenko

Mensagem do Presidente da Ucrânia Viktor Yushchenko à comunidade ucraniana do Mundo por motivo da comemoração dos 75 anos do Holodomor de 1932 – 1933

Queridos representantes da comunidade ucraniana no Mundo!

Irmãos e Irmãs!

Nestes dias a Ucrânia começa a comemorar o 75º aniversario do Holodomor de 1932 – 1933.
O Holodomor é uma das mais horríveis tragédias na historia da Humanidade. A consequência de uma política bem planificada e conscientemente realizada pelo regime totalitário comunista foi a aniquilação de milhões de nossos compatriotas. Segundo sua escala horrorosa o Holodomor superou as perdas do nosso povo durante a Segunda Guerra Mundial. Até agora nós sentimos as consequências daquele impiedoso e brutal terror, dirigido a um extermínio planificado da Nação ucraniana.
As acções do regime totalitário precisam ser julgadas pela comunidade internacional. Os diplomatas ucranianos, junto com a comunidade ucraniana mundial contribuíram muito pelo reconhecimento do Holodomor como genocídio da Nação ucraniana pela comunidade internacional e as suas instituições.
Por todas as partes, onde há nossa comunidade, deve ser preservada e dignamente comemorada a memória das vitimas inocentes do Holodomor. Clamo a todos à ajudarem na instalação dos centros de informação, programas educativos e exposições, dedicadas àqueles anos trágicos de 1932 – 1933.
Uma palavra especial aos jovens ucranianos no mundo. Peço responder as minhas palavras e com maior dedicação revelar um trabalho para apresentar ao mundo a verdade sobre o Holodomor.
Com todo respeito apelo a comunidade mundial e a gente de boa vontade, independentemente da descendência, no dia 24 de Novembro por todo mundo acender uma vela em memória às vitimas do Holodomor.
Entreguem este testemunho de verdade a cada povo e estado no mundo, para que no mês de Novembro de 2008 elas voltem como uma vela única à Ucrânia como um símbolo eterno e não perecível de nosso luto pelos milhões de irmãos caídos, símbolo de nossa unidade e fé da força inquebrantável do Povo ucraniano.
O nosso dever é unir as forças e fazer todo o possível para que estas páginas trágicas da História nunca sejam esquecidas!

A Ucrânia lembra! O Mundo reconhece!

Filme Made in Ucrânia em DVD

Informamos a todos que o DVD do filme “Made in Ucrânia” estará disponível para aquisição a partir do dia 05 de Dezembro de 2007. O DVD terá em seu menu 05 opções de legendas / idiomas: português, ucraniano, inglês, espanhol e italiano.

Valor: R$ 50,00 (cinquenta reais) – cerca de 30 USD
Pagamento: À vista ou antecipado via depósito bancário para residentes fora de Curitiba.
Entrega: Imediata ou via postal para pessoas residentes fora de Curitiba.
OBS: Será cobrado o valor do envio quando o DVD tiver que ser enviado para outra cidade.
A primeira tiragem será limitada. Os interessados já podem efectuar o seu pedido:
Tel: + 55 41 3362-2525 GP7 Cinema
Tel: + 55 41 9152-3206 Guto Pasko
Tel: +55 41 9175-8413 Andréia Kaláboa
E-mail: madeinucrania arroba gp7cinema ponto com

A comunidade e/ou entidade que tiver interesse em ser um ponto de venda local deverá entrar em contacto. Em breve divulgaremos a lista completa dos pontos de venda espalhados pelo Brasil.

A pirataria é crime! Os direitos patrimoniais do filme pertencem a GP7 Cinema. Gostaria de pedir a todos para combaterem esta prática. Infelizmente já existem cópias do filme sendo pirateadas, mesmo antes do DVD ter sido oficialmente lançado.

Atenciosamente,
Guto Pasko
Director e Produtor

terça-feira, novembro 20, 2007

OE em Munique

O famoso grupo rock ucraniano, Okean Elzy vai dar o concerto na Alemanha, na cidade de Munique, no dia 23 de Novembro de 2007. O concerto faz parte da digressão, que o grupo esta fazer pela Europa, promovendo o seu álbum “Ya idu dodomu“ (Eu vou para casa). O concerto terá lugar no clube “Backstage“, com início às 21h00.
Vídeos no YouTube:
Ne pitay & Bez boyu & Veseli chasy

МGOU "Chetverta hvylya"
Rede Mundial de Informação Ucraniana
Notícias, 19.11 .2007

quinta-feira, novembro 15, 2007

Conselho da União Européia e Holodomor

O Presidente do Partido Popular Europeu, Joseph Daul, convidou o Conselho da União Européia a reconhecer o Holodomor na Ucrânia de 1932 – 1933

BRUXELAS, BÉLGICA, 14 de Novembro. O presidente da força política mais importante e influente no Parlamento Europeu – Partido Popular Europeu – Democratas EuropeusJoseph Daul, convidou o Conselho da União Européia a reconhecer o Holodomor 1932 – 1933 na Ucrânia como o genocídio contra a nação ucraniana. O político solidarizou-se com o povo ucraniano que sofreu as perdas humanas maciças em 1932 – 1933. “Eu gostaria de pagar o tributo da homenagem a ucranianos mortos e gostaria que a minha força política expedisse uma Recomendação sobre o Holodomor na Ucrânia ao Conselho da União Européia, - disse Joseph Daul. As recomendações esboçadas pelos democratas Europeus recomendarão ao Conselho da UE reconhecer o genocídio contra a nação ucraniana e condenar a atividade do regime soviético contra a nação ucraniana, que veio junto com assassinato maciço dos ucranianos e violação de direitos humanos. Joseph Daul lembrou que a Ucrânia marcará o 75º aniversário do Holodomor, que ceifou a vida de cerca de 10 milhões de ucranianos.

Embaixada da Ucrânia no Brasil

quarta-feira, novembro 14, 2007

Viktor Yushchenko em Israel

Presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko e a Primeira Dama, Sra. Kateryna Yushchenko - Chumachenko deslocaram-se ao Israel, onde visitaram a cidade de Jerusalém, o Murro de Lamentações (Presidente deixou nele um bilhete) e o sistema de caminhos subterrâneos debaixo deste.

Alem disso o casal presidencial visitou a Igreja de Todas as Nações, onde Presidente ucraniano prestou a homenagem à pedra, onde pela última vez Jesus Cristo fez a sua oração. Viktor e Kateryna Yushchenko também visitaram o Jardim do Getsêmani e acenderam as velas junto a ícone de Virgem Maria na tumba de Maria, Mãe de Deus.

No encontro com os representantes da União Israelita de Retornados da Ucrânia e da Comunidade Ucraniana de Israel, Viktor Yushchenko apelou à abolição do regime de vistos entre os dois países.

Neste encontro, Viktor Yushchenko também chamou a atenção ao facto do que OUNUPA não são responsáveis por nenhum acto anti-semita, que o seu programa e estatuto não tinha nenhum ponto anti-semita e lembrou o facto, do que vários judeus combateram nazismo e comunismo nas fileiras da guerrilha ucraniana.

Espanhol apaixonado pela Ucrânia

Espanhol Igor Barrios deixou a Espanha para morar na Ucrânia, depois de conhecer e se apaixonar por uma ucraniana. Ele também acabou por se apaixonar pela história e a cultura ucraniana. E, até criou um site, em espanhol, onde ajuda a divulgar a Ucrânia na Espanha e nos países que falam o castelhano, já que o povo espanhol, infelizmente, sabe muito pouco sobre a Ucrânia. Segundo Igor, Kyiv é uma cidade atraente, tem muitos zonas verdes e é a casa das mulheres mais bonitas do mundo.

Igor Barrios é um empresário, ele é dono do salão de beleza: Delicia
Entrevista do Igor em espanhol

O sítio do Igor: www.ucrania.es.tl

terça-feira, novembro 13, 2007

Holodomor: 75º aniversário da tragédia

Holodomor (em ucraniano: Голодомор) é o nome atribuído à fome de carácter genocidário, que devastou o território da República Socialista Soviética da Ucrânia (integrada na URSS), durante os anos de 1932 – 1933. Este acontecimento — também conhecido por Grande Fome da Ucrânia — representou um dos mais trágicos capítulos da História da Ucrânia, devido ao enorme custo em vidas humanas.
Apesar desta fome ter igualmente afectado outras regiões da URSS, o termo Holodomor é aplicado especificamente aos factos ocorridos nos territórios com população de etnia ucraniana: a Ucrânia e a região de Kuban, no Cáucaso do Norte.
Em 2007 estamos lembrar o 75º aniversário desta tragédia que não pode ficar esquecida para não se repetir nunca mais.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Advogado da causa ucraniana

Na sua generalidade, a sociedade portuguesa conhece bastante pouco sobre a Ucrânia. Por duas simples razões: antes do 25 de Abril de 1974, Portugal era dominado pelo regime autoritário do Estado Novo. Intelectualmente obscurantistas, o regime e a sociedade portuguesas acreditavam que na URSS viviam os russos; na Jugoslávia, os jugoslavos; na Ásia, os asiáticos e na África “portuguesa”, os portugueses.
Depois de 1974, os meios culturais portugueses passaram a ser dominados pela esquerda mais ou menos militante. Essa “esquerda de caviar” só se interessava pelas liberdades alheias, quando essas liberdades não chocavam com os ditames de Moscovo, Pequim ou Tirana. O resto não interessava para quase nada.

Subitamente, em 1989, cai o Muro de Berlim e, em 1991, desaparece a União Soviética. A Europa, afinal, estava repleta de povos completamente “estranhos”: os arménios (o primeiro país cristão do mundo, quem diria!), os belarusos (da Belarus, que no início até se traduzia como Rússia Branca) ou os ucranianos (esses são do Chornobyl e do Dínamo de Kiév).

Até há pouco tempo, nas minhas conversas com portugueses – mesmo com aqueles que tinham um nível cultural acima da média – eu ouvia frases do género: “Agora vocês são da Ucrânia, mas até pouco tempo atrás eram da Rússia, não eram?” Portanto, essa ideia mais ou menos generalizada do que os ucranianos são na realidade russos № 2, que por alguma razão estranha e misteriosa decidiram, em 1991, passar a chamar-se ucranianos, prevalece na TV, na imprensa escrita e nas mentalidades.

Por isso, podem imaginar o meu espanto, quando pesquisando a Internet na procura de informações sobre o Holodomor em português, encontrei na Wikipédia portuguesa uma página extremamente bem elaborada, em termos de conteúdo científico e de conhecimentos, sobre a Ucrânia.

Como é óbvio, procurei imediatamente identificar a pessoa que elaborava essa página. Trata-se de um português licenciado em História, chamado Luís Miguel de Matos Ribeiro, que sem dúvida “salva a honra do convento”, em matéria de conhecimento da História da Ucrânia pelos portugueses.

O Dr. Luís Ribeiro nasceu em 1964, na cidade de Lisboa, residindo actualmente em Grândola. Em termos académicos e profissionais, é licenciado em História pela Universidade de Lisboa, sendo professor de História de Portugal e História Universal em Grândola.
Relativamente ao Holodomor, o seu interesse começou há cerca de dez anos, quando leu o livro de Robert ConquestHarvest of Sorrow” (“Colheita do Sofrimento”). Desejoso de aprofundar o conhecimento do público português sobro o Holodomor, o Dr. Luís Ribeiro começou a coordenar os seguintes artigos em língua portuguesa, na Internet:

* Holodomor, http://pt.wikipedia.org/wiki/Holodomor
* Holodomor, http://pt.wikiquote.org/wiki/Holodomor
* Holodomor, http://pt.wikisource.org/wiki/Holodomor

Desde 2006, o Dr. Luís Ribeiro tem vindo a desenvolver várias acções de divulgação sobre o tema do Holodomor, tendo como objectivo o reconhecimento oficial deste genocídio pelo Estado Português.
Contando com a colaboração da Embaixada da Ucrânia e da Associação dos Ucranianos em Portugal, correspondeu-se com diversos partidos políticos e com os deputados portugueses do Parlamento Europeu, apelando ao reconhecimento do genocídio pela Assembleia da República e pelo Parlamento Europeu.
Participou nas comemorações do “Dia em Memória das Vítimas da Fome e das Repressões Políticas” (Lisboa, 26/11/06) e foi autor da petição à Assembleia da República para o reconhecimento oficial do genocídio (24/01/2007).
Também participou em duas reuniões com os membros da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República (juntamente com o Embaixador da Ucrânia em Portugal, Sr. Rostyslav Tronenko), a propósito da petição sobre o Holodomor (15/02/07 – 01/03/07) e colaborou nos colóquios sobre o Holodomor, realizados na Biblioteca Museu República e Resistência (Lisboa, 29/09/07) e na Biblioteca Municipal António Botto (Abrantes, 02/11/07).

Por fim, enquanto historiador, pretende fazer uma investigação sobre as notícias que a imprensa portuguesa publicou, em 1932-1933, sobre a Grande Fome da Ucrânia.

O que foi conseguido até agora em Portugal?
Infelizmente, continua a existir em Portugal um enorme desconhecimento sobre este terrível crime, e a comunidade académica portuguesa ainda não lhe dá a devida importância. Mas a comunidade ucraniana em Portugal também tem as suas responsabilidades nessa situação, tendo a obrigação moral, e o dever cívico, de desenvolver um maior esforço para sensibilizar o povo português para a importância histórica do genocídio organizado por Stalin contra a Ucrânia.

Para mudar essa situação, a Comunidade Ucraniana em Portugal e a Embaixada da Ucrânia em Portugal enviaram uma carta a todos os deputados da Assembleia da República, fazendo um apelo ao reconhecimento do genocídio.
Por sua vez, a Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da República solicitou a opinião do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, tendo a resposta sido dada em 30 de Março de 2007 (o conteúdo da resposta ainda não foi tornado público).
Devido à presidência portuguesa da União Europeia – que decorre até ao final deste ano – não é de prever qualquer tomada de decisão pela Assembleia da República, em 2007. As novidades só deverão surgir nos primeiros meses do próximo ano, sendo previsível que o Dr. Luís Ribeiro, juntamente com o Embaixador da Ucrânia em Portugal, seja convocado à Assembleia da República para prestar alguns esclarecimentos sobre o tema do Holodomor.

Petição do Dr. Luís Ribeiro sobre o reconhecimento do Holodomor pela Assembleia da República:
http://www.assembleiadarepublica.pt/plc/Peticao.aspx?Pet_ID=11580

sexta-feira, novembro 09, 2007

As memórias do Grande Terror

O PRESIDENTE DA UCRÂNIA VIKTOR YUSHCHENKO PARTICIPOU EM REUNIÃO DE LUTO DO 70º ANIVERSÁRIO DE EXECUÇÕES DOS UCRANIANOS EM CAMPOS DE STALIN
O presidente da Ucrânia Viktor Yushchenko e os membros do governo ucraniano no dia 2 de Novembro participaram numa comemoração de luto, realizada ao lado do monumento ao famoso director do teatro Oles (Les) Kurbas em Kyiv, que foi executado no dia 3 de Novembro de 1937 na Carélia. A reunião foi dedicada ao 70º aniversário de execuções de ucranianos nos campos de Stalin e também à memória das vítimas do Grande Terror 1937 – 1938, especialmente da elite de ciência, de arte e política da Ucrânia (de assim chamado a Etapa Solovets), na área de Sandarmokh, Carélia Sudeste.
Em 1937, lá foram fuzilados 1.111 presos, inclusive 290 ucranianos.
Dirigindo a reunião, Viktor Yushchenko observou que neste dia comemoram nomes de milhares de ucranianos enterrados em Sandromakh de Carélia, a Floresta de Bykivnya da região Kyiv e outros campos de Stalin.
O Chefe de estado realçou que os crimes do regime comunista totalitário com o Holodomor de 1932 – 1933 e Grande Terror dos anos 30 não podem ser desculpados e devem ser totalmente condenados por todos os países, forças políticas públicas que professam os valores democráticos. Segundo ele, deve haver um forte protesto contra as tentativas de desculpar ideólogos e organizadores das repressões políticas na Ucrânia.
Viktor Yushchenko realçou também a necessidade de limpar a Ucrânia dos monumentos a criminosos culpáveis em execução de milhões de ucranianos. O Presidente informou que ele tinha assinado um decreto para apoiar aqueles cidadãos que conseguiram sobreviver das repressões comunistas.
Embaixada da Ucrânia no Brasil

África e Holodomor



Ano 2007 é o ano em que se comemora em todo o mundo o 75º aniversário da tragédia que atingiu a Nação ucraniana em 1932 – 1933, a Grande Fome artificial, o Holodomor, acção deliberada e orquestrada pelo Kremlin, que ceifou a vida de cerca de 7 à 10 milhões de ucranianos.

Quer em África em geral, quer nos países de CPLP, existe pouco conhecimento sobre esta matéria. Para preencher a lacuna deste conhecimento, esperamos que todas as organizações ucranianas, todos os amigos e simpatizantes da Ucrânia dediquem uma porção do seu precioso tempo para divulgar o tema do Holodomor.

Para o efeito, o Congresso Mundial Ucraniano criou dois banners dedicados ao Holodomor, especialmente para Angola e Moçambique. Exortamos todos os interessados de usar estes banners em todas as acções de divulgação do Holodomor ao nível das respectivas nações.

Comunidade Ucraniana de Moçambique
p.s.
A artista que preparou os banners não queria ver divulgado o seu nome por achar que não merecia essa atenção. Mas depois de muita insistência nossa, ele concordou que nós divulgamos uma pequena biografia sua.

Sonja Van de Camp Moravski nasceu na Austrália, seu pai é holandês e a mãe ucraniana (nascida na Jugoslávia), o seu marido, Taras, é ucraniano, o pai dele, Dmytro também nasceu na Jugoslávia e a mãe nasceu na Alemanha (sem nunca esquecer, que nos anos 1650 um dos seus bisavós holandeses casou-se com uma espanhola).

Sonja Moravski trabalha para a Cooperativa Ucraniana de Crédito Dnister em Melbourne, já desempenhou as funções de directora artística do Rancho Folclórico Ucraniano Verchovyna (Melbourne), gosta de cantar as músicas ucranianas e toca o acordeão. Na meninice estudou na escola sabática ucraniana e na escola Católica Ucraniana em Melburne do Norte.