quarta-feira, abril 27, 2005

Porque Rússia monopoliza a vitoria?

Meinung: Die Gespenster der Geschichte

("Die Presse", Áustria)

Por: Burkhard Bischof

A tentativa de começar tudo da estaca zero, pode ser bem sucedida, exemplos da Alemanha e França. Mas geralmente, as fantasmas da história, perseguem aqueles, que tentam fugir dela.

Em nenhum outro lugar da Europa, os exércitos do Leste e Ocidente, Norte e Sul, apareciam com tanta frequência, como nos terrenos da Europa Central e Oriental. Exactamente aqui, teve o lugar a maior carnificina da história da humanidade: a Segunda Guerra Mundial, provocada por Hitler.
Por outras palavras, é compreensível porque a Rússia prepara-se para em Maio, comemorar largamente, o sexagésimo aniversário da capitulação da Alemanha nazi. O facto, de Moscovo exigir o respeito perante milhões das vitimas russas, assassinadas pelos agressores alemães ou tombados no combate contra o Hitler, também é compreensível.
Mas não é compreensível, porque a Rússia reclama um certo tipo da monopólio sobre a vitoria na II GM. (Será que Belarus, Ucrânia ou Polónia tiveram menos baixas?) Não é compreensível porque Moscovo não quer ouvir nada, sobre a sua responsabilidade no facto de que a URSS firmou um Pacto com o Terceiro Reich do Hitler em 1939, através do qual, os dois tiranos dividiram entre si a Europa Central e Oriental.
Não é compreensível, porque a Rússia de hoje, não quer reconhecer aos vizinhos, as suas experiências muito particulares, ligadas à vitoria do Exército Vermelho, porque para eles isso significou nova era dos decénios de opressão – opressão do regime soviético. E completamente, não é compreensível, quando no dia 9 de Maio em Moscovo, será comemorada não apenas a vitoria sobre o Hitler, mas deverá ser inaugurado o monumento de Stalin. Exactamente isso, deve fazer os convidados oficiais estrangeiros, de pensar várias vezes, antes de concordar em vir.
Comemorar a vitoria sobre o nazismo junto com a Rússia e os russos é necessário. Mas a Rússia e a sua gente, primeiro, devem finalmente ser honestos perante a sua própria história. Ela tem não apenas os heróis, mas alguns figuras dignas do desprezo, em primeiro lugar são Lenin e Stalin. A nova Rússia, conseguirá construir bons relacionamentos, baseados no respeito mútuo com os todos os seus vizinhos, apenas se reconhecer a existência das coisas obscuras no seu passado. Apenas assim, as fantasmas da História ficarão descansados.

Fonte: http://www.inosmi.ru/stories/02/07/18/3106/218062.html

Exército Vermelho violava até as mulheres russas, libertadas dos campos de concentração

Alemanha, cidade de Leipzig, agosto de 1945
As mulheres alemãs, da geração da II Guerra Mundial, ainda hoje chamam o memorial do Exército Vermelho em Berlim de “Campa do violador desconhecido”.

por: Daniel Johnson ("Red Army troops raped even Russian women as they freed them from camps"; "The Daily Telegraph", Gra - Bretanha)

Como afirma no seu novo livro o historiador militar britânico, Anthony Beevor, a orgia das violações, perpetuada pelo Exército Vermelho nos dias da agonia da Alemanha nazi, tinha contornos bem maiores, do que suspeitava-se antes. Beevor, autor do bestseller “Estalinegrado”, diz que as tropas soviéticas, durante a sua ofensiva, violaram grande número das mulheres russas e polacas, que eram prisioneiras dos campos de concentração, e também milhões de alemãs. O nível de indisciplina e libertinagem do Exército Vermelho revelou-se, quando o autor estudava os arquivos soviéticos, para escrever o livro “Berlim”, editado pela "Viking".

Anthony Beevor, que foi graduado pela Academia Militar de Sandherst e cumpriu o serviço militar no 11º Regimento da Cavalaria Prince Albert, afirma ser “tristemente abalado” pela descoberta, que mulheres e moças russas e polacas, libertadas dos campos de concentração, também foram vitimas de violação. “Isso destruiu completamente a minha percepção, do que os soldados usavam a violação, como forma de vingança contra os alemães”, - disse ele.

No momento, quando os russos chegaram às portas do Berlim, soldados olhavam para as mulheres, praticamente como para o “trofeu vivo”; eles consideravam que, já que libertam a Europa, podem comportar-se como quiserem.
A reputação elevada do Anthony Beevor, como historiador, garante que as suas afirmações, irão ser apreciados de maneira séria. O seu livro “Estalinegrado”, foi avaliado muito positivamente e mereceu alguns prémios prestigiantes: Samuel Johnson, Wolfson (História) e Hawthornden. Mas o seu relato sobre o cerco do Berlim, promete ser mais discutível. “Em muitos aspectos, o destino das mulheres e moças em Berlim, é bem pior, do que destino dos soldados, que passaram fome e privações em Estalinegrado”.

Para compreender, porque a violação da Alemanha foi tão unicamente aterrorizante, é importante olharmos para o contexto. Operação “Barbarossa”, invasão nazi à URSS em 1941, foi o início do conflito mais genocída da história. Hoje considera-se, que, provavelmente, 30 milhões dos cidadãos da União Soviética morreram durante a guerra, incluindo mais de 3 milhões, que foram exterminados pelo fome nos campos de concentração alemães. Os alemães, que não mostravam nenhum tipo de misericórdia, não podiam o esperar em resposta. Eles também tiveram pesadas baixas humanas. Só na batalha de Berlim, foram mortos ou morreram mais tarde, como prisioneiros, mais de 1 milhão dos soldados alemães e pelo menos 100 mil civis. A URSS perdeu (nesta batalha) mais de 300 mil pessoas.

Neste cenário terrível, Stalin e os seus comandantes desculpavam e até incentivavam violações, e não só em relação à nação alemã, mas também aos seus aliados: Hungria, Roménia e Croácia. Quando o comunista jugoslavo, Milovan Djilas apresentou um protesto ao Estaline, ditador rebentou-se: “Como que, Você não consegue entender o soldado, que andou à pé milhares de quilómetros através do sangue, fogo e morte e quer entreter-se com mulher ou levar alguma bugiganga?”

Quando os comunistas alemães, o avisavam, que violações causam a repugnância da população contra o partido, Estaline irritou-se: “Eu não permito a ninguém, meter na lama a reputação do Exército Vermelho!”
As violações começaram em 1944, logo depois da entrada do Exército Vermelho na Prússia Oriental e Silezia. Em muitas cidades e aldeias, foram violadas TODAS as mulheres dos 8 à 80 anos. Alexandre Soljenitsin, Nobél da literatura, naquele tempo jovem oficial, descreve este terror no seu poema “As noites da Prússia”:

Pequena filha no colchão
Morta. Tantos e tantos estiveram nele
Pelotão, ou talvez até companhia?


Mas pessoas como Soljenitsin, eram raros: maioria dos seus camaradas, consideravam a violação legitima. Quando o exército em ofensiva, entrou no interior da Alemanha, na ordem do Comandante – Chefe, Marechal Georgiy Zhukov, estava escrito: “Desgraça para a terra dos assassinos. Nos vingaremos tudo, e a nossa vingança será terrível”.
Alemanha, Berlim, 1945
Quando o Exército Vermelho, chegou às portas de Berlim, sua reputação, reforçada pela propaganda nazi, amedrontou a população alemã, muitos fugiam. Embora em maio de 1945, a resistência desesperada cessou, experiências pesadas das mulheres alemãs não cessaram logo. Quantas mulheres alemãs, foram violadas ao tudo? Podemos apenas conjugar os dados, mas eles perfazem uma porcentagem significativa, dos pelo menos 15 milhões de mulheres que viviam na zona de ocupação soviética, ou foram expulsas das províncias orientais da Alemanha. Sobre o alcance das violações, podemos ajuizar pelo facto, que todos os anos, no período entre 1945/48, cerca de dois milhões de mulheres faziam abortos ilegais. Apenas no inverno de 1946/47, as autoridades soviéticas, preocupadas com propagação das doenças venéreas, introduziram castigos severos para os seus soldados na Alemanha Oriental, pela “confraternização com inimigo”.

Os soldados soviéticos, consideravam a violação, que não raramente consumia-se perante olhos do marido e dos membros da família da mulher, como uma maneira correcta de humilhar a nação alemã, que considerava os eslavos como raça inferior. A sociedade patriarcal russa e habito das patuscadas bacanais também jogaram o seu papel, mas mais importante foi a indignação perante o nível de vida bastante alto dos alemães.

O facto sublinhado pelo Antony Beevor, do que as tropas soviéticas violavam não apenas alemãs, mas também as vitimas do nazismo, recentemente libertados dos campos de concentração, obriga a pressupor, que a violência sexual, foi muitas vezes confusa, embora as mulheres russas e polacas, foram violadas em números muito menores, que as mulheres conquistadas alemãs. Judias, não eram vistas pelos soldados soviéticos, obrigatoriamente como vitimas do nazismo. Os comissários soviéticos, expropriavam os campos de concentração alemães, para aprisionar neles seus próprios presos políticos, incluindo os “inimigos da classe” e também os funcionários nazis, por isso o seu relacionamento com os prisioneiros destes campos, foi claramente fora do sentimental.

Falando dos milhões dos russos ou eslavos, expatriados à Alemanha para os trabalhos forçados, aqueles que conseguiram sobreviver o regime nazi e não foram executados como traidores ou mandados para GULAG, podiam considerar-se como felizardos. As mulheres deste grupo, pelos vistos, tinham o tratamento, não melhor do que as alemãs, ou talvez até pior.

A violação da Alemanha, deixou atrás de si, uma herança amarga. Violação contribuiu para não popularidade do regime comunista na Alemanha Oriental e para a necessidade posterior, deste regime, fazer da policia política secreta Stasi, o seu suporte.

As próprias vitimas, receberam um trauma permanente: as mulheres alemãs, da geração da II Guerra Mundial, ainda (hoje) chamam o memorial do Exército Vermelho em Berlim de “Campa do violador desconhecido”.

Ler artigo original (em inglês):

quinta-feira, abril 21, 2005

Comemorações de 60 anos pós – II GM em Moscovo

O Primeiro Ministro do Japão, tomou a decisão de visitar a Rússia, para participar nas comemorações do sexagésimo aniversário da Vitoria sobre a Alemanha Nazi, a ter lugar no dia 9 de Maio de 2005.
Anteriormente, foi divulgado que Primeiro Ministro japonês não iria ao Moscovo, pois participará na secção de parlamento nipónico.
A outra versão da sua possível ausência em Moscovo, tinha a ver com questão das quatro ilhas japonesas nas Curilas, que a URSS ocupa desde em 1945.
Lembramos, que as ilhas em questão, chamados no Japão de “territórios nortenhos”, fazem parte do País do Sol Nascente desde 1855 e foram anexados pelo Stalin no fim da II Guerra Mundial. A Rússia e Japão tem relações diplomáticas desde 1956, mas a questão de ilhas não permite assinar o armistício pós - guerra.

A decisão idêntica, foi tomada pela Presidenta da Letónia, Vaira Vike-Freiberga, que disse na sua declaração oficial em Riga no dia 12 de Janeiro deste ano: “No dia 9 de Maio, a Letónia celebrara o Dia de Europa com outras 24 democracias europeias. Nos comemoremos o dia do aniversário do quinquagésimo quinto ano da assinatura de Declaração de Schuman, que estabeleceu a paz duradoura na Europa Oriental pós – Guerra, e criou o caminho para a formação daquilo que hoje conhecemos como a União Europeia”.
Mas também chamou a atenção para o facto do que: “o desperecimento do odiado império Nazi, não resultou em libertação do meu país. Em vez disso, três países Bálticos: Letónia, Estónia e Lituânia foram objecto da outra brutal ocupação, por outro império estrangeiro totalitário, que era a União Soviética”.

Os presidentes da Lituânia Valdas Adamkus, Presidente da Estónia Arnold Rüütel e Presidente da Ucrânia Viktor Yushenko não vão participar nas comemorações em Moscovo. O presidente ucraniano disse, que: “Ucrânia vai comemorar 60 anos de Vitoria em Kyiv, e eu quero estar presente perante os meus veteranos. Não fará sentido comemorar o dia de Vitoria num outro país”.
Lembramos, que o pai do presidente ucraniano, era soldado do Exercito Soviético e foi preso pelos nazis no campo de concentração de Aushwitz.

Links úteis da Letónia:

Endereço e página na net do Presidente da Letónia:
Pils laukums 3,Riga,LV-1050, LatvijaTel: +371-7092106, Fax: +371-7092157

e-mail chancery@president.lv
http://www.president.lv/index.php?pid=210 - em inglês
http://www.president.lv/index.php?pid=410 - em francês
http://www.president.lv/index.php?pid=310 - em alemão

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Republica de Letónia
Brīvības blvd. 36+371 7 016-201
webmaster@mfa.gov.lv

Pagina útil: http://www.am.gov.lv/en/latvia/history/

Representação diplomática em Portugal:

Lisboa: Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário, Sr. Ints Upmacis,
Endereço: Travessa da Palmeira, no. 31 A, 1200-315 Lisboa, Portugal
Telefone: +351 21 340 71 70; Fax: +351 21 346 90 45
E-mail: embassy.portugal@mfa.gov.lv

Porto: Cônsul Honorário, Sr. Augusto Ferreira Machado,
Endereço: Av. Fontes Pereira de Melo, no. 292, 4100-259 Porto, Portugal
Telefone: +351 226 167 331 Fax: +351 226 167 315
E-mail: luisa@auferma.pt

Relações entre Letónia e Brasil
http://www.am.gov.lv/en/policy/bilateral-relations/4542/Brazil/

Links úteis da Estónia:

Estónia e Brasil - http://www.vm.ee/eng/kat_176/2119.html
Estónia e Portugal - http://www.vm.ee/eng/kat_176/2132.html

Presidente da Estónia recebe o embaixador de Portugal
http://www.president.ee/en/duties/press_releases.php?gid=56672

Links úteis da Lituânia:

Endereço e página na Internet do Presidente da Lituânia
Simono Daukanto a. 3, LT 01021 VilniusTel.: 2664154, Fax: 2664145
http://www.president.lt/en/

Rimona Matuliene - Secretaria do Presidente da Lituânia
Tel.: +370 5 2664001
Fax: +370 5 2664002
E-mail: rimona.matuliene@president.lt

Rita Grumadaite - Conselheira e Porta-voz
Tel.: +370 5 2664064
Fax: +370 5 2664151
E-mail: rita.grumadaite@president.lt

Presidente da Lituânia congratula o Jorge B. Sampaio no Dia de Portugal

http://www.president.lt/en/news.full/5046

segunda-feira, abril 18, 2005

O trafico de droga Brasil - Moçambique

No dia 2 de Abril, na capital moçambicana, cidade de Maputo, no aeroporto internacional “Mavalane”, foram presas pela Policia da República de Moçambique (PRM), duas cidadãs moçambicanas, identificadas pelos nomes de Palmira e Julieta, na posse de 9,3 kg de heroina, proveniente da cidade brasileira de São Paulo.
A droga foi escondida entre as peças de roupa (camisas de homem, jeans, blusas de senhora). Nos últimos dois anos, a capital moçambicana, viu-se repleta de enumeras estabelecimentos comerciais, que vendem todo o tipo de vestuário fabricado no Brasil, com predominância clara para o vestuário jovem feminino a-la “garota de Ipanema”. Diga-se de passagem, que tais botequins pertencem maioritariamente aos africanos, oriundos dos países terceiros, geralmente da Nigéria ou a República Democrática do Congo.
Nos últimos anos, também tornaram-se muito populares as viagens de moçambicanos de classe média ao Brasil, para compra de roupa e a sua posterior revenda em Moçambique.
Desde o ano de 2003, a PRM deteve no aeroporto internacional de Maputo 22 pessoas na posse de drogas pesadas, destes 13 foram mulheres, destas 10 são cidadãs nacionais.
A Lei moçambicana, № 10/76 prevê as penas de 10 à 16 anos por tráfico de droga e de 12 à 16 anos por gerência dos espaços, onde a droga é consumida.
Só temos uma única pergunta: para quando a presença dos caês treinados no aeroporto? Já que é sabido, que por cada traficante preso, há 2 ou três que conseguem passar a fronteira.

Fonte: www.tvm.co.mz

terça-feira, abril 12, 2005

Nosso blogue completou 110 dias

No dia 10 de Abril, o nosso blogue, denominado “Ucrânia em África” completou cento e dez dias de existência.

Blogue (um híbrido do site com jornal ou diário da Internet), foi criado na auge da Revolução Laranja, para fornecer informação credível sobre os acontecimentos na Ucrânia, para o público que fala português em todo o Mundo.
Em 110 dias de existência, o nosso blogue foi visitado por 973 pessoas de todos os países do Globo: da Dinamarca à Kasaquistão, da Argentina à Singapura e da Colómbia à Estónia. Hoje, o leitor médio do nosso blogue vive em Brasil – 16%, Moçambique – 16% e Portugal – 10%. Mas também na Ucrânia – 4%, Polónia – 3% ou então Alemanha, Argentina, Bélgica ou Canada – cada um destes países, representa 1% dos visitantes.

O que nos conseguimos fazer em 110 dias.

1. Na parte da criação das relações culturais entre a Ucrânia e Moçambique, nosso blogue conseguiu ajudar ao jurista moçambicano, António L. C., de encontrar o seu filho na Ucrânia, que ele não via desde 1971(!) e com qual não tive nenhum contacto desde 1991.
Temos que chamar a atenção, ao facto que Sr. António L. C., foi o representante do Frente da Libertação de Moçambique (FRELIMO) na Ucrânia nos anos 1960.

2. Junto com o site ucraniano, http://www.ХАМ.com.ua, o nosso blogue está oficialmente propor o ex – Primeiro – Ministro da Ucrânia, Viktor F. Yanukovich, também conhecido no meio prisional & marginal como “Ham” (Brutamontes), para o Prémio Ig Nobél de 2005.
Adiante falaremos com mais pormenor, sobre essa iniciativa.

3. O nosso blogue desempenha as funções do patrocinador dos média no Mundo lusófono, para o Centro Editorial “SVIT USPIHU” (Mundo de Sucesso), que prepara uma edição de cinco volumes, sobre os alunos que foram graduados pela Universidade Nacional de Kyiv Taras Shevchenko, durante os seus 170 anos de existência.
A obra intitulada: “Universidade Nacional de Kyiv Taras Shevchenko. Nomes dos gloriosos contemporâneos”, pretende demonstrar o papel da Universidade na formação dos quadros na Ucrânia e no Mundo. Primeiro volume já foi publicado na Primavera de 2004. Todos os participantes no projecto recebem de 5 à 100 exemplares. Todos os moçambicanos, angolanos, brasileiros, portugueses que estudaram na Universidade, são bem vindos de participar no projecto.
Informação adicional:
WEB: http://www.svit-uspihu.org.ua
e-mail: su1@bigmir.net

4. Entre os planos para o futuro, temos o desejo de estar presente no espaço da Internet dos restantes países africanos da expressão portuguesa, nomeadamente: Angola, Guine – Bisão, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e também em Timor Leste e Macau.

Anexos

1. Pelos nossos cálculos não oficiais, em Moçambique vivem entre 400 à 700 ucranianos, incluímos neste numero os filhos dos casamentos mistos entre as ucranianas e os moçambicanos. No pais, não existe nenhuma comunidade ucraniana organizada.

2. No pais não existe nenhuma representação diplomática ucraniana, nem mesmo o instituto do cônsul honorário, a embaixada ucraniana mais próxima fica na cidade de Pretória, Republica da África do Sul, à uma distancia de cerca de 600 km.

sexta-feira, abril 08, 2005

Música negra da Ucrânia

Musica afro – ucraniana em alta no país da Revolução Laranja

Chornobryvtsi / Чорнобривці

Grupo afro – ucraniano – jamaicano, Chornobryvtsi (Чорнобривці), ex – Black Pillers, foi criado na cidade de Kharkiv em Dezembro de 2003 e conta com a participação de dois estudantes da Uganda Stive D e Ivonne, jamaicano "Rastaman" Devis e ucranianos Vladyslav “Asik” Dyachenko (baixo), Salman Salmanov (percussão), Maks (teclado, ex – Jaba w derejabli), Yevhen Didyk (cornetim de chaves), Bazhor (bateria, ex - Reggae Boys) e I - Ray (guitarra).
A maioria das canções do grupo – são interpretações reggae, afro – latino e hip – hop das canções tradicionais da Ucrânia. O ponto alto de qualquer concerto do grupo chega, quando Stive D e "Rastaman" Devis vestem os trajes típicos ucranianos e cantam músicas populares como: “Ty zh mene pidmanula” (Ти ж мене підманула), “Nese Halia vodu” (Несе Галя воду), “Ihaly kozaky” (Їхали козаки), “Oy chorna ya sy chorna” (Ой чорна я си чорна), “Rozpriahayte hloptsi koney” (Розпрягайте хлопці коней), entre outros.
O grupo também toca as músicas africanas próprias, como "Gwe Nalonda” ou “Gwe Wang Ge” que exploram o legado musical do moçambicano Afric Simon e pagam o tributo ao Bob Morley e Sean Paul, com as temas mais reggae.
O êxito da sua primeira aparição no público, no clube “44” em Kyiv, fiz com que o grupo foi muito solicitado para os concertos e aparições nas diferentes estações da TV na Ucrânia: “Inter”, “1+1”, “Novo canal”, “M1” e “TET”. Em Novembro de 2004, o grupo assinou o contracto com o centro de promoção musical “Pro Audio Ukrayina” e com a empresa das Relações Públicas “PR - Quadrado”.
No fim de 2004, no início da Revolução Laranja, na noite de 23 para 24 de Novembro, o grupo gravou o seu primeiro vídeo, versão hip – hop do clássico ucraniano “Ty j mene pidmanula”. Vídeo foi realizado por Yuriy Morozov e as filmagens decorreram no maior pavilhão de cinema da Europa, no estúdio Oleksander Dovzhenko em Kyiv.
Não podemos revelar todos os pormenores do vídeo, mas como curiosidade, podemos mencionar o facto, que entre os personagens, está um dos actores mais pequenos do mundo – Ivo Chopivskiy (89 Sm) e o automóvel soviético “Pobeda”, modelo de 1938.
O vídeo “Ty zh mene pidmanula”, terá o lançamento intercontinental, pois alem da Ucrânia, será exibido no canal musical WBC e canal generalista UTV da Uganda.
Outro êxito do grupo, é a sua caver versão da canção “Jerusalém” do Alpha Blondie: a musica é original, o texto é “Nese Halia vodu” e o refrão é “Ehm, hakuna matata”.
Entre os planos do grupo, está muito presente a ideia de transportar a cultura da Uganda e da Jamaica para a Ucrânia e cultura ucraniana para a África. Alem disso, Stive D pretende ganhar bastante dinheiro para no futuro abrir uma agência de viagens Uganda –Ucrânia, enquanto o "Rastaman" Devis pretende candidatar-se aos cargos políticos no seu país.
Mais, a recente Revolução Laranja empressionou Stive D de tal maneira, que ele agora pensa em adquirir a nacionalidade ucraniana!

Escutando as musicas dos Chornobryvtsi, podemos constatar que os ucranianos e africanos, de facto, são irmãos, no espirito independente e na percepção do mundo. Ambos foram mantidos muito tempo sob o domínio colonial, e agora, uma vez livrando-se dos seus tiranos, estão a ter os voos cada vez mais longos.

Site do grupo: http://jamaica.gastroli.com.ua/pillers/
Correio electrónico do grupo: webmaster@jamaica.kiev.ua
Download da canção “Ty j mene pidmanula”, (apenas 600 kb)
http://www.ubnews.co.uk/music/fun/4ornobrivci-pidmanula.mp3

Gaytana / Гайтана

Cantora de jazz, Gaytana e o grupo "Unity", lançaram o seu primeiro álbum, chamado “O tebe” (Sobre ti). Embora nos últimos quatro anos, da sua carreira à solo, Gaytana editou alguns singls, ela considera o novo álbum como seu primeiro trabalho à sério.
Álbum foi lançado pela editora ucraniana, Lavina Music (e-mail: music@lavina.kiev.ua) tem 11 canções, maioria dos quais escritas pela própria Gaytana. Estilística do álbum é a mais variada possível: soul, smooth – jazz, dance, entre outros. Uma das canções, “Dity svitla” (Filhos da luz) é escrita pela cantora ucraniana Maria Burmaka e foi gravada com a participação do coro “Drevo”. Mas a especialidade da Gaytana é pop de qualidade, que em alguns composições recorre aos elementos afro. As vezes, a maneira de cantar da Gaytana lembra a Anastasiya, outras vezes o romance contemporâneo francês.
No dia 13 de Janeiro de 2004, o clube londrino “Equinos” foi palco de homenagem aos artistas ucranianos, que ganharam a notoriedade e reconhecimento no estrangeiro. Evento criado pelo média holding britânico, Ukrainian Britain Newspaper, atribuiu o prémio «UBN Awards», à Gaytana, na categoria de “Revelação do ano”.
Mas a maior popularidade e reconhecimento, a jovem cantora goza na Ucrânia. Alem das suas qualidades musicais, o público ucraniano aprecia em Gaytana a energia inesgotável. Assim, recentemente, a cantora disse numa entrevista, que sonha aprender saltar de pára - quedas.

Escutar e comprar o disco: http://www.umka.com.ua/eng/catalogue/1163/
Preço: $5.92 USD / 23.67 UAH, duração: 54:41
Fotos da cantora: http://www.music.com.ua/photoarchive/49/

Fonte: music.com.ua

Festival Eurovisão com vento em popa

Menos de dois menos nos separam do início do quinquagésimo Festival Eurovisão, a ter lugar na cidade de Kyiv, capital da Ucrânia. Os bilhetes já estão à venda, os participantes estão definidos e os organizadores decidiram revelar os nomes dos apresentadores do show. Os apresentadores do semi – final e final serão a cantora Ruslana Lyzjychko (vencedora do Eurovisão 2004), DJ Pásha e pugilista Volodymyr Klichko. Mas o seu papel pormenorizado, é mantido em segredo.
No total, 39 países participarão no Festival, que terá o inicio no dia 19 de Maio. Os dez melhores participantes transitarão para o final, onde automaticamente entram os representantes da Grã Bretanha, França, Alemanha e Espanha – países que financiam, em grande parte, o Festival. A Ucrânia, como país – vencedor da edição passada, também entrará directamente para o final. No entanto, em Kyiv já foram sorteados as posições dos participantes. A Ucrânia recebeu o numero 16, entre os 24 países, que chegarão ao final.
A Ucrânia será representada no Festival pelo grupo da cidade de Ivano – Frankivsk, Greenjolly com a canção “Razom nas bahato” (Juntos somos muitos). Neste momento vários meios de comunicação social estrangeiros mostraram a abundância do interesse nos músicos, incluindo BBC, Reuters, televisões ASAHI (Japão) e Canal+ (França).
A Ucrânia participou pela primeira vez no Festival em 2003, com a música “Hasta la vista, baby”, interpretada pelo Oleksander Ponamarev, que ocupou a 14-a posição no final. Em 2004, a cantora Ruslana Lyzjychko ganhou o Festival com a música “Wilde Dance”, baseada na interpretação moderna dos ritmos e cultura Gutsul.

A ordem na Eurovisão em Kyiv será mantida pelas mulheres

O ordem durante o Festival Eurovisão em Kyiv, será mantida pelas mulheres das varias empresas de segurança ucranianas, vestidas com as roupas de grife. O tipo do fardamento é agora criado pela Direcção do Festival. O concurso público para encontrar a empresa que será a responsável pela segurança dentro do Palácio dos Desportos (local de Festival) já foi lançado. Mas a segurança global da Eurovisão, será assegurada por todas as agências da Lei e Ordem da Ucrânia.
Assim, o Ministério do Interior, terá as patrulhas junto ao local do Festival, Policia de trânsito irá controlar o trânsito junto ao Palácio e acompanhar os visitantes estrangeiros nas suas excursões pela cidade. Ministério das situações de emergência, terá ao seu cargo o uso de pirotecnia, iluminação, segurança contra incêndios e acompanhamento médico. Departamento de Segurança do Estado irá proteger os visitas – VIP e verificar a segurança de todos os meios técnicos. Alem disso, terão a sua segurança reforçada os 13 hotéis da cidade, onde ficarão alojados os participantes do Festival e “Euroclube”, onde os participantes ficarão a descansar depois da actuação. Por questões da segurança, algumas estacões do metro de Kyiv, nomeadamente o “Palácio dos desportos” (Палац Спорту) serão, provavelmente, fechadas.
Todos os espectadores do Festival, vão conhecer as regras, que são escritos no verso do seu bilhete: é proibido trazer todo tipo de armas, álcool, qualquer tipo de recipientes de vidro, metal ou plástico, lanternas, elementos pirotécnicos, foto e vídeo câmaras e também trazer os animais de estimação. Nas entradas funcionarão sistemas de detecção de metais e skanners de raio Roentgen.

As biografias dos elementos do Greenjolly

Roman Kalyn

Nasceu em 17 de Abril de 1968 na cidade de Ivano – Frankivsk. Sua mãe, Natalia Kalyn toda a vida trabalhou na empresa local “Mebli”, onde cresceu do simples economista ao posto do contabilista geral. Agora está na reforma. Seu pai, Ihor Kalyn trabalhou em diversos sectores – como servente, armazenista, também foi director de uma companhia da alimentação. Morreu em Julho de 1994.
Desde muito novo, Roman gostava da música, ele estudou na Escola da Música, onde aprendeu tocar o acordeão e guitarra. No secundário, Roman começou tocar a viola – baixo, num grupo, chamado Vizyt (Visita), que actuava nas festas da escola.
Em 1985, após terminar o secundário, Roman Kalyn começou estudar no Instituto do Óleo e Gás de Ivano – Frankivsk. Mas após ter terminado o primeiro ano do estudo, Roman foi chamado a cumprir o serviço militar obrigatório no exército de URSS. Ele passou dois anos na República Democrática Alemã, tocando numa banda militar. No exército, Roman aperfeiçoo o seu domínio da trombeta, da guitarra baixa, do cornetim de chaves e dos teclados.
Em 1988 Roman voltou aos estudos e nesse mesmo ano participou na criação do primeiro grupo rock da Ucrânia Ocidental – “Zakhid” (Ocidente). Estudando e tocando no grupo, Roman encontrou sua futura mulher – Tetiana, com quem casou-se em 1990. Sua filha Natalia nasceu em 28 de Janeiro de 1991, no mesmo ano, quando a Ucrânia proclamou a independência.
Em 1989 o grupo “Zakhid” participou no festival da música “Chervona Ruta”. Após este evento, o grupo recebeu vários convites para os concertos e festivais, mas infelizmente o guitarrista ficou doente e deixou a banda. Mais tarde, o grupo mudou do estilo e do nome, passando a ser chamado “Mynula Yun” (A juventude passou). Em 1996, Roman Kalyn participa na criação do outro grupo, “Nema Marli” (No Morley), que tocava a música reggae. Mais tarde, ao grupo junta-se o guitarrista Roman Kostyuk. O grupo “Nema Marli” participa no Festival “The Pearls of the Season – 97”.
Em 1998, o grupo muda o seu nome para Greenjolly e participa em vários festivais, como: “The Future of Ukraine”, “The Melody” e “The Pearls of the Season”, sempre ocupando o segundo lugar. Em 2001 o ex – guitarrista do grupo “La Manche”, Oleksander Tokarev e o ex – baterista do grupo “Deya”, Ihor Ozarko juntaram-se ao Greenjolly.
Mais tarde, Roman Kalyn e Roman Kostyuk criaram o seu próprio estúdio, “Roma Records” que produzia a música de alta qualidade. Em 2004, Roman & Roman foram convidados a trabalhar para a estacão do rádio de Ivano – Frankivsk, “Zakhidniy Polus” (Western Pole).
No dia 23 de Novembro de 2004, na praça central de Ivano – Frankivsk, perante um quarto de população da cidade, Roman Kostyuk e Roman Kalyn tocaram a sua nova música “Razom nas bahato”, começando dessa maneira uma nova pagina para si e para música da Ucrânia.

Roman Kostyuk

Roman Kostyuk acredita que o seu caracter começou formar-se aos 16 anos de idade, quando ele iniciou o estuo da guitarra, descobrindo que o instrumento, será a parte importante da sua vida. Roman diz que foi feliz por ter um bom professor, Valentyn Mamedov, que dominava todas as técnicas de tocar a guitarra. Encorajado pelo professor, Roman mergulhou na música, tocando a guitarra todos os dias, entre seis à oito horas diárias. Desde os seus 16 anos de idade, Roman segue o principio: “Se o teu emprego, interfere com a tua música, é o tempo de mudar o emprego”.
Aos 21 anos, Roman casou-se com Lesia, que lhe oferece toda o apoio, paciência e compreensão necessários, para um músico de sucesso. Aos 29 anos de idade, Roma Kostyuk junta-se ao Greenjolly, onde especializa-se em escrever os textos e a música.

Andriy Pisetskiy

Nasceu aos 4 de Dezembro de 1979 na cidade de Ivano – Frankivsk.
Sua mãe, Lenina Pisetska é a professora de escola de Música e o seu pai, Ihor Pisetskyi é um engenheiro. Andriy tem o irmão mais novo, Maksym, nascido em 1986, que estuda no Instituto Militar da Radio – Electrónica na cidade ucraniana de Zhytomyr.
A especialidade musical do Andriy é violino e saxofone, ele foi graduado pela Academia de Musica de Ivano – Frankivsk na classe de saxofone. O seu local de trabalho é orquestra sinfónica de variações. Andriy participou anteriormente nos vários festivais musicais e juntou-se ao grupo em Janeiro de 2005.

Países participantes no quinquagésimo Festival Eurovisão em 2005

Albânia, Andorra, Áustria, Belarus, Bélgica, Bósnia & Herzegóvina, Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Macedónia, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Letónia, Lituânia, Malta, Moldova, Mónaco, Países Baixos, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Sérvia & Montenegro, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia, Grã Bretanha.

Página oficial da Ucrânia no Eurovisão:
http://www.eurovision.tv/english/ukraine.htm

Presidente Viktor Yushenko visita os EUA

Viktor Yushenko é recebido nos EUA como herói

Durante a sua visita de quatro dias aos EUA, o Presidente ucraniano, Viktor Yushenko reafirmou a vontade da Ucrânia tornar-se membro da NATO, da Organização Mundial do Comercio (OMC) e da União Europeia. Por sua vez, os Estados Unidos apoiam a vontade ucraniana de entrar no NATO, assim o Presidente Jeorge Bush afirmou, depois de uma conversa com o seu homologo ucraniano, que: “O objectivo principal deste encontro, é ajudar o governo ucraniano entender, o que é preciso fazer para entrar na Aliança”. Para apoiar as mudanças democráticas na Ucrânia, o governo dos EUA pediu o Congresso a aprovação de um pacote de ajuda, orçado em 60 milhões de USD. Alem disso, o presidente Bush comprometeu-se terminar as negociações sobre a entrada da Ucrânia na OMC até o fim de 2005.
Presidente Yushenko, por sua vez, convidou os empresários americanos a investir na Ucrânia, pois em menos de 100 dias de funcionamento, o novo governo laranja, conseguiu fortalecer a Lei e diminuir o nível da corrupção. Como disse o Presidente ucraniano: “Hoje, a Ucrânia tem um poder honesto e incorruptível. Não é necessário pagar as luvas (propinas) à ninguém”.
Nenhum presidente ucraniano, foi recebido tão calorosamente nos Estados Unidos, como Viktor Yushenko. Presidente ucraniano, tive o encontro com J.W. Bush no Gabinete Oval da Casa Branca, onde eles conversaram durante uma hora. Alem disso, os Presidentes de dois países deram a conferência de imprensa para os jornalistas americanos, ucranianos e internacionais. Presidente ucraniano também encontrou-se com o Vice – Presidente Dick Cheney e a Secretária do Estado Condoleezza Rice. No dia 6 de Abril, Viktor Yushenko discursou em ucraniano perante duas câmaras do Congresso americano, chamando a atenção para o facto do que a entrada da Ucrânia na NATO, fortalecerá a segurança na Europa.
Viktor Yushenko também viajou para a cidade de Chicago, onde encontrou-se com o presidente do Conselho dos Negócios Estrangeiros de Chicago, Marshall Buton e com os representantes dos 100.000 ucranianos, residentes na cidade. Chicago recebeu Presidente ucraniano com milhares bandeiras azul - amarelas (cores nacionais da Ucrânia) e cor de laranja (cores da Revolução Laranja). Mas o carinho especial dos cidadãos, vinha para a esposa do Viktor Yushenko – Kateryna Chumachenko, que nasceu em Chicago, foi graduada pela Universidade de Jeorgetown e Magistrada em Administração dos Negócios na Universidade de Chicago. Todas as lojas da cidade tinham as fotografias de Kateryna Chumachenko e bandeiras ucranianas: “Estamos felizes por recebe-la em casa”, - disse John Oharenko, líder da comunidade ucraniana local.
Entre outras questões, que Viktor Yushenko quer ver rapidamente resolvidas, encontra-se a revogação da emenda Jackson - Vanik, herança da Guerra Fria, que bloqueia as relações comerciais entre dois países.

Fonte: BBC

segunda-feira, abril 04, 2005

Primeira dama da Ucrânia: Kateryna Chumachenko

Dedicado ao 7 de Abril, o Dia de Mulher Moçambicana.

Muita gente, antes de se casar precisa de ter certeza em algo: amor recíproco, posição financeira do parceiro, solidez e segurança, etc. Viktor Yushenko e Kateryna Chumachenko precisaram apenas saber uma coisa, que amam a Ucrânia da mesma maneira. Alguém pode achar isso ultrapassado, mas a família do presidente da Ucrânia, é o lugar onde mora o patriotismo romântico ucraniano.

1941

Atras ficaram os cães nazis, ameaça diária do fuzilamento, fome e sentimento de total desespero. O soldado do Exercito Vermelho, Myhaylo Chumachenko conseguiu sair vivo do cerco alemão no bolsão de Uman e agora dirigia-se para casa, na aldeia de Zaycivka (Leste da Ucrânia). Numa das localidades, ele encontrou a cartomante, que disse: “Tu estas ir para casa, mas não conseguirás lá chegar agora. O destino te levará muitíssimo longe. E tu encontrarás lá o teu amor, criarás os filhos. Voltas para casa, mas já serás velho”.
Depois, Myhaylo novamente é preso pelos nazis e levado à Alemanha. Assim a previsão da cartomante, começou tornar-se realidade...
Sofia, a mãe da Kateryna, tinha apenas quinze, quando nazis a levaram para os trabalhos forçados na Alemanha. Lá, os dois jovens ucranianos se conheceram e se casaram em Abril de 1945. Mãe queria voltar à Ucrânia, mas Myhaylo não quis, ele já odiava tudo que era ligado ao Stalin e ao poder soviético.
Em 1932 – 1933, a Ucrânia sobreviveu uma terrível fome orquestrada e organizada pelo Moscovo, que matou entre 5 à 7 milhões (!) de camponeses ucranianos.
Em 1934, NKVD (policia política na URSS) visitou o avo de Kateryna e lhe disse: “Tu és trotskista”. Avo disse que não conhece Trotskiy nenhum, ele realmente não sabia quem este era! Mesmo assim, avo foi acusado de ser kulak e enforcado.

Depois Myhaylo adoeceu, ele precisava de uma operação nos pulmões, homem passou oito anos da sua vida nos hospitais. Irma mais velha de Kateryna, Lídia, vivia nos mosteiros e nas famílias alheios. Mãe só via a filha nos feriados, quando não trabalhava.
Myhaylo sempre acreditava que um dia ele voltará à Ucrânia. Ele acreditava plenamente, que a Ucrânia será independente e que ele poderá ter um pedaço da terra seu, para cultivar. Mãe sempre dizia que nada acontecerá ao pai, porque cartomante previu que velho, ele voltará à Ucrânia...
Quando Myhaylo Chumachenko melhorou, sua família emigrou para EUA, cidade de Chicago. No seu bairro, houve poucos ucranianos, mas família tinha ajuda da Igreja Ucraniana Ortodoxa Autoquefal (UAPC). Myhaylo trabalhava como electricista, mãe como costureira. Em 1961 nasceu Kateryna.
Na igreja, ela conheceu muitos ucranianos, entre eles jovens da sua idade, depois tornou-se membro da organização juvenil patriótica “União dos Jovens Ucranianos” (SUM), decisão apoiada pelos pais.
Em 1975 e 1979, Kateryna visitou a Ucrânia junto com a mãe, e foi amor a primeira vista. Ela adorou a sua família ucraniana: primos, primas, tios e tias. Ela achava e continua achar que Kyiv (Kiev) é a cidade mais bonita do mundo. Único momento feio, é a KGB, que vigiava todos os seus passos.
Toda a vida da Kateryna é ligada à Ucrânia, conversas dos adultos, canções, que cantavam na família, planos que eram traçados. Quando chegou o tempo de entrar na universidade, Kateryna escolheu Universidade de Jeorgetown em Washington D.C. Ela lembra que estava observar a cidade da área de observação, junto de Universidade. Ela ficou simplesmente radiante: “Como a cidade de Washington é parecida com o Kyiv! Eu quero estudar aqui. Serei a diplomata, para poder trabalhar na Ucrânia, para ser útil ao meu país, para criar laços de amizade entre os dois países tão diferentes”. Naquele mesmo sitio, muito mais tarde, foi construída a embaixada ucraniana nos EUA...
Seis meses mais tarde, Kateryna descobre que nunca poderá trabalhar na Ucrânia como diplomata, pois ela tem a família lá. Então muda de especialização para os relações económicos internacionais, torna-se a Magistrada dos finanças internacionais em Chicago.
Kateryna e os seus amigos ucranianos, sempre pensavam em como ajudar à Ucrânia, como fazer com que nos EUA, público soubesse mais coisas positivas sobre o país. Porque qualquer noticia positiva sobre a Ucrânia, era retractada nos EUA como: “Kiev, Rússia” e qualquer noticia negativa, como “Kiev, Ucrânia”. Ucranianos da segunda geração, todos nascidos na América, funcionários do Congresso, do Departamento do Estado, de outros organismos estatais e privados importantes, eles queriam mudar situação, por isso criaram o Serviço Noticioso Nacional Ucraniano.
No inicio dos anos noventa, os primeiros políticos ucranianos, começaram visitar os EUA. Foi criado Fundo Ucrânia – EUA. Parlamentares ucranianos disseram, que a diáspora ucraniana pode ser muito útil, em primeiro lugar partilhando a sua experiência da democracia americana. Era necessário traduzir e transmitir as bases de legislação. Assim, em 1991, Kateryna outra vez estava na Ucrânia. Ela nunca irá esquecer, como chorou de felicidade no dia 24 de Agosto de 1991, quando a Ucrânia proclamou a sua independência. Ela ligou para o pai e disse: “Pai, tu és livre. Estas independente”. Myhaylo ficou hilariante de felicidade. A cartomante falou totalmente verdade. Myhaylo Chumachenko visitou a Ucrânia varias vezes, ele foi à sua aldeia, encontrou-se com os familiares que não via há cinquenta anos.
Desde 1991, Kateryna não deixa a Ucrânia, trabalhando primeiro no Centro de estudos bancários e depois no Centro Nacional de preparação dos funcionários bancários da Ucrânia.

“Amo o, como na adolescência...”

Viktor Yushenko e Kateryna Chumachenko conheceram-se no avião, que levava delegação dos banqueiros ucranianos aos EUA. Durante duas horas de voo, eles falaram praticamente de tudo, que interessava os ambos. “No fim do voo, eu entendi que estou a falar com uma das pessoas mais inteligentes da minha vida, agora tenho a certeza que é a mais inteligente”, - diz a Kateryna. Não foi o amor à primeira vista, mas cada seu encontro fortalecia o amor, em primeiro lugar, o amor ao país – a Ucrânia. Se alguém escrever a formula do seu amor, está será: “Viktor + Kateryna + Ucrânia = Amor”.
Kateryna Chumachenko entendeu que Viktor é a pessoa da sua vida, quando visitou a sua aldeia natal. Havia muita gente na mesa, ele contava sobre o seu pai. E também contou que, houve um clube na aldeia, quando este foi demolido, descobriu-se que os bolcheviques usaram as pedras tumulares roubados no cemitério local, para fazer o fundamento do edifício. Ali a Kateryna entendeu que Viktor Yushenko ama a Ucrânia, os sentimentos dele, eram os seus também. Perguntamos, se a Kateryna podia amar a mesma pessoa: interessante, inteligente, banqueiro de sucesso, mas que não amasse a Ucrânia. Penso que não, foi a sua resposta.

Segue-se uma pequena entrevista com Kateryna Chumachenko, que a Primeira Dama da Ucrânia, deu nas vésperas do Dia do São Valentín.

Vocês estão juntos muito tempo? Como foi o seu casamento?
Foi um casamento religioso, numa pequena igreja. Casamento civil foi oficializado mais tarde, em 1998.

Você era estrangeira, Viktor Yushenko um funcionário do Estado do alto nível. Vocês não tinham medo que isso poderá prejudicar a sua carreira?
Nos entendemos que necessitamos um do outro. O facto de ficarmos juntos era natural. Viktor tentou fazer com que tudo fique mais honestamente possível e menos doloroso. Eu o admiro por isso. Alem disso, nos sempre achamos que as pessoas devem julgar o Viktor pelos actos e decisões por ele tomadas, ao nível do Estado. A sua vida pessoal, não os afecta, toda gente tem o direito de ter uma.

Qual foi o seu conselho ao marido, quando este decidiu candidatar-se ao cargo do Presidente da República?
Não poderia aconselhar nada. Como patriota, tinha certeza absoluta que ele é o melhor candidato para este lugar. Como esposa, tinha a certeza que praticamente não o irei ver em casa. Ele sabia que apoiarei qualquer decisão sua. Eu tinha o maior orgulho nele, não por ser o meu marido, mas porque é melhor para a Ucrânia. Nos falamos raramente sobre o trabalho. Ele volta à casa tarde e temos um milhão de coisas para discutir: filha, casa de campo, familiares. Geralmente sei das suas decisões políticas pela televisão. As vezes ele pode ligar e dizer: “Olá, estou em Francoforte”. Mas nem me avisou da sua viagem, neste clima terrível da ocupação constante, simplesmente esqueceu-se. Estas surpresas acontecem.

Viktor Yushenko muitas vezes foi considerado o “Homem do ano” em variados concursos. Você não tem ciúmes?
Não, eu tenho o orgulho que, muitas mulheres gostam do meu marido. Também tenho orgulho que todas as noites, depois do trabalho ele vem ter comigo.

Crianças: seus e não alheios

No dia, quando Kateryna devia dar a luz, Viktor Yushenko estive nos EUA. Ele viajou do Washington D.C. à Flórida, para testemunhar o nascimento e cortar o cordão umbilical, como é a tradição americana. Mas nascimento foi difícil, filha Sofia nascia dificilmente e o dever do Estado chamou o Viktor Yushenko de volta à Washington. Cordão foi cortado pela mãe da Kateryna, Sra. Sofia. O acto foi simbólico para a Kateryna, sete meses antes, morreu o seu pai, ela queria que mãe sentisse que a vida continua...
Agora a pequena Sofia tem cinco anos. Todos dizem que ela é a copia pequena do Presidente. Quando o pai chega do serviço, fica junto à ele e assiste na televisão, canais “Discovery” e “Planeta dos animais”.
Sofia e Kateryna são cidadãs dos EUA. Infelizmente, na política ucraniana, apareceram pessoas que tentaram jogar a carta da “mulher estrangeira”, para prejudicar Presidente Yushenko.

- Si, sou americana. Nasci nos Estados Unidos. Na verdade, fico estranhar, porque as pessoas dão tanta importância à este facto. No intimo, sempre me considerei ucraniana. Nos éramos uma família ucraniana. O facto de eu nascer nos EUA, não foi uma livre escolha dos meus pais, foi o destino. Mas eu tenho muito orgulho de crescer na América e sou grata à este país por tudo que proporcionou aos meus pais, e todas as oportunidades que me abriu. Em primeiro lugar a minha educação. Sem ela, eu dificilmente ia conseguir ajudar à minha Ucrânia.
Eu e Viktor tomamos a decisão de princípio: eu devo me tornar a cidadã da Ucrânia, obtendo a nacionalidade através de um procedimento complicado e burocrático. Mas vamos passo-lo, todas as formalidades serão ultrapassados. Na verdade, eu sou ucraniana, porque vivo aqui há catorze anos, porque escolhi o meu marido aqui e declinei numerosas propostas de me casar nos Estados Unidos.

Outro ucraniano, nascido na diáspora, Roman Zvarych (Ministro da Justiça no Governo de Viktor Yushenko) renunciou a nacionalidade americana, adquirindo a nacionalidade ucraniana. O que você achou disso?
Admiro a coragem dele, mas as dificuldades que ele passou por causa disso, me amedrontaram: a embaixada americana na Ucrânia, recusou o visto de entrada ao Roman Zvarych, quando este precisava participar numa conferência internacional nos Estados Unidos. O mau pai estava doente e eu podia ter a necessidade de voar para os EUA à qualquer momento. Eu não podia arriscar.

A vossa filha irá escolher a nacionalidade aos desaseis anos? (A maioridade na Ucrânia chega aos 16 anos, idade quando os jovens recebem o passaporte interno, que tem a mesma utilidade que o BI).
Nossa filha nasceu nos Estados Unidos, e tem o direito da cidadania dos EUA. Mas eu e meu marido, já tomamos a decisão em relação à Sofia, ela irá receber a nacionalidade ucraniana. Embora, ainda em 1991, eu e outros ucranianos da diáspora dizíamos, que o ideal será a dupla nacionalidade para os representantes da diáspora. Muitas países do mundo tem essa pratica. Porque os membros da diáspora, são pessoas que tem uma vida estável no país do acolhimento e que podem ter as razoes muito respeitáveis, que os impedem de voltar à Ucrânia. Mas o seu amor à Ucrânia é infinito. Muitos gostariam de trabalhar na Ucrânia, pagar os impostos e ser úteis ao seu país. Seria óptimo, se essa questão seria regularizada. Mas eu só poderei ter uma voz activa no assunto, quando me tornar a cidadã ucraniana.

Sei que a senhora ajuda às crianças.
Isso é verdade. Desde 1996 eu sou a Directora ucraniana da organização internacional “Amigo de crianças” / Приятель дітей, composta por voluntárias. Somos já cerca de 100 pessoas em toda a Ucrânia. Mas trabalhamos no país desde 1992, estamos ajudar aos orfanatos e já prestamos ajuda aos cerca de 50 mil crianças. Trouxemos cerca de 9 milhões de USD de ajuda humanitária. A nossa meta é a colheita dos fundos do empresariado e bancos ucranianos e internacionais para ajudar à quem precisa.
Todos os anos, nos organizamos um campo de férias nos Cárpatos, frequentado por crianças das 13 às 17 anos. Tentamos os ajudar psicologicamente a entrar na vida dos adultos. Ensinamos os a história da Ucrânia, a cultura ucraniana, respeitar a si próprios. Aos mais talentosos ajudamos com a educação posterior, por exemplo nove pessoas estudam na Universidade Nacional Academia de Kyiv – Mohyla (uma das academias do maior prestígio na Ucrânia). Duas vezes por ano fornecemos os próteses, para às crianças necessitadas, compramos medicamentos. Garantimos o tratamento médico. Tenho um pedido, por favor, podem escrever isso, precisamos do dinheiro. Todos os fundos que recebemos, garantimos que gastamos com as crianças, porque compramos tudo: desde coisas grandes até pequenas. Compramo-lhes as colheres pequenas, porque eles não conseguem comer com as grandes.
Acredito que alguém, poderá fazer a manicura em casa e não no salão, e com este dinheiro poupado, pode-se facilitar a vida das dezenas de crianças!
O primeiro orfanato que eu visitei, era da cidade de Sumy. Fiquei admirada e ferida. Mas percebi mais profundamente a solidão dos órfãos, quando eu própria tive a minha filha. Eu posso beija-la e abraça-la sem vezes por dia, acordo à noite se ela chora. Mas quem abraça os, quem lhes dá calor e amor? Compaixão e vontade de ajudar ficaram mais agudos, hoje o “Amigo das crianças” tornou-se a minha prioridade principal.

Você não tem o medo que alguém poderá falar sobre o aproveitamento da compaixão?
A desgraça destes crianças – não são os mercados, que podem ser divididos. Chega para todos. Infelizmente. Temos tantas crianças assim, que toda a gente poderá ajudar.

Sra. Kateryna, você mantém os contactos com os filhos mais velhos do seu marido?
(O casamento com a Kateryna Chumachenko, é o segundo matrimónio do Viktor Yushenko).

Viktor ama muito a filha e filho mais velhos. Eu tenho bom relacionamento com eles. Viktor já foi avo duas vezes. Espero tudo dar certo.

Por: Yulia Mostowa, mirror.com.ua

P.S. Quando este artigo estava ser preparado, chegou nos a notícia que Kateryna Chumachenko finalmente recebeu a nacionalidade ucraniana. Nossos parabéns!

As mulheres da Revolução Laranja I

Dedicado ao dia 7 de Abril, o Dia da Mulher Moçambicana

2400 anos atras, o pai da comedia grega, Aristófanes mostrou na sua famosa peça “Lisistrata”, que as esposas dos homens do Estado, não são suas sombras e muitas vezes possuem personalidades muito fortes. Em português, nos dissemos, que: “Atras de um grande homem, há sempre uma grande mulher”.
Aproxima-se o dia 7 de Abril, o Dia da Mulher Moçambicana. E nos queremos vós apresentar os retratos das mulheres ucranianas, as esposas dos políticos da primeira linha, que venceram a Revolução Laranja.
É muito interessante, comparar as realidades dos países tão diferentes e distantes como Moçambique e Ucrânia (as nossas capitais distam entre si em aproximadamente, 8600 km). Para verificar no fim, que afinal, apesar de todas as diferenças, existem muitas semelhanças e isso prova mais uma vez, que sendo diferentes, somos IGUAIS!

As perguntas, que o semanário ucraniano “Dzerkalo tijnia” (Espelho da semana), fiz às esposas dos ministros do novo Governo da Ucrânia.

1. Em que circunstâncias você conheceu o seu marido?
2. Quem é o chefe da vossa família?
3. Que tipo de tradições familiares são respeitados na sua família?
4. Qual é o motivo de zangas na família e quanto tempo vocês levam para fazer as pazes?
5. Qual foi a prenda mais valiosa, oferecida pelo seu marido?

Ludmila Bezsmertna
(esposa do Roman Bezsmertniy - Vice – Ministro da Reforma Administrativa e Territorial)
Licenciada pelo Instituto Pedagógico de Kyiv Myhaylo Dragomanov, faculdade da História.

1. Estudei na mesma faculdade e no mesmo curso com o meu futuro marido. Namoro durou alguns anos, depois foi o casamento pago pelos pais, pois ambos éramos estudantes. Registo civil foi celebrado no Palácio Central de Casamentos de Kyiv, conhecido na gíria como “Triângulo de Bermudas”.

2. O chefe da família é a pessoa que no momento está em casa. Eu tento defender o meu marido dos problemas de dia – a – dia, tento resolver as coisas caseiras sozinha.

3. Família não possui as tradições especiais, mas celebra Natal e Ano Novo em casa, sob a luz de velas. Essas festas são sempre envolvidas num clima de surpresa e segredo, se sair da casa, o segredo desaparece. Sagrados também são os aniversários, que são mais calorosos, quando celebrados na família.

4. Família praticamente não conhece as zangas, o meu marido é tão calmo, que as minhas “explosões”, não conseguem nem tão pouco o irritar. Por isso zangar-se e fazer pazes eu posso apenas comigo mesma.

5. Dar prendas é uma ciência muito pessoal. Oferecer as flores sem ser o feriado, isso não acontece. Mas nos feriados, marido traz sempre uns arranjos lindíssimos e enormes. Melhor prenda do meu marido, eu recebi durante a Revolução Laranja, não quero dizer o que, mas foi muito lindo e muito sentido.

Irina Ignatenko
(esposa do Pavlo Ignatenko, Ministro do Meio Ambiente)
Graduada pelo Instituto da Medicina de Kyiv, faculdade de estomatologia, é medica – estomatologista.

1. Nos se conhecemos quando éramos estudantes, em Kyiv. Foi o amor da primeira vista (por parte dele). Pavlo arranjou o telefone através dos amigos, marcou um encontro e apareceu com ramo de rosas e cerejas. Embora foi o fim de Inverno e ambos eram caríssimos! Ele soube me impressionar, mas eu namorava com outro, por isso relacionamento não aconteceu. Dois anos mais tarde, nos encontramo-nos outra vez em Kyiv. Depois ele ligava, as vezes vários vezes por dia. O nosso primeiro encontro aconteceu no dia 29 de Fevereiro. Nos celebramos este dia uma vez em quatro anos. Namoramos muito bonito, durante quatro anos, depois ele pediu em casamento e casamos.

2. As decisões finais são tomados pelo marido. Mas nunca acontece ele não escutar a minha opinião, não pedir o conselho. Posso dizer que decidimos sempre juntos.

3. Tradições? Natal, Ano Novo e Páscoa, que celebram-se dentro da família mais próxima. Mas recebemos as visitas dos familiares e amigos. No Natal eu sempre faço o pato. Férias de verão tentamos passar com os familiares, nos fins de semana costumamos sair fora da cidade, junto com os amigos.

4. Zangamo-nos muito raramente. Geralmente discutimos sobre as questões da vida familiar. Logo tentamos resolver estes questões, porque acreditamos que não existem pessoas certas e erradas nesta mateira. É a máxima da nossa família. Nos cultivamos entendimento e o respeito mútuo. Logo façamos as pazes.

5. A melhor prenda foi muito fofa: no quinto aniversario do nosso casamento, eu acordei e vi no chão um enorme ramo de rosas brancas. Rosas ocupavam metade do nosso quarto, eram 153 ao todo, muito longas, bonitas, absolutamente incríveis. Eu fiquei impressionada para o resto da vida.

Marina Kinakh
(esposa de Anatoliy Kinakh – Primeiro – Vice Primeiro – Ministro)
Possui duas licenciaturas: foi graduada no Instituto Rodoviário de Kyiv e pela Universidade Nacional de Kyiv Taras Shevchenko, faculdade de jornalismo. Era a secretaria de imprensa da União Ucraniana dos Industriais e Empresários (USPP). Neste momento, está de licença pós – parto, dedica-se ao educação da filha. Chefia a ONG “Cultura e Universo – 2004”.

1. Desde 1993 eu trabalhava como secretária de imprensa da União Ucraniana dos Industriais e Empresários. Escrevia para os jornais centrais e regionais, estava muito ocupada. Em 1996, a União foi encabeçada pelo novo chefe – Anatoliy Kinakh. Uma vez me ligaram para a casa: “Corre lá, o chefe chama”. Estava chover torrencialmente, entrei no gabinete do chefe toda encharcada e perguntei: “o Chefe chamou?” Depois tomamos o chá juntos, depois começou tudo...

2. Chefe da família é o marido. Ele é um líder natural sempre e em tudo. Sempre ajudava às nossas filhas nos estudos, nas questões pessoais. A filha mais pequena, Sofia adora o pai, um dia começou chorar, quando ele ausentou-se da casa por uns minutos: “Tenho medo que ele se perca!” Desde quatro anos, a nossa filha sabe ler, conhece nomes de todas as plantas, flores, animais. Agora estuda a geografia. Eles vão pescar juntos, visitam os “seus” animais no zoo, vão aos teatros...
Ao lado do marido, eu me sinto fraca, indefesa. Isso difícil de explicar, eu acho que o meu marido é um ideal: do homem, político, marido e pai.

3. Nenhuma casa pode viver sem tradições. Minha mãe, estudou em Kyiv na escola № 100, eu, a minha irmã Irina e as minhas filhas Natalia e Zoia também. Sofia irá estudar lá. Celebramos aniversários, mas existe um feriado especial: 9 de Maio (vitoria da URSS sobre a Alemanha nazi). É o feriado do meu pai, que combateu cinco longos anos: desde 1941 à 1945.

4. Não é possível zangar-se com o meu marido. Ele é muito bom e brando, mas tem uma espinha dorsal que obriga toda a gente concentrar-se, controlar as suas emoções.

5. Temos o nosso feriado, o dia quando decidimos ficar juntos. Neste dia, marido me traz sempre 25 cravos brancos. Fresquíssimos, altos. Eles não murcham durante meses. Eu também tento oferecer algo especial, no quinquagésimo aniversario do meu marido, eu junto com as filhas cantei romances, até escrevemos umas músicas próprias.

Kateryna Kyrylenko
(esposa de Viacheslav Kyrylenko – Ministro do Trabalho e da Política Social)
Graduada pelo Universidade de Cherkassy, faculdade de filologia, Phd de filologia, professora na Universidade Nacional de Kyiv da Cultura e Artes.

1. Conhecem-nos no exame da admissão ao Mestrado na Universidade Nacional de Kyiv. Foi dez anos atras e continuamos juntos. Mas o mais engraçado, que eu vi o meu marido pela primeira vez na televisão. Era 1991, Praça de Independência (ainda não se chamava assim, a URSS vivia os últimos momentos) e os estudantes ucranianos entraram em greve de fome, montando as suas tendas. (A Revolução Laranja já tinha antecedentes na Ucrânia!). Adorei o moço e pensei: “gostaria de conhecer um rapaz assim”. Por isso quando o conheci, foi um sentimento místico, parece eu já conhecia a pessoa há muito. Namoramos apenas meio ano: conhecemo-nos no Outono e casamo-nos na Primavera.

2. Nossa família tem uma hierarquia dos relacionamentos. Existem temas controlados e executados por apenas um de nos, mas sempre tomando em atenção a opinião do outro. Não é possível dizer quem domina, somos parceiros.

3. No Natal vamos à igreja. No verão vamos descansar juntos: montes Cárpatos, motas, simplesmente passeamos à pé. Tradição – estar juntos, é o mais importante que temos.

4. Nos não se zangamos. A vida é muito curta, nunca chega o tempo suficiente para ficar juntos. Nos não somos maldosos, por isso sempre procuramos os compromissos. Todos os desentendimentos depois parecem tão parvos. Os nossos filhos são a garantia de harmonia na nossa família. E talvez a única possibilidade de se zangar: eu sou mais séria e o marido mais democrático. Mas tudo começa e termina com o riso.

5. Maior prenda é o nascimento da nossa filhinha. Isso tem maior valor.

Irina Lutsenko
(esposa do Yuriy Lutsenko - Ministro do Interior)
Possui duas graduações: no Instituto Politécnico de Lviv, faculdade de física eléctrica, especialização em matemática aplicada e na Academia da Economia Aquática de Rivne, especialidade de “Finanças e Auditoria”. Trabalha na companhia de seguros “Oranta”.

1. Conheci o marido no instituto. Futuro marido era um rapaz de companhias barulhentas, eu era moça de interior, melhor aluna da turma, “betinha”. Até tinha um certo medo do meio dele.
Durante as festas do Ano Novo, existe a “Segunda Feira molhada” – meninas molham os rapazes com água e vice – versa. No lar dos estudantes, as meninas atacaram os amigos do meu marido e molharam todos, então ele pegou um extintor e começou repostar. Todas as raparigas fugiam, mas todas apanharam.
Depois apareceu o director do lar e disse: “é o trabalho de Lutsenko? Amanha vocês todos serão expulsos do lar”. Até seis da manha, nos lavávamos as paredes. Lutsenko carregava os baldes de água do quintal ao sexto andar, de manha fazia o pequeno almoço para nos todos, ninguém dormiu. Assim foi o meu primeiro encontro com Yuriy. Mais tarde, nos encontramo-nos no quarto do vizinho, onde toda a gente assistia o festival da música italiana de São Remo, transmitido pela televisão da Polónia. Toda a gente assistia a televisão, enquanto nos falamos durante toda a noite. Depois começou o semestre e nos encontramo-nos outra vez. Outra vez falamos muito, andamos pela cidade de Lviv. Namoramos dois anos, duas semanas depois de terminar a faculdade nos casamos na cidade natal de Yuriy, Rivne.

2. Chefe da família? Penso que marido é a cabeça e eu sou o pescoço.

3. Não temos tradições especiais. Meia – noite na noite do Ano Novo, temos que estar com os país. Para que no próximo ano, eles estiverem connosco. Depois podemos sair com os amigos.

4. Não temos razoes especiais para zangar-se. Mas as vezes defendemos a primazia, posição. Geralmente eu faço cessações, sou mais irritadiça, mas rapidamente fico mansa.
Gosto da maneira dele fazer as prendas – coisas pequenas – sem as datas especiais. Amo o meu marido por ser muito aberto, ter o sentido de humor, capacidade de resistir às pressões. Ele como o nosso campeão de boxe, Volodymyr Klichko, só que não usa as luvas. Ele é um pai excepcional. O nosso filho mais velho tenta copiar o pai em tudo. Meu marido é a copia do pai dele: revolucionário que tem pressa de viver.

5. Prenda que lembro mais... Quando nos ainda vivemos em Rivne, fazíamos viagens pela Europa. Dormíamos nos motéis ou nas tendas. Passamos pela França e visitamos o Paris. Isso é inesquecível, se você não estive em Paris, você não viveu. Eu depois dizia muitas vezes: “Yurko, quero ir à Paris”. Um dia ele disse: “Vamos amanha”. Subimos a torre Eifel, eu tenho medo das alturas, marido praticamente me arrastou até o topo e disse: “Paris está debaixo dos teus pés. Eu o ti ofereço”. Ele poucas vezes fala do amor, mas eu sinto. Também tenho muitas ciúmes, ele é a pessoa mais querida para mi.

Yulia Mostowa
(esposa de Anatoliy Grytsenko – Ministro da Defesa)
Graduada pela Universidade Nacional de Kyiv Taras Shevchenko, faculdade de jornalismo, Vice – Editora do semanário “Dzerkalo Tijnia”.

1. Em 1997 eu precisava um especialista em questões militares para me ajudar na entrevista com o Ministro da Defesa. Assim conheci o coronel Anatoliy Grytsenko: profissional duro, lacónico, convencido.
Outra vez encontramo-nos em 1999, quando Anatoliy deixou o exército e chefiava um Centro de Pesquisa Político – Militar, que tornou-se logo parceiro do nosso semanário. Trocávamos de telefonemas varias vezes por dia, em muitos aspectos pensávamos da maneira igual, ficamos parceiros e amigos. O trabalho era uma prioridade para ambos, por isso nunca falava-mos das questões pessoais. Alguns anos mais tarde, ele perguntou: “Yulia, porque você não se casa?” Eu respondi a primeira coisa que veio à cabeça: “Porque pessoas como você, estão casados”. Falei e saí do gabinete. Ele ficou em choque durante dez minutos (contou me mais tarde), avaliava se ouviu bem ou não.
Eu não sabia que a minha viagem para os EUA em Outubro de 2002, mudará toda a minha vida. Ele sabia, porque planeou tudo: no avião sentou-se ao meu lado, preparou a conversa. Resumindo, Anatoliy Grytsenko, apaixonado, foi um choque completo para mi. Eu nem tinha essa ideia, não planeava a vida pessoal nenhuma. Apenas no caminho de volta, eu deixei de dizer-lhe “Você”, mas ainda muito tempo não conseguia lhe chamar de Anatoliy.
Ele nem recebeu a minha resposta, disse: “Pensa, tanto tempo, quando precisares. Eu vou esperar”. Geralmente, eu preciso muito tempo para aproximar-me de uma pessoa. Os meus familiares não conseguiam perceber, porque nos logo ficamos juntos e nunca mais se separamos. Tudo é simples. Tradicionalmente, as relações passam pela: paixão, desejo, interesses conjuntos, entendimentos e consideração mútua. Nossa pirâmide ficou invertida. Eu nem fazia a ideia, que este homem, que uns apelidaram de “eurointegrador sombrio”, possui tanto carinho, calor, amor e paciência. As feridas que ele conseguiu sarar e gelo que quebrou dentro de mi – apenas nos é que sabemos! No dia 23 de Março o nosso casamento fiz dois anos...

2. Quem é o chefe da família? Dois anos atras eu poderia dizer com convicção – ninguém. Mas o meu marido me “corrompeu”, oferecendo a possibilidade de delegar a tomada de decisões. Isso parece um droga, eu sempre vivi com dezenas de questões que necessitavam de resolução, agora ele decida, cortando-os. Embora eu sempre posso defender a minha posição nas questões de dia – a – dia, de educação das crianças e muitas outras. Se tiver a vontade...
Único tabu: embora conversamos sobre a nossa vida profissional, ele não manda no meu jornal e eu não me meto nas questões da Defesa.

3. Temos muitas tradições. Nas Sextas Feiras, à tarde fazíamos uma festinha no jornal, os sábados dedicávamos às crianças, nos domingos íamos para a nossa machamba, geralmente levávamos toda a família alargada. Contávamos os contos mágicos para o nosso filho mais pequeno. Depois do meu marido se tornar o ministro, quase tudo isso desapareceu...

4. Nos já não se zangamos por causa de ninharias. Talvez ainda não se zangamos por coisas graúdas. Nos sentimo-nos confortavelmente, juntos. Ligamos um a outro, dez vezes por dia. Sem razão, sem necessidade, apenas para escutar a voz do outro...
Mas mesmo, se existe uma razão para me zangar, mais fácil é de me controlar, do que depois fazer as pazes com o marido. Ele não ficará quieto, até que examinar o problema de lês a lês. Nos passamos algumas vezes por isso, e eu não quero repetir a doze.

5. Flores “sem o motivo” eu recebo toda a hora. Prendas “por motivo”, escolha a minha mãe, combinando tudo com o genro. Mas das suas viagens de serviço, Anatoliy sempre traz uns souvenirs muito bonitos para a casa. Sempre com muito gosto e eles sempre ficam no lugar certo.
Mas melhor prenda foram as baleias, que fomos ver no México. Foi o meu sonho, ver uma baleia. Agora os conheço “na cara”: cinzentos, brancos, corcovados. Depois, ele prometeu me levar ao rio Amazonas. Mas mentiu: ofereceu a nossa filha Ania. Mas eu perdoei “a falha”, Amazonas pode esperar. Vamos passea-la todos juntos...

Galina Nikolaenko
(Esposa de Sviatoslav Nikolaenko – Ministro de Educação)
Graduada pelo Instituto Pedagógico de Kirovograd, especialidade – professora de escola primária. Muitos anos trabalhou na escola, agora é Acessora – Consultora do deputado no Parlamento ucraniano (Verhovna Rada).

1. Eu e meu marido, conhecemo-nos à muito tempo. Nascemos na mesma aldeia, frequentamos a mesma escola. Mas eu reparei nele antes, a mãe dele trabalhava na escola e ele visitava a, quando eu estudava no secundário. Temos a diferença de seis anos, eu terminava e escola, quando ele terminava a Academia Ucraniana de Agro – Pecuária. Ele namorava muito bonito, digo mais, continua a faze-lo. O nosso casamento foi um casamento de aldeia – durou uma semana...
Flores e comprimentos – são coisas mais naturais, que me acompanham toda a nossa vida em conjunto. Para me, ele continua a ser o homem mais bonito e charmoso do Mundo. Dizem, que amor, com o tempo transforma-se no habito. Eu agradeço o destino por isso não acontecer na nossa família. Apesar de estarmos juntos a 27 anos.

2. Chefe da família é e sempre será apenas o marido. Embora ele pede a minha opinião em tudo. Eu não me lembro de ouvir, ele a dizer: “Eu disse, eu decidi, será assim”. Ele pede a opinião, mas ele suporta o peso da decisão. Mas como a esposa, se eu quiser, posso fazer com que ele apoie a minha decisão, pensando que é inteiramente sua. Eu consigo o “contaminar” com o meu desejo.

3. Entre as nossas tradições familiares, em primeiro lugar é amar, defender e respeitar um a outro. Isso também é valido para todos os familiares e amigos. O meu irmão, também casou-se com a mulher da nossa aldeia. Eles vivem na capital, mas nos encontramo-nos mais na aldeia. Todos os feriados, todos os aniversários vamos para lá. Temos relacionamentos muito calorosos com nossos sogros e nossas sogras. Eu até poderia dizer que preservação dos relacionamentos calorosos e de confiança é outra tradição importante da nossa família.

4. Nos não temos o tempo de zangar-se. Nos encontramo-nos muito a tarde, quando não temos nem as forças nem a vontade de nos zangar. Mas sempre acontecem os pequenos atritos. Mas o primeiro passo para reconciliação, sempre faz o meu marido. Ele é muito delicado e muito responsável. Não importa, se a culpa foi minha, ele fará os pazes primeiro.

5. Essa, é apenas uma, das muitas razões, porque eu posso dizer: melhor prenda que o meu marido me fez, é ele próprio. Penso que tive uma sorte bem grande com o meu marido. Falando das coisas materiais, posso dizer francamente: não importa o tamanho ou preço da prenda, importante que a surpresa que o meu marido me faz, é a manifestação dos seus sentimentos, da sua atenção. Testemunho, que os nossos relacionamentos, foram postos a prova por alegria e tristeza e continuam muito fortes. Outra prenda do destino é o nosso neto, que tem a cara do nosso filho (tragicamente falecido) e o carácter do avo. O nosso filho mais pequeno, ele tem agora apenas 12 anos é o nosso suporte e a nossa esperança. Nossos filhos recebem muito amor, isso também é a nossa tradição.

Yulia Pavlenko
(esposa do Yuriy Pavlenko, Ministro da Família e Juventude)
Possui duas graduações: pela Universidade Europeia de Kyiv, faculdade de economia e Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, especialização: Magistrada das relações externas.

1. Estudei quatro anos nos Estados Unidos, quando voltei para a Ucrânia, fiquei algo desenquadrada da realidade. A minha amiga, cantora Maria Burmaca é prima do meu marido. Foi ela que nos apresentou. Eu pensei que podíamos ficar amigos, mas Yuriy logo decidiu que queria casar comigo. Depois do nosso terceiro encontro, ele contava à todos os familiares e amigos, que sou a namorada dele. Depois ele me conquistava durante um ano, depois nos casamos e já estamos juntos quatro anos e meia.

2. Quem é o chefe da família – nunca colocamos essa questão. Nos somos iguais, cada um de nos é uma personalidade autónoma. Nos ambos conseguimos algo na vida. Eu resolvo as minhas questões, Yuriy – os dele. Em principio, nos nunca discutimos sobre isso. Respeito mútuo está em primeiro lugar. Com certeza, nos trocamos os conselhos, mas cada um de nos, tem o direito de tomar as decisões sozinho e outro respeitará a tal decisão.

3. Ainda não temos tradições familiares, para isso temos que viver 10 – 20 anos juntos. Passamos os feriados juntos. Visitamos a igreja na Páscoa, benzemos os ovos e o “Pão de Páscoa”, depois juntamo-nos as nossas famílias: minha e do meu marido. Nos tentamos alegrar um a outro todos os dias, porque a vida é muito complicada, existe muita rotina, todos ficamos cansados no serviço. Por isso acredito, que temos que dar as pequenas e gostosas surpresas ao outro, quanto mais vezes, melhor.

4. Zangamos e fazemos pazes muito rapidamente. Eu sou uma pessoa altamente não rancorosa. Mas o Yuriy sempre faz o primeiro passo. Sobre as questões principais, nos não temos diferenças. O nosso maior problema – falta do tempo, Yuriy praticamente não tem fins – de – semana. Eu entendo, mas mesmo assim, gostaria de ver o meu marido mais vezes.

5. Eu adoro as prendas. Yuriy sabe disso e faz as muitas vezes. Isso levanta o meu austral, e ajuda resolver as nossas pequenas brigas. Meu marido faz tudo de coração, eu gosto qualquer das bugigangas dele e ele sempre oferece algo muito original e muito pessoal. Tal pessoal, que tenho a vergonha de vos contar...