Quer conhecer a Ucrânia? Ou pelo menos ter uma ideia, mais ou menos vaga, de quem são estes estranhos “russos” que teimam em se chamar ucranianos, quando qualquer luso culto sabe, que eles simplesmente não existem? Então, porque não optar pela leitura agradável do livro "A short history of Tractors in Ukrainian", escrito pela britânica
Marina Lewycka. Livro dela, deve ter alguma qualidade, pois a escritora de origem ucraniana até tornou-se primeira mulher no Reino Unido a receber por este livro, o prestigiante Bollinger Everyman Wodehouse Prize (prémio para os humoristas britânicos).
O livro conta a história de duas irmãs britânicas da origem ucraniana (Nadia e Vera, para aqueles génios que sabem quase tudo,
nadía quer dizer em ucraniano esperança e
vera quer dizer fé), que tentam salvar o seu pai de 84 anos (e as economias da família), das garras de Valentina, uma pretenciosa e voluptuosa loira falsa, de origem russa e de apenas 36 anos, emigrante recém – chegada da Ucrânia. No meio de tudo isto, as irmãs descobrem vários segredos da sua própria família, assim como vão conhecer um pouco melhor, a história do país dos seus raízes. E o nome invulgar do livro, provém de um manual, que o seu pai está a escrever para a humanidade.
Pelo meio, você vai conhecer a Ucrânia, nos anos que antecederam a Grande Fome de 1932-33, a II GM e o calvário da nação ucraniana, subjugada pelos dois tiranos: Stalin e Hitler.
O que diz a imprensa internacional sobre o livro?The Economist: Thought-provoking, but also uproariously funny... [Lewycka's] dialogue, conducted between educated people who lack a common language, is a comic feast.
Daily Telegraph (Helen Brown): Lewycka's hugely enjoyable and needling book is a marvellous dissection of the eastern European immigrant experience.
The Spectator (Charlotte Hobson): [A] delightful first novel — with an understanding of history, a profundity, and yet a lightness of touch, that are a joy.
Daily Telegraph (Jessica Mann): The plot is really a vehicle for social satire, some good jokes and an overdose of slapstick. It adds up to a clever, touching story.
San Francisco Chronicle (Joel Whitney): An ambitious book that boils over with effortless joy and wisdom.
Washington Post (Susan Adams): Charming, poignantly funny.
Village Voice (Rachel Aviv): Their family problems become a cheery parody of the country's political dysfunctions.
Booklist (Elizabeth Dickie): Drawing on her own family, Lewycka has created a funny, tender, and intelligent novel that is as much social history as family saga. It is a delight. [1 Jan 2005, p.820]
Entertainment Weekly (Bella Stander): ''There's no fool like an old fool'' appears to be the theme here, but Lewycka skillfully teases out a more complex story, underpinned by Ukraine's horrors under Stalin and Hitler.
Publishers Weekly: An unusual and poignant novel. [17 Jan 2005, p.33]
Los Angeles Times (Askold Melnyczuk): A charming comedy of eros. [9 March 2005, p.E4]