sexta-feira, setembro 30, 2005

Liberdade para a Galiza

Ucrânia é capaz se transformar num país federativo?

Volodymyr Pavliv
("Polityka", Polónia)

O número dos apoiantes da autonomia da Galiza – já que ninguém fala sobre a Independência – não é tão reduzido, ainda mais que este tema torna-se cada vez mais popular entre várias classes sociais na Ucrânia Ocidental: em Lviv, Ivano - Frankivsk, Chernivtsi, Drohobych. Essa ideia também encontra apoio entre os naturais da Ucrânia Ocidental que vivem em Kyiv. Essa gente tem os seus gurús. O seu manifesto político é um ensaio do Yuri Andrukhovych, famoso escritor da cidade de Ivano – Frankivsk (o próprio Andrukhovych prefere o antigo nome da cidade – Stanislaw) – «Meu último território» (Моя остання территорiя). Entre os pintores, a figura de culto é consagrado artista de Lviv Volodymyr Kostyrko, responsável pela gráfica do jornal «Postup» (Поступ). Nas páginas daquele jornal, as ideias deste tipo são muitas vezes debatidas. O separatista principal da cidade de Chernivtsi é Oleh Khavych, politólogo e analítico, que vive agora em Kyiv.

Saudades da avo Áustria

Basta passar pelos cafés de Lviv, para verificar a força do culto do último imperador da Austro - Hungria Franz Josef (1848-1916), «avo Áustria», ou os símbolos, ligados ao fundador de Lviv – rei Danylo ou seu filho rei Lev. Muitas das vezes, junto à estes símbolos pode-se ver o retracto do lendário Metropolitano da Igreja Grego – Católica Ucraniana Andriy Sheptytskiy e também do João Páulo II, que foram tiradas durante a sua visita à Lviv. Tudo isso, mostra uma certa diferença na tradição e na cultura da Galiza e Bukovyna – com maior grão de ligação à Europa. Mas com maior visibilidade, a diferença cultural e tradicional de Galiza pode ser notada em estúdios dos pintores, casas de intelectuais, gabinetes dos políticos locais, escritórios dos empresários e outros locais com direito de admissão reservado. Um destes locais é o clube «Debaixo da garrafa azul» (Пiд блакитною пляшкою). É um café, onde se encontra gente do meio. Café desempenha o lugar de salão, onde se debate a cultura, história, tradições e também problemas de Lviv e da Galiza.
Outro lugar bom para as conversas deste género é o café «Debaixo da klepsidra» (Пiд клепсидрою) no centro cultural «Dziga» (Дзига). Os profissionais liberais reunidas aqui, especializam-se na organização das mostras culturais da arte. Eles causaram grande agitação em Lviv, quando no ano 2000, prepararam a performance «Entrada do Imperador Franz Josef em Lviv».
A abordagem mais séria, praticamente científica do tema, manifesta-se no meio intelectual, que é ligado à revista «Yi» (Йi). O seu editor, Taras Vozniak, que ao mesmo tempo desempenha as funções do chefe das relações exteriores da autarquia local, é chamado à boca pequena de Ministro dos Negócios Estrangeiros de Lviv. A sua revista, já organizou duas grandes conferências, dedicadas à este tema. Embora, a tónica principal das conferências tinha a ver com aspectos político - sociais e administrativo – económicos.
Toda essa massa crítica da sociedade civil, criou em 2001 o Comité comemorativo de celebrações de 800 anos do rei Danilo, cujos membros eram as pessoas muito respeitáveis na Galiza e em Lviv.

República Federativa da Ucrânia

Um dos primeiros políticos ucranianos que defendeu a Ucrânia federal foi o respeitável líder da oposição anti - comunista ucraniana, Viacheslav Chornovil, quando ganhou as eleições legislativas na província de Lviv em 1990. Naquele mesmo ano, os lideres das tres províncias da Galiza – Lviv, Ivano – Frankivsk e Ternopil, criaram a Assembleia de Galiza, que tinha como objectivo consolidar os esforços de aprofundamento da democracia na região e também apoio às reformas económicas e políticas ao nível do Estado. Verdade, que logo depois, Viacheslav Chornovil deixou essa ideia, temendo o separatismo local na Crimeia ou em Donetsk - mas a ideia não morreu.
Embora as diferenças nas tradições entre a Galiza & Bukovyna e o resto da Ucrânia representam apenas o nível secundário do problema. Na verdade, os patriotas da Galiza ficam mais preocupados com as questões muito mais importantes. Como uma divisão mais justa dos direitos e deveres entre o centro e as regiões, porque a demasiada centralização e concentração do poder travem o desenvolvimento da Ucrânia no seu todo. “O hiperestado, que é igual a protecção de um ou alguns grupos, espezinhou o cidadão e o empreendedor”, - escreve na revista “Yi” Taras Vozniak. Gente da Galiza também fica zangada com o Kyiv oficial, por este não quiser reconhecer oficialmente os heróis do Exercito Insurgente Ucraniano (UPA) e outras formações genuinamente ucranianas, que durante a Segunda Guerra Mundial combatiam o Exercito Vermelho e os Nazis na Ucrânia.

A futuro da Ucrânia parece estar no federalismo – demasiadamente grandes são as diferenças entre as suas regiões no plano ideológico, económico e cultural. Praticamente já hoje, a Ucrânia funciona como Federação, mas de maneira informal. Uma grande parte da economia que fica na “zona cinzenta” entre o legal e ilegal e a corrupção, fazem como que Ocidente e Leste, Centro e Sul, vivem pelas suas próprias regras e princípios, comprando o silêncio da capital por via financeira ou política.
Os autores do estudo “Regionalização ao nível macro da Ucrânia”, publicado no “Yi”, afirmam que: “o verdadeiro retracto da divisão sócio - económica da Ucrânia revela-se na divisão territorial, que por sua vez provocou a valorização das seguintes cidades: Kyiv, Donetsk, Lviv, Dnipropetrovsk, Odessa e Kharkiv”.
Cada uma destes regiões difere-se pelo desenvolvimento económico, tamanho do território e quantidade da população, tradições democráticas e cultura. Se Lviv tenta construir a sociedade civil, mercado livre e aproximar-se à Europa, o grupo dos oligarcas de Donetsk, já criou o seu capitalismo autoritário. Cada uma das regiões tenta preservar o seu status quo. Essa é a realidade ucraniana, falta atribuir-lhe o caracter formal.

Lviv como exemplo

Mas porque apenas o separatismo da Galiza é perseguido? Porque cidade sempre foi primeira em muitas das inovações que aconteceram na Ucrânia. Em 1990, ainda antes da Independência do país, as eleições regionais foram ganhos pelos nacionalistas. Lviv começou devolver os edifícios das igrejas à Igreja Grego – Católica (Uniata), a língua russa deixou de ser obrigatória nas escolas, (as ruas das cidades e vilas foram rebaptizadas com nomes dos heróis da luta pela libertação nacional, muitos dos quais tombaram na luta contra o Moscovo).
O que isso vai dar, hoje ninguém pode dizer. Tudo vai depender do desenvolvimento da situação na Ucrânia. Se Kyiv cometerá os erros, então as ideias do separatismo da Galiza podem cais no terreno fértil, passando da esfera da elite intelectual para o povo em geral. Se nas eleições de 2004, ganharia Yanukovich e como consequência, a Ucrânia entraria no processo de integração com a Rússia e Belarus (uma nova URSS), as sondagens mostraram que cerca de 40% da população da Galiza apoiaria a ideia da diferenciação da sua pátria regional (11% apoiariam a autonomia e 29% votariam à favor de um estado independente). Já que este estudo ocorreu apenas entre os adultos, é difícil dizer o que pensa sobre isso a juventude. Mas são eles, que antes da vitoria da Revolução Laranja, escreviam nas paredes dos prédios em Lviv em alfabeto latino «Nezaleznist Halycyni (Independência para a Galiza).

Blogger: Pedimos para que Lubko Deresh, jovem – escritor ucraniano, radicado na cidade de Lviv, comentasse este artigo.

LD: Os argumentos, usados no artigo, pretendem parecer multilaterais e convincentes, do que existe o sentimento separatista em Lviv. Por isso, respondendo do ponto de vista muito pessoal e subjectivo, acho que o artigo simplesmente manipula a verdade. Embora penso que ninguém pagou essa manipulação, simplesmente ela aparece assim, porque o autor, provavelmente, não consegue analisar a situação objectivamente. Realmente, existe o café «Debaixo da garrafa azul», mas não é um clube fechado e duvido muito que os separatistas se encontram lá muitas das vezes, para discutir as maneiras mais fáceis de separar-se da Ucrânia.
As pessoas como Kostyrko existem, mas são apenas alguns. E não acredito que agora o pensamento sobre a separação, pode excitar alguém até o dor do cotovelo. Na realidade, o tema sobre o Franz Josef e outros, já cansou pessoal muito bastante. E representantes da revista “Yi”, ficam cada vez mais e mais isolados.

Fonte: http://www.inosmi.ru/translation/148929.html

quarta-feira, setembro 28, 2005

Ucrânia reforça o Serviço da segurança

O Presidente da Ucrânia, Viktor Yuschenko empossou o novo Chefe do Departamento do Planeamento Estratégico e Apoio Informativo e Analítico do Serviço da Segurança da Ucrania (SBU), Volodymyr Otreshko.
Desde Outubro de 2003, Volodymyr Otreshko era o chefe do Departamento do SBU em Kyiv, antes encabeçava SBU na província de Luhansk.
Presidente Yuschenko também apresentou à Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) um anteprojecto – Lei de aumento de número de efectivos do SBU até 41.750 pessoas, entre eles 34.610 militares. No anteprojecto, denominado “Estrutura geral e número de efectivos do Serviço da Segurança da Ucrânia”, Presidente esta propor aos deputados, confirmação da nova estrutura do SBU, que engloba a Direcção Central do SBU, orgãos regionais, orgãos de inteligência militar e outros departamentos, organizações e empresas, como Serviço de Telefonia governamental e o Centro anti – terrorista.
A prerrogativa de confirmar o número de efectivos do SBU, cabe ao Parlamento ucraniano. Por sua vez, Presidente Yuschenko acredita que aumento de efectivos, ajudará positivamente ao SBU de desempenhar as suas tarefas, neste momento complicado da história da Ucrânia.

Blogger: Queremos lembrar, que SBU e outros serviços secretos ucranianos, desempenharam um papel muito importante durante a Revolução Laranja. Os oficiais do SBU garantiam a segurança dos lideres da Revolução e dos manifestantes, contra os terroristas vindos do exterior. As secretas ucranianas também impossibilitaram a tomada da cidade de Kyiv pelas tropas do Ministério do Interior, leais ao Yanukovich & C°.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Ucrânia já tem o novo Primeiro – Ministro

Verhovna Rada (Parlamento ucraniano), votou favoravelmente a candidatura de Yuriy Yekhanurov para o cargo do Primeiro – Ministro, deixado vago depois da saída de Yulia Timoshenko.
Candidatura de Yekhanurov (um político com fortes capacidades para alcançar os consensos), proposta por Presidente Viktor Yuschenko, obteve 289 votos favoráveis dos 338 deputados presentes e dos 226 votos necessários. Lembramos, que no dia 21 de Setembro, a candidatura de Yekhanurov foi votada favoravelmente pelos 223 deputados, apenas três a menos, do que era necessário.
Tudo isso, permitiu aos “analistas” pagos pelo Kremlin & Yanukovich, declarar a “agonía” da Revolução Laranja. Hoje, os mesmos “analistas”, acusam o Presidente Yuschenko de ser um presidente fraco, pois ele não descarta a hipótese de ver a Yulia Timoshenko no novo executivo.
Para eles, Presidente Yuschenko sempre será culpado, pois hoje ele é fraco, amanha é ditador, hoje é gravemente doente, amanha esta mentir sobre a sua saúde, hoje a sua esposa é uma espiá experiente da CIA, amanha ela nem sabe espiar direito e assim por diante.

Blogger

quarta-feira, setembro 14, 2005

A seita de Yanukovich

Oleh Volodymyrov
Jornalista do site ucraniano: http://ru.obkom.net.ua

Se um idiota começa rezar, ele racha a testa. Se o idiota é um homem do estado, ele racha a testa dos outros. Se os outros não ficam felizes, o idiota zanga-se e cria a sua própria seita.
É assim que a seita estranha e grotesca de Yanukovich, criou as raízes na Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo). Claro, que nos documentos oficiais, a seita não se chama assim, mas possui os seus adeptos fieis, que acima de tudo adoram o seu Patrão, Proffessor, Padrinho e Chefão, quer dizer bispo Yanukovich.

ÍCONES

Seita de Yanukovich adora as goelas grandes do seu querido “messias”, que podem ser vistas na arquivo fotográfico do Proffessor na Net. (Atenção! PG 21!)
Por exemplo, Yanukovich, ainda primeiro – ministro “arrasta-se” pelas várias igrejas: a cara séria mostra os pensamentos nobres (Interessante, com canudo, Kuchma irá me apoiar até o fim, ou esta preparando uma caca feia?.. É, pá, não gosto essas cenas p’ra nada”), as velas dobram-se entre os dedos, padres fogem...
Aqui o Proffessor junta-se às “Mulheres pelo futuro” (partido ucraniano), ele abraçou uma mulher até partir os ossos e mostra a cara feliz – ri-se. Mulher aguenta e até, parece que, faz um sorriso amarelo (não se vê bem: a boca de moça é tapada pelo cotovelo de Yanukovich, ele tive muita experiência nessas coisas), e fechou os olhos: tive medo! Com certeza, que ouviu as histórias do “trato fino”, que Yanukovich dispensava às mulheres durante os seus anos de favelado.
Veteranos da II GM é uma página à parte na vida de Yanukovich. Nas fotos, todos os velhotes parecem contentes, menos um, que virou as costas ao fotografo. Talvez Yanukovich o mandou “pr’a ca..lho”, um sítio onde ele gosta de mandar os mais velhos...

AS REZAS E ENCÍCLICAS

As rezas dos seus fieis, não tem muita fantasia – mas nisso mesmo, elas são queridas ao “Papá Yanukovich”. Nem ele próprio gosta de palavreado intelectual muito aprimorado, e em tudo prefere ordem, como na cadeia: “Sr. Yanukovich, nós rezamos e votamos em si. Você é perseguido – nós ajudaremos. Você voltará para cadeia – nós traremos chá e cigarros”, etc. Enfim, uma heresia total, quer dizer ... canonização. Neste contexto, as encíclicas do próprio “Papá Yanukovich” vão obtendo a importância cada vez maior. Destes, a mais importante é a “Encíclica de Luhansk” 21:10:2004, vulgarmente conhecida como “Cabrões, que atrapalham a nossa vida”. Testemunhos dizem, que a cara de “Papá Yanukovich”, no momento de leitura de encíclica era muito parecida com a do seu mentor, Sr. Putin, quando este prometia “killar os bandidos nos retretes”. Daí saiu a hipótese, do que a frase, foi criada para Yanukovich, pelo Relações Publicas do Kremlin, Gleb Pavlovskiy, para reinventar a imagem do “homem forte”.
Mas a encíclica mais forte, foi “Palavra aos veteranos”. Yanukovich mandou um veterano “p’ra cr...lho”, mas nega a sua autoria. E mesmo o veredicto do tribunal, que o obrigou a pagar 50.000 UAH (10.000 USD) de compensação ao velho, não consegue remover a fé do Proffessor. Embora outro dia, Yanukovich não conseguiu ficar calado perante os seus fieis. “Todos conhecem o meu respeito especial para com os veteranos”, - comentou o Proffessor Yanukovich a deliberação do tribunal.
Depois foi “Carta ao Viktor Yushenko, pela morte da sua mãe”. Neste sacaníssimo documento, Yanukovich mostra a sua religiosidade “até mais não”, mostrando “o respeito” ao seu opositor recém - vitorioso. “A morte da mãe – isso é um sinal de Deus, que permite nós entender toda <...> a pequinês, quer das derrotas, quer das vitórias”, podia-se ler na carta, cuja divulgação custou o lugar à um dos funcionários do seu centro de imprensa. Mas pensando bem, o rapaz não tive culpa, ele apenas divulgou as palavras sabias e bondosas do seu chefe.
Depois temos a “Palavra festiva aos ucranianos, dedicada à Páscoa”. Neste documento, o talento e a fantasia do “Papá Yanuk”, tive voos realmente mirabolantes. Comparando a prisão preventiva do “padrinho de Donetsk”, Borys Kolesnikov, ao Calvário (e o Kolesnikov ao próprio Jesus), ou Proffessor perdeu a cabeça, ou seu cinismo cresceu aos extremos.
“Cartas aos americanos”. Aqui tudo é simples, quase idêntico aos cânticos dos fieis da seita. Única diferença: eles rezam ao Yanukovich, e o Papá ao Ocidente. Vejam, diz Yanukovich aos seus deuses estrangeiros, no meu tempo, com canudo, tínhamos a dImocracia, e se eu fosse o prIsidente, então, eu ia criar uma dImocracia de tal carisma e tamanho, que vocês iam ficar tontos e aflitos. O que temos ahora? Aposição é pIrseguida, fazem rIpressões, Yushenko vós mentiu, ele não é da CIA, eu que sou da CIA, e minha mulher tem botas de feltro americanos...

APÓSTOLOS

Quando Yanukovich era primeiro – ministro, tinha uma legião de apóstolos. Mas eram apóstolos bastante fracos. A Revolução Laranja fiz com que “os traidores” começaram aparecer todos os dias. Hoje Proffessor ficou com apenas três últimos: Taras Chornovil (filho de um dos mais proeminentes dissidentes ucranianos da era soviética, Viacheslav Chornovil. Pai morreu no acidente de automóvel e não viu o filho vender a alma). Jornalista desertora da rádio “Liberdade” (Munique - Praga) Hanna Stetskiv e advogada Elena Lucas (muito importante para alguém que poderá voltar ver o céu aos quadradinhos).
Por exemplo, Taras Ch., conselheiro sobre o nacionalismo ucraniano (fazer um chá para o chefe, lavar os seus atacadores), tornou-se famoso no acidente de Ivano – Frankivsk. Yanukovich levou com um ovo estudantil, mas Taras viu um bateria da câmara de filmar e uma nuvem de bolas de aço, disparadas da espingarda de pressão de ár. Ninguém mais viu, mas o Apostolo viu, sim senhor!
As garrotas de programa, Hanna e Elena, andam armadas em Matas Hari. Recebem os convites de Yanukovich para o Ministério do Interior, não os entregam ao chefão, dizem que patrão saiu e não disse para onde, ameaçam processar todos por causa de tudo... Enfim, usam as suas tetas virginais, para defender o boss, das “repressões do poder”. Yanukovich foge da polícia, feito trombadinha, mas a culpa recai para as gajas, pois são “apóstolas”...

OS FIEIS

Temos que dizer, que Yanukovich não possui nenhum salão de culto próprio. Mas nem precisa. Chefão sempre é bem vindo no Patriarcado ortodoxo de Moscovo. Mas não em Moscovo, lá, depois da sua derrota nas eleições, os padres russos quase lhe dão pontapés. Na Ucrânia, qualquer igreja do Patriarcado moscovita é a casa do Papá Yanukovich. E não seria mau, porque a igreja deve ser aberta à qualquer crente. Mas por outro lado, nenhum verdadeiro crente, permitirá que a sua igreja se transforme no circo político, como faz Yanukovich. Última cena do Padrinho é ideia de fazer um filme americano sobre a Revolução Laranja no território da Lavra de Kyiv Pechersk, um dos mais importantes lugares sagrados no Cristianismo Oriental. “Apposicionista” Yanukovich quer dar as entrevistas com uma vela na mão, nos camarotes dos frades...
Porcaria. Paganismo. Ofensa ao Deus. Seita.

ÓPIO PARA O POVO

O messianismo bacoco de Yanukovich em primeiro lugar é fruto de um cinismo absoluto. Mas também é a crença estúpida de ser escolhido por Deus. Difícil dizer, da onde essa crença veio. Mas o fundamento é claro: religiosidade de Yanukovich é algo parecido à magia negra. Ortodoxia para ele não é a presença de Deus, mas um rito: se fazer tudo “como deve ser” (como na cadeia, pela lei marginal) – pôr uma vela à “quem deve ser”, dar à igreja “quanto preciso”, falar com uns padres “certos”, e Deus “não terá a saída, vai ter que ajudar”. Isso não é um equivoco muito raro, idiotas que racham as próprias testas no chão das igrejas, temos nós até dizer chega. Mas Yanukovich, usando o seu estatuto recente (menos de um ano atras, ele era quase a primeira figura no país!), conseguiu levar essa tendência até o grotesco do nível estatal. E agora, continua ofender o Deus com pompa e circunstância. E o que mais dói, tem adeptos fanáticos, uma percentagem dos parvos que também querem “rachar a testa”...
O que a seita de Yanukovich poderá trazer à Ucrânia, hoje ainda não é claro. Para isso precisamos de esperar mais um pouco. Podemos dizer apenas uma coisa, com uma certa certeza: com as suas sistemáticas blasfémias, Proffessor já ganhou para si um tambor pessoal de alcatrão fervente.


BLOGGER: E quem são os fieis desta seita, pergunta o leitor. São hohly (хохли), pessoas atingidos pelo complexo de inferioridade, respondemos nós. O escritor ucraniano, Yevhen Malanyuk, definiu estes criaturas desta maneira: “O seu nível da identificação nacional é muito baixo ou até totalmente ausente. É uma doença psíquica, invisível externamente, sem sintomas físicas”.
Hohly maioritariamente vivem na Ucrânia, mas também, embora em número menor, aparecem na Diáspora. Eles tem apelidos que acabam em –enko ou –uk, tem raízes profundamente ucranianas, mas geralmente não sabem falar ucraniano, porque “não tem diferença com o russo”. Eles já ouviram falar de Taras Shevchenko ou Lesia Ukrayinka, mas preferem Dostoevskiy ou Tolstoi, porque estes “melhor descrevem a alma eslava”. Eles adoram a “alma eslava”, por isso não se importam de servir de guardas nos campos de concentração de GULAG (sofrimento necessário, os eslavos gostam), são óptimos sargentos de todos os exércitos estrangeiros que pisaram a Ucrânia nos últimos 1000 anos. Apenas não admitem ser chamados para defender o seu próprio país. Desertam logo. Escondem-se. Simulam as doenças.
Eles não admitem que malvados nacionalistas ucranianos (apoiantes do Ivan Mazepa, Symon Petlyura, Stepan Bandera e ultimamente o Viktor Yushenko) beliscam as relações com o Grande Irmão, Terceira Roma, Jerusalém Vermelho... Ohm, por causa da santa amizade com Kremlin, eles estão prontos matar, trair, esfolar. Tudo em nome da unidade fictícia dos eslavos. Mas ao mesmo tempo, estas mesmas criaturas, odeiam profundamente a Polónia. Também vizinho e também eslavo. Porque? Não se sabe muito bem. Quanto hohly são perguntados, eles geralmente começam balbuciar algo sobre passado comum, a religião ortodoxa e influência vil dos Papas, cruzadas e todo o tipo de repressão, que aconteceu no longínquo século XIV ou XV.
Mas não vale a pena dar os exemplos de repressão incomparavelmente pior, ou do genocídio acontecido em grande escala na Ucrânia no século XX, pela mão de Kremlin. É pá, você ira provocar uma tempestade no copo de água. Hohly defendem que ucranianos não devem olhar para traz e não devem viver, contando as mágoas do passado. Mesmo se as vítimas ucranianas do NKVD / KGB vivem na miséria na Ucrânia actual, enquanto os seus torturadores continuam a receber as generosas pensões da reforma, pagos pelo actual estado ucraniano(!)
São muitos, pergunta o leitor? Só na Ucrânia vive cerca de 13 milhões destas criaturas, quantos vivem no mundo livre e onde eles habitam, vão mostrar as eleições legislativas de 2006...

Fonte: http://ru.obkom.net.ua/articles/2005-06/13.1019.shtml

sexta-feira, setembro 09, 2005

Boxe: Volodymyr Klychko vs Samuel Peter

Atenção EUA / Canada / México!

No dia 24 de Setembro, na cidade norte – americana de Atlantic Sity, será promovido o combate na versão de IBF/WBO entre ucraniano Volodymyr Klychko (29) e nigeriano Samuel Peter (24).

O combate entre Volodymyr «Dr. Steelhammer» Klychko (44-3, 40 KO) e Samuel «Nigerian Nightmare» Piter (24-0, 21 KO), terá lugar no pavilhão «Boardwalk Hall», Atlantic Sity, Estado da Nova Jersea.As empresas de promoção desportiva, «K2 Promotions», «Duva Boxing» e «Top Rank», também acordaram que no mesmo dia, baptizado de «Catch the Rising Stars…on the Boardwalk», será realizado outro combate, entre o jovem campeão da versão WBO Miguel Anjel Cotto (24) / (24-0, 20 KO) e o veterano Jeanluca Branco (34) / (36-1-1, 19 KO).
A conferência da imprensa, dedicada à este assunto, teve lugar em Nova Iorque, no «Jallaghers Stake House» e foi presidida pelo Dino Duva. Sr. Fuva afirmou que o combate entre Klychko e Peter será “maior acontecimento no mundo do boxe”, ao mesmo tempo, Duva agradeceu a colaboração do presidente do canal televisivo «НВО Sports», Kerrie Davis pelo “esforço compreendido para que este combate seja possível”. Por sua vez Sr. Davis mostrou-se confiante que “o combate entre Volodymyr e Samuel será interessante e apetecido pelos todos amantes do boxe”.
O presidente do complexo «Bally’s», Ken Kondom disse que combate poderá fazer com que a antiga glória do “capital do boxe” renascerá em Atlantic Sity. Ele foi secundado por presidente da Comissão Estatal do desporto da Nova Jersea, Larry Hazart, que manifestou-se radiante por antever “uma tarde espectacular do boxe”. Gestor da empresa de promoção desportiva, «K2 Promotions», Tom Lofler, dedicou o seu discurso ao Volodymyr Klychko: “Volodymyr tem uma bela oportunidade de demonstrar que ele é o mais forte atleta dos pesos pesados do planeta. Volodymyr nunca fugiu dos combates e nem se esconde agora, quando foi muito maltratado pelas mídia. Enfrentando o Samuel Peter, Volodymyr provará com a sua vitória que é o melhor”, - terminou o seu discurso Tom. Depois, a palavra foi tomada pelo treinador do Volodymyr, Emanuel Stuard, que falou mais tempo do que outros: “Eu dedico a minha atenção ao Volodymyr desde os Jogos Olímpicos de 1996. E nem por um segundo tive duvidas que ele é melhor peso pesado da actualidade. Eu treinei muitos dos pugilistas e posso dizer que Volodymyr tem muito talento”. Depois de ouvir alguns piropos da sala, que davam a vitória certa ao Peter, Sr. Stuard disse: “Eu aceito as derrotas do Volodymyr contra o Sanders e Bruster, mas não vamos esquecer que antes, ele já venceu muitos dos bons pugilistas, casos de Ray Merser, Moonti Barett, Kris Bird, Jamil Mecline”. Depois Sr. Stuard mandou uma indirecta muito engraçada aos apoiantes de Peter: “Não é possível vencer o combate na conferência de imprensa ou numa entrevista telefónica. Tem que entrar no ringue. Eu tenho a certeza que Volodymyr vencera por KO entre terceira à sétima ronda”.
Depois foi o próprio Volodymyr tomar a palavra: “Quero agradecer todos os presentes que disseram muitas palavras bonitas e que trabalham, para que o combate do dia 24 de Setembro tenha um alto nível. Sobre o combate quero dizer apenas uma coisa, vamos esperar o dia 24 de Setembro e veremos quem terá o maior valor”.
A seguir, Samuel Peter e seu treinador Ivaylo Godzev saltaram à ribalta: “Volodymyr não será salvo nem pelo seu treinador famoso. <...> Samuel, exactamente, esta associado ao futuro da divisão dos pesos pesados. Samuel, com certeza será o campeão do mundo. <...> Digo vós, Klychko será vencido já na segunda ronda”, - disse Godzev. Depois, em tom bastante piroso falou Peter: “O combate comigo, será o fim da sua carreira. Eu te garanto isso. Eu e minha equipa fazem tudo, para que no dia 24 de Setembro todos e em todo o lado falarem de mi, como dum campeão do mundo. Chega o meu tempo, preparem-se para a chegada do novo campeão!”
Após a conferencia de imprensa, fizemos alguns perguntas ao Sr. Emanuel Stuard

Emanuel, onde Volodymyr prepara-se para o combate?
Pocorno, Pensilvánia. Temos lá facilidades fabulosas, era o local habitual, usado pelo Lenox Lewis.

Você falou em KO. Terá mesmo tanta certeza disso?
Não tenho dúvida, Volodymyr fará isso. Ele tem tudo para realizar isso.

Depois apareceu o próprio Volodymyr Klychko, ele tinha alguma pressa, por isso fizemos apenas uma única pergunta.

Volodymyr, até que ponto ao seu ver, o Samuel Peter merece a alcunha de “Terror nigeriano” ?
Vocês sabem muito bem, que eu não gosto atribuir características aos meus adversários antes do combate. Digo apenas uma única coisa. Neste combate posso perder muito mais, do que poderá perder Peter. Mas é a única possibilidade de aproximar-me ao combate pelo título do campeão do mundo. Por isso farei tudo, para que no dia 24 de Setembro poder sair do ringue como vencedor. Por isso, vamos esperar o início do combate e o seu fim.

Fonte: http://www.klichko.com.ua

Biografia curta de Volodymyr Klychko

Mestre em Ciências de Educação Física e Desporto pela Universidade da Educação Física e Desporto de Kyiv. Desde 1996 é um pugilista profissional, defendendo as cores do clube alemão "Universum Box Promotion".
No outono de 1997, junto com seu irmão Vitaliy, Volodymyr criou o Fundo internacional de apoio ao desenvolvimento do desporto "Desporto – século XXI" e torna-se um dos seus Directores. Meta do Fundo – apoiar os desportistas talentosos, treinadores com prestígio e veteranos do desporto, que necessitam de ajuda. Apresentação do Fundo, tive lugar na Escola Superior de Desporto de Brovary (arredores de Kyiv), onde Volodymyr estudou durante a sua juventude. Os irmãos Klychko patrocinaram obras necessárias e apetrechamento da sala de boxe desta escola, ofereceram equipamento de boxe aos seus alunos.
Em Marco de 2000, Volodymyr Klychko ganhou o trofeu “Desportista do Ano’99” e “Gloria da Ucrânia”, inseridos no programa nacional ucraniana “Pessoa do Ano”.
Em Setembro de 2001, Volodymyr Klychko foi condecorado pelo Governo ucraniano com Diploma de Honra “Pelo fortalecimento das relações bilaterais entre a Ucrânia e Alemanha”.
Em Março de 2003, irmãos Klychko assinaram em Hamburgo o contracto com a empresa «ELIXIA Health & Wellness Group», para promoção do seu programa de fitness «Klitschko BoxPower». Volodymyr Klychko tive um curto papel no filme “Ocean Eleven” de Peter Soderberg, onde representou a sua própria pessoa.

Fonte: Wikipédia

Congresso Mundial Ucraniano em Kyiv

UKRAINIAN WORLD CONGRESS / CONGRESO MUNDIAL UCRANIO
СВІТОВИЙ КОНҐРЕС УКРАЇНЦІВ / CONGRÈS MONDIAL UKRAINIEN


145 EVANS AVENUE, #207, TORONTO ON M8Z 5X8 CANADA • TEL. (416) 323-3020 • FAX (416) 323-3250, e-mail: congress@look.ca • INTERNET: www.ukrainianworldcongress.org
225 E. 11th STREET, NEW YORK NY 10003 USA • TEL. (212) 254-2260 • FAX (212) 979-1011, e-mail: Askold@verizon.net

Uma delegação do Congresso Mundial Ucraniano (CMU), a maior representação política ucraniana no estrangeiro, recentemente visitou a capital da Ucrânia, Kyiv, onde encontrou-se com representantes da liderança política e lideres religiosos do país.
No dia 19 de Agosto, a delegação de CMU, encontrou-se com Ministro dos Negócios Estrangeiros, Borys Tarasyuk e com o Presidente da Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano), Volodymyr Lytvyn. No dia 21 de Agosto, o Presidente do CMU, Sr. Askold S. Lozynskyj encontrou-se com o Patriarca da Igreja Católica Ucraniana, Sua Beatitude Lyubomyr Huzar, apoiando a mudança formal do Patriarcado da cidade de Lviv para a capital, Kyiv. No dia 23 de Agosto, a delegação de CMU tive encontro com o Patriarca Filaret da Igreja Ortodoxa da Ucrânia (Patriarcado de Kyiv), discutindo a possibilidade da unificação dos ortodoxos da Ucrânia, em reconhecimento formal do Constantinopla. Durante as cerimonias do 14th aniversário da Independência da Ucrânia, Sr. Askold S. Lozynskyj tive um encontro com Rabino de Kyiv e de toda a Ucrânia, Yakov Bleich. No dia 25, delegação tive encontro com Presidente Viktor Yushchenko e a Primeira – Ministra da Ucrânia, Yulia Timoshenko. CMU preparou uma série de questões, que foram discutidos com Presidente ucraniano:
Estabelecimento de uma linha de comunicações entre a Presidência da República e a Diáspora;
Reconhecimento do estatuto dos combatentes da OUN – UPA (guerrilha anticomunista de 1942 – 1956);
Continuação da língua ucraniana, como língua de Estado na Ucrânia;
Apoio político e financeiro aos comunidades ucranianas nos países vizinhos da Ucrânia (Federação Russa, Belarus e Polónia);
Construção de Monumento e Museu dedicado à Grande Fome de 1932-33, organizada pelo Kremlin, que ceifou a vida de cerca de 7 milhões dos ucranianos;
Construção de Panteão dos Heróis da Ucrânia em Kyiv, etc.

Alem do seu Presidente, a delegação do Congresso Mundial Ucraniano incluía: Vice - Presidente Eugene Czolij, Secretário – Geral Viktor Pedenko, Director Financeiro Bohdan Fedorak, Tesoureira Olga Danylak, Directora Executiva Lesia Szubelak, Presidente da Federação Mundial das Organizações Femininas Ucranianas Maria Szkambara, assim como os representantes do Congresso nos EUA: Michael Sawkiw, Ihor Gawdiak, Stefan Kaczaraj, Jaroslaw Fedun e também Vitório Sorotiuk (Brasil), Stepan Romaniw (Austrália), Larissa Ponomarenko (Espanha), Jaroszlava Hartyányi (Hungria), Zenon Kowal (Bélgica), Victor Bondartschuk (Alemanha) e Mykhailo Paripsa (Kasaquistão).

Fonte: CMU

O salário mínimo subirá na Ucrânia

O Governo da Ucrânia, prepara-se para introduzir o novo escalão mínimo de pagamento por hora do trabalho

O Ministro de Trabalho e da Política Social, Viacheslav Kyrylenko, disse aos jornalistas, que introdução de escalão mínimo, é uma prioridade para o Governo de Viktor Yushenko. Ministro também disse, que mesmo agora, o Gabinete dos Ministros tem a possibilidade de introduzir o pagamento mínimo por hora em 2 UAH (cerca de 0.4 USD). “Mas isso não chega”, - acrescentou o Ministro, sublinhando que escalão mínimo não deve ser inferior à 5 UAH por hora (1 USD).
Caso o Governo tiver os fundos necessários disponíveis, o novo escalão mínimo poderá entrar em vigor à 1 de Janeiro de 2006.

Fonte: ProUA

terça-feira, setembro 06, 2005

Donbass: o contracto social entre Leste e Ocidente

A região de Donbass é o centro industrial da Ucrânia e um dos principais complexos minero – metalúrgicos e de indústria pesada da Europa. A Ucrânia conta com ricas jazidas de minério de manganês no Donbass. A região também é um importante produtor de carvão, embora as reservas deste combustível tenham sido excessivamente exploradas durante o período soviético. O Donbass apresenta também indústrias metalúrgicas altamente desenvolvidas, que produzem ferro e aço em grandes quantidades. Cidades principais da região: Dnipropetrovsk (1,2 milhões) e Donetsk (1,1 milhões).
Wikipédia

Alem disso tudo, Donbass é um importante burgo de Viktor Yanukovich e todos aqueles que estão por traz dessa personagem sinistra de história moderna da Ucrânia. Porquê? Porque o Donbass foi desenvolvido à partir do fim do século XIX, início do século XX pelo capital europeu (britânico em primeiro lugar), como o lugar extractivo por excelência de vários jazidas minerais. A mudança de regime em Moscovo, não mudou nada em Dobass. Se antes o solo ucraniano enriquecia os industriais britânicos, depois de 1920, passou a financiar as loucuras do estado soviético. E como os ucranianos eram pouco numerosos naqueles estepes longínquas, primeiro britânicos e depois URSS, fomentavam a vinda dos camponeses e proletariado pouco qualificado da Belarus e Rússia. Assim, nos últimos cem anos, Donbass transformou-se numa região, onde a língua e cultura ucraniana penetram com alguma dificuldade. Onde reina o espirito de “assimilação” no sentido mais moçambicano possível.
E por isso, não é de estranhar que a grande maioria da sua população, primeiro apoiou Yanukovich com unhas e dentes. Depois andou com ideias tresloucadas de proclamar uma “soberania” regional e mais tarde ameaçou com acções de desobediência civil, quando a Judiciária ucraniana deteve no fim do Março, o Presidente de Parlamento regional da província de Donetsk, Boris Kolesnikov. Número dois no Partido das Regiões de Yanukovich, Kolesnikov era acusado de uma série de crimes do Código Penal, entre eles a “apropriação da propriedade privada no uso do seu cargo no aparelho do estado”. Por outras palavras, Kolesnikov, alegadamente, apropriou-se do supermercado alheio (para si e para os comparsas), usando os métodos tão queridos no seu partido como agiotagem, extorsão e coerção de varia ordem.
Cinco meses mais tarde, Kolesnikov vai aguardar o julgamento em liberdade, na obrigação de não poder mudar o seu local de residência.
O que quer dizer tudo isso? Os jornalistas ucranianos entendem estes factos assim: o novo poder laranja, finalmente pacificou a região rebelde, mostrando quem é o dono da casa, mas comprometendo-se a respeitar o status quo dos derrotados.

Donbass não cedeu. Ele foi cedido

Oleh Vladimirov
Jornalista do site ucraniano: http://www.obkom.net.ua

Apenas ontem foi tornado público o facto, que durante a primeira semana da sua liberdade provisória, Borys Kolesnikov desesperou por Yanukovich, mas este não lhe fiz nenhuma visita de cortesia, nem para o felicitar pela “primeira prisa”, nem para saber da sua saúde debilitada. Bem, o meio prisional ucraniano, tem uma certa clarividência, e não é por acaso, que foi dado ao Yanukovich o cognome de Ham (Brutamontes). Any way, apenas os velhos caducos que defendiam “o prisioneiro político № 1”, podiam acreditar que estes dois, serão “comparsas pela vida fora”.
Dá que lembrar uma anedota que andava nas SMS dos ucranianos: “Borys, ‘tas a ande? É pá, e eu ‘tou na praia!” Kolesnikov “comeu as grades”, pelo Yanukovich e o “mano” que começou a barafunda, apenas enchia os lábios, encontrava-se com eleitores, visitava a Procuradoria da República, para depois ir passar férias no estrangeiro. E lembrava-se do seu “amigo dos quadradinhos” muito raramente, e até no contesto dúbio, quando falou do Calvário. Alusão era muito clara: “o mártir regional”, Kolesnikov deve servir de vitima redentora para que o seu Patrão político – Yanukovich, poder ter o sucesso... Houve engano. Porquê Kolesnikov nunca foi uma vítima, mas um refém. Acho que todos lembram o “Padrinho”.
Mas a aversão do Kolesnikov ao seu chefe nominal do partido é tão grande, que varias mensagens sublimes, dadas nas entrevistas, não podem ser mais claras: jamais haverá entre eles algum tipo de cooperação. Alem disso, Proffessor Yanukovich tem que entregar o Partido das Regiões à Kolesnikov, ou poderá derramar-se a sangue.
O papel do Partido das Regiões à Kolesnikov, também já é muito claro: Leste e Ocidente da Ucrânia devem apertar as mãos um à outro, usar o estatuto da língua russa para fazer especulações políticas é criminoso, oposição deve cooperar com o poder para bem estar da sociedade ucraniana. Todos entenderam, Kolesnikov será a cara da “oposição construtiva” na Ucrânia.
Todas essas passagens, podem ser entendidas assim: “desculpem lá, eu serei um bom rapaz, não quero voltar para a cadeia”, mas isso não é a verdade toda. Porque Kolesnikov é o pau mandado do Rinat Ahmetov, oligarca, o dono real de Donbass e um dos homens mais ricos da Ucrânia. E ninguém iria libertar Kolesnikov, sem a conclusão de um acordo, ao nível mais alto do Estado. Os poder central e “dono de Donbass”, quase se entenderam. Ora vejamos.
No dia 23 de Junho de 2005, i.e. Director da Judiciária de Kyiv, Sr. Kornych disse que: “Rinat (Ahmetov) é líder de um grupo de crime organizado”.
No dia 14 de Julho, Rinat Ahmetov é convocado para comparecer para uma “conversinha” no Ministério do Interior (MINT).
No dia 18 de Julho o porta – voz de Ahmetov diz que “patrão foi em viagem de negócios ao estrangeiro”.
Depois vem uma pausa de duas semanas e já no dia 4 de Agosto, o mesmo Sr. Kornych da Judiciária, diz sem nenhum remorso: MINT não tem nada sobre o Ahmetov, ele não nós interessa, o homem pode viajar a onde quiser. Alguns dias mais tarde, tribunal “liberta” o braço direito do “dono de Donetsk” – Borys Kolesnikov, que rapidamente dá sinais ao poder laranja: pessoal, não tem problema, Leste é amigo do Ocidente e nosso partido entendeu este abecedário de vez. E conclui: Rinat Ahmetov vai voltar já agorinha!
Penso que agora, vai voltar. Claro! No estrangeiro já não há nada a fazer, tudo foi feito. O contracto social foi concluído. Agora tem que tomar uma pausa, para não parecer mal e voltar para casa, na capital de Donbass.
Apenas persiste uma única questão: quando é que voltará à pátria Yanukovich. E será que voltará? As suas ferias no estrangeiro prolongaram-se até mais não...

Fonte: http://ru.obkom.net.ua/articles/2005-08/09.1418.shtml

Cidade de Lviv produz o papel higiénico dedicado à Yanukovich

Na cidade ucraniana de Lviv, começou ser produzido recentemente, o papel higiénico dedicado ao Viktor Yanukovich. No papel do embrulho, em azuis letras garrafais foi repetido o slogan da sua candidatura: “Escolha – 2004. PORQUÊ efectivo”. E em baixo: “200 boletins falsificados”.
Depois, vem um curto regulamento de uso, onde se explica como deve ser empregue este papel. E afirma-se que esta invenção foi patenteada.
O papel higiénico “de Yanukovich” custa 2 UAH (cerca de 0,4 USD), que é três vezes mais caro que o papel normal, mas o produto original tem uma demanda extraordinária: por dia vendem-se mais de cinquenta unidades.

Fonte: ProUa